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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

#TBT- AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS

 🎵É devagar, é devagar, é devagarinho🎶, só o tempo que não passa devagar

Sábado, dia 05/09/1975, há exatos 45 anos em Cosmópolis

 Bastidores do show baile realizado na A.D.M da Usina Ester, com a participação especial do cantor Martinho da Vila. Um dos inesquecíveis eventos realizados na Usina Ester, marcante para muitos da época, atraindo fãs de várias cidades da região.

Na foto, registrada na diretoria da A.D.M, estão da direita para esquerda: Tide Aranha, Alice Aranha, Martinho da Vila, Antônio Benedito de Souza (Negreira), Silvandira Toselli Pedrazzoli, Julieta Carone Trevenzoll , Silena de Souza e Antonio Alberto Stucki.

Vencedor de importantes festivais musicais da televisão, como o Festival Record, Martinho da Vila estava no auge do sucesso. Consagrado nacionalmente com inúmeros sucessos, destacando naquele ano de 1975, o samba “Canta canta minha gente”.

🎵Canta canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá. Canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar. Que a vida vai melhorar 🎶

Cantar, sempre um estimulo para esquecer as tristezas da vida, sobretudo, nos atuais tempos de pandemia mundial.

Texto Adriano da Rocha

Foto acervo Grupo Filhos da Terra


#Acervo13ano #TBT #Memória #MartinhodaVila #UsinaEster #EsterAgroindústrial #Cosmópolis #Samba #AcervoCosmopolense

sábado, 1 de agosto de 2020

100 ANOS DE IDADE, EXALTADOS COM MUITA LUCIDEZ E MEMÓRIAS PARA CONTAR

CENTENÁRIO

 Memória viva, extremante lúcida e detalhista, testemunha e personagem de inúmeras histórias cosmopolenses, especialmente da velha Usina Ester. Neste dia 01 de agosto, completa exatos 100 anos de idade, Arfeu Tergulino, nosso altivo entrevistado.


Arfeu Tergulino, memória viva e lucida da nossa história 


Seguindo todas as normas de proteção, máscaras, distanciamento e muito álcool em gel, visitamos o estimado centenário. Residente desde 1967, em uma das primeiras casas do bairro Bela Vista, região loteada pela Usina Ester, beneficiando os antigos funcionários do grupo agrícola.


A casa, localizada na aprazível Rua Eurides de Godoy, conserva toda sua arquitetura original, típica nos lares paulistas do anos 1960. Uma das várias casas edificadas pelo construtor Arno Blecha, entre os mais conceituados da época, responsável por centenas de obras em Cosmópolis, Artur Nogueira e Paulínia.


Impressiona os cuidados com a cinquentenária casa, resguardando intactos os peculiares portões baixos de ferro, gradil de vidros na garagem e varanda, revestimentos de pedras na fachada, azulejos e “pisinhos” cerâmicos, assentados em diversos tons pelos chãos e paredes.


Como não notar os tradicionais caquinhos paulistas, um dos maiores símbolos arquitetônicos do Estado, destacando com seu marcante tom vermelho em mosaicos pelos chãos, extremamente conservados pelos jardins e acessos à casa.


Nos guardados de Arfeu, estão os contratos de construção da casa, como os recebidos de pagamento do terreno.


Um dos loteamentos idealizados pelo saudoso “Guilhermino” Nogueira, entre os mais queridos diretores da Usina Ester.
Antes da chegada na “Villa”, Arfeu residia com a esposa e filhos na extinta Colônia Pinheiro, onde iniciou sua família em 1944.


Com a saudosa Júlia Fabri Tergulino, notória “campeã dos cortes de cana”, formou uma família de três filhos, Maria Madalena, Terezinha e Orlando (Tiquinho), responsáveis pela geração de cinco netos e cinco bisnetos.


FILHO DE ITALIANOS

1945 - Arfeu aos 25 anos de idade - Photo Studio Hasse - Cosmópolis

Arfeu Tergulino é um dos 11 filhos dos imigrantes italianos Conrado e Maria Ângela Dresde Tergulino, vindos para a região em 1900. O casal se conheceu em um gigantesco navio a vapor, entre centenas de imigrantes europeus, surgindo o namoro nos meses de viagem para o Brasil.


Os imigrantes fixavam moradia na pequena Vila José Paulino, atual cidade de Paulínia, residindo nas proximidades da Igreja de São Bento. Anexo com a casa da família, localizada na Rua do Comércio (Avenida José Paulino), Conrado prestava serviços de marcenaria e carpintaria, com especialidades em entalhes e marchetaria. Nesta localidade nascia Arfeu e os irmãos, sendo três homens e oito mulheres.


“Meu pai faleceu cedo, vitimado de um câncer na garganta, sofreu muito. Éramos todos crianças, eu tinha sete anos de idade, e naquele tempo, Paulínia não oferecia nada de trabalho, sem condições de continuarmos lá. Vivíamos de fubá, a única comida era polenta, nada mais.


Na construção do antigo “Sobrado” dos Nogueiras, entre outras obras, meu pai foi um dos carpinteiros contratados. A maioria dos trabalhadores eram italianos e descendentes, surgindo muitos amigos na Usina Ester, facilitando nossa vinda.


Cosmópolis sobrava serviços, faltando até mão de obra, era um colosso o progresso aqui. Então, uns irmãos seguiram na frente, arrumando emprego na Usina, e fomos seguindo atrás depois. Todos crianças, todos muito trabalhadores” (...).


Em 1928, os Tergulinos vendiam tudo em Paulínia, mudando-se para a Colônia Jaguari, trabalhando todos na Fazenda Usina Ester. Arfeu tinha oito anos de idade, residindo há 92 anos em Cosmópolis.


“A Usina Ester era como uma mãe, acolhedora, fraterna aos colaboradores, recebendo trabalhadores vindos de todos os lugares. Você cortava cana ouvindo as “prosa embrulhada” em italiano, alemão, russo, e até inglês, tinha uns vindos da Inglaterra nas colônias.

Mesmo assim, todos entendiam-se quando o assunto era trabalhar. O mesmo acontecia na Vila, em cada comércio um imigrante diferente, fazendo nova vida aqui, construindo Cosmópolis.

Cosmópolis era como ouvíamos falar, uma “Nova Campinas”, pequena, mas com um progresso gigante. Ficávamos fascinados quando chegávamos na Villa, tinha de tudo mesmo, comércio forte, e o povo muito unido” (...).


MEMÓRIA USINEIRA

1949 -  Usina Ester e parte do complexo colonial - Foto acervo E.N.F.A

Unicamente na Usina Ester, Arfeu trabalhou mais de 50 anos, iniciando aos 12 anos de idade nos serviços braçais canavieiros, corte e limpeza de terrenos.


Ainda adolescente, começou a desempenhar sua mais conhecida profissão, o ofício de motorista. Exercida interruptamente, até os 93 anos de idade.


O motivo da aposentadoria, um violento assalto na região do Itapavussu, desanimando o habilidoso motorista com 7 3 anos de volante.


O início foi como tratorista do Grupo Agrícola Ester, um dos primeiros à dirigir os modernos tratores John Deere, ainda importados. Arfeu realiza serviços em todas as fazendas da família Nogueira, arando terras na São Quirino, Anhumas, Tabajara, e toda extensão da Usina Ester.


Arfeu relembra orgulhoso sobre as visitas dos proprietários nas terras, como Paulo de Almeida Nogueira, que gostava de admirar sua destreza nos serviços com tratores.


Com sua habilidade nos tratores e máquinas agrícolas, tornou-se requisitado profissional do inovador guindaste de cana (até então, o carregamento era totalmente manual), o qual, foi um dos responsáveis pelo transporte do porto de Santos à Cosmópolis.


CHOFER DE CONFIANÇA

1946 -  Arfeu transportando colonos para um baile em Cosmópolis

No fim dos anos 1940, era escolhido como chofer da família Nogueira, ficando reconhecido pela extrema confiança dos usineiros. Arfeu ficava à disposição da família, diretores e altos cargos do grupo, fazendo constante viagens buscando e levando passageiros.


Os destinos não eram somente à Usina Ester e São Quirino, muitas vezes as viagens para eventos sociais, reuniões políticas, empresarias, e grandes bailes no Jockey Clube de Campinas.


“Trabalhei como chofer para todos os Paulos da família Nogueira, percursores da Usina Ester. Paulo de Almeida Nogueira, esposo da dona Esther, os filhos, netos e bisnetos.

Em especial o Paulo Filho, famoso político paulista e empresário, e seus filhos José Bonifácio e Paulo Netto. Transportei até o governador Carvalho Pinto, entre outros políticos, nas visitas à Usina, e períodos eleitorais na região” (...).


TURMEIRO E CAMINHONEIRO
Quando não exercia os serviços de chofer aos Nogueiras, realizava os transportes das turmas canavieiras, marcando época neste setor. Com os caminhões da Usina, adaptados para o transporte de trabalhadores, percorria as colônias distantes, levando e entregando funcionários.


O mesmo caminhão, acostumado com as lidas nos canaviais, era lavado com muito esmero nos fins de semanas, transporte a “colonada” para os bailes na região.


Como poucos na empresa, conhecia as velhas estradas paulistas, ficando muitas vezes responsável pelas entregas do famoso “Açúcar Ester” na grande São Paulo. Arfeu realizada as entregas aos grandes distribuidores, como redes de restaurantes, padarias e mercados.


No fim dos anos 1960, aposentava-se dos trabalhos na Usina Ester, porém, continuava com a profissão de motorista, trabalhando como “chofer de praça” (taxista), no ponto da “Praça do Coreto”. No ponto dos jardins, como era conhecido, permaneceu por 25 anos.


GUERRA E REVOLUÇÃO

1944- Soldado Arfeu aos 24 anos de idade, representando Cosmópolis  na defesa nacional
1944- Soldado Arfeu aos 24 anos de idade, representando Cosmópolis  na defesa nacional

No período da Segunda Grande Guerra Mundial, fim dos anos 1930 até 1945, era escolhido para representar Cosmópolis na defesa nacional.


No período da guerra, o serviço militar era obrigatório aos homens com mais de 18 anos de idade, sendo de extrema importância naquele período. As seleções eram feitas pelo Exército brasileiro, que destinava os novos soldados para todas suas aéreas.


Arrimo de família, recém casado aos 24 anos de idade, prestou serviços militares no Estado, não embarcando para as lutas armadas na Europa.


Arfeu protegia as terras brasileiras de possíveis invasões nazistas, junto com milhares de jovens da região, permanecendo seis meses como soldado.


O fim do período, então indeterminado, era o fim da guerra com a rendição dos nazistas e fascista.

Sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, revolta paulista contra o Ditador Getúlio Vargas, exigindo um nova constituição, suas memórias relembram a intensa movimentação na região. O Sobrado dos Nogueiras foi um dos quartéis generais da revolução, entre os principais do Estado, reunindo altas patentes e soldados.


Arfeu tinha 12 anos de idade, ainda residindo na Vila José Paulino. Deste período, cerca de quatro intensos meses, recorda a passagem das tropas paulistas seguindo para Cosmópolis e região, passando por dentro de Paulínia.


“Não sabíamos ao certo de nada, era muito criança, o entendimento só aconteceu quando adulto. As mídias eram censuradas, o Getúlio inventava muita mentira, confundindo a população contra São Paulo.

Aqueles jovens soldados, entregando suas vidas por São Paulo, lutavam pela liberdade, autonomia e direitos do povo’ (...).


Arfeu nunca frequentou uma escola, sua motivação era somente os trabalhos para o sustento da numerosa família. Como disse, aprendeu o básico para enfrentar o mundo dignamente, escrever o nome, ler e fazer contas. Ensinamentos compartilhados pelos saudosos amigos Frederico Decreci e Davi Sala.


Mesmo sem estudos acadêmicos, diplomas e certificações, Arfeu é um mestre único, bacharel nas ciências da vida. Um professor com cem anos de escola da vida, sem dúvida, entre os mais importantes a lecionar em Cosmópolis.





Existe um segredo para longevidade, especialmente, com a mente lúcida? Perguntei ao prezado centenário, que respondeu com o toda sua serenidade.


“Não existe segredo, porém, é para poucos. É ser uma pessoa de caráter, honesta e direita com todos. Quem é assim, vive mais, por não ter a preocupação em carregar na sua consciência, os erros cometidos aos outros”.


Texto e fotos Adriano da Rocha


01/09/2010 - Arfeu rodeado dos netos e bisnetos celebrando os 100 anos de idade 


Matéria impressa no jornal “O Cromo”, edição deste sábado(01). Distribuição gratuita em Cosmópolis e Paulínia.


Matéria publicada na edição especial do "Dia dos Pais", sexta-feira (07)  no jornal impresso e site da "Gazeta de Cosmópolis".


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

LUTO COSMOPOLENSE: ADEUS DARTÃO


Desta vez não é boato!!! 
 Uma das figuras populares mais lendárias de Cosmópolis, realmente faleceu. Aos 59 anos de idade, morre Adalto José Ramos, o famoso Dartão da Prefeitura.

Texto Adriano da Rocha
Fotos Thiago Bonatto/ acervo familiar

  Há anos, Dartão lutava contra vários problemas de saúde, decorrentes da obesidade, às 11h00 desta segunda-feira (22), não resistindo a inúmeras complicações, faleceu por problemas respiratórios.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO
O corpo, aguarda aos amigos para última despedida, no Velório Municipal. O sepultado, acontece na terça-feira (23), sendo realizado às 9h00, no Cemitério da Saudade.

ETERNA CRIANÇONA COSMOPOLENSE
Em 1958, nascia na extinta Colônia Pitangueiras, o menino Adalto. O médico da Usina, com seus incontáveis anos no oficio, garantia ao casal João Ramos e Dona Maria Carlota: “Esse menino não vai “vingar”. Irá viver, no máximo, dois anos de uma vida bem sofrida”.

Com os dias marcados, a criança nascia lutando contra seu próprio destino, determinado pelo experiente médico. Sem condições até para pagar o médico, o tratamento e remédios seriam impossíveis, uma famosa benzedeira de Cosmópolis foi procurada.

Dona Dita benzedeira, fez sua parte, com garrafadas de ervas, fumacê e muitas orações. Confiantes em Deus, os pais, entregaram ao Criador o destino do menino.

Adalto nascia lutando contra a vida, contrariando imposições, cresceu, envelheceu e viveu, resistindo aos padrões da sociedade.

O seu porte, sempre gordinho, adorava um prato cheio, mudava seu nome para Dartão. Adalto, somente quem chamava era Dona Carlota, quando gritava aos outros filhos: “venha logo armoçá, o Dartão já está na mesa”.

Crescia brincando pelas colônias, correndo entre os carreadores, fazendo traquinagens nas águas do Jaguari e Pirapitingui. Não tinha malícia, suas travessuras, esconder roupas de banhistas, assustar o pescador que distraído dormia na barranca, era só risada. Ele mesmo dizia: “Leve a már não, é só pra dar risada”.

Cresceu, virou homem, mas continuou com a inocência de um menino. Semelhante a uma criança, era extremamente inquieto e teimoso. Quando provocado na maldade, ficava muito nervoso, principalmente, quando lhe chamavam pelo nome de algum ex prefeito. Esbravejava, xingava erguendo os braços, e minutos depois, tudo esquecia.

DARTÃO DA PREFEITURA
Apesar das várias restrições geradas pela obesidade, nunca os limites do corpo, impediram sua coragem para trabalhar.

Dartão foi engraxate, sorveteiro, vendedor de frutas e verduras dos quintais da Usina, sucateiro, e ajudante da família nos trabalhos na Usina.
Como ele dizia “até tentei cortar cana, apanhar algodão e laranja, mas o serviço não rendia. A barriga não ajudava”.

Na Prefeitura Municipal de Cosmópolis, encontrava sua vocação, quando foi contratado no fim dos anos de 1970. Sua função, ajudante de serviços gerais, trabalhando na limpeza, jardinagem, coleta de lixo, pintura de guias, servente de obras, o faz tudo do patrão.

Fazia é claro, do seu jeito, com suas limitações, mas fazia o serviço sem reclamar. Tinha a garagem municipal, como uma extensão da sua casa. Impossível, contar a história da prefeitura municipal, sem citar o Dartão. Figura presente em várias fases da construção da cidade de Cosmópolis, personagem ilustre, esquecido por livros e “pseudos intelectuais”.

GARGALHADAS E BORDÕES
Sempre sorridente, conversava sobre todos os assuntos, até assuntos que não sabia, e dando suas inimitáveis gargalhadas. Inusitadas e marcantes como sua voz.

Quem não gostava muito das suas gargalhadas, era o público do cinema. Local que frequentava desde criança, quando vendia sucata e fazia de tudo, juntando um dinheirinho, para ir ao “Cine Theatro Avenida”.

O velho Hardy Kowalesky, proprietário do Cinema, já advertia: “controla a risada Dartão”. Nada adiantava, o homem com espírito de criança, sorria das peripécias do Mazzaropi, ria das tiradas de Oscarito, e gargalhava ao ver as cenas das maliciosas chanchadas.

Assim como sua voz, a gargalhada era ainda mais potente, surgia espontaneamente, ecoando na bilheteria. O saudoso “Ferruccio pipoqueiro”, cochilava esperando terminar a sessão, acordava assustado com as gargalhadas do Dartão.

Riso puro, sua marca maior, na verdade quem ria, era seu coração

Sua voz era inconfundível, timbre único, assim como seu jeitão de falar, cheio de bordões inesquecíveis, como o famoso: “Oh rapái, oh rapái!!!”

Este “Oh rapái”, ou “oh rapa”, era seu modo especial de cumprimentar a todos. E como gostava de saudar os amigos, conhecia a cidade inteira, como também, era muito conhecido.

DARTÃO VEREADOR
Sua popularidade era tanta, que oportunistas políticos, cogitavam sua candidatura ao cargo de vereador. Dartão não aceitou, dando risada dizia: Oh rapái, oh rapái, isso não presta não”.

E como exercer um cargo superior, simples, estudou o básico que sua paciência permitiu. Não tinha estudos, mas foi doutor em fazer amizades. Todos eram seus amigos, até quem lhe maltratava.

Nos tempos do Regime Militar, soldados o taxaram como agitador e arruaceiro, por suas risadas e comemorações, na vitória do seu idolatrado Corinthians.

Detido, foi cruelmente torturado, por maldade dos soldados. Afinal, qual desordem tão grave, poderia fazer o Dartão!!

Para não deixar marcas das torturas, “malvadezas” na verdade (este é o nome correto), bateram nas solas dos seus pés. As sequelas, deixaram o inocente Dartão, meses de cadeiras de rodas, revoltando toda cidade.

ETERNAMENTE NAS MEMÓRIAS COSMOPOLENSES
Dartão era "corinthiano roxo", mas nunca dispensa um presente. Até mesmo um kit do São Paulo. Foto Acervo familiar

 Como esquecer do Dartão nos eventos esportivos, principalmente nas corridas e caminhadas. Sempre na metade do percurso, ele voltava de ambulância, dando risada e falando mais alto que a sirene, a qual feliz, ele fazia questão de ligar.

Nos carnavais de rua, fazia sua festa particular entre os foliões. Eterno Rei Momo, eleito pelos cordões da Avenida Esther, aclamado como imperador da folia nos blocos da Usina. As lendárias Festas da Cana, tinham o Dartão como seu mascote, divulgando a festa por onde passava.

Sua alegria, o jeitão bonachão, eram o símbolo maior de todas as festividades populares de Cosmópolis.

Há tempos, as ruas cosmopolenses, não ouviam sua voz de trovão e as gargalhadas marcantes. Dartão estava recluso em sua casa na Rua Concordia, onde era ainda mais popular, que o famoso Clube 30 de Novembro. A obesidade e inúmeros dificuldades de saúde, impossibilitavam suas peregrinações na cidade.

Quando aposentou, devido aos problemas físicos, mudou seu ponto de cartão da prefeitura, para o Bar dos Tergolinos, e a extinta muretinha do Banco Banespa.

Com muitas dificuldades, descia o morro caminhando a passos lentos, trazendo nos bolsos dezenas de balas. Nos comércios, caixas de bancos e onde encontrava uma moça bonita, entregava uma balinha. Sempre simpático dizia “Essa é só pro cê tá!!!”

ADEUS DARTÃO!!!
Viveu resistindo as maldades do mundo, principalmente as feitas contra ele. As suas maiores maldades, nunca foram para o próximo, mas sim, a si mesmo.

Encontra agora seu descanso, a cura para suas dores. Viveu em paz, tinha alma limpa, parti deste mundo, com sua missão cumprida.

Aos familiares, em nome do povo cosmopolense, os sinceros sentimentos. Assim como Deus está com Dartão, tenham certeza, nosso Criador lhes abençoam neste triste momento, com sua misericórdia.

Como dizíamos ao ouvir sua voz, assim digo ao onipotente: “Deus, lá vem o Dartão!!! Cuida dele aí pra nós” ...

Texto Adriano da Rocha
Fotos Thiago Bonatto/ acervo familiar



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terça-feira, 26 de abril de 2016

DOMINGUEIRAS FUTEBOLÍSTICAS

Texto e foto  Adriano da Rocha


  1959... Uma típica manhã de domingo em Cosmópolis. Arquibancadas cheias, repletas de famílias de torcedores, homens, mulheres e crianças, que, ao sair da missa na Igreja Matriz de Santa Gertrudes e, do culto na Igreja Luterana, tinham seu destino certo: O “Estádio Thelmo de Almeida”. Nos impecáveis gramados do “Alviverde Cosmopolense”, todos os domingos a tradição era seguida, os velhos portões de madeira, construídos com antigas dormentes da “Cia Funilense”, ringiam pontualmente às 9h00, um som estridente que parecia dizer: “Sejam bem vindos ao Cosmopolitano”.

   Nas Ruas Campinas e Moacir do Amaral, ainda de terra batida, ansiosos torcedores aguardavam o início da “peleja futebolística”. Fordinhos, impontes Chevrolet’s e Chrysler’s, dividiam espaço nas ruas de terra com charretes, carroças e troles. As calçadas possuíam um ponto para “apiar”, um estaca de madeira possuindo na ponta uma argola de aço, onde o condutor amarrava as rédeas dos animais . Somente o passeio público era cimentado, nas calçadas do Estádio ficavam as famílias, crianças, mocinhas e senhoritas. Do outro lado, nas calçadas do “Bar do Ibi e Dona Esmeralda”, concentravam-se os rapazes, em dezenas de Calois e Monarks de barra circular.

   As bicicletas sempre impecavelmente limpas, enfeitados com fitas e sinais refletivos inusitados destacavam os “paralamas”; item obrigatório para não sujar as roupas “claradas” com “Anil”, ou quem sabe, o vestido da linda cosmopolense sentada na “garupa”.

   O registro fotográfico do fim dos anos 50 eterniza um pouco deste relato das “domingueiras futebolísticas” de Cosmópolis. Uma tradição que surgiu por intermédio dos funcionários da saudosa “Companhia Sorocabana”, percursores do “Football” no interior paulista, modalidade que chegou aos gramados da Villa de Cosmópolis no fim do século 19. A foto marca um domingo de jogo entre “Cosmopolitano e Botafogo Futebol Clube”. Uma disputa acirrada entre os reis dos gramados da Villa e da Usina, ou como diziam na época, “vileiros e colonos “rancando” até “toceira” na peleja da bola”.

  Um detalhe nesta foto para sua saudade, outras lembranças da velha Cosmópolis surgiram na sua mente. Repare no lado esquerdo da foto, o famoso carinho de doces e pipocas do “Ferruccio”. O carrinho chama atenção e saudade, por sua vitrine alta, feita de ferro forjado e revestido de vidro, onde eram expostas as pipocas que “saltitavam” na panela de alumínio batido, que reluzia de tão “arriada”, visto os cuidados com a limpeza e o amor pelo trabalho.

  Nos domingos de futebol, “Ferruccio pipoqueiro” era figurava cativa entre os torcedores, assim como o Xavier dos sorvetes (esqueci seu apelido, pai do Poly), os irmãos Bocaiuva vendendo amendoim torrado, o velho Ortiz e meu saudoso amigo Sodinha (esposo da Nega Vieira), vendendo pipoca doce e cocadas da Campineira. Doceiros, pipoqueiros, sorveteiros, não faltavam, a domingueira atraia futebolistas de toda região, paulinenses, nogueirenses e campineiros, tinham roteiro certos aos domingos.

  Terminando o jogo, os vendedores como Ferruccio, já preparavam seus carrinhos para pontualmente às 16h00, ir para o “footing” na Praça do Coreto, concentrando uma parte dos vendedores na Praça e outra turma no "Cine Theatro Avenida". O ponto principal do Ferruccio, era a calçada do extinto cinema, que deste tempo só resta a velha Sibipiruna, a qual faz sombra aos pedestres que passam pela calçada da Loja Seller.

  Não esquecendo, que as “domingueiras da bola” aconteciam em dois Estádios, revezando a cada domingo as disputas entre o Estádio Thelmo de Almeida e na Usina Esther no “Estádio Dr. Sérgio Coutinho Nogueira”, históricos gramados da União Esportiva Funilense.
  
  Como o Thelmo de Almeida, impiedosamente destruído em nome do “progresso”, o Estádio do Funilense segue o mesmo triste fim. Em nome do “progresso”, com a aval dos detentores do patrimônio particular e os “responsáveis” pelo patrimônio histórico cosmopolense, os verdes gramados darão lugar a um imenso canavial, sendo divido pela Usina, em terrenos para a plantação de cana de açúcar e ponto de armazenamento de bagaço e frota...
   
  É pois é, hoje as manhãs de futebol em Cosmópolis, ficaram somente nas lembranças, visto pelas dezenas de ocorrências policias, que até em campinho de várzea é perigoso “jogar bola” em Cosmópolis. Quando não é carrapato estrela, transmitindo febre maculosa , é “nóia noiado” roubando de bola, chuteira e celular. Fica o registro e o somente a saudade, já que nem estádio e paz temos mais...

Texto e foto Adriano da Rocha

segunda-feira, 28 de março de 2016

Luto Cosmopolense: Adeus José Honorato Fozzati

  Texto e fotos Adriano da Rocha
Aos 73 anos, faleceu na madrugada de segunda-feira(28), um dos maiores defensores de Cosmópolis



  Faleceu na madrugada desta segunda-feira ( 28), aos 73 anos de idade , José Honorato Fozzati , ou, popularmente como era conhecido, “ Zé Norato do Ecin”, vitima de um infarto , decorrente de várias complicações de saúde que enfrentava nos últimos anos. Seu corpo será velado para a última despedida, na “Loja Maçônica 31 de março”, localizada na Rua Antônio Carlos Nogueira, 1860, saída para Paulínia/Campinas. O corpo despede-se da “Grande Loja” às 16h00, saindo em cortejo para o sepultamento no Cemitério Municipal da Saudade. Autoridades municipais decretaram luto oficial de três dias, pavilhão cosmopolense hasteado a meio mastro.

   Em 1943, nos fundos da antiga casa comercial dos Fozzati, uma loja de armários e alfaiataria da família, localizada na Rua Campinas, esquina com a Rua Campos Salles, local onde funcionou durante décadas a primeira Lotérica de Cosmópolis, nascia José Honorato, o 4ª filho do casal Dinorah Frungilo e Honorato Fozzati, o popular Honorato alfaiate. O menino muito tímido e reservado (traços que o acompanharam por toda a vida), começou a trabalhar ainda criança para ajudar a família. Aos 7 anos de idade, seu primeiro emprego foi como ajudante de marceneiro da lendária “ Oficina de Marcenaria e Carpintaria Tavano”, comandada pelo mestre Paulo Tavano.

   
Final dos anos 50, José Honorato (terceiro de roupas brancas), junto aos irmãos e familiares, em frente a Alfaiataria e armarinhos Fozzati, localizado na Rua Campinas esquina com a Rua Campos Salles. O prédio ainda resiste aos mais de 70 anos de sua construção, assim como o esplendoroso pé de manga, que pode ser visto no lado direito da foto ao fundo.

  O menino franzino ficou pouco tempo neste ofício, os trabalhos eram extremamente árduos para uma criança, foi quando o saudoso casal Constantino Ferreira , “Tita Bichara” e sua esposa Dona Júlia, convidaram José Honorato para trabalhar na “Loja do Tita”, onde permaneceu como ajudante durante anos. Os trabalhos na Loja do Tita começavam somente à tarde, depois de sair das aulas no “Grupo Escolar Rodrigo Octávio Langard de Menezes”, Escola do Rodrigo. Quando o tio Milton Frugilo tocava a sineta anunciando o término das aulas, José descia correndo a Campos Salles para almoçar e, rapidamente já ir para as ocupações na Loja do Tita. Na loja que tinha de tudo, Fozzati, montava móveis, vendia pregos por quilo, cortava tecidos, fazia de tudo, uma verdadeira escola, com o velho Titia, um dos mais habilidosos comerciantes de Cosmópolis.
  
  
 A velha Cosmópolis crescia as margens da Cia Sorocabana, em um progresso comercial incrível, o velho Honorato já não dava conta dos inúmeros pedidos de ternos e calças, clientes de toda a região procuravam seus serviços e do irmão Tharcílio Fozzati. Profissionais do corte e costura, “moldados” pelos mestres da alfaiataria Irmãos Nallin. Para ajudar o pai, José deixou a Loja do Tita e começou a aprender o oficio de alfaiate, trabalhando ao lado do irmão Antônio Carlos e das irmãs Maria Therezinha, Maria José e Maria Aparecida.
Final dos anos 50...Alfaiataria Fozzati, com suas maquinhas Singer "a toda pedaladas", movimentadas pelos irmãos Fozzati, comandados pelo mestre Honorato Fozzati, patriarca da família. José é o primeiro ao lado esquerdo.


  No fim dos anos 50, José Honorato e cerca de cem alunos, inauguravam o Ginásio Estadual Dr. Paulo de Almeida Nogueira, o popular Gepan, a turma constituíram os primeiros formandos ginasiais de Cosmópolis. Aos 19 anos, José Honorato ingressou os estudos no tradicional “Grupo Escolar Culto a Ciência”, centenária escola campineira, responsável pela formação acadêmica de vários imortais paulistas, como governadores, deputados e senadores . Para ajudar o pagamento das mensalidades escolares, José era contrato como escriturário do primeiro escritório de contabilidade de Cosmópolis, a “Aldohir Miguéis Contabilidade e Advocacia”. Nascia em 1962 às primeiras linhas da sua maior paixão a contabilidade, ramo comercial que dedicou intensamente todos os dias de sua vida.
  
1958..."Ginásio  Estadual  Paulo Almeida Nogueira", popularmente conhecido pela abreviação GEPAN. Foto oficial do ano de inauguração da escola, que recebia o nome de um dos principais diretores da Usina Ester, Dr Paulo Nogueira, esposo de Ester Coutinho Nogueira, genro de José Paulino Nogueira.

  Em 1965 ingressou os estudos na PUCC Campinas, formando-se anos depois em Ciências Econômicas pela instituição. Neste período acadêmico, José estudava e residia em uma pensão em Campinas, voltando para Cosmópolis somente quando sobrava algum dinheiro, para pegar a famosa “poeirinha”, nome das jardineiras que faziam o trajeto, ou odisseia, devido a condições das estradas de terra que ligavam Campinas à Cosmópolis, o apelido “poeirinha” era por esse motivo.

  Formado pela PUCC, em 1967 recebia o convite de Osvaldo Heitor Nallin, para trabalhar na administração do Escritório de Contabilidade Irmãos Nallin, o popularmente conhecido “ECIN Contabilidade”. Nascia então uma amizade e uma parceria, surgia José Honorato no ECIN para rescrever a história comercial cosmopolense, desta empresa que há quase 60 anos é um dos escritórios mais respeitados da região, responsável pela contabilidade fiscal, tributária e administrativa, de milhares de empresas da cidade e região.
  
  Confesso que ainda estou conturbado pela notícia de seu falecimento, escrevi essas linhas recordando os fatos que ouvi de sua vida, contados por ele mesmo em nossas conversas no ECIN, e outras demais prosas as quais durante horas conversava com meu pai, também saudoso, Juvenil da Rocha. Meu pai estudou com José, uma amizade que teve início nos anos 50, quando meu pai entregava carnes para o açougue do Garutti, e José Honorato entregava de casa em casa, revistas e jornais da banca do Alaor.
Em 2015,  alunos da Escola Rodrigo, homenageavam o ex aluno e defensor do antigo Grupo Escolar. Já debilitado pela doença, Fozzati buscou forças, desceu com ajuda as escadarias do Ecin e, foi ouvir a "Fanfara do Rodrigo", a qual tem José Honorato Fozzati como seu patrono. Foi está uma das últimas homenagens que José Honorato recebeu em vida. (Foto Ismael Silva)

  Um político que não era político, foi candidato uma única vez, atendo a pedidos de amigos e do sócio Osvaldo Nallin. Naquela época praticamente era obrigado pessoas ligadas ao comercio serem filiadas a um partido, no caso ARENA ou MDB. José Fozzati foi candidato a prefeito pelo MDB em 1972, perdendo para Orlando Kiosia. Com muita sabedoria e orgulho ouvi do amigo: “Por muita sorte não venci, não sou político, mas se tivesse, nunca que a estação seria demolida ”. Em 1973, por caprichos políticos de um grupo da cidade, a antiga Estação da Funilense foi totalmente demolida, para na época dar lugar a nova Rodoviária, projeto que nunca saiu do papel.

  Cada geração de cosmopolenses  terá uma lembrança do José Honorato, a geração 70 e 80, turminha da minha mãe, lembraram-se do Fozzati na extinta “Escola do Comércio “, como professor de matérias extremamente técnicas, como matemática, contabilidade e administração, as quais lecionava com verdadeira paixão pelos números e seus cálculos. Os alunos lembraram-se do professor e, também do querido Diretor Escolar do Comércio, sempre compreensivo e tolerante, um administrador escolar, consolidador e conselheiro das centenas de alunos da renomada Escola Técnica de Cosmópolis.

  A quem se lembrará do empreendedor, do conselheiro e amigo comercial de Cosmópolis, o Zé do Ecin ou Zé da Acico. Na Associação Industrial e Comercial de Cosmópolis (Acico), ao lado do saudoso Milvio José Di Sacco, o Milvio da Utilar Magazine, foi um dos percursores da instituição, responsável pela construção da Sede da Associação , e graças a sua luta o não fechando da Acico no final da década de 80, que enfrentava uma grave crise financeira.

  Na Loja 31 de Março, foi um dos fundadores da Sede e da oficialização da Maçonaria em Cosmópolis, ao lado de Frederico Capraro, Sidney Crepaldi, Miguéis e outros veneráveis. História maçônica cosmopolense ,que começou em um pequeno barracão comercial ao lado da casa de sua irmã Maria Fozzati, na Avenida Ester, local onde funciona atualmente uma Loja de Embalagens. Na loja, foi Aprendiz, Vigilante e Venerável Mestre. Aos cosmopolenses, a memória das grandes festas da “Feira Comercial e Industrial de Cosmópolis”, organizadas por José Honorato e irmãos, para construção da Loja 31 de Março, onde se apresentaram cantores como Jessé, Sérgio Reis, Chacrinha e suas Chacretes, Jair Rodrigues, entre inúmeros “astros dos discos e televisão”.
Março de 2016..No registro fotográfico a reunião da família Morais Fozzati: Mariana Fozzati, Aparecida Moarais, Daniel Fozzati e José Honorato Fozzati.

  José Fozzati, participou intensamente da vida comercial e filantrópica cosmopolense, dentro e fora do Ecin, foi presidente da ACICO, do Hospital Beneficente Santa Gertrudes (cargo que ocupou quando estava extremamente debilitado ), presidente do antigo Grêmio, Lions, conselheiro, fiscal e demais cargos no Cosmopolitano, uma lista imensa de contribuições às instituições cosmopolenses.

Enfim, tanta história para contar deste homem que fez história e, adorava resgatar e contar a história de Cosmópolis. José Honorato, foi o pioneiro a resgatar a história de Cosmópolis, digitalizando antigas fotos de amigos e clientes do ECIN. Um resgate que se tornou uma de suas maiores paixões da vida, exposta em todas as paredes do seu escritório, contada em dois livros que escreveu, “As Crônicas de uma cidade chamada Universo”, que virou até peça teatro nos palcos da “Escola Paulo Freire”, ou escrito semanalmente na coluna que escreveu durante anos no jornal “Gazeta de Cosmópolis”.
Na Gazeta de Cosmópolis, com certeza José Honorato trouxe com sua coluna, ou entrevistas especiais falando sobre a “antiga Cosmópolis”, um dos mais importantes resgates históricos de nossa cidade. Semanalmente na Gazeta, Fozatti semeava em palavras o amor e respeito a nossa história, imensuravelmente um trabalho magnifico sem precedentes. Trabalho o qual tive a oportunidade de contribuir, e hoje luto para perdurar com o mesmo afinco e amor, com o nosso “Acervo Cosmopolense”.
2015\ Prédio do Escritório Ecin na Avenida Ester, neste local Prédio Ana Victória, desde o início dos anos 2000, são realizados os trabalhos empresariais da equipe de Fozzati. (Foto  Ecin)

  Faltam palavras neste momento, Cosmópolis está de luto. A cidade perdeu um dos seus maiores defensores, o filho que amou intensamente a Mãe Cosmópolis, por 73 anos de sua vida neste chão. Aqui nasceu e escolheu Cosmópolis, para dedicar sua vida a construir a história de seus filhos, através do seu trabalho, e escrever e rescrever a nossa história. Merece o descanso velho guerreiro, os braços do Grande Arquiteto Do Universo esperam a sua chegada.

  Interceda por  sua querida Cosmópolis junto a Deus, assim como fez aqui na terra, com o mesmo amor e dedicação. Ficarão desmedidas saudades, assim como um colossal legado de honra e respeito à Cosmópolis. Em nome do povo cosmopolense, OBRIGADO José Honorato Fozzati. Vai em paz velho amigo.