Domingo dia do tradicional almoço com a
família, ao qual não pode faltar na mesa de grande parte dos brasileiros
a famosa macarronada e o franguinho "arrichiado". Você sabia que a
primeira fábrica de massas do Brasil surgiu em Campinas em 1887, o
Pastifício Selmi, que hoje fabrica os famosos macarrões Galo e farinhas
de trigo Renata, entre outros produtos consagrados no Brasil e no mundo.
Os fundadores Adolfo Selmi, Aladino
Selmi e Hugo Gallo, eram figuras muito conhecidas em Cosmópolis, cidade a
qual os "macarroneiros" tinham como segundo berço e morada, e muitas
das receitas dos famosos macarrões eram de mamas cosmopolenses, em
especial da família Scorcione e outras mamas da fazenda Jacutinga. Em
Cosmópolis tem muitos causos a ser contados sobre o Comendador Aladino
Selmi, uma figura que fez parte de nossa história popular, e que foi
homenageado na década de 80 com uma rua na região do Parque Ester.
Amizades sinceras e verdadeiras são poucas em nossas vidas, a sabedoria
Paulista bem diz que os verdadeiros amigos são contados com os dedos de
uma mão e ainda nos sobram dedos na
conta. O poeta inglês William Shakespeare a mais de 500 anos escreveu:”
Longas amizades continuam a crescer, mesmo a longas distancias”. Está
foto representa bem a palavra amizade, uma amizade que dura a mais de 60
anos, entre os amigos Antonio Rosa e Azael de Quintal. Registro
fotográfico de 1955 na Rua da Biquinha, hoje Rua Baronesa Geraldo de
Rezende, os dois amigos Nico Rosa e Azael Quintal montados em seus
cavalos em posse para o registro feito pelo fotografo (retratista e
photographo como se dizia na época) Guilherme Hasse. Na foto você pode
ver ao fundo a rua da estação de trens da Sorocabana, a qual se vê um
pequeno pedaço na foto do cruzamento das ruas João Aranha e Baronesa. A
segunda foto de 2013, os mesmos amigos em uma tarde na casa do Nico
Rosa, a amizade ainda existe e mesmo com as distancias do dia a dia,
continua ainda sincera e fiel como quando surgiu a mais de 60 anos
atrás.
Progresso em outras terras à noite é a chegada
de alunos nas faculdades, ônibus e vans chegando às indústrias e
fábricas trazendo felizes empregados, qualificados nos cursos técnicos
oferecidos em parceria pela prefeitura... "Progresso" na minha terra em
uma noite quente de quarta-feira dia 20, é ir ao caixa eletrônico do
Itaú às 21 horas e encontrar uma fila que dobra a esquina com mais de 90
funcionários de "empreiteiras"
depositando seus vales em contas de outros estados. Inconformado com
este "movimento" financeiro, você vai ao Bradesco e vê a mesma situação,
e no banco ao lado o Santander menos cheio pelo motivo de não existir
mais envelopes para deposito. Este é o "progresso" da minha terra, que
pela manhã quando o sol está a nascer, você encontra filas de ônibus e
vans as dezenas que saem da cidade levando milhares de "cidadãos" para
trabalhar em cidades vizinhas. "Progresso" na minha terra é "morar" em
uma velha casa popular 50 pessoas ou mais, que chegam nessa casa apenas
para dormir ou "zuar" no final de semana... Progresso, progresso,
progresso da minha terra que a maioria dos novos CNPJ ou CIA são para
Igrejas, bares e "empreiteiras", a outra grande parte nem dá contas ao
fisco. Progresso, oww progresso da minha terra, que por mais que às
vezes seu filho não entende, mesmo assim não deixa de te amar e sonhar
com um progresso de verdade nesta minha terra, quem sabe, quem sabe,
espero não morrer esperando...
Carnaval
de 1954... Bloco "Bonde da alegria", formado por amigos da Vila (
Avenida Esther), destaque para as três "moças" da foto Rage Baracat,
Agostinho Bueno e Jair Kuhne. Criatividade era a marca dos carnavais
cosmopolenses, criado e organizado pelos próprios foliões cosmopolenses.
O bonde criado com caixas velhas de bacalhau, lençois e algumas
bicicletas, o bonde era "patrocínado" pelos comercios: Bar São Pedro,
Loja do Povo José Bichara, Oficina mecânica do Everaldo Sass, e Abel
Pedreiro. O patrocínio na verdade era para comprar o combustivél do
bonde, cachaça e cerveja.
Todo ano é sempre a mesma prosa, reclamações
e reclamações do carnaval cosmopolense, este ano não poderia ser
diferente, com a "contenção de gastos" da prefeitura, não haverá shows
de bandas, arquibancadas, e nem mesmo a presença do tradicional bloco da
terceira idade na avenida, 2013 será novamente um carnaval ao som de
"marchinhas" made in Bahia e Rio funk, em um local inapropriado para tal
evento. O carnaval cosmopolense diz o
filho da terra, há tempos morreu pela incapacidade política de se manter
vivas as tradições dos velhos carnavais Paulistas, o carnaval de
blocos, corsos, o carnaval da alegria familiar na Avenida. O carnaval em
Cosmópolis que em outrora foi um dos orgulhos da cidade, morreu quando
saiu da Avenida Ester, morreu quando Zé Pereira e sua vaca morreram com
seus criadores, morreu quando as bandinhas e corporações musicais foram
extintas por falta de incentivo. A verdade é ainda mais triste sobre
essa "morte", o carnaval cosmopolense morreu quando o povo cosmopolense
perdeu o amor por Cosmópolis e suas tradições, o poder público é sim o
grande algoz deste triste fim, mas o povo viu tudo, sorriu, balançou e
nada fez. Nossos grandes carnavais não eram financiados pela prefeitura,
fosse ela a de Campinas nossa antiga cidade mãe, ou os governos que
surgiram depois da emancipação, nosso carnaval era financiado pela
alegria do povo, pelos sorrisos dos boêmios a procura de um amor, dos
casais felizes a comemorar seu amor na avenida, à festa era do povo e o
povo era quem organizava e fazia essa festa. Reclamar do carnaval, e
dizer que o carnaval das cidades vizinhas é melhor que o nosso, é ser
omisso a uma realidade que o carnaval cosmopolense morreu quando o povo
perdeu sua união e o amor pela cidade...
2006...Cine Cosmópolis Plaza. Inaugurado
em 16 de Janeiro de 2001, o Cine Cosmópolis Plaza possuía 3 salas de
cinema no Shopping Cosmópolis Plaza. Eram três salas de altíssima
qualidade, com ar-condicionado, equipamentos totalmente digitais, e
bilheteria informatizada. O cinema do Shopping funcionou até 13 de
Setembro de 2007, quando por falta de público fechou sua última sala.
Obs:Cosmópolis teve seu primeiro cinema em 1912, inaugurado no Salão
do Mútuo Socorro, e no inicio da década de 20, inaugurado na Avenida
Ester, onde funcionou com o nome de Cine Teatro Avenida até 23 de
fevereiro de 1995, sendo o "O Rei Leão" o último filme apresentado.
Carnaval
na Avenida Mesmo com contenção de gastos segundo a administração, o carnaval 2013 organizado pela prefeitura de
Cosmópolis promete ser animado. Serão quatro dias de folia com baile popular
de carnaval na Avenida Centenário (Avenida da Rodoviária),
concentração na Secretária de Cultura (Antigo Grêmioestudantil). A festa de carnaval tem inicio no Sábado dia 09/02, e vai até o
dia 12 de Fevereiro, folia animada com som mecânico até às 22h00 e logo após show ao vivo com a banda cosmopolenseBang-Bang. Praça de alimentação no local, entrada livre e gratuita todos os dias.
Carnaval
no Cosmopolitano
Tradicionais matinês são destaque no Cosmopolitano a mais de 40 anos. Uma
folia para todas as idades, com músicas ao vivo relembrando os antigos carnavais
familiares do clube. A folia no Cosmopolitano tem inicio no Domingo dia
10/02 às 15h00 às 21h00, e na Terça-feira (12/02). Ambiente com total
segurança e ampla praça de alimentação, o valor da entrada para não sócios do
clube será R$ 10,00, e crianças acima de 7 anos de idade o valor R$ 5,00. Para
maiores informações e reservas você pode ligar na secretária do clube
(19) 3872 -1917. Carnaval na Usina
Ester Neste ano de 2013 pode ser o
último carnaval organizado no clube da Usina Ester, segundo a nova
administração da empresa. A folia organizada por funcionários e ex-funcionários
no clube da usina, é reservado com venda de ingressos antecipados. Os
tradicionais bailes tem inicio nesta sexta-feira (08/02) e segunda-feira
(11/02) com inicio às 21:30 hrs no clube da Usina Ester. Animação musical com a
Banda do Funil, interpretando sucessos musicas dos antigos carnavais,
marchinhas, sambas enredo e raiz. Reservas e maiores informações ligue:
9758-1795 falar com o Bomba.
Sucesso em todo o Brasil e proibição em Cosmópolis.
Texto e fotosAdriano da Rocha
Aurora Miranda e Raul Torres
Há 78 anos atrás a embolada Paulista "Seu João Nogueira", era sucesso em todo Brasil nas vozes de Aurora Miranda e Raul Torres, um estilo musical novo criado por Raul Torres misturando o ritmo nordestino com o improviso do cururú Paulista, estilo musical que se tornou sua marca registrada na década de 30, e slogan no disco e emissoras da capital federal Rio de Janeiro, de o "Rei da Embolada". Em um modo caipira e bem humorado , Raul Torres fazia as rimas sobre assuntos diversos, e em algumas emboladas entre as estrofes algumas tiradas sobre a politica da época ou situações vividas pelo povo no seu Brasil caipira. Em Cosmópolis a embolada foi proibida por uma famosa usina açucareira da época, que segundo os proprietários a música era imoral e maliciosa, porém a verdade era bem outra...
Gravação Odeon de 1935, com Raul Torres sua embaixada e participação de
Aurora Miranda. Embolada Paulista, estilo criado por Raul Torres na
década de 20, seguindo a embolada nordestina, porém totalmente diferente
na adaptação do Torres, que se tornou rei neste estilo musical sem
nunca ter viajado para o Norte e Nordeste, antes de criar o estilo,
simplesmente ouviu alguns emigrantes nordestinos cantando em uma praça
no Rio de Janeiro quando se apresentava em uma emissora da capital, e
recriou o estilo dos nordestinos, que basicamente era uma embolada
desafio feita com dois pandeiros. Raul adaptou o estilo nordestino
misturando o ritmo com o cururú Paulista, que é feito com uma base em um
refrão e os outros versos no improviso. O novo estilo foi um grande
sucesso em todo Brasil, e se tornou uma das marcas registradas do
cantadô. A embolada do vídeo é uma composição de Raul Torres com seu
grande parceiro de sucessos João Pacifico. O prestigio de Raul Torres no
meio artístico da época era fantastico, gravou com os maiores cantores e
cantoras da época, como Francisco Alves, Irmãs Batista, Moreira da
Silva, Pixinguinha, entre tantos outros. Nesta embolada Paulista Raul
Torres tem a participação da consagrada Aurora Miranda, irmã de Carmen
Miranda. Gravação que foi um grande sucesso na época e destaque na
carreira da cantora Aurora Miranda.
1941...Desfile das rainhas do carnaval da Usina Esther.
A história da música em Cosmópolis:
No lançamento da música e o sucesso nas emissoras de rádio da Capital e interior, a embolada se tornou um sucesso popular em todos os meios sociais da época. Em Cosmópolis a direção da Usina Esther, recebeu uma ordem dos proprietários para a proibição da música nas festas dos funcionários, e até mesmo nas cantorolas de serviço. O motivo segundo os proprietário da Usina, a família Nogueira, era que a embolada era uma música indecente e impropria, merecia ser taxada assim pela censura.Mas a verdade é que a embolada era uma critica feita pelo consagrado cantor Raul Torres e João Pacifico (nascido em Cordeirópolis-SP) a um João Nogueira que era parente próximo dos famosos Usineiros Paulistas, que na época eram donos de muitas terras no interior Paulista, a também figuras de destaque na politica Paulista e brasileira no século passado.
Janeiro de 1957- Construção da Escola Estadual Dr. Paulo de Almeida Nogueira, mais conhecida por alunos e ex-alunos como GEPAN. Inaugurada em dois de Fevereiro de 1958, completa neste de 2013, 56 anos de história na educação cosmopolense. Criada como escola modelo na gestão do prefeito Zé da Peje (José Garcia Rodrigues), foi a primeira grande escola de Cosmópolis, e nos dias de hoje tem capacidade educacional para 1200 alunos. Antes da construção da escola, no local funcionava o Posto de Sericultura do Estado de São Paulo, criado na década de 20 pelo então secretário de agricultura Paulista Major Levy Sobrinho, para o beneficiamento do bicho da seda que nas primeiras décadas do século passado foi uma das culturas predominantes na região onde hoje existem os bairros da Bela Vista e Itapavusu.
1941...Grupo Flor da Mocidade, criado em 1926 na Usina Ester, foto tirada próximo a antiga estação de trem que existia dentro da Usina. O grupo "Flor da Mocidade" chegou a ter mais de 150 integrantes na sua maioria crianças e adolescentes das colônias da Usina Ester, os mais velhos do grupo eram os músicos que acompanhavam o "cordão", cerca de 20 instrumentistas que seguiam na frente do bloco animando os foliões com músicas de autoria do grupo e sucessos da época como "Seu João Nogueira" sucesso gravado por Raul Torres e Aurora Miranda (irmã da Carmem Miranda), música essa que chegou até a ser proibida de se cantada na Usina por ordem direta dos donos da Usina Ester. A família Nogueira considerava a música imprópria, mas a verdade é que a embolada era uma critica feita pelo consagrado cantor Raul Torres e João Pacifico (nascido em Cordeirópolis-SP) a um João Nogueira que era parente próximo dos Usineiros.
"Seu João Nogueira..
O que é sinhá Mariquinha.
Eu vou sorta meu galo.
Pra prende sua galinha"
Aguardem o vídeo com a gravação original proibida na Usina na década de 40.
Hoje dia da saudade, ou das saudades. Como bem escreveu o poeta Paulista de Santana do Paraíba, Elpídio dos Santos: "A dor da saudade, quem é que não tem. Olhando o passado quem é que não sente saudade de alguém". Saudade, seja qual for a idade, sempre em sua vida um dia você sentira saudade. Em toda cidade do interior é tradição o nome da Avenida que faz caminho ao cemitério se chamar Saudade. Em Cosmópolis não poderia ser diferente, o caminho de boiadas, estreito de barrancos de lado a lado, desde 1896 quando surgiu o cemitério, o caminho de terra batida era chamado de Saudade. Tantos passaram por este caminho e chegaram ao seu final sem mais voltar para trás, cumpriram seus caminhos na terra, e no descanso desta terra tem seu último berço. Como dizia o saudoso amigo Zé Bertazzo: "O dia que eu for sozinho pela Avenida da Saudade eu vorto, mas quando me levarem eu não vorto mais".
Década de 70 , Avenida da Saudade .
Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.