sábado, 11 de maio de 2019

''ATÉ LOGO DO ASTRO REI''

PELOS OLHOS DOS MEUS FILHOS



 Quando a tarde declina, entre as matas do Serra Velha, o onipotente sol despede-se nos horizontes. Neste “desencontro” do sol com a lua, a natureza contrasta neste esplendido “até logo” do astro Rei.




   Eis o fim do dia no histórico bairro Serra Velha, ponto mais de Cosmópolis, e marco territorial com Limeira. A natureza contrasta em terras cosmopolenses, entres as nuances do céu, na despedida do sol nos horizontes do Morro Azul, em Limeira.

Até logo do Rei Sol, entrega do reino celestial a rainha da noite, a Majestade Lua.

Foto Conceição Tetzner 
Texto Adriano da Rocha

#Acervo12Anos #Cosmópolis #PôrdoSol #SerraVelha #Limeira #MorroAzul#AcervoCosmopolense

sexta-feira, 10 de maio de 2019

ACERVO COSMOPOLENSE NO JORNAL


Agora, você poderá ler o Acervo Cosmopolense no jornal " O Cromo", na página especial de Cosmópolis. Matérias inéditas, resgate histórico e cultural, destaques cosmopolenses, sempre muito mais sobre Cosmópolis, em edições mensais e gratuitas.


Disponível gratuitamente em mais de 60 pontos de Cosmópolis

Na edição de maio, uma homenagem as nossas parteiras. As mães das mães, percursoras da vida em Cosmópolis, Artur Nogueira, Paulínia e demais cidades da antiga Funilense.
Relembrando os trabalhos de Dona Mina, Maria parteira, Nhá Gérca, Dona Laura Miranda, Dora Tetzner, entre outras, responsáveis pelo surgimento de vidas e gerações cosmopolenses.

Adquira sua edição, É GRATUITA!!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

MEU ACERVO NO ACERVO

ACERVO NO ACERVO

 Acervo do leitor e entusiasta cosmopolense, Miler Adamo. Registro fotográfico feito pela sogra, Maria de Jesus Alves Ferreira. Em destaque, o trenzinho ainda conservado, e ao fundo, os jardins do terminal rodoviário.





1999 - Registro feito anos depois da doação e instalação do Trenzinho Canavieiro, pela Usina Ester. Instalado na Praça dos Ferroviários, a obra e remodelamento do espaço é datada de 1996.

Pertencente ao patrimônio público cosmopolense, o trenzinho contemplava um conjunto de máquinas férreas fabricados na Inglaterra, construídas para a Carril Agrícola Funilense.
Durante mais de 70 anos, os trenzinhos realizaram os trabalhos de transporte de cana de açúcar dos canaviais da Usina e fornecedores da região.

Outras maquinas estão conservadas e expostas em locais públicos paulistas, em destaque o Museu do Catavento (antiga Secretária de Industrias e Comércios do Estado), em São Paulo. Por iniciativa da Usina Ester, sem custos públicos, o trenzinho será totalmente restaurado nos próximos meses.

Texto Adriano da Rocha
Foto Acervo Miler Adamo

terça-feira, 7 de maio de 2019

ENQUANTO ISSO EM COSMÓPOLIS...

NOTICIOSOS DO ZÉ LINDO

🎶 A coisa tá feia, a coisa tá preta...quem não for filho de Deus, tá na unha do “capeta “ 👹😳🎶 TC&P

 Boi Capeta ( creio em Deus Pai 🙏🏻), vulgo Algodão, é o novo “responsável” pelas praças e jardins de Cosmópolis. Será o fim dos famigerados matagais públicos ? Como ficará as selfies políticas sem mato alto, e as reclamações de Facebook!!!

Boi Capeta garante mato baixo e sua barriga cheia. Segundo prefeitura, economia com corte de mato e adubação dos jardins, será de 100%.

Na frente os dentes cortam o mato, atrás, embaixo do rabo, o mato sai triturado e adubado.

“O meio ambiente em primeiro lugar em Cosmópolis!!”, já está sendo usado como “slogan” municipal.

O início dos trabalhos do Capeta 😳, “movimentou” , ou será que “paralisou”, a cidade nesta manhã de terça-feira (07). Principalmente os acessos para Campinas e Paulínia, “a coisa ficou preta” !!

O boi preto surgindo em meio aos matagais cosmopolenses (a culpa é da chuva tá!! Quando for estiagem, o motivo ainda será estudado), assustou motoristas e pedestres muito loucos da SP-332.

“Credo, quando vi aquela coisa preta com chifres, pensei que fosse alma doutro mundo. Assombração do meu finado marido” declarou Maria do Bota Fogo.

O “Sindicato dos carpidores de praças e políticos pré campanha”, não gostaram da contratação. Afinal, o Boi Capeta está comendo todo o trabalho e matalgais , quer dizer materiais de campanha adversária.

Boatos de partidos adversários, circulam nas rédeas , quer dizer, redes sociais, sobre nepotismo. Boi Capeta seria familiar de um político.

A possível Fake News, diz que Boi Capeta será usado nas eleições 2020 🍖, por tanto, sua contratação é ilegal.

Grupos de Ambientalistas e ONGs ligadas à proteção animal, temem pela saúde do Boi Capeta. É tanto mato na cidade, que o boi poderá ter uma congestão por excesso de comida.



Os grupos afirmam que outros familiares do boi, foram usados nas eleições passadas , garantindo votos para vários políticos.

Os familiares do boi não foram encontrados para confirmar a história . Segundo informações sigilosas , os primos e primas do boi morreram carbonizados 🍖🦴, em eventos ligados à reuniões de partidos. Seria uma queima de arquivo ? Açougues investigam o caso.

Boi Capeta afirma e garante “múúúúhh mú múh múah, muh múúúú má uh mú“ (só quem é boi entende).



Texto e fotos ZÉ Lindo

quinta-feira, 2 de maio de 2019

#TBT do ZÉ - COCA COLA COSMÓPOLIS

Noticiosos do Zé Lindo
 Há quem não acredite, desconhecendo, que existiu uma fábrica aqui. Cosmópolis, foi até, uma das maiores produtoras de Coca Cola do mundo.

Sim, com orgulho fomos, em um passado não tão distante.

As novas gerações de cosmopolenses, sonham em "fichar na Petrobras". Na minha "geração 80", nosso sonho era trabalhar na Coca Cola.

As escolas nos faziam sonhar e acreditar neste sonho, realizando excursões no complexo industrial da Coca Cola Cosmópolis. Unidade que recebia estudantes e visitantes de toda região.

As escolas técnicas, sim Cosmópolis possuía, inúmeros alunos realizavam cursos e aperfeiçoamentos para trabalhar na Coca Cola.

O jovem iniciava os trabalhos na adolescência, como aprendiz , graduando-se na empresa.

A Coca Cola tinha uma importância tão grande no município, que na entrada principal de Cosmópolis, um totem, luminoso gigante, anunciava as boas vindas e viagens. Não esquecendo dos eventos natalinos e festividades municipais, patrocinados pela Coca Cola.

NOS CINEMAS 
Lembra do filme "Lua de Cristal", com os trabalhões, Xuxa e Sérgio Malandro?!
A Coca Cola saboreada pelos atores e divulgada no filme, foi produzida em Cosmópolis. Até o fim dos anos 1980, a Unidade Cosmópolis, era a única produtora de Coca Cola em latinha na região sudeste.

FOTO EM DESTAQUE 
2012 - Portaria da Coca Cola em Cosmópolis. Fase final da unidade, neste período, utilizada somente como depósito de produtos, fabricados em Jundiaí, e estacionamento de caminhões terceirizados para entregas.

HISTÓRIA 
A unidade Cosmópolis, foi durante anos uma das maiores fabricantes de produtos Coca Cola no Brasil.

Nos anos 1980, era responsável pelo fornecimento dos produtos Coca Cola nas regiões sul e grande parte do interior paulista.

Inaugurada no início dos anos 1970, com a presença do governador Paulo Maluf e alto escalão do Regime Militar, a multinacional estreava a nova área industrial de Cosmópolis.

A gigantesca aérea industrial, mais de 300 mil metros, era projetada para ser o maior complexo industrial paulista. Uma sequência do recém criado Polo Petroquímico de Paulínia - Replan - (1967), símbolo do Governo Militar, instalada à poucos quilômetros da Coca Cosmópolis, em Paulínia .

A unidade de Cosmópolis, no auge de sua produção, anos 1990, chegou a empregar mais de 1 mil funcionários (direta e indiretamente- dados da ACICO).

Depois de quase 30 anos da sua fundação, a Coca Cola Cosmópolis foi encerrando suas atividades gradativamente por fases.

As produções eram transferidas para Jundiaí, enquanto em Sumaré, iniciavam-se as obras da nova unidade regional.

A última produção de Coca Cola cosmopolense, fabricada e engarrafada em Cosmópolis, aconteceu em 31/10/2003.

O encerramento total das atividades acontecia em 2010, terceirizando serviços e alugando o espaço de produções para estoques de entregas.

Os possíveis motivos do encerramento das atividades, e mudança da fábrica, seriam pelas novas tarifações dos produtos, devido o fim dos incetivos fiscais do município. Resumindo: birras e incapacidade política e administrativa.

Foto Fábio Freitas
Texto Zé Lindo

#TBT - AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS

MEMÓRIA
 2012 - Tarde de chuva no alto do morro, popular "Morro do Cristo". Região histórica, dos primórdios da "Villa de Cosmópolis", referência e caminho de bandeiras paulistas.


OLHAR NA FOTO
Em destaque, contrastando com a "anunciada tempestade", o Cristo Redentor de Gombrade. Aos fundos do Cristo, a formação dos lotes do Residencial Monte Cristo.

Obra idealizada por José Gombrade, escultor, desenhista, um artista cosmopolense que marcou época. Edificação criada com recursos próprios, totalmente manualmente, esculpida no cimento com técnicas criadas pelo artista. O ano de conclusão da obra é datado como 1975.

HISTÓRIAS
Nesta região estava localizado o primeiro cemitério de Cosmópolis, formado nos tempos da Fazenda do Funil.
Desativado em 1952, as cruzes e ossadas foram sepultadas junto ao antigo Cruzeiro do Cemitério Municipal.

No fim dos anos 1950, com a passagem das missões católicas, foi criada a Santa Cruz, inaugurada em grande festa. A cruz de madeira, iluminada com lâmpadas, ficava localizada nas proximidades do Cristo. Em memória das missões, a rua de acesso ao ponto de fé e peregrinações, foi nomeada de Santa Cruz.

Texto Adriano da Rocha 
Foto Eliseu Bragança

quarta-feira, 1 de maio de 2019

OS TRABALHADORES DA CANA E CANAVIAIS

DIA DO TRABALHADOR
1900 - Cartão postal colorizado, com circulação mundial, registro feito pelo renomado fotografo Guilherme Gaensly. Conjunto de postais encomendados pelo governo Paulista, para divulgar as produções agrícolas do Estado no mundo. Foto acervo Adriano da Rocha

  Cortador de cana, produtor de cana, fornecedor de cana, motorista canavieiro, e os doutores da cana, os agrônomos, contabilistas e químicos. Entre inúmeros trabalhadores cosmopolenses da cana de açúcar. Como não exaltar nesta data, "Dia do Trabalhadores", estes profissionais da cana.

Todo cosmopolense, tem infindas histórias familiares sobre os trabalhos nos canaviais. Quem nunca foi trabalhador da cana, com certeza, tem alguém da família, com ligações trabalhistas envolvendo direta e indiretamente, os vários ofícios da cana.

A CANA E OS TRABALHADORES 
1950 - Mulheres realizando a adubação e cuidados da nova safra, seguidas por homens realizando limpeza e plantio dos eitos. Foto Acervo Juvenil da Rocha 
Em 1955, dados da Câmara Municipal de Cosmópolis, registram os trabalhos na indústria canavieira e fornecimento de cana, como a principal função trabalhista do município.
Em segundo lugar neste período, os trabalhadores da industrial têxtil, seguidos dos produtores rurais de laranja, algodão e dos seguimentos da sericultura (amoreiras e bicho da seda).

O comércio cosmopolense, assim como de outras cidades da região como Artur Nogueira e Paulínia, tinham como base financeira os trabalhadores da cana. Como dizia o saudoso “Guilherminho Nogueira”, ex-diretor proprietário da Usina Ester: “Vendeu para trabalhador da cana, é garantido o pagamento”.

Tanto eram garantidos os pagamentos, que no seguimento dos trabalhadores da cana, os comerciantes cosmopolenses ofereciam vastas sessões com produtos destinados aos trabalhadores. Como anunciam os jornais semanários cosmopolenses: " Grande sortimento de utensílios aos cortadores de cana".

2011 -  Registro feito pela cosmopolense Bruna Grassi, sequência de fotos com foco nos canaviais e seus trabalhadores. Fotos premiadas mundialmente em vários festivais, ganhadora de importantes prêmios de fotografia.

Luvas, chapeleiras (sombreiras para proteção solar), coletes e roupas, confeccionados de puro algodão, produzidos nas tecelagens cosmopolenses dos algodoais da região, principalmente de Artur Nogueira- durante década uma das maiores produtoras do Brasil.

Não esquecendo as modernas marmitas de ágata, cumbucas e caldeirões de ferro para preservar as refeições (impopulares boias frias), e os facões de aço, produzidos nas fundições de Piracicaba, “talhas” e moringas de Pedreira e Porto Ferreira.

2011 - Uma das últimas safras totalmente manuais realizadas nas terras da Usina Ester. Registro feito pela cosmopolense Bruna Grassi, sequência de fotos com foco nos canaviais e seus trabalhadores. Fotos premiadas mundialmente em vários festivais, ganhadora de importantes prêmios de fotografia.

O setor da cana e seus trabalhadores representavam o progresso de Cosmópolis e região. Somente nas colônias da Usina, eram mais de 2 mil moradores, onde de crianças aos velhos, todos viviam dos trabalhos da cana.

1959 - Carregamento da cana de açúcar com guindaste, popular braço de ferro, nos vagões dos trenzinhos canavieiros. O trenzinho da foto, fazia parte de um conjunto de seis locomotivas, iguais a exposta na Praça dos Ferroviários (em frente a Câmara Municipal). Foto Acervo Juvenil da Rocha 

A cana e os trabalhadores da cana, são tão importantes na história e progresso cosmopolense, que são exaltados na bandeira municipal. Obra concebida por Frederico Rogge, oficializada em 1963, como brasão e símbolo municipal.

A identidade do cosmopolense como cidadão, até nas pelejas futebolistas, onde os adversários dos campos, criaram o apelido de pé de cana. Alusão aos jogadores cosmopolenses que fora dos campos eram trabalhadores da cana. E quem não era, vivia aos custos financeiros dos trabalhadores da cana.

SÉCULOS DE CANAVIAIS 
1968 - Caminhões e trens realizando a entrega das canas nas moendas da Usina Ester. O trenzinho em destaque na foto, é o mesmo da Praça dos Ferroviários (localizada em frente da Câmara Municipal ) / Foto Acervo Usina Ester 

Há mais de 300 anos, a cana de açúcar é a principal ocupação de gerações de trabalhadores cosmopolenses.

Segundo dados do IAC, Instituto Agrônomo de Campinas, o ano de 1836, registrava o auge da produção canavieira nas terras campineiras. Existiam 93 engenhos e 93 destilarias em plena atividade.

Somente nas terras pertencentes as famílias Almeida Barboza e Nogueira Ferraz, atuais cidades de Cosmópolis, Paulínia, Conchal, Engenheiro Coelho, Artur Nogueira e Holambra, existiam 12 engenhos de cana de açúcar.

O café somente dominaria as paisagens cosmopolenses nos anos de 1850, transformando-se em uma das principais produções agrícolas do Estado. Expandindo-se por todo o interior, sendo São Paulo em vários períodos, o maior produtor de café do mundo.

1900 - Cartão postal com circulação internacional, registrando os canaviais cosmopolenses. Propaganda da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, em parceria com o Governo Federal. Divulgação das terras paulistas, um meio de atrair novos imigrantes aos núcleos coloniais. O cartão em destaque, está escrito em francês, inglês e alemão

A cana voltava com força e progresso em Cosmópolis, nos idos de 1890, quando em 1898, nascia nas terras da Fazenda do Funil, a Usina Açucareira Esther. Com a compra das terras pela família Nogueira Ferraz, o café era praticamente extinto, cortado para a formação dos canaviais. No Brasil, os canaviais da Usina Ester seria os primeiros formados com novos experimentos de cana, introduzidos pelo IAC, nos comandos de Franz W. Dafert, renomado cientista austríaco.

1899- Trabalhos finais de instalação dos modernos engenhos da Usina Ester. Produzidos em fundições na Europa, os engenhos e destiladores, chegaram de navio ao Brasil, sendo transportados pelos trens da Funilense até as terras cosmopolenses. No lado esquerdo da foto, os dois homens próximos as paredes de sustentação, são Sidrack Nogueira e Paulo de Almeida Nogueira, proprietários da Usina Ester. Os demais homens, são trabalhadores da Usina, e técnicos vindos da Europa, responsáveis pela montagem do gigantesco complexo industrial do açúcar. / Foto Acervo Usina Ester 

No início dos anos 1900, a cana de açúcar dominava os campos cosmopolenses, recebendo a progressista Villa, o apelido de “Terra dos Canaviais”. Ou, como dizia o pároco da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, Germano do Padro, “a mais doce cidade paulista. A doce terra dos mares de canaviais”.

TRABALHADORAS DAS CANA
Uma curiosidade, até o fim dos anos de 1950, o corte de cana era realizado por mulheres em Cosmópolis. 
1900 - Cartão postal com circulação mundial, registro feito pelo renomado fotografo Guilherme Gaensly. Em destaque ao fundo, homens, mulheres e crianças, realizando o carregamento das canas cortadas, nos vagões do trenzinho canavieiro / Foto acervo Adriano da Rocha


Nas gestões do Major Arthur Nogueira (1898- 1923) e Paulo de Almeida Nogueira (1926- 1953), somente mulheres cortavam cana nos canaviais da Usina Ester.

O motivo, eram os cuidados das mulheres com a cana, a minucia no corte e esmero na montagem dos feixes. Os feixes eram os aglomerados das canas cortadas, montado e amarrado pelas mulheres, e transportado pelos homens, aos carros de bois e trenzinhos canavieiros.


Outro setor que ficou exclusivo as mulheres, era o empacotamento do açúcar, os famosos sacos de 1 quilo e 5 quilos, do “Açúcar Ester”. No rádio e emissoras de TV paulistas: "Aquele que adoça muitoo mais". "E se não for Ester, mamãe não quer". Slogans do famoso açúcar produzidos pelos trabalhadores cosmopolenses.

Vendidos nos comércios varejistas, armazéns e panificadoras, foram nos anos de 1950 até 1970, um dos principais produtos da empresa cosmopolense, entre os mais lembrados da indústria paulista.

No ensacamento do açúcar de exportação, os pesados sacos de ráfia e algodão, os trabalhos eram realizados somente por homens.

OS NOVOS PROFISSIONAIS DA CANA
2018 - Última safra do ano de 2018, totalmente mecanizada com os novos maquinários do Grupo Bom Retiro. Registro feito próximo ao complexo industrial da Usina, região dos estábulos./  Foto Grupo Bom Retiro 

Mesmo com o progresso industrial e comercial cosmopolense, a cana de açúcar e seus setores, continuam mantendo-se como a mais rentável área trabalhista do município.

No passado, safra marcada por milhares de cortadores, carregadores, carreiros, chefes de turma, uma verdadeira multidão espalha pelos canaviais. Trabalhando arduamente nos eitos, desde o nascer ao pôr do sol. O corte, carregamento, transporte, cada serviço, era determinado à uma numerosa turma de trabalhadores.


Dias, semanas de trabalhos, milhares de alqueires de cana, plantados nos mais diferentes tipos de terrenos. Barranco, morro, subidas e descidas, onde havia terra nascia cana.

Hoje, já há alguns anos, os serviços são totalmente mecanizados.
Surgem novos trabalhadores da cana. Doutores da terra, agrônomos, agrimensores e demais especialistas, aperfeiçoando, modernizando os sistemas de formação dos canaviais, e as qualificações dos trabalhadores da cana.
2011 - Uma das últimas safras totalmente manuais realizadas nas terras da Usina Ester. Registro feito pela cosmopolense Bruna Grassi, sequência de fotos com foco nos canaviais e seus trabalhadores. Fotos premiadas mundialmente em vários festivais, ganhadora de importantes prêmios de fotografia.

É o progresso trabalhista, acompanhando o progresso científico e mecânico, trabalhando juntos. Novas eras cosmopolenses, nas terras comandadas pela mais antiga Usina açucareira do Brasil.

2018 - Última safra do ano de 2018, totalmente mecanizada com os novos maquinários do Grupo Bom Retiro. Registro feito próximo ao complexo industrial da Usina, região dos estábulos. Em destaque ao fundo, as chaminés da Usina Ester/  Foto Grupo Bom Retiro 

A Usina Ester, interruptamente há 121 anos, é a principal responsável pelo progresso e liderança do setor dos trabalhadores da cana. Fundada em Cosmópolis, nas históricas terras da Fazenda do Funil, a Usina Ester atualmente é um grupo agroindustrial, abrangido inúmeros setores ligados à cana.

Álcool, açúcar, nutrientes de produções agrícola e energia elétrica. Praticamente das canas da Usina Ester nada é perdido, tudo é aproveitado, reaproveitado e financiador de outros setores.

2018 - Última safra do ano de 2018, totalmente mecanizada com os novos maquinários do Grupo Bom Retiro. Registro feito próximo ao complexo industrial da Usina, região dos estábulos./  Foto Grupo Bom Retiro 

Na sequência desta liderança dos trabalhadores da cana, está o Grupo Bom Retiro, principal fornecedora da Usina Ester.

Com sede em Artur Nogueira, a empresa fundada por “Benedito Mendes”, saudoso “Rei da Cana”, está entre as maiores prestadoras de serviços agrícolas do Brasil.

Produtora e arrendatária de terras, para o plantio de cana e soja, o Grupo Bom Retiro é responsável por milhares de alqueires na região, assim como, empregador de inúmeros trabalhadores da cana e seus seguimentos.

2018 - Foto Grupo Bom Retiro 

2018 - Foto Grupo Bom Retiro 

DOUTORES DA CANA
2011 - Uma das últimas safras totalmente manuais realizadas nas terras da Usina Ester. Registro feito pela cosmopolense Bruna Grassi, sequência de fotos com foco nos canaviais e seus trabalhadores. Fotos premiadas mundialmente em vários festivais, ganhadora de importantes prêmios de fotografia.

Eis o progresso dos trabalhadores da cana!! Afinal o jovem de hoje, é diferente daquele de 100 anos passados, ou, até de 40 anos atrás.

Não existe a mesma ambição de cortar cana como seus antepassados. Assim, a cada nova safra, as produções modernizam-se, adaptando-se as promissoras áreas trabalhista da cana.

O neto, bisneto e filho de cortadores de cana, não sonha com o facão.

Mas sim, em fazer uma faculdade, cursos, especializações, para ser um dos novos profissionais da cana em Cosmópolis.
Sonho das novas gerações de “pés de cana”, entre as profissões mais valorizadas do mundo, com salários que valem cada curso e aperfeiçoamento.
Novos tempos, e o progresso rescrevendo a história dos “trabalhadores da cana”.

01/05 - "DIA DOS TRABALHADORES"
Aos empregados, feliz “Dia dos Trabalhadores”; aos desempregados, os votos de não perderam suas esperanças, para em um futuro próximo, onde serão muitos os motivos para comemorar a data!!

Texto Adriano da Rocha
Fotos Acervo Grupo Filhos da Terra, Usina Ester, Bruna Grassi, Guilherme Gaensly, Juvenil da Rocha, Grupo Bom Retiro