sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

FOI-SE A CHUVA, PREPARA A FAXINA...

  Depois da chuva vem a "bonança" e fica a sujeira. Chuvas do início da noite de quinta-feira (2) deixaram um rastro de destruição e prejuízos em vários pontos da cidade.Principalmente no asfalto
Donas de casa, turma da limpeza pública, amanheceram com vassouras, esfregões, pá e enxadão.

O único trator, ainda em funcionamento, está desde cedão "bardeando" pedras para tapar as buraqueiras. O buraco que era pequeno, com a chuva ficou maior.
Cosmópolis volta a suas origens históricas, de cidade universo para terra do Funil. 🌊🏊🏻😦

Asfalto virou farofa 👌🏻
  Na Avenida Marginal, região do Jardim Paineiras, a correnteza das águas chuvosas deixou o asfalto com mais buracos que a cara do ex-prefeito.
A força chuval foi tamanha, que chegou a "sulpitar" (subi pra cima) as tampas das entradas de esgoto da Avenida, espalhando os utensílios pelos quarteirões.

Milagre químico 
  Houve até noiá "estudando" fazer o milagre químico nos tampões, transformar o ferro em pedra, mas foram surpreendidos por populares. Os tampões de ferro chegam a pesar quase 50 quilos, sendo "chumbados" no chão com concreto e massa asfáltica. 😱

Centro do descaso 😵
  Seguindo o mesmo projeto urbano dos tempos que Cosmópolis era Villa, diversos pontos da região central sofreram com o aguaçal chuvoso. Sem escoamento, as águas vindas da Avenida da Saudade e bairros, trouxeram aos moradores e comerciantes semelhanças com paredão da Usina Ester.

Em vários pontos e cruzamentos das ruas Campinas, Sete de Setembro, Antonio Carlos Nogueira, houve alagamentos em casas e comércios. Os muros dos jardins da popular Praça do Coreto, pareciam as vazantes do Paredão. Ponto de táxi central foi lavado pela enxurrada. Moradores de rua, tiazonas do amor, travestis e claqueiros, usaram o coreto como abrigo.

"Gato, foi muita água. Virei homem nessa hora, sai do salto e corri. Não sou oferenda de Iemanjá pra água levar", disse Jhessyka Chicletis💋

  Um dos pontos mais críticos e calamitosos foi o cruzamento da Avenida Ester com a Rua João Aranha, a força das águas levou a farofa asfáltica eleitoreira, transformando o já existe pequeno buraco de Tonhão, em um grande buracão.
  
  Palavriando uma amiga internauta, "já não bastasse os buracos de Tonhão, a população agora sofre com os buracos formados por Pedrão". 👀😫



ZÉ Lindo

UIRAPURU PEDINDO SOCORROOOO

Lamaçal do descaso 🏊🏻
Texto Zé Lindo
  Moradores do Uirapuru estão praticamente ilhados, entra e sai do bairro rural, só quem tem trator ou tração especial no veículo 🚗


    Com as fortes chuvas do início da noite de quinta-feira (2), as águas do Rio Jaguari transbordaram, alagando as velhas estradas de terra, formando um baita lamaçal. É tanto barro que dá até pra fazer uma olaria.👀
O único ônibus que faz o transporte público no bairro atolou tentando não atolar. Veículo barreou as rodas, e só sai com ajuda de trator.🚌


Até minhoca e tatu está fugindo de passar por lá, políticos o mesmo, principalmente os "exS" da gestão passada.

Cadê a verba🤔
  O drama é antigo, já foi promessa de melhorias em campanhas, elegeu políticos com plano de governo voltado para o bairro, mas até agora nada. 😤
O curioso e revoltante, é que o governo Estadual, mandou, enviou, destinou, uma exorbitante verba para realizar o asfalto e instalar adutores de escoamento de água e esgoto. Mas...pelo barro da irresponsabilidade, a verba destinada tomou outro destino.

Pedido de socorro 🆘
 Várias fotos estão sendo divulgadas em perfis de moradores do bairro, sempre seguidas de um pedido de socorro direcionado às autoridades.
Em destaque no perfil do casal Theo Thaís Silva, moradores do bairro de chácaras, fotos impactantes registram o depois das chuvas.
As imagens feitas em um dos acessos principais do bairro, mostram a calamitosa situação do bairro. Moradores estão pedindo socorro e ajuda emergencial urgentíssima.
Douglas Douglao Pólents, o popular Polenta, morador do bairro, registrou a invasão das águas na estrada que liga o Uirapuru ao bairro Tanque Furado.
"O rio Jaguari mudou de direção. Sé loko cachoeira", declarou o músico em postagem no face .🏝







Pedrão não tá ajudando Jusé💦
Sem verba, e condições de enviar maquinários, prefeitura está esperando o barro secar para "começar" a tentar fazer algum serviço.

Fotos Theo Thaís Silva/ Polenta 
Texto ZÉ Lindo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

RASTRO DE DESTRUIÇÃO

CUIDADO e muita ATENÇÃO motoristas e transeuntes no cruzamento da Avenida Ester e João Aranha. As chuvas levaram parte do asfalto deste trecho de constante tráfego. Buraco está coberto de água e pode não ser visto. 🌚

  A chuvarada desceu feroz no início da noite de quinta-feira (2), na Rua João Aranha, regaçando com a força das águas parte do frágil asfalto e do remendo politiqueiro (feito em ano de eleição), levando destroços até pá drento do centenário boteco da barroquinha. 🌊🌊💦
Bêbados, cachaceiros e demais frequentadores do popular boteco entraram em pânico.😱🍻
"Rapái só não caguei na roupa por que já tinha cagado. Foi muito forte a enxurrada, parecia o paredão da Usina. Eu tava sóbriu, se não, podiam dizer que era coisa du arcú, mai tá aé a prova no chão ", disse Gildemar Farias, vulgo Rapagão, apontando para as pedreiras de asfalto.





CUIDADO 
  Os motoristas que transitam no sentido viário bairro/centro devem redobrar a atenção no volante. 🚘



  O ponto da cratera gigantesca foi formado precisamente na faixa de pedestres, de fronte ao "Bar do Poker". Grandes pedaços de asfalto estão espalhados por toda Avenida e rua João Aranha. A referência de atenção é o semáforo quebrado da Avenida 🚥🚦😞
 Tem toco de asfalto até no ponto prostibulista das Tiazonas, esquina da ED+. Segundo Neide Tentação, 78 anos, ela e as amigas estão avisando os clientes do perigo do buraco deste ás 20h, quando a chuva havia apaziguado.😘
"Começo de mês, o cliente tem que ser avisado, meu Lindo. Não é por causa de um buraco que vou deixar de faturar com meus buracos", declarou a meretrícia senhora, profissional do ❤️.




Sem sinalização 🅾️
  Por falta de fita zebrada o local não está demarcado. O último rolo de fita comprado fiado pela prefeitura foi gasto para demarcar o buraco do vigia do buraco do Tonhão, e outros demais buracos Tonhistas alargados com a chuva .😫😡👀

Fotos meu celular 
Texto eu mesmo
Agradecimento a repórter Jeanete que nos envio o furo dá notícia do buraco.👍🏻

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

TRADIÇÃO PAULISTA ESQUECIDA

DIA DE REIS 


    As romãs já estão granadas, mais redondas que barriga de gordo depois da ceia na casa da mamãe. Da fruta reluz um tom único, o vermelho romã, vindos das suas cascas medicinais (abençoado remédio para as inflamações de garganta), contrastando com a intensa cor laranja da sua florada, nascendo em cada flor uma pequena coroa, na qual surgem os novos frutos.
Frutinha de um gosto inconfundível, um azedinho único, que na sabedoria do velho caipira paulista traz sorte e espanta os "már infortúnio" da vida. Nesta mesma sabedoria, relembro uma tradição bem paulista das romãs, antigamente muito praticada nas festividades do fim do ano e, principalmente no dia 6 de janeiro.

   A tradição começa no dia do natal, enfeitando a mesa com romãs, porém, elas não devem ser abertas. Somente no dia 6 de janeiro, dia consagrado aos Reis Magos, as romãs são abertas.
Na manhã do Dia de Reis, a primeira refeição devem ser as frutinhas de uma romã, separando seis carocinhos, que são guardadas durante todo o ano novo, dentro da carteira; sempre envoltas de um papel com os nomes dos três Reis Santos: Gaspar, Baltazar e Belchior.

  Um poderoso “patuá”, que segundo o costume e a fé do caipira paulista, traz prosperidade e saúde, simbolizando os presentes dados pelos reis magos ao Menino Jesus.

Segundo a lenda, a romã era o único alimento que existia na manjedoura, encontrada por São José em uma árvore que sombreava o local. Os Reis magos vindos do Oriente para ver o Menino Jesus, receberam da Sagrada Família partes das frutas na ceia da noite de Natal.

 Por Deus a fruta foi consagrada, representando na fartura e união dos seus pequenos frutinhos e, na coroa que enaltece a romã, que um rei somente é rei através da união de seu povo. A romã não amadurece fora do pé e, por mais que tentem forçar o “madurá”, os frutos não prestam, “arroxeando”.

 Este “madurá” por vontade de Deus, representa que um rei mesmo com a união do povo, somente será Rei e, realizará um bom governo , se Deus assim permitir e, seu reinado abençoar...



Foto Pé de romã germinado de uma antiga romanzeira do Vila Mariana (Vila Nova). Tradição que entre "germinadas", perdura a quase 100 anos, sendo o primeiro pé pertencente a Dona Izabel Lange Woord. A romanzeira está plantada na sede do Acervo Cosmopolense na Rua Monte Castelo.

domingo, 1 de janeiro de 2017

AINDA ONTEM...

  01/01/1945... “Ainda ontem”, há exatos 72 anos
  Fixado nos postes de madeira da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), nas paredes das casas comerciais, o cartaz anunciava as solenidades e festividades de instalação do novo município paulista, a cidade de Cosmópolis.
Durante todo o mês de dezembro o convite impresso pela renomada “Tipografia Paulino” de Campinas, era distribuído nas missas da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, cultos da Igreja Evangélica da Confissão Luterana, colônias da Fazenda Esther, sessões do Cine Theatro Avenida; e entregue pessoalmente pelo chefe da estação aos passageiros que faziam baldeações e embarques na plataforma de trens da Estação da Companhia Sorocabana.

Alvorada matutina em festa 
01/01/1945- Cosmopolenses acompanhando as festividades de instalação do município na Praça do Coreto

A *janeira cosmopolense (nome paulista para o início do ano), amanhecia ao som da Corporação Musical na Praça Major Arthur Nogueira, o popular Jardim do Coreto. Todo o espaço estava enfeitado por bandeirolas, distribuídas por cordões fixados nas árvores e postes. A arte foi feita por alunos do Grupo Escolar de Cosmópolis (futura escola do Rodrigo), com auxílio dos professores. O material, papel de variadas cores e barbantes, foi adquirido com a ajuda do comércio.
Uma bateria de rojões com 21 tiros, estourava nos céus, anunciando o início das festividades para toda a cidade. Na estação desembarcavam autoridades da região, como também representantes do Estado e do governo militar. Carros de praça com chofer da capital, traziam deputados e chefes do governo Vargas.

Ditador homenageado 
01/01/1945- Antiga subprefeitura de Cosmópolis, em destaque a faixa em homenagem ao ditador Getúlio Vargas

Na frente da antiga subprefeitura, foi fixado na Rua Campos Salles um arco de madeira, revestido com flores e ornamentos naturais, prendendo em seu topo uma faixa de agradecimento a Getúlio Vargas. O ditador em novembro de 1944, aceitou o decreto lei que estabelecia a criação do município, emancipando política e administrativamente Cosmópolis de Campinas em 30 de novembro do distinto ano.
Missa campal
01/01/1945- Missa campal no largo da Matriz de Santa Gertrudes

A Igreja de Santa Gertrudes, projetada pelo celebre Escritório de Engenharia e Arquitetura Ramos de Azevedo, tornava-se pequena para abrigar a multidão de convidados. Por este motivo o Padre Germano Padro, pároco da comunidade Católica, celebrou uma missa campal nas escadarias da igreja.

Instalação do município 
As 15h, Dr. Moacir e Achiles Avancine assinavam a instalação do município de Cosmópolis, oficializando perante o estado o território como cidade, assumindo os comandos administrativos e políticos. Em decorrência do regime militar do ditador Getúlio Vargas, no período de 1930 até 1945, não existiam os cargos de vereador, assim como não existiam eleições para cargos de prefeito e governador.


Baile, churrasco e chopp Columbia
1945- Um dos produtos de destaque da consagrada Cervejaria Columbia em Campinas

O salão social do Cosmopolitano Futebol Clube, localizado na Rua Baronesa Geraldo de Rezende, foi cedido pela diretoria para as festividades musicais do baile do município.
No tradicional salão alviverde (alusão ao piso hidráulico com as cores do clube), a sonoridade dançante foi feita por Jazz Bands locais, com encerramento dos consagrados musicistas de Limeira, Zé Canoeiro, Lagoa e Vaninho, o famoso Trio Canoeiro. Na Rua Sete de Setembro, eram assados carnes diversas, sendo distribuído o churrasco acompanhado de muito chopp Columbia, produzido em Campinas.

Dois olhares do antigo salão social do Cosmopolitano Futebol Clube, localizado na Rua Baronesa Geraldo de Rezende. Foto Bruna Genaro


Texto datilografado por Adriano da Rocha, redigido com base em depoimentos feitos ao Acervo Cosmopolense e inserções noticiosas do histórico dia, impressas tipograficamente no semanário local “O Apito”, e no jornal campineiro “Correio Popular”. Fotos acervo Adriano da Rocha.


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