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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

ANIVERSÁRIO DE COSMÓPOLIS

DIA DO MUNICÍPIO
74 anos de emancipação política e administrativa
Desfiles de 30 de novembro


Aos cosmopolenses!!!

“SALVE” Cosmópolis!!! Dia 30 de novembro, marco do nascimento de Cosmópolis como cidade. Data consagrada por seu povo, nas batalhas por ser cidadão de sua própria cidade.

No passado, a data mais importante do calendário municipal, referência festiva na região.

Grandiosos eventos cívicos municipais, onde os artistas principais do “show de aniversário”, eram os próprios cosmopolenses. Exaltava-se o município, glorificando seu passado e presente, para honra e orgulho no futuro.

No dia 30 de novembro, a cidade amanhecia ao som da “Corporação Musical de Cosmópolis”. Era a alvorada da corporação, proclamando o “Dia do Município”.

A população despertava aos sons de marchas, dobrados e o “antigo hino municipal”. Marchando pelas ruas da região central, seguia o maestro Antônio Tavano e seus músicos.

Os sinos dos campanários da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, anunciavam o início das celebrações religiosas. Ao término da missa campal, começavam as concentrações do desfile no Largo da Matriz, recém reinaugurado.

DIA DO COSMOPOLENSE
Em marcha pelos paralelepípedos da Avenida Ester, seguiam os grupos escolares municipais, funcionalismo público, comunidades religiosas, corporações musicais, fábricas, industriais, comerciantes, agricultores, e cidadãos disposto à homenagear Cosmópolis.

Cada grupo, reverenciava uma fase da história cosmopolense, como também, os atributos do seu seguimento social. Em alas específicas, como é feito nos grandes carnavais.

Os fornecedores de cana, transformavam seus caminhões em gigantescas alegorias, enfeitados minuciosamente pelos grupos escolares municipais.

Trabalho de meses de antecedência, criações realizadas como trabalho escolar, supervisionados pelos atentos professores.

Não esquecendo o cuidadoso trabalho das mães, com suas habilidosas mãos, criavam as fantasias e uniformes para o esperado dia.

Os tecidos para confecção das roupas, adornos dos carros alegóricos e fabricação de estandartes, era doado pelas várias tecelagens cosmopolenses.

Até mesmo as linhas, botões, fitilhos, lantejoulas e adereços, quando não chegada por doações, as lojas da “Villa”, vendiam por preços especiais.
O amor por Cosmópolis transformava a população, unidos, transmitiam este nobre sentimento em cada preparativo da festa. A data marcava anos de lutas, incessantes batalhas populares, pela emancipação política e administrativa.

A data, era comemorada, como o “dia do cosmopolense”. Símbolo das lutas populares, quando o povo cosmopolense, conseguiu o direito de ser cidadão da sua própria cidade.

Acompanhando os caminhões alegóricos, seguiam os cortejos dos agricultores e fornecedores de cana. Cada agricultor, trazia em seu trator, uma seleção de produtos das suas terras. Laranjas, algodão, milho, melancias, abacaxis, café, entre outros produtos que consagravam as produções cosmopolenses.

Seguiam em fila os tratores, acompanhados de charretes, troles, carroças e carros de bois, todos mostravam no desfile, seu orgulho por sua terra.

Os choferes de praça (taxistas), enfeitavam com fitas e faixas seus carros, seguindo o desfile levando as “majestades”.
Eram as Rainhas e princesas, eleitas como as mais belas de Cosmópolis.
Tinha até os grupos de bicicletas, formado por crianças e adolescentes. Com enfeites nos raios, bancos, guidões e garupas, seguiam orgulhosos os “bicicleteiros” no desfile.

Ao som da fanfarra do GEPAN, Corporação Musical de Cosmópolis, Corporação da Usina Ester, bandas, charangas, corais, violeiros, o desfile seguia animado pelos seus percursos.

Parabenizando Cosmópolis, as cidades da região enviavam seus representantes políticos e os inesquecíveis presentes.
Em nome da população dos municípios, traziam gigantescos presentes simbólicos, transportados por caminhões e carros oficiais enfeitados.

As concentrações aconteciam no Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, onde depois da “Missa Campal” e bênçãos do Monsenhor Rigotti, seguiam pela Campos Salles, rumo a Avenida Ester. Inicialmente, devido a quantia de componentes e participantes, o desfile iniciava-se próximo do Cine Theatro Avenida, seguindo pela Avenida Ester, até a Rua Campinas.

Na Rua Campinas, seguia-se para o grande final, concluindo as celebrações e atos oficiais, no “Estádio Thelmo de Almeida”. Havia entrega de honrarias, prêmios aos blocos e fantasias, e as apresentações musicais de artistas da cidade.

Evento sempre “irradiado” pelos serviços de alto falantes da “A voz de Cosmópolis”. Oficialmente narrado pelas inimitáveis vozes de locutores como Alibabá e Zé Magossi.

Os gastos da prefeitura eram mínimos, as festas era totalmente financiadas pela população. Não eram gastos, mas sim, exaltações de orgulho e amor por Cosmópolis.

Sentimentos raros na atualidade, mas que ainda habitam os corações da população, basta serem aflorados.
Aos cosmopolenses, de nascimento, opção e coração, não esqueça: Cosmópolis não é motivo de vergonha.

TENHO ORGULHO DE COSMÓPOLIS
Cosmópolis, nunca será motivo da sua vergonha, mas sim, alguns cosmopolenses. Estes, principalmente os “oportunistas políticos”, são as razões da sua vergonha, dos males da sua vida como cidadão. Nunca a cidade de Cosmópolis será motivo da sua vergonha, somente, alguns cosmopolenses.

Essa vergonha pode ter sim, basta você cidadão querer, usando seu poder do voto!!!
Glórias à cidade de Cosmópolis, e muita esperança e perseverança ao povo cosmopolense.

Hoje, 74 anos de emancipação política e administrativa de Cosmópolis, e 12 anos de criação do Acervo Cosmopolense.
Obrigado Cosmópolis, obrigado cosmopolenses!!!

Texto Adriano da Rocha

quarta-feira, 25 de julho de 2018

LUTO COSMOPOLENSE

MEMÓRIA ESCOLAR

ADEUS DONA VILMA NOLANDI 
Professora, educadora da vida
Um dos últimos registros da professora, foto de Ana Maria Pacetti. Homenagem prestada na escola que recebe seu nome.

Mestra formadora de caráteres, professora das letras, educadora dos caminhos da vida. Entre as mais edificantes tutoras da profissão. Exemplo para muitos dos seus alunos, seguirem no ofício de professores.
Aos 84 anos de idade, faleceu nesta quarta-feira (25), Vilma Zenaide Nolandi Costa, a querida "professora Vilma". Inesquecível professora, com mais de 50 anos dedicados ao magistério em Cosmópolis.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO 
O velório tem início às 8h00 desta quinta-feira (26), sendo realizado até as 17h00 no Velório Municipal de Cosmópolis. O sepultamento será no Cemitério da Saudade, em Campinas.

EDUCADORA DA VIDA 
Dona Vilma Nolandi recebendo um fraterno abraço da professora Helena Nallin

Professora Vilma, era filha de Dona Risoleta e Dr. Luís Nicolau Nolandi, notório casal que marcou época e fez história na cidade.

Viúva de José Esteves Costa, antigo gerente do "Banco Segurança", deixa os filhos Hamilton, Elisabeth, Miriam, e incontáveis filhos adotivos. Seus ex-alunos e crianças dos projetos que amparava como voluntária.

Nasceu em Cosmópolis, na Rua Alexandrina (atual Campos Salles), naquele casarão recentemente reformado, localizado em frente à Igreja Matriz de Santa Gertrudes.

Nos estudos no “Grupo Escolar Rodrigo”, as aulas da saudosa Dona Onélia Kalil Aun, despertavam seu amor e vocação ao magistério. Terminando os estudos no tradicional "Colégio Progresso", em Campinas, começou a lecionar nos anos 1950, nas escolas cosmopolenses.

Até sua aposentadoria em 2004, havia lecionado ou prestado serviços direcionais, na maioria das escolas municipais e estaduais cosmopolenses. Somente na Escola GEPAN , onde aposentou-se do magistério, foram mais de 40 anos de aulas .

Muitos dos seus educandos, seguindo como exemplo seu amor em ensinar, tornaram-se seus amigos e amigas de trabalho. No GEPAN, houve períodos que a maioria dos docentes foram ex-alunos da Dona Vilma. Lecionando na mesma escola, a mestra e seus alunos professores.

Em 1993, nas comemorações dos 49 anos do município de Cosmópolis, o então prefeito Mauro Pereira, ex-aluno da Dona Vilma, perpetuava uma justa homenagem à professora.

Era inaugurado no Jardim Independência, a “Escola Municipal de Ensino Infantil Professora Vilma Zenaide Nolandi Costa”.
Escola modelo, localizada na Avenida da Saudade, próximo do Supermercado Berton.
Ao lado da amiga e companheira de profissão, Professora Helena Curiacos Nallin, foi uma das percursoras da conceituada “Casa da Criança de Cosmópolis”. Um dos mais antigos projetos assistenciais do município, com quase 40 anos de serviços voluntários prestados.

GRATIDÃO PROFESSORA
Vila Nolandi Costa Professora Vilma, uma vida inteira dedicada ao magistério 

Nossa mais edificante tradução cosmopolense da palavra professora.
Nas tortuosas passagens da estrada do conhecimento, ensinou para muitos os primeiros passos.Transformando os percursos em suaves caminhos.

Gratidão benemérita professora, gratidão Dona Vilma Nolandi.

Descanse em paz professora, olhai e rogai por sua querida Cosmópolis!!! Suas aulas na terra até terminaram, mas seus ensinamentos deixados, estes serão eternos.

Texto Adriano da Rocha

quinta-feira, 28 de abril de 2016

ADEUS PROFESSORA MARIAZINHA

Professora Maria Strazzacappa falece aos 97 anos 




Fotos Família Strazzacappa 


   “A primeira professora a gente nunca esquece”... Mas como esquecer alguém tão especial e importante para a história de Cosmópolis e várias gerações de cosmopolenses!? Quando tristemente recebi a notícia, essa foi minha reação, total indignação pela falta de respeito e interesse por nossa história. Os detentores da notícia esqueceram, ou, faltou espaço entre tantas matérias pagas e ocorrências, para lembrarem-se desta imensurável perca.

  Cosmópolis despediu-se no dia 8 de abril, uma triste manhã de sexta-feira, da sua eterna professorinha, Maria Aparecida de Toledo Strazzacappa, ou como era carinhosamente conhecida, Dona Mariazinha. Partiu para casa do Pai, aos 97 anos de idade, sendo seu corpo sepultado no Cemitério Municipal da Saudade, ao lado do esposo Orlando Strazzacappa. Dona Mariazinha e Orlando, tiveram seis filhos, Ana Maria, Marta, Cristina, Elizabeth, Luís (Neto) e Orlando (Filho). Dona Maria Strazzacappa foi professora em todos os sentidos da vida, sua paixão e o amor pelo magistério foram seu exemplo maior de vida, seguidos pelas filhas Ana Maria, Marta, Cristina, Elizabeth, professoras com muito orgulho, professando os mesmos passos da mãe, caminhado lado a lado com seus alunos, na estrada do conhecimento. Conhecidas em Cosmópolis, como "as professorinhas da Dona Maria".

Professora  Maria Strazzacappa rodeada das filhas, as professorinhas da Dona Maria.
Irmãos Strazzacappa.
   Maria Aparecida Rangel Toledo nasceu em 2 de março, em Cruzeiro, famosa cidade paulista do Vale do Paraíba, mudando-se ainda criança para a progressista Villa de Cosmópolis. A mudança da família Rangel Toledo, surgiu por um convite do Professor Felício Marmo, primeiro professor de Cosmópolis, responsável pela fundação da primeira Escola Público da Villa em 1905, inaugurada em uma pequena casa na Avenida Esther, existente até hoje, ao lado da Loja Seller. O convite, uma proposta de emprego para Dona Mariana Conceição Rangel Toledo, mãe de Dona Mariazinha, lecionar em um grupo escolar (reunião de várias escolas) que começava a ser construído na Rua Campos Salles, ao lado da Sub-prefeitura de Cosmópolis.

Dona Mariana Rangel (óculos), em um registro familiar no fim dos anos 50.


     Oficialmente em 1925, Dona Mariana Rangel e outros professores, inauguravam o “Grupo Escolar de Cosmópolis”, que na década de 40, foi então nomeado Grupo Escolar Rodrigo Octávio Langard de Menezes. Nesta primeira turma de alunos, Dona Mariana lecionou para sua filha, a pequena Maria Aparecida, então com 7 anos de idade. As aulas, naquele tempo, eram divididas em períodos, na parte da manhã os meninos, no período da tarde as meninas. Dona Mariana é considerada a primeira professora da “Escola do Rodrigo”, assim como a primeira professora contratada pela sub-prefeitura de Cosmópolis, distrito da cidade de Campinas.

  A jovem Maria Aparecida, ao terminar o ensino fundamental em 1928, mudou-se para Campinas, para então terminar os estudos e realizar seu maior sonho, ser professora como sua mãe. A menina ficava encantada com o magistério, a sala de aula, as palavras escritas com giz no velho quadro negro, os livros, os olhares deslumbrados dos pequeninos alunos, descobrindo o mundo através das aulas da sua mãe, tudo naquele mundo escolar lhe trazia fascinação.

Maria Aparecida Rangel de Toledo, registro de 1940, álbum dos formandos do "Instituto de Educação de Campinas".


   Em 1940, oficialmente a normalista tornava-se professora, diplomada pelo renomado “Instituto de Educação de Campinas”. Nas viagens entre os estudos em Campinas, e as visitas aos pais em Cosmópolis, Maria Aparecida conheceu o jovem Orlando Strazzacappa, filho do lendário fazendeiro Luiz Strazzacappa, dono de umas das terras mais produtivas de Cosmópolis, localizada onde hoje existem os bairros do Uirapuru, Saltinho e Quilombo. Em uma cerimonia reservada na velha Igreja Matriz de Santa Gertrudes, Maria Aparecida unia votos com Orlando, tornando-se então, Maria Aparecida de Toledo Strazzacappa.

   
 O casal Dona Maria Strazzacappa e Orlando Strazzacappa.

  
Luiz Strazzacappa.

    A vida era muito corrida, a rotina com os seis filhos e os demais alunos, os quais tratava como seus filhos, era extremamente cansativa, sempre ao seu lado, o esposo incentiva Maria em tudo. Enquanto Orlando tratava dos negócios da família, a esposa lecionava nas escolinhas rurais da região do Itapavussu, onde as aulas aconteciam durante dois dias da semana, sempre nas manhãs, e diariamente no período da tarde, no Grupo Escolar Rodrigo, lecionando durante anos, ao lado da mãe, Dona Mariana.

   Não podemos esquecer que Orlando Strazzacappa foi um dos emancipadores de Cosmópolis, lutando junto a outros idealistas, pela emancipação política e administrativa da cidade de Campinas. Um sonho que se tornou realidade em 30 de novembro de 1944; nesta data Cosmópolis deixava de ser Villa, para oficializar-se como município. Na primeira legislatura de Cosmópolis, onde foram empossados Moacir do Amaral e Caetano Achiles Avancini, primeiro prefeito e vice, Orlando Strazzacappa foi nomeado um dos primeiros vereadores do recém-criado município. Sendo eleito pelo voto novamente, na primeira eleição municipal, realizada em outubro de 1945.

Família Toledo Strazzacappa reunida, Dona Maria e Orlando, rodeados dos seis filhos.


   Cortando pelas centenárias estradas rurais de Cosmópolis, “lai vem à professorinha”. Com seu impecável vestido de linho branco, um lindo chapéu na cabeça, seguia Dona Maria em seu trolinho entre as lavouras. Cortava as “picadas” (nome paulista as estradas abertas por carros de bois nos tempos dos Bandeirantes) apressada, levantando a poeira vermelha das estradas do Uirapuru, Itapavussu, Saltinho, Nova Campinas e Fazenda Usina Ester. Lugares distantes, estradas até mesmo intransitáveis, mas com coragem e muito amor aos seus alunos, seguia Dona Maria.

   
   Uma professora dos livros e letras, uma professora da vida, conselheira e amiga dos seus filhos escolares. Depois de mais de 30 anos de ensinamentos, oficialmente aposentou-se, com todos os méritos e honras, na Escola do Rodrigo.Escola que viu nascer seus sonhos, onde sua mãe foi à primeira professora. Em vida recebeu uma eterna homenagem da prefeitura, com seu nome enaltecendo uma escola infantil no bairro Cidade Alta.

Dona Maria lecionando aulas de piano aos seus alunos.
2014...Dona Maria, então com 95 anos, interpretando em um teclado algumas notas.

    Pioneira como sua mãe Dona Mariana, a primeira professora da Escola Rodrigo, Dona Maria Strazzacappa, herdou o magnifico dom de ensinar, seguindo outro marco da família: ensinar música. Ainda criança apreendeu com mãe a tocar piano, acompanhando os vários alunos que Dona Mariana recebia em sua velha casa na Rua Antônio Carlos Nogueira, próxima a antiga “Companhia Paulista de Electricidade”.

  São tantas referências de uma história fascinante, um livro que muito bem poderia ser intitulado: “Eterno amor por Cosmópolis”.



   
  Na Igreja Matriz de Santa Gertrudes, Dona Maria foi responsável por uma das mais tradicionais festas cosmopolenses, a famosa e extinta “Festa de Santo Antônio”, realizada anualmente no Largo da Matriz. Dona Maria e outras dezenas de senhoras da comunidade, organizam durante todo o mês de maio, a celebração da festa no dia 12 de junho. As trezenas começavam no fim de maio. A festa foi no seu tempo, um dos maiores eventos da região, com barracas típicas, intenso leilão de prendas e gado, animado pelos saudosos leiloeiros Zuza Nallin e Sérgio Rampazzo.

Maria Strazzacappa., em um dos últimos registros familiares.


    Fica aqui nossa homenagem, pequena comparada com a grandeza de nossa querida professorinha. Em nome do povo cosmopolense, muito obrigado Dona Maria Strazzacappa. Descanso merecido a uma eterna guerreira, a filha que escolheu Cosmópolis como seu berço, orgulhando em todos os seus 97 anos a nossa cidade. Os sinceros sentimentos aos milhares de alunos, o abraço em cada familiar, a nossa eterna saudade. As glórias de Deus e de Cosmópolis a Dona Maria...

Fotos Família Strazzacappa 

quinta-feira, 26 de março de 2015

LUTO COSMOPOLENSE

   
  Com grande comoção de familiares e amigos, foi sepultada nesta tarde no “Cemitério Municipal da Saudade” em Cosmópolis, a professora Maria Ignês Scorsoni. Maria Ignês sofreu um infarto fulminante no final da tarde de quarta-feira (25/03), foi encontrada sem vida na varanda de sua residência em frente ao largo da Matriz de Santa Gertrudes, Maria Ignês estava de pijama e segurava uma caneca de chá. Maria Ignês era filha do querido casal Armando Scorsoni e Azize João Rachid Scorsoni (em memória), o casal tinha como filhos Maria Ignês e o economista Adalberto Scorsoni.

  Maria Ignês completaria 68 anos nos próximos meses, não deixou filhos, foi uma pessoa extremamente reservada em sua vida pessoal. Deixa um legado de mais de 50 anos dedicados ao ensino público cosmopolense, milhares de alunos aos quais ensinou os princípios básicos de educação, e principalmente o amor aos livros e a cidade de Cosmópolis.

  Figura muito querida na cidade de Cosmópolis, uma profissional sem igual, exemplo de uma vida dedicada ao magistério. Humildemente brincava com os amigos dizendo ser uma das únicas detentoras da formula criada por seu pai Armando Scorsoni na década de 50, da famosa “Maça Scorsoni”. Um dos refrigerantes mais vendidos na região média Paulista nas décadas de 60 e 70. A fama era tanta, que a Companhia Paulista Antarctica, a qual Armando era distribuidor oficial da empresa na região, ofereceu uma grande fortuna para a compra da formula, sendo recusada a oferta por Armando.

  Nossa singela homenagem à querida Maria Ignês, nossas orações e os pedidos de conforto aos familiares, amigos e alunos. Que Deus lhe abrace e a receba em seu reino de paz e amor. Descanse em paz Maria Ignês.

Texto Adriano da Rocha
Foto Recolhida por Ednaldo Luiz (Alemão)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

NO ACASO DE UM CLICK A FOTO, E TANTAS HISTÓRIAS...

Texto e foto Adriano da Rocha


   1994... Uma tarde, um dia qualquer , o registro da agitação da saída e chegada de alunos em uma escola, a saudosa “Escola do Comércio”; ou seu último nome oficial da fachada, “ Escola Municipal de Primeiro e Segundo Grau e Supletivos Dr. Moacir do Amaral”. Uma simples foto, feita no acaso, no banco de passageiros de um carro, nos tempos que a Rua Antonio Carlos Nogueira possuía o sentido de transito contrário ao atual, e a velha Rua era a entrada e chegada de Cosmópolis. Uma foto e milhares, milhares, e milhares de descrições feitas pela memória saudosa de milhares e milhares de alunos que passaram por está escola.

  Milhares sim!! São mais de 80 anos de história deste local, e quantas histórias não é!! Foi na década de 20 o prédio construído para ser o “Grupo Escolar de Cosmópolis”, criado no inicio do século passado (1905) pelo primeiro professor de Cosmópolis, e fundador também da primeira escola pública da pequena Villa, o professor Felício Marmo. Ilustre e importantíssimo personagem da nossa história, que somente foi “descoberta” a sua importância pelos “pseudo-historiadores” no final da década de 90, quando em um acaso foi encontrado seu livro, misturado entre tantos outros intitulados como “qualquer”, no acervo da Bibiblioteca Municipal.

1905... Professor Felício Marmo entre sua turma de alunos, oficialmente a primeira escola pública de Cosmópolis. Abaixo o mesmo local da foto em 2012,  local onde funcionou a escola inicialmente em uma sala alugada pelo governo intendente de Campinas.

   Neste prédio na década de 40 surgia um dos seus nomes mais ilustres e populares, “Grupo Escolar Rodrigo Octávio Langaard de Menezes”, a querida Escola do Rodrigo, a qual muitos até não sabem que nasceu neste local, e não no atual. Com o tempo, e o “famigerado progresso” cosmopolense, o aumento da população, a criação de novas normas de ensino pelo governo Paulista e federal (tempos da ditadura), a velha escola foi mudando, adaptando-se, recriando-se, e cada mudança seu passado era destruído pelas “reformas” e “ampliações”.

No final década de 50, era criado um projeto pela secretária de educação do estado para transformar a velha escola em escola técnica. Foram construídas novas salas, derrubadas paredes juntos com os ornamentos em cimento que destacavam suas fachadas, o antigo prédio construído em outros distritos como padrão pela prefeitura de Campinas, transformava-se em lembrança do passado.
Surgia uma nova história, surgia na década de 60 no velho recriado prédio a “Escola Técnica de Comércio”. O nome permaneceu até 1970, quando a escola novamente mudou de nome, sendo pela terceira vez rebatizada, como “Colégio Municipal de Cosmópolis”, e anos depois “Escola Municipal de Cosmópolis”.

Formandos de 1975 da Escola Municipal (Escola do Comercio).

  No governo Nallin mudou novamente de nome, desta vez na verdade recebeu um nome, que entre siglas e siglas que mudavam, permaneceu, Dr. Moacir do Amaral, nosso primeiro prefeito.
Muita história não é!! Como eu teclei no comecinho destas memórias, escritas no acaso das lembranças, e resumidamente. Hoje muitos “novos cosmopolenses” que passam pela movimentada rua, é infelizmente desconhecida a importância da sua maravilhosa história dentro da história da cidade, e principalmente na história de vida de milhares e milhares de cosmopolenses.

 Uma história escolar que chegou ao seu fim em 2011, quando na administração do prefeito Dr. Antônio Fernandes Neto (reeleito em 2012), foi desativada a escola para ampliação da prefeitura (outro prédio com mais de 80 anos de uma história desconhecida por muitos). Os alunos da extinta “Escola do Comércio” foram transferidos, na época “provisoriamente”, a um prédio alugado na região da antiga Sericultura, comecinho do famoso bairro do Baguá, onde funcionava em uma casa adaptada a escola particular Montessori.

Cada um tem sua história ao passar hoje na velha fachada da "Escola do Comércio", que ainda resiste ao tempo e o famigerado “progresso” cosmopolense. Bem, somente não foi derrubada a velha fachada por que aqui no Facebook em 2010 e 2011, criamos um movimento para preservar essa “nossa” pequena memória.

Fica o maravilhoso registro feito por acaso, ainda ontem, quando o passado era presente e não nos trazia tanta, tanta, mais tanta saudade da Escola do Comércio...

Texto Adriano da Rocha
Foto 01 Sonia Repache  demais fotos acervo Juvenil da Rocha

terça-feira, 15 de outubro de 2013

DIA DO PROFESSOR






 1995..Homenagem aos professores na Câmara Municipal de Cosmópolis nos 70 anos de fundação da "Escola do Rodrigo". Neste registro fotográfico destacamos alguns pioneiros da educação em Cosmópolis presentes nesta homenagem como a Dona Santa, Maria Strazzacappa, Eli Rizonho, Maria Amélia Arruda, Dona Alice, Professor Dante, em meio a tantos outros queridos mestres.

A você professora e professor nossa singela homenagem pelo seu dia. Nosso respeito e gratidão pelo caminhar ao nosso lado na estrada do conhecimento. Aos mestres com carinho, feliz dia do Professor.


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sábado, 24 de agosto de 2013

LUTO COSMOPOLENSE

Morre aos 80 anos a professora Dona Alice 
Texto Adriano da Rocha
Foto Acervo familiar
 Faleceu hoje (24/08),   aos 80 anos de idade, Alice de Campos Lapa, a querida professora primária  Dona Alice. Seu corpo, aguarda familiares e amigos, para a última despedida no velório do Cemitério Municipal de Cosmópolis, onde será sepultada amanhã (25/08) às 10h30.

Dona Alice foi professora primária em duas fases da "Escola do Rodrigo", na antiga sede da escola na Rua Campos Salles (que anos mais tarde se tornaria a Escola do Comércio), e na atual edificação da escola, construída na década de 70.

Dona Alice também lecionou como professora na Escola infantil Esther Nogueira, marcando época sua passagem pela primeira escola infantil cosmopolense. 

A primeira professora, a responsável pelos primeiros passos de várias gerações de cosmopolenses nos caminhos da estrada do conhecimento. O amor ao magistério, aos alunos e a família, os exemplos de vida deixados por Dona Alice às futuras gerações que sempre lembrarão com muito carinho da querida professora.

A família enlutada, aos amigos e alunos os nossos sinceros sentimentos, que Deus em sua infinita misericórdia conforte a todos neste triste momento da despedida. Descanse em paz querida Dona Alice, nossa saudosa professorinha.
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sábado, 1 de junho de 2013

ORGULHO COSMOPOLENSE



  Em 01/06/1925 surgia oficialmente um templo do saber que hoje completa 88 anos de sua fundação, a Escola Rodrigo Octávio Langaard de Menezes, a Escola do Rodrigo. São 88 anos de história que hoje representam o passado, o presente e o futuro de Cosmópolis. Parabéns a todos que fizeram parte desta história de orgulho para nossa cidade no passado, parabéns a todos que hoje a cada dia constroem essa história no presente desta escola, para orgulho de Cosmópolis no futuro. Parabéns Escola do Rodrigo.

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