quarta-feira, 30 de maio de 2018

LUTO COSMOPOLENS


ADEUS JABI JABIRACA 

Fotos Acervo familiar



  A morte trouxe o descanso das dores do mundo, persistiu até suas últimas forças, o guerreiro que sempre lutou para existir. 

Faleceu aos 65 anos de idade, no início da tarde de terça-feira (29), Valter Luís Torres, simplesmente ou unicamente no seu caso, o Jabiraca, popular Jabi Cabeleireiro. 

Os meses de lutas contra o câncer, chegaram aos estágios mais grave nesta semana, falecendo as 12h00, no Hospital das Clinicas da UNICAMP, em Campinas.



VELÓRIO E SEPULTAMENTO
A liberação e chegada do corpo, estão previstas para o início da noite desta quarta-feira (30), no Velório Municipal. O sepultamento será realizado na quinta-feira (31), às 15h00, no Cemitério da Saudade, em Cosmópolis.



JABI JABIRACA, O ILUSTRADOR DA VIDA
Entre os personagens mais marcantes da cidade, foi o responsável por “ilustrar” nossa história popular cosmopolense. 

Este artista da vida, com seu jeito único e irreverente, delineou em todas as cores possíveis sua cidade, nos mais variados tons e traços, com muito brilho e glamour, sempre destacando suas obras, com fortes laços de amizade. Com requinte, elucidou na sua peculiar lucides, a vida de todos os viventes de Cosmópolis.

Polêmico na vida e nas suas causas, controverso em tudo, conseguia ser ao mesmo tempo, extremamente sério e irreverente. A feição ranzinza, o jeitão rabugento e sempre sincero de falar, escondiam para seus “desconhecidos”, uma pessoal especial para seus conhecidos.



Nasceu na secular Rua Ramos de Azevedo, quando a movimentada via possuía poucos casas, sendo sua residência uma das últimas deste período. Jabiraca, era um dos filhos do saudoso casal, Silvino Torres e Maria América Damiano Torres, família de forte influência musical na Vila. 



Neste meio de acordes, convivendo com inúmeros musicistas que frequentavam sua casa, o jovem Jabiraca cresceu ao som de sucessos populares. Sua predileção musical, o samba e seus acordes, nas suas mais infindas entonações e ritmos, com verdadeira adoração ao chorinho. 



Mas, sempre eclético, respeitava e adorava uma boa música caipira paulista, sendo até, um dos instrumentistas da “Orquestra de Violeiros de Cosmópolis” 



Na casa, onde passaram alunos, obras musicais surgiram e foram interpretadas, instalou seu renomado salão de cabelereiro. Mantendo a tradição do pai, juntou o oficio e o prazer pela música, reunindo músicos durante anos, realizando audições e saraus na velha casa. 

JABI CABELOS, MAQUIAGENS E CULTURA POPULAR
O seu salão de cabeleireiro, Jabi Cabelos, era sua paixão e razão de vida. O profissionalismo e perfeccionismo, transformavam seu salão em uma referência regional, assim como suas técnicas. 

Buscando sempre aperfeiçoar ainda mais seu trabalho, fez inúmeros cursos, tornando-se um verdadeiro bacharel em beleza feminina. 

Nestas buscas por novas técnicas de beleza, fez amizades com renomados profissionais de estética facial, cabelereiros e maquiadores mundialmente conhecidos.

O desenvolvimento de técnicas próprias, sua habilidade sem igual com cabelos e maquiagens, transformaram o cosmopolense Jabi, em referência no mundo da beleza. 

A minucia e habilidades de suas mãos, atraiam clientes importantes, o cuidado com cada detalhe, chamava atenção de artistas do teatro de revista, fotonovelas e televisão. 
Suas idas pelo mundo a fora, deixavam um rastro de beleza nas suas clientes, mas nunca sua fama lhe afastava da sua cidade natal. 



CARNAVAIS, SERESTAS E GINGANAS
Como esquecer seus trabalhos de decoração nas festas temáticas do Clube Cosmopolitano ?! 

As máscaras pelas paredes, o brilho dos adereços pendurados, painéis alusivos à alegria, musas cosmopolenses pintadas da cabeça aos pés, sambando deslumbrando sua arte. 

Nos salões sociais do Cosmopolitano, Mútuo Socorro, Casco e Usina Ester, muito requinte aos associados, nas ruas e avenidas, seu amor pelo samba e a arte popular cosmopolense. 

Estandartes cuidadosamente bordados, adereços e roupas produzidas comunitariamente, animavam os saudosos carnavais da Avenida Ester.

Onde tinha festa, estava o Jabiraca, animando ou fazendo parte das animações. O apelido, surgiu nos áureos tempos das gincanas cosmopolenses, onde o jovem criava suas “jabiracas”, para animar as concentrações em busca da vitória. 

Gincanas acirradas, extremamente disputadas entre os jovens, onde era certeza de animação no Grêmio Estudantil, com as fantasias e personagens do Jabi.

Corinthians seu time de coração, Cosmopolitano o Clube social, seu eterno pavilhão, o querido Salgueiro. Com certeza sua mais infinda paixão, sua cidade de Cosmópolis.



CULTURALMENTE POLITIZADO, NÃO ALIENADO
Como todo amante apaixonado, brigava diariamente com sua amada Cosmópolis, afinal amor não é sempre açúcar, as vezes pode ser bem salgado. 

Fez muitos amigos nas suas “pelejas” por Cosmópolis, mas também inimigos, os quais enfrentava de peito aberto, ou no caso, de boca aberta para declarar suas verdades.

Participou da fundação de partidos políticos, membro ativo e atuante nas disputadas políticas e eleições locais. Nas gestões dos amigos companheiros partidários, participou voluntariamente nos setores de cultura. 

Foi conselheiro em várias áreas de cultura, autor de inúmeros projetos populares artísticos, membro e professor, de orquestras, bandas, charangas e grupos musicais.



ADEUS, CINCO LETRAS QUE CHORAM...
Nas milhares de declarações no Facebook, amigos relatam suas lembranças do polêmico e verdadeiro Jabi. 

As palavras “eternas saudades”, são usadas nas maiorias dos textos de despedida, finalizadas com a mais triste palavra criada pelo coração, o ADEUS. 

Como cantava Francisco Alves, eterno ídolo do Jabi, o povo cosmopolense despedisse do amigo querido com seu ADEUS. 

Recordo neste momento, a música que sempre marcava as serestas do Jabiraca. No lugar dos bandolins, violões e cavaquinhos, o adeus, ou até breve, dos milhares de amigos.

“Adeus, cinco letras que choram, num soluço de dor.

Quem parte tem os olhos rasos d'água, sentindo a grande mágoa, por se despedir de alguém. 

Quem fica, também fica chorando, com um lenço acenando, querendo partir também” ... 

Adeus, adeus, adeus amigo Jabiraca. Vai com Deus, e não esquece de olhar e rogar por nossa Cosmópolis...

Fotos Acervo familiar

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O PERSONAGEM DA PRÓPRIA HISTÓRIA

EXEMPLO DE CIDADANIA
Funcionário do mês em Cosmópolis, ou será do ano? 

  Em meio as manifestações nas rodovias, bloqueios aos motoristas em Artur Nogueira e Cosmópolis, o professor Júlio de história, fez história.

Caminhando entre manifestações e muita cerração da madrugada, o professor Júlio não temeu bloqueios e não tremeu no frio. Carregando somente seu material escolar e muita coragem, andou sozinho pelos acostamentos das rodovias e vicinais, caminhando mais de 12 quilômetros de percurso.
Professor Júlio saiu andando de Artur Nogueira para lecionar na Emeb Educador Paulo Freire, localizada na Rua Monte Castelo, em Cosmópolis. Chegou pontualmente, antes até, da maioria dos funcionários. Professor Júlio é funcionário publico, e a Escola é municipal.
Em destaque na foto, Professor Julio e seu "pisante", fiel amigo de caminhada.

Texto Adriano da Rocha
Foto Adriana Machado

quarta-feira, 18 de abril de 2018

LUTO COSMOPOLENSE


ADEUS ZÉLÃO SOLDADO
Texto Adriano da Rocha
Fotos acervo familiar

  Cosmópolis amanheceu em alerta policial, os “rádios” da delegacia, batalhões e centrais de seguranças, recebiam o fim de uma ocorrência, a luta da vida contra a morte.
O boletim não foi criminal, os amigos de farda noticiavam o descanso de um dos mais valorosos soldados da corporação cosmopolense. Faleceu na madrugada desta quarta-feira (18), aos 63 anos de idade, José Alves Ferreira, o popular Zélão da Guarda.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO
O corpo aguarda os amigos na Câmara Municipal , onde está sendo velado até sua saída às 15h30. O sepultamento será realizado nesta quarta-feira (18), às 16h00, no Cemitério da Saudade, em Cosmópolis. Zélão deixa esposa, filhos e netos, assim como um honroso legado dentro da história policial cosmopolense.

ZÉLÃO SEMPRE EM GUARDA
Entre os destemidos soldados da corporação, era ele o mais cativante. Fardado, toda sua indumentária policial motivava o respeito. Mas sua principal arma contra o mal, não eram os revolveres, cassetetes e tantos outros aparatos policiais, essenciais para garantir a “lei e a ordem”.

Zélão trazia no rosto, sua principal e mais implacável arma, o seu sorriso inconfundível. Era sua arma contra a tristeza, capaz de paziguar qualquer ocorrência grave, um sorriso motivador de amizades, e responsável por dar fim a muitas inimizades.

Não nasceu cosmopolense, mas tinha está terra como sua, dedicando sua vida inteira, para honrar e defender as vidas do povo da sua cidade.

Paulista de Valparaíso, Zélão era um dos filhos da numerosa família de “Dona Tereza” e “Seu Sandoval Ferreira”.

No início dos anos de 1970, “turmeiros” traziam para Cosmópolis, dezenas de ônibus e caminhões de migrantes de Valparaíso-SP. Um dos principais endereços, a extinta Vila Kalil, localizada na Rua José Kalil Aun, onde estavam edificadas vários conjuntos de casas populares.

Nestas casas, extremamente simples, construídas nos tempos da Sorocabana, a família Ferreira e outros moradores de Valparaíso, recomeçavam suas vidas em Cosmópolis.

As famílias, trazidas pelos “turmeiros”, chegavam atraídas pelo progresso petroquímico de Paulínia, ocasião da construção da maior refinaria da Petrobras no Brasil, a Replan.

Zélão, chegou em Cosmópolis ainda moço, trabalhou em várias áreas de serviços, foi de cortador de cana, “apanhador” de algodão e laranja, servente, pintor, fez de tudo buscando a sobrevivência pessoal e familiar.

A recém criação da Guarda Municipal de Cosmópolis, despertava os sonhos do jovem menino. No fim dos anos de 1980, começava seus trabalhos na Prefeitura, passando por diversos setores.

os poucos sua vocação como vigilante surgia, a aprovação em concurso público oficializava o início de sua história na corporação cosmopolense.

UMA VIDA DEDICADA À OUTRAS VIDAS
Realmente dedicou sua vida para servir outras vidas, sabia fazer valer seus treinamentos para impor a lei e ordem.

Nos tempos dos “fusquinhas” da Guarda Municipal, onde “lei e ordem” eram impostas com um simples calibre 38, poucas balas, farda sem colete especial, algemas, e velhos cassetes de madeira; o soldado Zélão garantia muitas ocorrências somente na conversa, sorriso e paciência.

O jeitão bonachão, trazia sua presença nas vigilâncias das escolas municipais e prédios públicos.

Quando uma lei obrigava as redes de ensino municipais ter o acompanhamento de guardas, quem não lembra do Zélão como inspetor escolar nos anos de 1990?!

Suas patrulhas nos períodos eleitorais, fiscalizando as famigeradas “bocas de urnas”, autuando os candidatos sem noção, impondo o cumprimento das leis, para garantir o exercício da democracia, também marcaram época.

Zélão, fiel guardião do Paço Municipal, atento na rua Sete de Setembro, passava noites e dias na sua cabine, liberando a passagem dos carros oficiais na Prefeitura.
Na movimentada rua Campos Salles, garantia a segurança dos jovens pedestres, nas entradas e saídas, dos milhares de alunos da “Escola do Comércio”, assim como em várias escolas municipais e estaduais.
Nas horas de folga, muitas vezes foi “leão de chácara”, nome popular de segurança comercial. Trabalhou na maioria dos grandes eventos particulares do Cosmopolitano Futebol Clube, Rodeios da APAE, Clube da Coca Cola, “EKOM”, Bailes do Mútuo Socorro, supermercados, onde era chamado, sabia fazer seu serviço como segurança e amigo dos frequentadores.

CONTINUE VIGIANDO POR NÓS 
Honrando o estimado companheiro, fardas policiais trazem em suas braçadeiras uma fita preta. Símbolos de respeito e saudade, na memória de um dos mais valorosos soldados da corporação cosmopolense.

Na sua profissão ter amigos e inimigos, é inevitável, mas tenham certeza, a soma maior será de amizades. Zélão descansa das dores terrenas, seguindo para um mundo sem guerras, nos caminhos da paz de Deus.

Aos familiares e amigos, nossos sinceros sentimentos neste triste momento da despedida. Que as preces ao Criador, sejam ouvidas, trazendo misericórdia aos pedidos dos seus filhos.

Estimando amigo Zélão, continue no infinito celestial, vigiando e intercedendo por Cosmópolis, bravo herói desta terra.
Descanse em paz soldado Zélão, “beiço preto”, amigo fiel do povo cosmopolense!!!

Texto Adriano da Rocha
Fotos acervo familiar

terça-feira, 10 de abril de 2018

"ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLENSE"

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA

Feliz aniversário  cidade ''Berço da Amizade"
Texto Adriano da Rocha

Estação de Arthur Nogueira, edificação construída pela Carril Funilense nos primeiros anos da década de 1910/ Acervo Adriano da Rocha

 Como esquecer o dia 10 de abril, data que exalta o nascimento como município, de um “berço de amizades" e infindas histórias pessoais e familiares. As minhas histórias, começaram nos eloquentes anos de 1980, quando meus pais me apresentaram à cidade de Artur Nogueira.

No caso, apresentação aos familiares, marcando minha infância com sabores típicos paulistas, dos cafés de rancho, nas incontáveis visitas aos parentes do “pé vérmeio”.

Anos de 1950/ Registro feito no alto do campanário da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. Você pode observar na direta, o histórico Bar Floresta, acima à esquerda, a Estação Sorocaba./ Foto Delei Santos 


Apelido provocativo nos tempos passados, criado nas “pelejas futebolísticas”, entre os clubes Floresta e Cosmopolitano; ou será criação “pirracenta” dos “ranca dedão do pé” do Funilense?!

Anos 1960/ Carteira de sócio do "Club Recreativo Floresta"/ Acervo Casa da Memória de Artur Nogueira

Na verdade, “pé vérmeio” e “pé de cana”, todo nogueirense e cosmopolense legítimo, tem um pouco. Nascemos da mesma “mãe”, Campinas, a “Princesinha D’oeste”, somos nobres nas origens e referências.

Quem é paulista, ou estudou nossa história bandeirante, vai lembrar como éramos chamados, as porteiras do “Oeste Paulista”. Apelido enaltecido pelo celebre campineiro, Cézar Ladeira, imortal profissional do rádio e jornal.

1915/ Planta da Fazenda Boa Vista pertencente a Sociedade anonima Usina Ester, marcando as linhas da Estação Arthur Nogueira / Foto Centro de Memória Unicamp 


Na porteira de Arthur Nogueira, com TH, nossas divisas cosmopolenses terminavam na Colônia Floriano Peixoto, formada nos tempos dos núcleos germânicos. Marco do passado, região imortalizada pela Rua Floriano Peixoto e 1º de Janeiro, endereços de lendárias construções, como a casa de pouso das tropas Constitucionalistas de 1932, cravejada por balas Getulistas.

Caminhos de pequenas ruazinhas, agrimensuras lavradas nos carros de bois, para a passagem de troles, carroças e charretes. O velho “Iaiá” que o diga!! Vias estreitas, com calçadas apertadinhas, e lindas casas edificadas com estilos únicos.

Região de divisas no passado, desmarcadas e desmembradas, no processo de emancipação política e administrativa de Cosmópolis. Um pedacinho, ainda preservado, da união territorial de Cosmópolis e Arthur.
Uma curiosidade, até desconhecida pela maioria, a Avenida Esther começa em Cosmópolis, e termina em Artur Nogueira. Entre as margens da Carril Funilense, a famosa Avenida, prolongava-se pela “Escola Alemã”, seguindo até o início da atual Rua Floriano Peixoto, em Arthur.

Antigo brasão de Artur Nogueira  / Foto Acervo Grupo Filhos da Terra


A mesma Carril Funilense (futura Cia Sorocabana), percursora do progresso agrícola e colonial, edificou nossas extintas estações férreas. Construções praticamente idênticas, com pequenas mudanças de adequação de solo e cargas, feitas nos projetos, construídas nos moldes emboçados pelo “Escritório de Arquitetura e Engenharia Dumont Villares” (sobrinho do Santos Dumont), aos olhares é claro, do professor Ramos de Azevedo.

Nestas semelhanças arquitetônicas, seguiam o mesmo projeto, as edificações dos nossos Grupos Escolares, o “Cardona” e “Rodrigo”. Prédios edificados na concepção da expansão do ensino no interior, na gestão do governador Rodrigues Alves (celebre como presidente, com a maior aceitação popular da história), inaugurados na gestão do lendário progressista Washington Luís, o popular “Paulista de Macaé”.
Anos 1960/ Fundos do Grupo Escolar Cardona, mesmo projeto arquitetônico do antigo Grupo Rodrigo  / Foto Casa da Memória


Em Arthur, o popular Cardona (Grupo Escolar Francisco Cardona), o histórico templo do saber localizado nas esquinas da Avenida Fernando Arens e 1º de janeiro, responsável pela formação de milhares de nogueirenses, segue há anos esquecida sua importância pelo poder público, preservado somente pelo tempo.

Mesmo “ainda esquecido”, a construção conserva nos seus quase 100 anos, todo o projeto arquitetônico original.

Em Cosmópolis, nosso antigo prédio do “Grupo Escolar Rodrigo Octavio Langard de Menezes”, idêntico ao nogueirenses, foi parcialmente demolido no início dos anos 1970, no processo de restruturação da Escola do Comércio, e mudança de nome para a nova Escola do Rodrigo (atual).

Nestas semelhanças arquitetônicas, o mesmo projeto as delegacias, a qual segue ativa há mais de 100 anos, somente a Delegacia de Cosmópolis; os antigos coretos (Praça Major Arthur Nogueira e Largo da Matriz de Nossa Senhora das Dores); e várias casas das décadas das primeiras décadas do século passado, construídas seguindo a planta popular da prefeitura de Campinas.
Fim dos anos de 1950 / Avenida Fernando Arens, em destaque a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. Primeiro olhar ao desembarcar na Estação Sorocabana. / Foto Maria Helena S Carlstrom


Como não recordar de você Artur Nogueira, nesta data??
Arthur Nogueira, com TH, das lembranças e histórias mais “anosas”, dos tempos da “Lagoa Seca”, “Mata Dentro”, e “Vila Arens”; das casas comercias, os armazéns de secos e molhados, das famílias Goraybe, Andrade, Tebaldi, Peloia, Guidolin, Rosetti, Caetano; o pioneiro Posto de combustíveis e comércios dos Carlstroms, do Posto do Jacaré, pertencente ao saudoso Gustavo Beck, falecido tragicamente nas águas da Represa; os lendários bares Antarctica, Floresta, Osni e Venda das Carreiras (Bar do Tim).

A memória viaja nas histórias de amor, iniciadas nos “footing” ao redor do Largo da Matriz de Nossa Senhora das Dores, ao som do serviço de alto falantes “A voz de Arthur Nogueira”. Os cliques e “cegantes” flashs, do Caetano retratista, um dos pais da fotografia regional.
Fim dos anos de 1950/ Cine Marajó Localizado na esquina das ruas Rui Barbosa e 15 de Novembro./ Foto Casa da Memória de Artur Nogueira 

As sessões, com filas gigantescas, no modernista Cine Theatro Marajó, fundo de filmes e palco de consagrados artistas do rádio e televisão, aos celebres atores nogueirenses e cosmopolenses. 

Anos de 1940/ Construção da nova Matriz de Nossa Senhora das Dores  / Foto Delei Dos Santos Fotos Históricas


O soar estridente dos sinos e apitadas, das locomotivas da Sorocabana, fazendo as baldeações e “apiadas”, voltando e seguindo, para Engenheiro Coelho,Martinho Prado, Conchal e Padúa Salles.

1998/ Sede da Corporação Musical 24 de Junho./ Foto Adriano da Rocha

Artur Nogueira do carnaval dos cosmopolenses, entre seus mais animados foliões, puxadores não só da exaltação da boêmia, mas também, da história da consagrada “Vaca”.

Nossos concorrentes temidos, nos campos, grêmios e ginásios, com seus habilidosos “reis da bola”, como os intrépidos jovens das gincanas escolares regionais.

Destino de cosmopolenses no passado, para o sustento familiar, trabalhando na busca do seu ouro branco dos algodoais, cintilante dos laranjais, e verde dos canaviais que estendem-se por suas terras.
1902 / Propriedade rural no Núcleo Colonial Campos Salles, na divisa com as terras de Arthur Nogueira. Em destaque a plantação de algodão nas terras./ Foto Adriano da Rocha

Artur Nogueira principal responsável pelo progresso têxtil cosmopolense, no passado, fornecedora de toneladas de algodão para nossas extintas indústrias do “Parque industrial da Sericultura” . Deste progresso do algodão, a instalação da multinacional alemã ,TEKA, em Artur Nogueira; trazendo o progresso industrial ao município, gerando centenas de empregos locais e regionais , criando até mesmo uma filial em Cosmópolis, a "EKOM" (?) , popular "Tekinha"

Jardineira da Auto Viação Cosmópolis, percorrendo caminhos nogueirenses, cercados por plantações de algodão/ Foto Reynaldo Alberto Stein


Assim como os trilhos da Funilense, nossas histórias são impossíveis de serem contadas separadas, sem unirmos linhas, escritas em vários pontos, passagens e muitas baldeações de memórias.

Nas magistrais estrofes do seu hino, escrito pela querida Professora Cida Posi, destaco essas linhas como os sinceros desejos do povo cosmopolense:

“Não existe divisa mais bela, és orgulho de nossos corações. Deus nos guie e nos conserve sempre unidos, a viver o mesmo ideal. Sem distinção de credos e partidos, lutando pela glória nacional”.

Feliz aniversário Artur Nogueira, o berço das amizades cosmopolenses mais sinceras. Parabéns pelos seus 69 anos de emancipação política e administrativa

Anos 1960/ Posto de Combustíveis na Avenida 15 de Novembro/ Foto Maria Helena S Carlstrom

1992 / Área externa do "Terminal Rodoviário de Artur Nogueira"/ Foto Casa da Memória 

Major Arthur Nogueira , patrono do município e um dos sócios proprietários da Fazenda Usina Ester e Carril Agrícola Funilense / Foto acervo Adriano da Rocha 

Anos 1980/ Avenida Fernando Arens, famosa loja Variedades Jap, de propriedade de João Aparecido Pinto, popular Jap./ Foto acervo João da Jap

Anos 1940/ A famosa e querida Dona Laura Miranda, benzedeira e parteira, responsável por ajudar à "trazer ao mundo" milhares de nogueirenses e cosmopolenses / Foto acervo família Lange 

Anos de 1950 / Cartaz de divulgação do Cine Marajó, com destaque ao famoso trio Prata, Ourinho e Sebastião. Consagrado trio da cidade de Limeira, populares pelas ondas sonoras das emissoras limeirenses./ Foto acervo Delei Dos Santos 



Texto Adriano da Rocha
Fotos Acervo Cosmopolense, Delei dos Santos , Maria Helena S Carlstroms, Reynaldo Alberto Stein , e Grupo Casa da Memória de Artur Nogueira

domingo, 25 de março de 2018

DESBRAVANDO A “GRUTA CARRAPICHO”

"PATRIMÔNIO AMBIENTAL"
Texto Adriano da Rocha

Área superior da Gruta, antigo acesso feito pelas Colônias / Foto Adriano da Rocha 
  O progresso canavieiro impediu o avanço imobiliário das terras, cultivando há 120 anos, uma barreira de isolamento e “preservação”. Escondida, sobre uma imensidão de canaviais e pequenas reservas de matas, a “Gruta do Carrapicho” está entre os mais surpreendentes “patrimônios ambientais cosmopolenses”.

Saída para as cachoeiras e quedas d'água / Foto Adriano da Rocha

Estivemos neste sábado (24), percorrendo carreadores, antigas estradas canavieiras, pontes ferroviárias abandonadas, abrindo “picadas” nas matas, e realizando travessias pelas águas, caminhando por extraordinários quinze quilômetros, redescobrindo a “Gruta Carrapicho”.

Canaviais formados na região da extinta Colônia Carrapicho / Foto Ruy S. Pedroso 
Vista privilegiada de Cosmópolis, em destaque a região central e bairros Bela Vista. Ao fundo, parte do polo petroquímico da Petrobras, em Paulínia / Foto Ruy S. Pedroso
ETERNIZANDO OLHARES NA FOTOGRAFIA 

Localizada na Fazenda Usina Ester, o acesso é mediante uma autorização da empresa, sendo restrito somente, a coragem e determinação de chegada até a Gruta. Desbravaram, estes caminhos desconhecidos por muitos, 30 destemidos aventureiros, responsáveis pela seleção dos memoráveis registros fotográficos.

Encontro de raízes e água, mata de acesso a Gruta Carrapicho / Foto Adriano da Rocha

Cerca de 200 litros de lixo foram retirados da Gruta e regiões de acesso.  Um dos participantes da caminhada,  voluntariamente há 28 anos realiza   à limpeza da Gruta. Principal material recolhido são garrafas plásticas e maços de cigarro / Foto Eliana Bernacchi

Uma das várias aberturas formadas entre as rochas. Passagem realizada com extremo cuidado e atenção nas "pisadas" / Foto Eliana Bernacchi

A cada foto, novos olhares desta singular região, diferentes pontos e percepções da lendária Gruta Carrapicho. Uma extensão gigantesca de rochas sedimentares e pedras, com pontos superiores à 10 metros de altura, nascentes e vertentes de rios, um complexo natural sem igual na região.

Região dos quintais das casas da extinta Colônia Carrapicho,  área é utilizada para plantação de sorgo vassoura / Foto Ruy S. Pedroso 


COMPLEXO NATURAL EM CONSTANTE FORMAÇÃO
Obras da natureza, em constante formação estrutural e mutação silvestre, edificada por séculos de chuvas e enchentes nos rios.

Depois de horas de caminhada, a primeira visão da Gruta. Registro feito no antigo acesso aberto pelo Major Arthur Nogueira, nos idos de 1910 / Foto Adriano da Rocha

Interior do complexo de pedras, rochas e argila/ Foto Adriano da Rocha

Caminho para as quedas d'água e Ponte Funda, antiga linha férrea da Carril Agrícola Funilense / Foto Adriano da Rocha

A passagem das águas, responsável pela erosão do solo argiloso, gerou enormes aberturas nas pedras, “dilacerando” o chão nos caminhos.

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha
Foto Eliana Bernacchi

Foto Carlinhos Bandola

Foto Carlinhos Bandola

Entre as pedras, contemplando a obra da natureza, a fotografa Jéssica Giovanonni / Foto Ruy S. Pedroso


Com as enchentes ocasionadas pelas chuvas, surgem incontáveis cachoeiras entre as fendas rochosas, formando na vazão das águas, impressionantes quedas d’água.

Quedas d'água formando pequenas cachoeiras / Foto  Miler Adamo

Foto Carlinhos Bandola



Quanto maior a intensidade das chuvas, trazendo a vazão das bacias dos rios Jaguari, Pirapitingui, Atibaia e Piracicaba, maior o fluxo de águas na Gruta. Aumentando as vazantes, surgem caudalosas cachoeiras nas enchentes, e “fios” d’água, nos períodos de estiagem.

Foto Adriano da Rocha

Foto Ruy S. Pedroso

Foto Ruy S. Pedroso
Foto Juliana Lara

Um das várias quedas d'água da Gruta Carrapicho / Foto Ivonei Sala

BARREIRA TÉRMICA REFRESCANTE
Foto Ruy S. Pedroso
No chão, repleto de pedras trazidas pelas correntezas dos rios, brotam nascentes no solo arenoso, as populares bicas d’água. O constante movimento das águas, o complexo rochoso e matas, criam uma verdadeira barreira térmica na Gruta.
Foto Ruy S. Pedroso
Foto Ruy S. Pedroso

Foto Adriano da Rocha

Pedras trazidas pelas enchentes dos rios da região / Foto Adriano da Rocha


Enquanto a temperatura atingia 32ºc graus (12h00), na área de acesso próximo aos canaviais, na região da Gruta os termômetros marcavam refrescantes 20ºc graus. Nas vertentes entre as rochas, a passagem das águas no solo e paredes, diminui significativamente a temperatura, embaçando lentes de óculos e câmeras.
Foto Ruy S. Pedroso

As rochas e pedras, transformam-se em filtros no percurso das águas, cristalizando as vertentes, e deixando a água fria.

UMA VERDADEIRA COLÔNIA DA NATUREZA
Foto Adriano da Rocha


Sobre as pedras e paredes da Gruta, os musgos formam seus ninhos, criando verdadeiras colônias das mais infindas tonalidades de verde. Samambaias, orquídeas silvestres, helicônias, e centenas de classes de myrtaceaes e rubiaceae, encantam com suas floradas, incrustadas nas pedras e troncos das árvores.

Foto Adriano da Rocha


Foto Eliana Bernacchi

Foto Adriano da Rocha

Foto Ruy S. Pedroso
Foto Eliana Bernacchi



Criadouros e ninhos, de inúmeras espécies de seres vivos; insetos como formigas, borboletas e aranhas, aos pequenos sapos e rãs. Verdadeiros banquetes das aves, como os macucos, paturis, tesourinhas, corruíras, rolinhas “fogo apago”, sábias pardos, anus, “quero quero”, ao “assombrosa” urutau, a lendária “mãe da lua”.

Foto Miler Adamo

Foto Ruy S. Pedroso


A Secretaria de Meio Ambiente do Estado, através do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), realizou nos últimos anos, a soltura de inúmeras aves nas matas ciliares da Usina Ester, Americana e Limeira, atraindo inúmeras espécies para a região da Gruta.

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Buscando alimento nas matas, sonoramente ouvimos tucanuçus, popular tucano toco, encontramos rastros de saruês (nome paulista de gambas), lobo guarás (vinagre como eram conhecidos pelos colonos), e pesadas pegadas das temidas onças pardas.
Foto Adriano da Rocha

A inconstância das águas, mudança nos períodos de enchentes e estiagens, assim como a profundidade baixa das vertentes e o constante movimento, impossibilitam a criação de peixes na Gruta.
Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Orquídeas silvestres / Foto Ivonei Sala
Foto Adriano da Rocha

Foto Ruy S. Pedroso

Foto Ruy S. Pedroso

Foto Adriano da Rocha

Foto Ruy S. Pedroso

Foto Ruy S. Pedroso

TRINAR DO TRINCA FERRO
O mais emocionante, foi ouvir novamente, o canto livre do “trinca ferro”. No passado, ave símbolos das matas cosmopolenses, praticamente extinta nas décadas de 1960 e 1970, devido ao uso de agrotóxicos nas lavouras de cana, laranja e algodão.


(Foto ilustrativa) Trinca-ferro paulista,  registrado por observadora da natureza / Foto: Aline Patricia Horikawa

As revoadas das aves sobre as plantações, sobretudo nos dias de pulverização, extinguiram os trinca ferros de Cosmópolis, assim como a maioria das cidades paulista, principalmente nas localidades com grande influência agrícola.
Nos anos de 1980, as constantes mortes das aves, ocasionou na proibição de vários agrotóxicos e sistemas de pulverização de defensivos.

O “trinca ferro cachoeirinha”, nome cosmopolense desta espécie, voltam as matas através das solturas realizadas pelo CRAS. As aves soltas, são registradas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), possuindo controle de localização e registro através de anilhas.

A captura e comercialização, é fiscalizada pelas autoridades policiais cosmopolenses, sendo crime inafiançável, com detenção e multas.

MUDANÇA DE CAMINHOS E TRILHAS
Foto Adriano da Rocha

Os acessos são vários e complexos, possíveis somente através de trilhas nas matas, sendo necessário, a presença de pessoas que conheçam a região, os famosos mateiros. A cada safra de cana de açúcar, chuvas e estiagens, entre intempéries climáticas e queimadas, os caminhos para a Gruta são recriados pela natureza.

Foto Adriano da Rocha


Foto Adriano da Rocha



Enchentes cunham verdadeiras crateras nas trilhas, enormes buracos cobertos de folhagens e troncos caídos, necessitando extremo cuidado e prevenção na caminhada. Com as chuvas, o crescimento dos matagais é inevitável, encobrindo antigos caminhos e recriando rotas.


Foto Eliana Bernacchi

A cada mês, um novo cenário é criado pela natureza, os pontos de localização desaparecem no surgimento de paisagens diferentes. Na mudança de estação, início, meio e fim de safras, tudo é transformado, mudando os mesmos percursos de meses passados.

FASCÍNIO DOS AVENTUREIROS
Foto Carlinhos Bandola

Neste redescobrimento da Gruta, encontramos canaviais em formação no trajeto, assim como muita terra tombada, em preparo com vinhaça, para o plantio da cana.
Os contrastes na paisagem, entre imensidões de canaviais e quilômetros de terra tombada, traziam novas rotas aos mateiros.
Ponte Funda, construída nos primórdios da Carril Agrícola Funilense / Foto Eliana Bernacchi

Adentrando em florestas de bambuzais e eucaliptos, remanescentes da “Bepa” e Doutor Bonifácio, furnas perdidas dos tempos do Major Arthur Nogueira, percursos dos trenzinhos da Carril Funilense, a trilhas novas criadas recentemente por grupos de “bicicleteiros”.
Ponte Funda, encoberta pela matas que cobrem suas centenárias estruturas / Foto Miler Adamo
Última reforma foi realizada em 1979 / foto Eliana Bernacchi

As dificuldades específicas de cada trilha, a curiosidade em conhecer e rever a Gruta, causam o fascínio dos desbravadores, atraindo aventureiros da região.A chegada na Gruta depois de horas de caminhada, a emoção em estar naquele local, é indescritível. O encontro das luzes, buscando passagem nas matas e paredões, traz uma luminosidade surpreendente, um dos maiores atrações deste recanto.
Foto Adriano da Rocha


Foto Eneias Eneias Barrionuevo 



O reflexo das luzes nas águas, cria diferentes tons de verde ao iluminar o musgo das pedras; sendo disperso nas nuances de cores das formações rochosa dos paredões; resultando em um extraordinário encontro de luzes, como fossem, potentes refletores elétricos, iluminando todas as belezas da Gruta.


Foto Ruy S. Pedroso

Foto Eneias Eneias Barrionuevo 

MARCAS DA IGNORÂNCIA 
Foto Adriano da Rocha

Neste refletir as belezas da Gruta, as luzes trazem à mostra o reflexo da ignorância e desrespeito ao meio ambiente. Um vergonhoso “costume”, audaciosa tradição de vândalos nos seus caminhos de destruição, marcar com “pichações” sua passagem na Gruta.
Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Usando tintas químicas das mais diversas, nomes de pessoas, juras de amor, símbolos, grupos de bike e até alusões ao tráfico, são registradas indevidamente nas paredes.
Foto Adriano da Rocha

As ásperas e porosas paredes, absorvem o vandalismo perpetuamente, sendo encontrados incontáveis registros dos anos de 1980, 1990, e dezenas de novas pichações. Muitas marcações de 2018, recentemente pichadas, nos meses de janeiro, fevereiro e início do mês de março.

Continua em futuras postagens...

NOVAS CAMINHADAS
Foto Eneias Eneias Barrionuevo 

Devido as várias mensagens e pedidos, estamos organizando novas redescobertas na Gruta Carrapicho. A caminhada será mensal, realizada com previa divulgação de data, local de saída e trajeto à ser percorrido. Novos pontos entrarão na rota de “redescobertas municipais”, como o Morro Amarelo, Caminho da Onça, Morro do Shurts, Saltinho, trilhas da Funilense, entre inúmeros “recantos cosmopolenses”. A.G.U.A.R.D.E.M

Fotos Miler AdamoRuy S. Pedroso (Fotoclube Foto in Foco), Jéssica Giovannoni, Juliana LaraCarlinhos Bandola Alexander CamposIvonei Sala, Eliana Bernacchi e Adriano da Rocha


Agradecimentos
Usina Ester, Carlinhos Bandola e seus mateiros, Polícia Municipal (Capitão Falcão e Jorge do Trânsito), Fotoclube Foto in Foco, e todos os destemidos participantes da caminhada.

Especialmente aos socorristas da Ambulância Municipal, pela rapidez no atendimento a um dos participantes da caminhada. Fora o susto pela intoxicação alimentar, misturada às horas de exaustivo percurso, nosso amigo está muito bem, pronto novamente para outras redescobertas cosmopolenses.


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