sexta-feira, 15 de novembro de 2013

COSMOPOLITANO 98 ANOS

Texto Adriano da Rocha
Fotos Acervo Grupo Filhos da Terra

Oficialmente em  15 de Novembro de 1915 surgia em Cosmópolis o “COSMOPOLITANO FOOT BALL CLUBE”.
 12/08/1917...Primeiro time oficial do "COSMOPOLITANO FOOT BALL CLUBE", formado na sua maioria por funcionários da Cia Sorocabana. Em pé o popular Ferrucio, Tcheco, Manolo e um atleta não identificado no original registro. Abaixo: Marcelo, Ceará e Zeca. Sentados: Telmo de Almeida, José Lugli, Antônio Simões, Fritz e Sebastião de Almeida.
 Nesta Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013, feriado nacional da Proclamação da República,  a data é comemorada e relembrada pelos cosmopolenses, por uma outra proclamação marcante na história do município. Hoje, completam-se  98 anos da proclamação oficial da primeira agremiação sócio-esportiva da cidade, o “Cosmopolitano Futebol Clube”.  

Em 15 de Novembro de 1915,  uma reunião entre esportistas da Vila de Cosmópolis, nascia oficialmente em um prédio alugado na Avenida Ester,próximo à estação de trens da Cia Sorocabana, o mais tradicional clube esportivo cosmopolense, o “COSMOPOLITANO FOOT BALL CLUBE”.

O nome, uma homenagem à Vila de Cosmópolis, e aos próprios fundadores do clube, funcionários da Companhia Sorocabana de estradas de ferro,  antiga Cia Funilense. Neste grupos, estavam descendentes de escravos, descendentes e imigrantes  italianos, libaneses, portugueses, espanhóis, alemães, uma miscelânea de povos, que formavam a “A Nova Campinas Paulista”, apelido de Cosmópolis,no inicio do século 20

1920 / Diretoria do Cosmopolitano Futebol Clube. Em pé: Francisco de Mário, Marcelo Lugli, Caetano Garcia, Antônio Pinto, Antônio Poços e José Gaspar. Sentados: Telmo de Almeida, Ataliba de Carvalho, Manuel Fonseca e Romão Romeiro Gomes
1927/  Tradicional disputa regional pela Taça Apito, no campo a final do torneio com os times do Cosmopolitano Futebol Clube versus Conchal Futebol Clube. Na foto o registro dos vencedores do famoso torneio de futebol, em 1º Conchal, 2º Cosmópolis e em 3º Artur Nogueira (Floresta Futebol Clube)
Década de 1930, carteirinha de sócio contribuinte do Cosmopolitano Futebol Clube.


  Uma curiosidade, pouco conhecida,  é que o Cosmopolitano Futebol Clube surgiu inicialmente com o nome de Guarany Foot Ball Clube.  No livro mais antigo existente de atas do Cosmopolitano, datado de 1912, registra-se nas suas páginas iniciais, não a fundação do Cosmopolitano, mas sim a do Guarany.

Ainda mais curioso, que em 1911, surgia em Campinas, no dia 01 de Abril, o famoso clube esportivo campineiro, o Guarany. Uma iniciativa de 12 jovens campineiros entre eles Pompeo De Vito, Hernani Felippo Matallo e Vicente Matallo (primeiro presidente do clube), que se encontraram na Praça Carlos Gomes, e criaram a agremiação esportiva em homenagem a ópera “O Guarany”, sucesso mundial de autoria do ilustre campineiro, o maestro e compositor, Carlos Gomes (sepultado na praça que leva seu nome onde se reuniam os jovens).

No livro ata do Guarany cosmopolense, o primeiro registro é de 8 de Dezembro de 1912, uma reunião realizada na casa de Manoel Fonseca, onde se reuniram 14 sócios, estabelecendo neste dia, regulamentos, artigos, e a criação da primeira diretoria do clube, nomeando como primeiro presidente Henrique Leonardo e o vice Manoel Fonseca.

Os demais membros eram Joaquim Azevedo 1º secretário, tesoureiro João Marun, Artur Patti como cobrador das mensalidades dos associados, e fiscal de campo (juiz) Antônio Simões.

  Possivelmente existiam outros livros de atas do clube, posteriores à 1912, já que no livro “Memórias de um mestre” escrito por Felício Marmo (primeiro professor oficial de Cosmópolis e criador da primeira escola pública da cidade em 1905), ele relata sua chegada a Vila de Cosmópolis e menciona que os funcionários da Cia Sorocabana, já praticavam a modalidade esportiva do Foot Ball em terras cosmopolenses.

O próprio professor ensinava aos seus jovens alunos o novo esporte, ao qual teria aprendido,  na capital com funcionários da "Cia São Paulo Railway de trens e estradas de ferro".

A não existência de livros posteriores à 1912, surgiu depois de uma “reforma” e “limpeza” realizada por um ex-presidente do clube a décadas passadas, onde uma boa parte do acervo, foi praticamente jogada fora.

Uma grande parte foi salva por sócios nas caçambas  de entulhos, voltando novamente ao clube, depois da saída do então presidente da época, que dizia inovar e ampliar, jogando todo o material histórico  no lixo. 

Com essa falta de material fica o mistério, terá surgido o Guarany em Cosmópolis, ou por uma coincidência surgiram dois Guaranys Foot Ball Clube na mesma época!!!

1938...Carteira de sócio do Cosmopolitano Futebol Clube pertencente ao saudoso  José Toledo.
15/11/1915/ Lmbrança do aniversário de 20 anos de fundação do Cosmopolitano, trazendo na tipografia impressa o "Hymno do Cosmopolitano".
Inicio dos anos 1960 / Primeira sede oficial do Cosmopolitano Futebol Clube, vendido pelo clube no final da década de 80. O local ainda existe na Rua Baronesa Geraldo de Rezende esquina com a Rua Sete de Setembro, atualmente funciona como uma hospedaria  de funcionários terceirizados da Petrobras . O prédio do antigo salão social foi inaugurado em 31 de Março de 1934, um projeto criado por Armando Madsen
1965 / Estádio Thelmo de Almeida, entre as ruas Moacir do Amaral e Rua Campinas. Demolido no inicio dos anos 2000. Campo de muitas glórias na história do futebol cosmopolense, palco de grandes festas da cidade como os shows de aniversário , festas de posse do poder legislativo, palco final dos desfiles cívicos como o dia da pátria, festas religiosas, e na década de 90  era alugado para circos e parques de diversões


 O Guarany Foot Ball de Cosmópolis existiu oficialmente segundo os registro de atas do Cosmopolitano de 1912 ao último registro feito em 25 de Março de 1916. A possível explicação da extinção do Guarany Foot Ball Clube  cosmopolense foi relatada em entrevista ao nosso acervo pelo ex-jogador e membro esportivos de vários clubes da cidade, o saudoso Juquita, (falecido no inicio da década de 90 com 103 anos de idade, embora por falha de documentação fosse registrado anos mais tarde de seu nascimento, falecendo oficialmente com 97 anos). O velho Juquita como era conhecido em Cosmópolis, foi uma figura muito querida na cidade, lúcido e sempre falante seu assunto preferido era Cosmópolis e futebol. Segundo seu relato na época, o Guarany Cosmopolense estava sendo comandado por um pequeno grupo e regimentado pelo Major Arthur Nogueira que se intitulava o dono do clube.

Os principais jogadores do clube não recebiam o incentivo necessário e apoio do grupo de diretores do Guarany para atuação profissional  nos campeonatos de Foot Ball que surgiam no estado de São Paulo. Em 1914 dois anos depois da oficial fundação do Guarany, um grupo se desfilia do Guarany Foot Ball e em 1915 começa a surgir o Cosmopolitano Foot Ball Clube, oficialmente criado no final do mesmo ano em 15 de Novembro de 1915.

Um registro publicado no jornal “O Município” em 15 de Novembro de 1953, foi encontrado em 2008 pelos irmãos Flomberg, relatando o mistério do Guarany e Cosmopolitano, abaixo um trecho do jornal encontrado pelos irmãos historiadores:

“Em 1912, um grupo de elementos esforçados se reuniu em um salão de barbeiro de nossa cidade, que naquela época era Vila, conhecida pelo prenome de Funil, e resolveu dotar esta Cosmópolis com um clube de futebol. Daquela ideia surgiu o Guarany Foot Ball Clube. Mas como esse nome nada representava para Cosmópolis, mais tarde o mudaram para Cosmopolitano, e daí nunca mais se falou em mudanças”.


 Uma explicação um tanto que superficial, ou será o verdadeiro motivo, os fatos  realmente foram assim acontecidos como descritos pelo jornal!!! Não esquecendo que o jornal tinha como seu maior patrocinador a Usina Ester, e o prefeito da época foi “nomeado” com maioria de votos da Usina Ester, e grande parte dos exemplares circulavam dentro da Usina Ester, seria um tanto que complicado afirmar que a extinção do Guarany cosmopolense surgiu por disputadas de poder, e entre os possíveis "algozes" da extinção do clube um dos fundadores da companhia açucareira.

1920 / Novos uniformes do clube,  seguindo a linha da "moda" na época , de uniformes nas cores branco e preto.
Em pé Antonio Pinto, Thelmo de Almeida, Amadeu Tortelli, Cunha , Brasilino Rachetti e Augusto. No centro: Ceará, Afonso e Zeca. Sentados: Tcheco, Carara, Amerusco Zuchini.
1950 / Time do Cosmopolitano Futebol Clube usando o famoso uniforme Alviverde.
Em pé: Antonio Toselli, Benedito do Amaral, Duílio de Fáveri, Abel Bueno, Orlando Fabris, Irineu de Fáveri, Ewaldo Silas Epprecht e Antônio Damiano. Agachados: Laurindo Fontana, Jorginho, Antonio Neto, Irineu Pedrazolli e Nelson de Souza
1966 / Faixa em homenagem ao time do Cosmopolitano, Campeão amador de 66. Entre os nomes dos craques, destaque para o papagaio mascote do Cosmopolitano, uma criação do artista plástico Zé Gombrade, o mesmo que criou e projetou o Cristo redentor da Rua Santa Cruz
1959 / Arquibancadas cheias no Estádio Thelmo de Almeida em dia de jogo do Cosmopolitano contra o Botafogo da Usina Ester, um dos jogos mais acirrados da cidade


 Fora dos gramados, um templo do lazer e divertimento
  
   Nestes 98 anos de história, completados hoje, as famas e glórias do clube esportivo não se resumem apenas nos gramados. As tracionais festas do Clube Cosmopolitano, também marcaram época na história do clube e da cidade, sendo a festa de maior importância histórica de Cosmópolis realizada no salão social  na Rua Baronesa Geraldo de Resende, a festa do "dia da emancipação do município" em 30 de Novembro de 1944. “Grande festa baile, com a presença musical das  várias “Jazz band’s” da cidade e do” Trio Canoeiro”, famoso trio da rádio Educadora de Limeira.

 1944 /Panfleto distribuído pelas ruas e fixados nas casas comercias de Cosmópolis, anunciando a todos a grande festa de emancipação
1960 / rimeiro Baile das Debutantes realizado no antigo salão social do Cosmopolitano na Rua Baronesa Geraldo de Rezende.


  Na memória de todo cosmopolense, sempre existirá em especial, alguma lembrança relacionada às festas do Clube Cosmopolitano. No passados os bailes da Chita (onde o traje obrigatório tinha que ser confeccionado com o popular pano de chita), o Baile Verde e Branco, o Baile das debutantes criados no inicio da década de 60, as festas e comemorações do aniversário do Clube sempre com a presença de grandes bandas da época como os cosmopolenses do Rage e seu conjunto, ou os consagrados Biriba Boys e a Banda do Brejo.

1986... Tradicional evento promovido pelo promoter  Nazareth Mercuri com a presença da famosa Banda do Brejo, uma festa que parava a cidade.
1944./ Uma pausa na Avenida Ester para uma photo com o "retratista" Guilherme Hasse, antes de ir ao saudoso Baile da Chita no salão social do Cosmopolitano na Rua Baronesa Geraldo de Rezende. No centro da foto, Alibabá e Alcides Frungilo
1958 / Carnaval animado com muita alegria e lança perfume no salão social do Cosmopolitano da Baronesa Geraldo de Rezende
   Na década de 8190, o famoso e tradicional Baile do Hawaii, as festas organizadas pela Master Som, TransaSom, TriAgito, a discoteca da Albatroz, os bingos beneficentes, ou, os grandes bingos do clube com sorteio de carros, motos e altos prêmios em dinheiro...

É muita história nestes 98 anos, o espaço se torna pequeno para tantas lembranças. Tem lembranças já esquecidas por muitos, como as exibições de filmes na antiga sede social do Clube, sim filmes de cinema, eram a sensação do clube na época, que "competia" na bilheteria com o Cine Teatro Avenida e a Sociedade do Mútuo Socorro que também exibia filmes.

Filmes do Mazzaropi, Jim da Selva, Bem Hur, Os dez mandamentos, O vampiro da meia noite, entre tantos outros sucessos de bilheteria exibidos nos projetores do clube e projetores particulares como do Luiz Tabajara e do Hardy Kowalesky.

As festas particulares de casamento, eventos como o Miss Cosmópolis, Rainha do Clube, e shows de grandes artistas. Não esquecendo os carnavais do clube, estes no passado marcaram época, e eram considerados pela critica especializada entre os melhores carnavais do estado de São Paulo.

Os corsos, cordões e blocos do Cosmopolitano desfilando pelas ruas da cidade, as matinês no salão do clube que eram a alegria da molecada... São muitas lembranças e histórias, são páginas e páginas de muito alegria para serem contadas. 

  Ao Cosmopolitano Futebol Clube e a todos os apaixonados por este orgulho cosmopolense, a nossa singela homenagem e os parabéns pelos 98 de história. Encerro essa página  no blog da nossa história,  com um trecho do Hino do Cosmopolitano:

"Viva o "Cosmopolitano"Que a nós faz nobre a fadiga 
És da mocidade amiga o orgulho e resplendor"

Parabéns Cosmopolitano, feliz aniversário.









domingo, 10 de novembro de 2013

Programação do Centro de Memória para o aniversário de Cosmópolis

 O Centro de Memória de Cosmópolis está com uma programação especial em comemoração ao aniversário da cidade (30 de novembro) e ao Dia Municipal da Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Cosmópolis, comemorado em 29 de novembro.
Todas as atividades tem entrada livre e gratuita. Participe!
19 de novembro (terça-feira) - 20 horas
Coquetel de lançamento do livro digital "Baú de Memórias" e apresentação do Acervo Digital.
Local: Secretaria de Cultura de Cosmópolis - Rua Santa Gertrudes, 254 - Centro (próximo à Rodoviária)

20 de novembro (quarta-feira) - 14 horas
A dança como lugar de memória: Danças circulares e roda de histórias
Local: Sede da Terceira Idade (Bosquinho - Parque Rodolfo Rizzo Junior - Rua Baroneza Geraldo de Rezende, nº 34)

30 de novembro (sábado) - à partir das 9 horas
Saída Fotográfica "Revelando Cosmópolis". As fotos serão selecionadas posteriormente e expostas na Feira Livre.
Local: Feira Livre - Rua Dr. Campos Sales. 
Ponto de encontro: Em frente a Igreja Congregação Cristã (Rua Dr. Campos Sales).

Os 20 primeiros inscritos ganham camiseta!
Inscrições gratuitas até 22/11 pelo telefone (19) 3882-3614 ou e-mail memoria@cosmopolis.sp.gov.br 

Mais Informações:
Centro de Memória de Cosmópolis
(19) 3882-3614

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NÚCLEO COLONIAL CAMPOS SALLES

 Texto Adriano da Rocha
Foto e Livro Maria Coutinho Nogueira
   1913... Página do livro “Impressões do Brazil no Século Vinte”, um fantástico estudo feito sobre o Brasil pelo grupo inglês “Lloyd's Greater Britain Publishing Company”, um livro com 1.080 páginas, todas ricamente ilustradas destacando em capítulos os vários setores da riqueza brasileira (agricultura, indústria, comercio e mineração) as vésperas do inicio da primeira Guerra Mundial. O livro foi impresso na Inglaterra e publicado em cinco idiomas (inglês, alemão, francês, italiano e japonês), um rico projeto de divulgação das terras brasileiras para o mundo, uma parceria do grupo Inglês e o governo brasileiro. Na mesma época do lançamento do livro devido ao grande material fotográfico recolhido, foi lançada paralelamente uma série de postais sobre o Brasil utilizando as fotos do livro como tema, na descrição das fotos o cultivo agrícola e o local do registro fotográfico, informações escritas nos postais em inglês e francês. No livro destaque em várias páginas para a riqueza agrícola do estado de São Paulo, em especial os cultivos agrícolas nos núcleos coloniais, e neste contexto surge em meio aos vários núcleos Paulistas, a produção agrícola de um dos primeiros núcleos criados pela republica, o Núcleo Colonial Campos Salles em Campinas, hoje cidade de Cosmópolis. Na raríssima publicação existem também fotos no capitulo indústrias, destaque para a Usina Esther, descrita como uma das mais modernas indústrias do Brasil na época. Deste livro vem esta página aqui publicada, página ilustrada do capitulo “Agricultura” um registro do livro sobre a riqueza agrícola Paulista. 

 Nas fotos nº 01, 02, 04,05 e 06 desta página, os registros foram feitos no Núcleo Campos Salles em terras de colonos alemães, suíços e italianos. Apenas a foto de número 03, o registro foi feito em Araraquara no Núcleo Colonial Gavião Peixoto, registrando o cultivo de fumo naquela região. Em terras Cosmopolenses as seguintes fotos e a descrição feita pelo historiador inglês Arnold Wright: Foto nº01 Cultivo do abacaxi, foto nº2 laranjeiras carregadas, foto nº 4 Mandiocal, e foto nº5 bananeiras.


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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

BICUDO REALMENTE MORREU

LUTO COSMOPOLENSE

  Resolvemos o mistério sobre a possível morte do Bicudo. Infelizmente, ele realmente faleceu no Sábado (02/11), e seu corpo foi sepultado em Araras. Por esse motivo, em nenhum órgão publico cosmopolense, existia registros do atestado de óbito em seu nome. O fato  gerou um enorme mistério em toda cidade, sobre a veracidade da sua morte.  

Segundo familiares, Bicudo chegou ao pronto socorro do HBSG  na tarde de Sábado, com uma forte parada respiratória, não resistindo e falecendo no Hospital de Cosmópolis,às 14h30.

Seu corpo foi encaminhado ao serviço funerário de Engenheiro Coelho, por isso nenhum registro em Cosmópolis, sendo sepultado  na manhã de Domingo, às 8h30 no Cemitério Municipal de Araras, junto com seu pai, seguindo um pedido da família.  

Reginaldo de Melo, o Bicudo como era carinhosamente conhecido, tinha 38 anos de idade, era solteiro e residia na Rua Willian Neumann,  bairro Vila Nova.

Sua nota de falecimento foi publicada nesta Segunda-feira, quando foi feita a atualização dos falecimentos no site oficial da Prefeitura Municipal de Araras. Infelizmente a possível mentira era verdade, e o Bicudo realmente faleceu.

Nossos sinceros sentimentos, aos familiares e todos os amigos enlutados.

Ao Bicudo, nossa modesta homenagem!! Quem sabe amigo, agora você encontre à paz que tanto buscou na terra. Vai com Deus Bicudo, seus verdadeiros amigos de Cosmópolis, sentiram imensamente sua falta, no dia a dia, da nossa cidade.



Abaixo um dos vídeos feitos por amigos do Bicudo, publicados no Youtube. Um dos vídeos mas famosos da internet, com quase 5 milhões de acessos, sendo destaque sua risada  em vários programas de televisão, virando até vinheta em  programações humorísticas.


domingo, 3 de novembro de 2013

UMA CASA DE COLONO...

Texto Adriano da Rocha
Foto Izabel Cristina Gagliardi

 1974 Casa de Colono na Colônia do Botafogo na Usina Ester... Para alguns olhares esta antiga fotografia de quase 40 anos, a descrição seria apenas de uma simples casa de colono, sem luxo e riqueza. Mas para quem viveu na Usina Ester em uma casa de colono, mil descrições podem ter essa simples foto, mil descrições em palavras misturadas com muita emoção e saudades. Quantas famílias começaram sua vida em uma simples casa de colono da Usina Ester, famílias que vieram de outros países no final do século 19, fugindo da fome e miséria na Europa, e encontrando no rico chão cosmopolense uma nova oportunidade de começar uma nova vida em um novo mundo. Quantas e quantas famílias chegaram a Cosmópolis na década de 40 e 50 vindas de outras colônias como da Fazenda Cresciumal em Leme, da Usina Tabajara em Limeira, da Fazenda São Jerônimo em Araras, trazendo consigo muita coragem, determinação e esperança, recomeçando suas vidas de colonos nas colônias da poderosa Usina Ester. Gente simples, gente boa, pioneiros anônimos que construíram a famosa e conhecida história da Usina Ester e da cidade de Cosmópolis.

  Construíram com seu trabalho e amor à nova terra, uma história que hoje orgulha seus vários descendentes deste passado no atual presente. A mocinha na janela lembra tantas histórias, da sonhadora jovem que esperava sonhando seu amor passar, da mocinha que esperava na janela os boiadeiros com suas tropas e boiadas passarem levantando a poeira vermelha das velhas estradas de terra que davam acesso a Usina. As boiadas passando e na janela a linda moça acenando envergonhada aos boiadeiros, tema de músicas e causos. Na soleira da velha casa de colono, quantas nonas e nonos sentavam de tardezinha para conversas com os vizinhos, fumar um paieiro, jogar truco, cantar, ser feliz e ver o tempo passar. Uma simples foto e tantas histórias de uma vida simples, sem riqueza, até quem diga muito pobre, porém feliz. A tal da riqueza quase não existia, mas a fartura sobrava, não só de alimentos, a maior fartura era de amizades e união, ingredientes essenciais para a tal felicidade, um farturão naquela época nas casas de colonos. Uma fotografia, tantas histórias, e hoje infelizmente graças ao “progresso” somente as lembranças nas memórias dos velhos colonos ficaram, as colônias já não existem mais. O progresso destrói, o progresso apaga e leva embora, mas nunca destrói e leva embora as lembranças e saudades que vivem latentes no coração de um colono. Essas memórias, essas lembranças, essas saudades, não existe progresso que destrói....


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sábado, 2 de novembro de 2013

DIA DE FINADOS

Texto e fotos Adriano da Rocha
Região da Capela, um contraste de várias cores de flores que marcam está data no cemitério.
Tradicional feirinha do Dia de Finados no Cemitério de Cosmópolis.
Nersão Garrapeiro marcando sua tradicional presença na feirinha do Dia de Finados, com seu famoso caldo de cana, ou paulistamente falando Garapá.

   "Todos os caminhos da vida, começam e terminam em uma cruz". Li isso a muitos anos atrás em uma velha sepultura, escrito em uma cruz. No hospital quando nascemos e no cemitério quando "terminamos", a cruz nos acompanha nas duas únicas certezas da vida, o nascer e o morrer. Um mistério o morrer, e a principal raiz de todos as religiões, e a incerteza de todo ateu. Nascer, crescer, e morrer, ou só nascer e morrer, essa é a vida. Saiba a vida viver, saiba viver a vida, para em um dia como este de finados, você seja lembrado como um alguém que viveu a vida, e deixou ao mundo com sua morte o significado e tradução da palavra saudade aos amigos e familiares . O depois não sabemos, por isso viva a vida hoje na sua plenitude, para não terminar como um túmulo desconhecido, sem lembranças, velas ou flores, no triste fim ou recomeço que é o cemitério.
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