quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

RASTRO DE DESTRUIÇÃO

CUIDADO e muita ATENÇÃO motoristas e transeuntes no cruzamento da Avenida Ester e João Aranha. As chuvas levaram parte do asfalto deste trecho de constante tráfego. Buraco está coberto de água e pode não ser visto. 🌚

  A chuvarada desceu feroz no início da noite de quinta-feira (2), na Rua João Aranha, regaçando com a força das águas parte do frágil asfalto e do remendo politiqueiro (feito em ano de eleição), levando destroços até pá drento do centenário boteco da barroquinha. 🌊🌊💦
Bêbados, cachaceiros e demais frequentadores do popular boteco entraram em pânico.😱🍻
"Rapái só não caguei na roupa por que já tinha cagado. Foi muito forte a enxurrada, parecia o paredão da Usina. Eu tava sóbriu, se não, podiam dizer que era coisa du arcú, mai tá aé a prova no chão ", disse Gildemar Farias, vulgo Rapagão, apontando para as pedreiras de asfalto.





CUIDADO 
  Os motoristas que transitam no sentido viário bairro/centro devem redobrar a atenção no volante. 🚘



  O ponto da cratera gigantesca foi formado precisamente na faixa de pedestres, de fronte ao "Bar do Poker". Grandes pedaços de asfalto estão espalhados por toda Avenida e rua João Aranha. A referência de atenção é o semáforo quebrado da Avenida 🚥🚦😞
 Tem toco de asfalto até no ponto prostibulista das Tiazonas, esquina da ED+. Segundo Neide Tentação, 78 anos, ela e as amigas estão avisando os clientes do perigo do buraco deste ás 20h, quando a chuva havia apaziguado.😘
"Começo de mês, o cliente tem que ser avisado, meu Lindo. Não é por causa de um buraco que vou deixar de faturar com meus buracos", declarou a meretrícia senhora, profissional do ❤️.




Sem sinalização 🅾️
  Por falta de fita zebrada o local não está demarcado. O último rolo de fita comprado fiado pela prefeitura foi gasto para demarcar o buraco do vigia do buraco do Tonhão, e outros demais buracos Tonhistas alargados com a chuva .😫😡👀

Fotos meu celular 
Texto eu mesmo
Agradecimento a repórter Jeanete que nos envio o furo dá notícia do buraco.👍🏻

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

TRADIÇÃO PAULISTA ESQUECIDA

DIA DE REIS 


    As romãs já estão granadas, mais redondas que barriga de gordo depois da ceia na casa da mamãe. Da fruta reluz um tom único, o vermelho romã, vindos das suas cascas medicinais (abençoado remédio para as inflamações de garganta), contrastando com a intensa cor laranja da sua florada, nascendo em cada flor uma pequena coroa, na qual surgem os novos frutos.
Frutinha de um gosto inconfundível, um azedinho único, que na sabedoria do velho caipira paulista traz sorte e espanta os "már infortúnio" da vida. Nesta mesma sabedoria, relembro uma tradição bem paulista das romãs, antigamente muito praticada nas festividades do fim do ano e, principalmente no dia 6 de janeiro.

   A tradição começa no dia do natal, enfeitando a mesa com romãs, porém, elas não devem ser abertas. Somente no dia 6 de janeiro, dia consagrado aos Reis Magos, as romãs são abertas.
Na manhã do Dia de Reis, a primeira refeição devem ser as frutinhas de uma romã, separando seis carocinhos, que são guardadas durante todo o ano novo, dentro da carteira; sempre envoltas de um papel com os nomes dos três Reis Santos: Gaspar, Baltazar e Belchior.

  Um poderoso “patuá”, que segundo o costume e a fé do caipira paulista, traz prosperidade e saúde, simbolizando os presentes dados pelos reis magos ao Menino Jesus.

Segundo a lenda, a romã era o único alimento que existia na manjedoura, encontrada por São José em uma árvore que sombreava o local. Os Reis magos vindos do Oriente para ver o Menino Jesus, receberam da Sagrada Família partes das frutas na ceia da noite de Natal.

 Por Deus a fruta foi consagrada, representando na fartura e união dos seus pequenos frutinhos e, na coroa que enaltece a romã, que um rei somente é rei através da união de seu povo. A romã não amadurece fora do pé e, por mais que tentem forçar o “madurá”, os frutos não prestam, “arroxeando”.

 Este “madurá” por vontade de Deus, representa que um rei mesmo com a união do povo, somente será Rei e, realizará um bom governo , se Deus assim permitir e, seu reinado abençoar...



Foto Pé de romã germinado de uma antiga romanzeira do Vila Mariana (Vila Nova). Tradição que entre "germinadas", perdura a quase 100 anos, sendo o primeiro pé pertencente a Dona Izabel Lange Woord. A romanzeira está plantada na sede do Acervo Cosmopolense na Rua Monte Castelo.

domingo, 1 de janeiro de 2017

AINDA ONTEM...

  01/01/1945... “Ainda ontem”, há exatos 72 anos
  Fixado nos postes de madeira da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), nas paredes das casas comerciais, o cartaz anunciava as solenidades e festividades de instalação do novo município paulista, a cidade de Cosmópolis.
Durante todo o mês de dezembro o convite impresso pela renomada “Tipografia Paulino” de Campinas, era distribuído nas missas da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, cultos da Igreja Evangélica da Confissão Luterana, colônias da Fazenda Esther, sessões do Cine Theatro Avenida; e entregue pessoalmente pelo chefe da estação aos passageiros que faziam baldeações e embarques na plataforma de trens da Estação da Companhia Sorocabana.

Alvorada matutina em festa 
01/01/1945- Cosmopolenses acompanhando as festividades de instalação do município na Praça do Coreto

A *janeira cosmopolense (nome paulista para o início do ano), amanhecia ao som da Corporação Musical na Praça Major Arthur Nogueira, o popular Jardim do Coreto. Todo o espaço estava enfeitado por bandeirolas, distribuídas por cordões fixados nas árvores e postes. A arte foi feita por alunos do Grupo Escolar de Cosmópolis (futura escola do Rodrigo), com auxílio dos professores. O material, papel de variadas cores e barbantes, foi adquirido com a ajuda do comércio.
Uma bateria de rojões com 21 tiros, estourava nos céus, anunciando o início das festividades para toda a cidade. Na estação desembarcavam autoridades da região, como também representantes do Estado e do governo militar. Carros de praça com chofer da capital, traziam deputados e chefes do governo Vargas.

Ditador homenageado 
01/01/1945- Antiga subprefeitura de Cosmópolis, em destaque a faixa em homenagem ao ditador Getúlio Vargas

Na frente da antiga subprefeitura, foi fixado na Rua Campos Salles um arco de madeira, revestido com flores e ornamentos naturais, prendendo em seu topo uma faixa de agradecimento a Getúlio Vargas. O ditador em novembro de 1944, aceitou o decreto lei que estabelecia a criação do município, emancipando política e administrativamente Cosmópolis de Campinas em 30 de novembro do distinto ano.
Missa campal
01/01/1945- Missa campal no largo da Matriz de Santa Gertrudes

A Igreja de Santa Gertrudes, projetada pelo celebre Escritório de Engenharia e Arquitetura Ramos de Azevedo, tornava-se pequena para abrigar a multidão de convidados. Por este motivo o Padre Germano Padro, pároco da comunidade Católica, celebrou uma missa campal nas escadarias da igreja.

Instalação do município 
As 15h, Dr. Moacir e Achiles Avancine assinavam a instalação do município de Cosmópolis, oficializando perante o estado o território como cidade, assumindo os comandos administrativos e políticos. Em decorrência do regime militar do ditador Getúlio Vargas, no período de 1930 até 1945, não existiam os cargos de vereador, assim como não existiam eleições para cargos de prefeito e governador.


Baile, churrasco e chopp Columbia
1945- Um dos produtos de destaque da consagrada Cervejaria Columbia em Campinas

O salão social do Cosmopolitano Futebol Clube, localizado na Rua Baronesa Geraldo de Rezende, foi cedido pela diretoria para as festividades musicais do baile do município.
No tradicional salão alviverde (alusão ao piso hidráulico com as cores do clube), a sonoridade dançante foi feita por Jazz Bands locais, com encerramento dos consagrados musicistas de Limeira, Zé Canoeiro, Lagoa e Vaninho, o famoso Trio Canoeiro. Na Rua Sete de Setembro, eram assados carnes diversas, sendo distribuído o churrasco acompanhado de muito chopp Columbia, produzido em Campinas.

Dois olhares do antigo salão social do Cosmopolitano Futebol Clube, localizado na Rua Baronesa Geraldo de Rezende. Foto Bruna Genaro


Texto datilografado por Adriano da Rocha, redigido com base em depoimentos feitos ao Acervo Cosmopolense e inserções noticiosas do histórico dia, impressas tipograficamente no semanário local “O Apito”, e no jornal campineiro “Correio Popular”. Fotos acervo Adriano da Rocha.


...

sábado, 31 de dezembro de 2016



Eis que o ano chega ao “fim” 
   Como é bom estarmos juntos contemplando o caminho percorrido até aqui. Nossa maior felicidade, neste ano que completamos 10 anos de Acervo Cosmopolense, é você ter nos escolhido para ao seu lado caminhar este percurso.
2016 foi marcado por ‘eras’ de alegrias e tristezas, um ano que estivemos juntos em todos esses momentos. Dias, semanas, meses, o fim de um ciclo, e a oportunidade de recriar uma nova vida, na esperança do novo ano.

  Neste dia de reflexões, que as somas de alegrias e tristezas, sejam enceradas com um resultado positivo. No caso negativo, não desanime, no ano vindouro tudo poderá ser somado novamente.
Encerramos nossa última postagem de 2016, com a soma positiva de muitas mudanças no Acervo. Ansiosos aguardamos com muitas esperanças o ano novo, um novo ciclo em nossas vidas, principalmente para a cidade de Cosmópolis.

  Que 2017 possamos continuar juntos, preservando o passado, atentos fiscalizando o presente, lutando pelo futuro, inovando e positivamente realizando muitas mudanças.
Bom princípio, início e fim, um feliz e próspero 2017
Os sinceros desejos que os seus desejos possam mudar a sua vida...

Adriano da Rocha

Foto: 21/04/ 1997. Desfile cívico realizado na frente da Prefeitura de Cosmópolis. Simbolicamente alunos das escolas públicas municipais clamam por liberdade e paz no município.

domingo, 25 de dezembro de 2016


  Em 2016 o Acervo Cosmopolense completou 10 anos de história na internet. Um trabalho de amor e respeito por Cosmópolis, iniciado no velho Orkut, em 2006. Hoje somos mais de 15 mil amigos, interligados em perfis, páginas, blog e instagran. Você é nosso maior presente neste natal, sua amizade é a certeza da continuidade deste projeto.
  Que o mesmo amor e união representados no dia de Natal venham novamente a renascer em seu coração, surgindo à esperança de que juntos podemos mudar o mundo, começando por nossa cidade. Juntos e unidos podemos ser a força que fará a diferença, transformando nossos sonhos para Cosmópolis em realidade. Feliz Natal e próspero ano bom

Grupo Filhos da Terra


25/12/1920 : O registro fotográfico mostra os alunos da Deutsch Schule (Escola Alemã), celebrando o Natal no Núcleo Colonial Campos Salles. Em destaque no lado esquerdo da foto, o professor Otto Herbst. Foto: Guilherme Hasse.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

NATAL COSMOPOLENSE





Dezembro de 1972/ No mês do Natal um dos destaques na Avenida Esther era o Papai Noel da Papelaria Santa Terezinha, a popular Papelaria do Brandão. Visitar o “velhinho” era um momento mágico para a criançada cosmopolense nas décadas de 70 e 80. Aos visitantes o Papai Noel distribuía balas, pirulitos e brindes da papelaria, reunindo crianças da vila, sítios e das colônias da Usina Esther. Uma época de nostalgia e inocência, que deixou muitas saudades a todos que viveram esse período em Cosmópolis.



Texto e foto Adriano da Rocha

domingo, 18 de dezembro de 2016

OLHAR NATALINO


 Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes decorado para as festividades da Feirinha Gastronômica de Natal. Registro fotográfico feito por Ulisses Paiva 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Bancos marcam 58 anos de história comercial


Símbolos do progresso  no passado, hoje marcam o descaso e abandono da primeira praça pública de Cosmópolis
Texto Bruna Genaro
Fotos Adriano da Rocha


Descaso com a história .No local onde existia a famosa Fonte Tulipa, demolida para ampliar a Praça, está coberta por mato 

   Padaria, armazém, bar, construtora; essas são algumas das muitas histórias de comerciantes cosmopolenses contadas silenciosamente – ou por vezes esquecidas – entre os bancos da conhecida Praça do Coreto.
  Feitos em granilite – revestimento composto por sobras de minerais – os bancos estão na praça há 58 anos. Muitos deles estão depredados, não pelo tempo, já que os bancos são muito resistentes, mas pelo mau uso da população; alguns já foram quebrados e até mesmo pichados, como é o caso do banco da Usina Ester entre outros.
Banco em granilite doado pela Usina Açucareira Ester S/A. Praça leva o nome de um dos fundadores da usina, o Major Arthur Nogueira

  Escritos em baquelite – resina sintética, plástica e muito utilizada na época – estão gravados os nomes dos 25 comércios que já existiram na cidade – alguns existentes até hoje. Dentre eles estão: 
Usina Açucareira Esther, S/A Guido Longhin Construtor de Obras, Padaria e Confeitaria São José Osmar Toledo Silva, André Vieira Dias Farmacêutico, Atair Madsen, Guilherme Kowalesky, Bar e Restaurante Ideal Ernesto Kiehl e Irmão, Secos e Molhados de Emílio Mengue, Postos Atlantic Orlando Kiosia, Armazém Rage Baracate, Auto Lotação Cosmópolis Campinas Giuzio e Bertazzo, Bar Santa Gertrudes Emílio Balone, Casa das Bicicletas de Todas as Marcas Domingos Magossi, Casa São Jorge de José Garcia Rodrigues, Restaurante Avenida Antonio de Freitas Junior, Armazém Vila Nova Mário Bertazzo, Padaria Santo Antonio Hotacilio Pereira Pinto, Fábrica de Refrigerantes Armando Scorsine, Bar e Sorveteria Vila Nova Saulo Tognoni.

Guido Longhin Construtor de Obras 
Responsável pelas obras de construção da nova Praça do Coreto em 1958

André Vieira Dias 
Prefeito na década de 1960, na  inauguração da Nova Praça possuía uma renomada farmácia na Avenida Ester.

58 anos de história comercial
Banco em granilite doado por Atair Madsen

Banco em granililte doado por Guilherme Kowalesky, agricultor e proprietário de comércio na Avenida Ester. Guilherme era casado com a lendária parteira Dona Mina Kowalesky.

Na esquina da Avenida Ester com a Rua Campinas, onde atualmente funciona a Bike Mania, existia o Bar e Restaurante Ideal. O Bar marcou época e gerações, comandado pela família Kiehl, funcionou no mesmo ponto até o início dos anos de 1970

Banco de granilite doado pelo armazém de secos e molhados de Emílio Mengue. Emilio foi pioneiro em vários setores em Cosmópolis, da política ao setor comercial, sendo membro de destaque na comunidade Luterana, foi um dos primeiros moradores do Núcleo Colonial Campos Salles.

Banco doado por Odair Kiosia, o popular Russinho, proprietário dos postos Atlantic e Royalisa. Kiosia marcou época pelo empreendedorismo comercial e por sua gestão como prefeito na década de 1970


Banco doado pelo Armazém "Rage Baracate"
Os irmãos Baracate, ou Baracat, marcaram época com seu armazém na Avenida Ester, localizado nesta época na região onde está edificado atualmente o banco Santander.Na década de 50 e 60, Rage também é lembrado por sua famosa Jazz Band, a Rage e seu Conjunto, que animavam bailes em Cosmópolis e toda região.
Próximo ao Ponto de Táxi está o banco doado pela Padaria e Confeitaria São José, de propriedade do saudoso Osmar Toledo.
Entre pichações e o mato, o banco doado por Hotacilio Pereira Pinto, o conhecido Hotacilio Padeiro, da Padaria e Confeitaria Santo Antonio. Na sua época uma das maiores padarias da região, localizada na Avenida Ester (ao lado da Bike Mania), o prédio foi demolido no fim dos anos de 1990


Memória Comercial
  Padaria e Confeitaria São José – Inaugurada em 1958 por Osmar Toledo Silva e familiares. A padaria ficava localizada na Avenida Ester, antiga Papelaria Zoom, que atualmente foi dividida em dois comércios, onde hoje é a Óticas Carol e a Itacell. A padaria funcionou neste ponto até 1974.

Osmarilda Furlan e Hilda Scorsione Toledo Silva, filha e mãe, mostram o banco doado pela Padaria São José em 1958. Osmar Toledo Silva faleceu em abril de 2015, fez história e deixou sua marca no comércio cosmopolense


  Seu Osmar foi um dos primeiros cosmopolenses a investir na modernização do ramo de padaria, tendo como principal concorrente Hotacilio Pinto, da Padaria Santo Antônio. Na época em que Osmar começou a abrir sua padaria, Hotacilio dominava as vendas na cidade. Pensando em inovar, Osmar começou a comprar os pães de Hotacilio e revender na Usina Ester e região rural. O diferencial da padaria São José era a entrega de pão e leite de porta em porta.
Seu Osmar trabalhou por 16 anos no ramo, quando decidiu vender o ponto e se aposentar.
“Na época, comprar o banco e colocar na praça foi muito bom, porque fazia uma grande divulgação da padaria, porque a praça era muito movimentada”, conta a viúva de Osmar, Ilda Scorsoni Toledo Silva, de 80 anos.



Homenagem ao Major


  Usina Açucareira Ester – próximo ao coreto, entre os bancos da praça, está o nome da empresa. Além disso, a Praça do Coreto recebe o nome de um dos fundadores da Usina: o Major Artur Nogueira. A praça recebeu esse nome na década de 1930, após o falecimento do Major.




118 anos de história
  A história da Praça Major Artur Nogueira está relacionada com o surgimento da Companhia Funilense, em 1898. Na época, tropeiros, viajantes, e os funcionários da Funilense se reuniam embaixo das árvores da futura Praça do Coreto. Para os tropeiros o ponto era bom para negociar cavalos, burros, além de vender os produtos advindos de Campinas. Para os viajantes e construtores das linhas da Funilense o local era perfeito para um bom descanso, seja na hora do almoço ou quando o sol era quase insuportável.
1936/Praça da estação Sorocabana, atual Praça Major Arthur Nogueira ou como é mais conhecida Praça do Coreto. Um dos pontos mais antigos de Cosmópolis- Foto acervo Adriano da Rocha

  Por muitas décadas a “praça” abrigava quem quisesse desfrutar de uma boa sombra, principalmente os que esperavam a chegada dos trens na estação. Somente em 1929, quase três décadas mais tarde, é que a praça ganhou forma. Na gestão do prefeito de Campinas, Orosimbo Maia, duas praças fizeram parte de seus projetos no distrito de Cosmópolis: a reformulação da Praça da Matriz e a construção da Praça do Coreto.
1957/ Remodelação e Construção da nova Praça Major Arthur Nogueira. Em destaque no registro fotográfico a construção da fonte tulipa, ao fundo entre tapumes o coreto. Foto acervo Adriano da Rocha

  A Praça da Matriz recebeu um projeto paisagístico com jardins, novas calçadas e bancos. Já a Praça do Coreto foi estruturada do início, incluindo pavimentação, bancos, jardins e coreto – que era localizado próximo ao atual ponto de táxi, o primeiro coreto da Praça. A partir dessa época, a Praça do Coreto ficou conhecida popularmente como “Jardim”.
A primeira reformulação da praça

Em 1956, o primeiro prefeito eleito por votos de cosmopolenses da cidade, José Garcia Rodrigues, conhecido como Zé da Peggê, foi o responsável pela construção da nova Praça do Coreto. Até a eleição do Zé da Peggê - apelido dado por causa de sua esposa Peggê, que foi uma das primeiras cabeleireiras e musicistas da cidade – normalmente, os prefeitos eram diretores da usina local, eleitos pelos colonos, que ultrapassavam quatro mil, incluindo funcionários e familiares.

Da antiga praça, construída por Orosimbo Maia, restaram poucos resquícios e algumas árvores. A praça foi completamente reformulada por Zé da Peggê, com o intuito de trazer um novo projeto arquitetônico para a cidade. Em sua gestão, ele manteve a Estação da Funilense – local onde é o atual relógio de sol -, fez um novo calçamento com pedras portuguesas, instalou bancos e construiu a fonte, conhecida pelas paqueras dos cosmopolenses que davam voltas ao redor da fonte enquanto flertavam. 

Década de 1960, Hugo Baccarin e Augusto Baccarin em uma tarde de domingo na Praça Major Arthur Nogueira (Coreto)- Foto acervo Adriano da Rocha

O prefeito construiu um novo coreto – o mesmo que está até hoje na praça -, mais amplo que o antigo, além de dois banheiros e sala de sonoplastia para administrar o serviço de alto falantes oferecidos no local.

A instalação dos bancos
  Os bancos, que falamos no início da reportagem, entram nessa parte da história da praça. Com o novo modelo de praça, os antigos bancos, feitos de ferragem e revestidos de madeira, foram transferidos para a Praça da Matriz. Em parceria com os comércios da cidade, o comerciante comprava um banco e doava para a Prefeitura, que fazia a instalação na praça. Dessa forma, os comerciantes divulgavam o nome de suas empresas nos bancos além de colaborar com a nova praça da cidade. A inauguração oficial da nova Praça do Coreto aconteceu no início do ano de 1958.
A última reforma
Marca do vandalismo e do descaso da administração..Banco doado pela Auto Lotação Cosmópolis, pertencente a Giuzio e Bertazzo.

  No início dos anos 2000 foi quando a Praça do Coreto recebeu sua última reforma. Na ocasião, a fonte foi demolida e pavimentada com pedra portuguesa. O motivo da destruição foi para ter mais espaço para a Festa do Imigrante e a festa “Na Praça com Amigos”, ambos eventos não são mais realizados na praça desde 2012.

1958/ Famosa fonte tulipa demolida no início dos anos 2000- Foto acervo Adriano da Rocha

Texto Bruna Genaro
Fotos e fonte Adriano da Rocha

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O 'CANUDO' É DELE E NINGUÉM TIRA !!!


Para quem dizia que ele não pegaria o "canudo"...


  Pivatto diplomado como novo Prefeito de Cosmópolis. Assumindo oficialmente como prefeito dia 01 de janeiro de 2017.

 As bandeiras são todas iguais neste momento, uma só vai tremular no Paço Municipal como símbolo maior do seu povo:o pavilhão cosmopolense. Picuinhas, birras, dor de cotovelo, egoísmos e coiseiras ruins, esquecemos, uma nova Cosmópolis surgirá, essa é nossa esperança.

Eh tá para existir povo mais esperançoso que o cosmopolense!!
  Hoje mais de 70 mil habitantes tem você como represente, como a voz de toda a cidade. Nossas esperanças estão todas em você Zé. As suas vitórias serão as glórias de toda a população, suas conquistas serão as nossas, por isso boa sorte, vai com fé, porque a coisa tá feia, e com fé em Deus nunca costuma faiá.

  Ah, os novos dez vereadores diplomados, os dois reeleitos, façam o seu trabalho, façam valer os quase 8 mil reais pagos pelo seu trabalho de representantes da população. Exerçam todos seus deveres como legisladores na casa de leis, principalmente o poder de fiscalizar.
Um bom governo só será digno e possível com seus olhares atentos, como olhos daqueles que os elegeram.
O trabalho vai ser mais difícil que carpir lote de braquiara, mas nessa labuta de calejar até a mão de doutor, trabalhando com honestidade, vocês conseguiram limpar essa cidade...

ZÉ Lindo

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

NATAL COSMOPOLENSE


  Feirinha gastronômica de natal no Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes. O tradicional evento acontece até o dia 23. Diversas opções de comidas, apresentações culturais e presença todos os dias do Papai Noel. P.A.R.T.I.C.I.P.E
Foto Adriano da Rocha
#MuitoMaisCosmópolis #NatalCosmopolense

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

AINDA ONTEM



   Em novembro de 1999, seguindo as comemorações do aniversário de 55 anos de Cosmópolis, a “Biblioteca Pública Municipal José Kalil Aun” era transferida e reinaugurada em novo endereço. O local era um antigo prédio industrial, localizado na Rua Antônio Carlos Nogueira. O barracão também já foi sede do extinto "Clube dos 30", formado por jogadores de bilhar e cartas. 

 No mesmo período, ocorria a extinção da Secretaria de Cultura, que passou a ser um departamento da Secretaria de Educação. Dessa forma, a nova sede da Biblioteca abrigou o Departamento de Cultura e passou a receber todo o acervo cultural da cidade (livros, jornais e documentos).

 A primeira sede da Biblioteca, localizada na Rua Ramos de Azevedo, foi cedida pela Prefeitura para o atual Fórum. Entre os motivos da mudança estava a falta de acessibilidade da edificação, com uma gigantesca escadaria de acesso ao acervo, além de espaço insuficiente para os mais de 14 mil livros pertencentes à biblioteca e itens de estudos e pesquisas.

CENTRO DE CULTURA

  Na época do contrato de aluguel do novo espaço da Biblioteca, a Prefeitura adaptou o barracão para ser um centro cultural municipal. Foram criadas várias repartições no barracão para as áreas: administrativa, Departamento de Cultura, salas de oficinas de arte e aulas musicais, além do pavilhão (popular garagem) utilizado para os ensaios da Banda Municipal e da antiga Orquestra de Violeiros. Nas entradas da nova sede foram criadas vitrines em que eram expostos os trabalhos feitos por alunos nas oficinas. Todo o acervo de livros, jornais, revistas e impressos gerais eram dispostos em prateleiras especiais, com fácil acesso aos visitantes.

O TRISTE “FIM”
  Nas fotos, a primeira é de novembro de 1999, na frente da Biblioteca está a Banda Musical de Cosmópolis, um dos principais destaques da noite de reinauguração. A segunda foto mostra a fachada da Biblioteca na manhã de domingo (4). Registro feito após nove horas do incêndio, que na noite de sábado (3) destruiu totalmente o local e a Pizzaria Casamassima. No dia do fatídico incêndio, a Biblioteca havia completado 35 anos da sua fundação, concluídos na quarta-feira, dia 30 de novembro (aniversário de Cosmópolis).

Texto e fotos: Adriano da Rocha

#AcervoCosmopolense#MuitoSobreMaisCosmópolis #Incêndio#BibliotecaMunicipal

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

1º Food & Beer Truck de Cosmópolis superou as expectativas



  Sucesso é a palavra que pode definir o primeiro festival de Food Truck em prol da Casa da Criança de Cosmópolis. De acordo com os organizadores, cerca de 15 mil pessoas passaram pela festa que durou de terça (29/11) à domingo (4/12).
Hambúrgeres gourmet, pastel de costela, churros, simulador de montanha russa foram alguns dos destaques da festa. Em uma grande tenda montada na Praça da Igreja Matriz Santa Gertrudes estavam os 16 food trucks que prestigiaram os seis dias de festival.

A verba arrecadada na festa será revertida aos gastos gerais de fim de ano da Casa da Criança. A direção da Casa agradece a participação de todos e pretende, a partir do próximo ano, promover mais eventos na cidade.
Texto: Bruna Genaro
Fotos: Lucas Furlan