domingo, 25 de novembro de 2012

TRISTE FIM DE UMA HISTÓRIA??

Mais de 100 anos de história podem ser demolidos até Março de 2013. 
Texto e fotos Adriano da Rocha
Tijolos pertencentes às colonias já extintas do Ranchão e Jaguari. Colonias do Quebra Canela e Bota fogo começaram a ser demolidas no inicio do mês de Novembro, junto com as matas de pinheiros e eucaliptos que cercavam as casas.
 O último patrimônio histórico cosmopolense pode deixar de existir até Março de 2013, prazo dado pela Usina açucareira Ester para a demolição das últimas colonias restantes na área da usina. No local segundo a Usina será usado para a extensão dos canaviais da industria, e segundo funcionários já no mês de Abril o local já será preparado para o plantio da cana de açúcar. A notícia chocou a toda  população de Cosmópolis, que ficou dividida em quem fosse contra a demolição, e outros conformados de que nada poderia ser feito contra as demolições, já que as colonias pertencem a uma área particular. As demolições começaram no inicio deste mês de Novembro, com a derrubada das matas de eucaliptos e pinheirais que cercam os caminhos de acesso as colonias, a vegetação que antes foi orgulho para muitos cosmopolenses, se tornou um amontoado de troncos de árvores, e imensos clarões de uma das paisagens mais conhecidas de Cosmópolis durantes décadas. As colonias de maneira despercebida por muitos moradores da cidade, estão sendo demolidas a anos, a cada saída de uma família a casa é desativa, e futuramente demolida. Muitas das casas que existiam próximas ao Paredão (represa do Rio Pirapitingui), foram derrubadas entre 2011 e início de 2012, cerca de 20 casas, na maioria construções da década de 30. Muitos moradores já estavam sendo avisados desde Janeiro de 2012 para a desocupação das casas, e diversos prazos foram estipulados as famílias, os últimos prazos de desocupação são de Novembro de 2012, à Janeiro de 2013, com prazo final para a total demolição feita pela Usina Ester para Março de 2013.
1900...Primeiras Colonias da Usina Ester, construídas com a chegada dos primeiros imigrantes em 1898.
Mata de acesso as colonias e a Usina Ester, foto tirada no inicio de 2012. Local praticamente irreconhecível depois da derrubada das matas de eucaliptos e pinheirais, entre outras árvores centenárias.
  Desde 2011 estamos notificando as autoridades cosmopolenses sobre este possível  triste fim da história patrimonial de nossa cidade. As colonias hoje são o que restaram de mais de 116 anos de história das primeiras  imigrações em Cosmópolis, e certamente são as únicas colonias restantes no estado de São Paulo, um marco ainda preservado na mais antiga usina em funcionamento do Brasil, a Usina Ester. A demolição estaria de acordo com as normas de preservação histórica? Se acaso o poder público cosmopolense (Prefeito, vereadores e secretária de Cultura), não se posicionarem e tomarem as devidas providencias legais o quanto antes, até o final ainda deste ano, não restará nem tijolos desta importante parte  da história de Cosmópolis. A desculpa área particular, é desculpa de quem não entende de leis de patrimônio e preservação histórica, e não pode ser dada por autoridades públicas, ou será simplesmente incapacidade política sobre este assunto...Esperamos que não, e grande parte da população cosmopolense não aceita este desfecho para as colonias da Usina Ester, que representam não apenas a história de Cosmópolis, mas também a história de um povo, que nasceu, cresceu e ainda vive naquelas colonias. O projeto de tombamento é simples e basta a conscientização politica local, as colonias representam mais de 100 história de um povo, mais de 100 anos na formação da história de Cosmópolis e também do estado de São Paulo, já que as mesma hoje são únicas dentro do estado.

MANIFESTO CHEGA A TV
Equipe de reportagem da TV Record, no momento da entrevista do ex colono Hercúles Bongiorno à reporter Ana Paula Palazzi.
Depois de vários manifestos iniciados em nossos perfis do Facebook, o assunto comoveu não apenas a população de Cosmópolis, mas também emissoras da região. Nesta Sexta-feira a equipe de jornalismo da TVB Record de Campinas, esteve em Cosmópolis realizando uma reportagem especial sobre o assunto, esclarecendo dúvidas sobre as demolições das colonias, e se realmente o poder público cosmopolense pode interferir contra este absurdo, que trouxe a revolta de muitos cosmopolenses. A matéria especial vai ao ar pela TVB Record nesta Segunda-feira dia 26/11, ao 12h30 no programa Balanço Geral, do apresentador  Jair Dupra, matéria realizada pela repórter Ana Paula Palazzi em parceria com a equipe do Acervo Cosmopolense. Não perca nesta segunda-feira.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NOTÍCIAS NOTICIADAS

SÁBADO, 19 DE NOVEMBRO DE 1982
Jornal Folha da Semana
Destaque para recente festa de Santa Gertrudes, Padroeira de Cosmópolis.

sábado, 17 de novembro de 2012

Escrita cosmopolense

Texto Adriano da Rocha
 Nas minhas andanças por Campinas, em um desses acasos da vida encontrei este livro na banca do Ademir em Barão Geraldo. O titulo Cordel Paulista me chamou atenção, ao abrir o livro na primeira página a descrição do autor: Jacyro Bertozzo, nascido em Cosmópolis em 1937. O livro escrito em 2011, trata-se de  poemas escritos pelo autor em rimas simples, abordando diversos assuntos do cotidiano. O nome cordel, creio que foi dado mais para chamar atenção dos leitores, já que  as rimas não seguem o padrão do cordel nordestino, e sim o tradicional  Cururú Paulista, no caso do livro escrito. O autor Jacyro Bertozzo nasceu em Cosmópolis, nos tempos que nossa cidade ainda era pertencente a Campinas, e um grande reduto de imigrantes. Vale a pena ler, você pode encontrar o livro na barraca de jornais e revistas do Ademir em Barão Geraldo, em frente ao Banco do Brasil (próximo a rodoviária), pelo preço promocional de R$ 10,00.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DIA DA PADROEIRA

Fotos Acervo Adriano da Rocha
 Neste ano é comemorado a 97º  Festa de Santa Gertrudes, Padroeira de Cosmópolis. A mais antiga e tradicional festa cosmopolense, e praticamente a única festa ainda existente dos tempos da antiga Vila de Cosmópolis pertencente à Campinas. Mesmo com a modernidade e os novos costumes que nos cercam nos dias de hoje, a festa continua fiel as tradições Católicas do inicio da festa à 97 anos atrás, realizadas missas em louvor a Santa Gertrudes, e tríduos diários exaltando a fé na santa e pedindo sua interseção junto a Deus. A quermesse e o leilão de gado, são um dos pontos de maior destaque nas comemorações , que  todos os anos é recorde de público trazendo a cidade visitantes e romeiros de toda a região, que acompanham as festividades em louvor a Santa Gertrudes, tradicionalmente realizadas na praça da igreja (antigo largo da Matriz) e no salão paroquial.
Igreja Matriz de Santa Gertrudes

 As comemorações deste ano trazem como novidade hoje à noite grande Show com a Banda Alpha na Praça da Matriz, com inicio depois da missa solene em comemoração ao dia da Padroeira. As comemorações continuam no Sábado e Domingo, acompanhe abaixo as programações para o dia de hoje e o final de semana na Igreja Matriz. 

Acompanhe a programação para hoje, dia da padroeira:


16/11 (sexta-feira) – 19h30: Santa Missa Solene e Festiva, com a participação de todas as pastorais, movimentos, comunidades (São Paulo Apóstolo, São José e Santos Arcanjos) e todo o povo, seguido a procissão pelas ruas centrais da cidade, concluindo com a Oração à Santa Gertrudes na intenção de todos os paroquianos e colaboradores da festa.
Durante a Missa será inaugurado e apresentado para a comunidade o Coral Santa Gertrudes, que irá animar a celebração, formado por membros da comunidade sob a regência do Maestro Robson Cavalcante. Na ocasião também será apresentado ao povo o novo informativo paroquial, que substituirá a atual Agenda Mensal.
No sábado e Domingo as comemorações continuam:

17/11 (sábado): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
18/11 (domingo) – último dia da festa
 10h30: XIII Romaria dos Cavaleiros, saindo da Comunidade Senhor Bom Jesus (Nova Campinas) até a Praça da Matriz Santa Gertrudes, onde haverá acolhida e bênção dos cavaleiros e animais que participarem da Romaria. Em seguida haverá almoço comunitárioLeilão de Gados e Sorteio de uma Poupança no valor de R$3.000,00 (Três Mil Reais).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Neste feriado tem concerto na Praça

Arthur Moreira Lima 
(neste feriado de 15 de novembro - Às 20 horas).Através do Projeto:"São Paulo e seus caminhos"

Considerado uma das mais importantes personalidades da nossa cultura, Arthur Moreira Lima
projetou-se internacionalmente no Concurso Chopin de Varsóvia. 
Laureou-se também nos Concursos de Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou). 
Desde então, Moreira Lima tem feito turnês em todos os continentes, lotando as principais salas de concertos do mundo.
Não perca é amanhã ...
Concerto com o pianista ARTHUR MOREIRA LIMAneste feriado de quinta-feira (15/11)- às 20 horas.
Local: Praça Presidente Kennedy 
(Conhecida como Praça do "Rodrigo")
Rua Moacir Amaral esquina com Rua Santa Gertrudes (ao lado da Escola "Rodrigo")  - Centro de Cosmópolis - SP.

ENTRADA FRANCA.

sábado, 10 de novembro de 2012

FIM DE UMA HISTÓRIA??

Com a mesma determinação da época das eleições que foram feitas carreatas com centenas de carros, com a mesma coragem de enfrentar a todos por um ideal, a história de Cosmópolis IMPLORA por sua ajuda. No prazo máximo até Março de 2013, todas as Colonias da Usina Ester serão demolidas, isso mesmo demolidas, derrubadas para no local serem feitos novos canaviais. Assim como as Colonias centenárias que ainda restam imponentes, a demolição se estenderá a cooperativa e o clube.
O ÚNICO, patrimônio INTACTO e PRESERVADO de Cosmópolis hoje são as casas das colonias da Usina Ester. Se as autoridades públicas de nossa cidade não tomarem uma posição sobre este ABSURDO contra a nossa história, veremos muito em breve essa história apenas em fotos, filmes e nas lembranças de moradores. Você que tem orgulho desta história, você cosmopolense nascido ou descente de colonos, faça sua parte, pressione as autoridades, exija que as leis de patrimônio histórico municipal e até mesmo estadual sejam cumpridas. Ou será que o amor por Cosmópolis tão exaltado até meses passados nas eleições, foi somente amor eleitoral e não amor sincero e consciente? Não adianta apenas reclamar no face, faça sua parte falando diretamente com prefeito, secretários e vereadores, orgulhe nossa cidade sendo contra este absurdo, pedimos em postagens aberta aqui no  blog e no Facebook, com sua ajuda podemos impedir mais este absurdo contra a história de Cosmópolis. Seja contra, demonstre seu orgulho e amor por Cosmópolis exigindo das autoridades o embargo desta barbaridade, deste crime contra TODOS os cosmopolenses. Nossa história quer permanecer viva e perpetuada, e neste momento precisa de você. FAÇA SUA PARTE, Cosmópolis de hoje e do futuro de seus filhos agradece.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

65 anos da 1º eleição municipal de Cosmópolis

Em 9 de Novembro de 1947 acontecia a primeira eleição municipal da cidade de  Cosmópolis

Texto Adriano da Rocha
Dr João Guilherme Paz Hermann, primeiro prefeito eleito de Cosmópolis.
  Há exatos 65 anos, em 9 de Novembro de 1947, acontecia a primeira eleição municipal direta de Cosmópolis. Nesta data não apenas em Cosmópolis, mas em todo o território brasileiro depois de 17 anos de ditadura (Getúlio Vargas), o povo poderia enfim escolher seus representantes.

Cosmópolis havia se emancipado de Campinas em 1944, e desde então, a nova cidade era administrada pela "Junta popular emancipadora", formada por representantes da antiga Vila de Cosmópolis, responsáveis pela emancipação da vila à cidade.

Os prefeitos desde 1944, eram escolhidos por essa "junta emancipadora", uma comissão de homens de bem (como se dizia na época) sobe a autorização do governo do estado de São Paulo para eleger os representantes da cidade junto ao governo, em votação realizada entre os membros da comissão, com participação na votação do representante da igreja Católica no município, na época a maior autoridade dentro da cidade ao lado do prefeito e delegado.

O prefeito escolhido administrava a cidade no período de um ano, sendo auxiliado por está mesma junta popular, que fazia o papel de vereadores dentro da administração. Neste período o único prefeito que representou  os moradores da vila e sítios, foi o primeiro prefeito oficial de Cosmópolis Dr Moacir do Amaral, primeiro a ser nomeado ao cargo pela junta popular, e um dos nomes de maior destaque na luta pela emancipação da Vila de Cosmópolis.

Durante seu mandato Dr Moacir do Amaral governou aos moradores de toda a nova cidade, contrariando muitas vezes os interesses da Usina Ester, empresa que desde o início da criação da Vila e seus núcleos coloniais, administrava Cosmópolis com auxilio dos intendentes de Campinas, na maioria familiares ou amigos dos donos da Usina.
1944...Junta emancipadora, alguns dos membros desta comissão responsável pela emancipação de Cosmópolis.
Sentados no centro da foto o Deputado Romeu de Campos Vergal e a seu lado Dr Moacir do Amaral.
 Doutor Moacir do Amaral, permaneceu no cargo de prefeito até Janeiro de 1945, um ano exato como era ordenado pelo governo federal em todo Brasil. Em 1945 começava então a "era" dos diretores da Usina Ester no governo da prefeitura de Cosmópolis, foram 4 nomeados diretamente pela Usina, e dois eleitos pelo voto das colonias da Usina Ester, na época onde se concentrava a maioria da população da nova  cidade. Com as mudanças no governo federal e saída de Getúlio Vargas, e posse do Marechal Eurico Gaspar Dutra, a constituição começou a ser mudada, com a nomeação em 1945, de uma Assembléia constituinte, elegendo Deputados e Senadores que seriam responsáveis pela criação de uma constituição democrática, com direitos iguais para todos, seria a volta da democracia no Brasil, abolida com o golpe militar do Estado Novo na década de 20. 

Em 1946 essa assembléia restabelecia a independência entre os poderes legislativos e executivo, os estados voltavam a ter sua autonomia e o povo os seus direitos individuais de cidadão, respeitados e garantidos pela constituição, era o fim da ditadura no Brasil. No período do governo do ditador Getúlio Vargas, os governantes estaduais e municipais, eram escolhidos diretamente pelo governo militar, as cidades e estados não tinham direito nem mesmo ao uso de bandeiras, a única bandeira que poderia existir no município e ser exaltada era a do Brasil.  Neste período foi criado também pelo ditador Getúlio Vargas, a lei de censura em todos os meios de comunicação, até circos eram controlados pelas leis de censura. Um período pouco lembrado em nossa história, que foi até mais cruel e opressor em vários setores que o período do golpe militar de 1964.

 Em 1947, começava o período eleitoral municipal em todo Brasil, em Cosmópolis era inaugurado um novo partido politico o PSD - Partido Social Democrata- presidido pelo ex prefeito Moacir do Amaral, e  possível candidato a prefeito nas eleições de 1947. O PSP -Partido Social Progressista- que trazia em seus correlegionários tradicionalistas do antigo PRP- Partido Republicano Paulista-, (partido extinto depois da Revolução Constitucionalista de 1932) era maioria em Cosmópolis, e depois de vários acordos entre os partidos PSP e PSD, apenas uma legenda concorreu na primeira eleição municipal de Cosmópolis, o PSP, trazendo como prefeito o então gerente químico da Usina Ester, Dr João Guilherme Paz Hermann.

O partido PSP, tinha como seus fundadores vários membros da família Nogueira, donos da Usina Ester, sendo o símbolo maior do partido o governador do estado de São Paulo, Ademar de Barros. A união dos partidos e escolha de Dr João Hermann como único candidato a prefeito naquela eleição, foi um ''pedido" feito pelo Dr Guilherminho ( Guilherme Pompeu Nogueira) diretor chefe da Usina Ester na época, o "pedido" na época foi visto como um controle da Usina na prefeitura e na primeira eleição do município. O candidato apoiado pela Usina iria disputar as eleições sozinho e sem vice, em nota oficial aos munícipes o PSD dizia que está união seria um meio de também unir toda a cidade para o progresso geral de Cosmópolis.

A verdade não era bem isso, e sim a continuação da Usina no governo do município   o que acontecia desde a criação de Cosmópolis em 1895, e somente foi mudado em 1956, com a eleição de um comerciante da vila como prefeito, José Garcia Rodrigues, o Zé da Pejê. Iniciando uma nova fase na cidade, de prefeitos eleitos sem a interferência da Usina, ou seja sem cargos dentro da administração da companhia.
Pin política do P.S.P, trazendo como símbolo a figura política do governador Ademar de Barros. (Foto MP Militária)
  O PSD desde sua fundação no inicio do ano de  1947, surgia como uma nova opção partidária  aos cosmopolenses, e uma independência da prefeitura de Cosmópolis da Usina Ester. O partido infelizmente não teve o apoio que precisava na cidade, não conseguindo vereadores suficientes para disputar as eleições e o incentivo do comércio, o PSD desistiu de concorrer as eleições naquele ano, sendo criada uma única legenda o PSP, no qual o presidente do partido Moacir do Amaral concorreu a vereador pelo PSP, praticamente extinguindo o PSD de Cosmópolis.

O candidato à prefeito na primeira eleição municipal de Cosmópolis por este motivo foi apenas um, Dr João Hermann concorrendo como único candidato a prefeito nas eleições e também sem vice prefeito. Cerca de 20 candidatos disputavam os 13 cargos de vereador, um número até alto de vagas de vereador em uma cidade com população estimada na época de 10 mil pessoas , a diferença daquela época aos dias de hoje que são 12 vereadores (início em  2013), é que os cargos de vereança não tinham salário, e praticamente eram exercidos por voluntários sociais, sem salário e sem nenhuma ajuda de custos.

OBS: Um número exato de moradores em Cosmópolis nem mesmo as fontes da época conseguem descrever com exatidão, devido a grande circulação de pessoas nas colônias da Usina e nas indústrias de tecelagem da cidade. Assim como nos dias de hoje acontece com os trabalhadores que trabalham em Paulínia e moram em Cosmópolis, naquela época acontecia o inverso, a cidade tinha mais opções de emprego que muitas cidades da região, migrando muitos trabalhadores das cidades vizinhas para trabalhar em Cosmópolis.

 Em 1947 Cosmópolis era a 34º zona eleitoral do estado, a votação acontecia no Domingo dia 9 de Novembro, com inicio às 8:00 hrs no Grupo Escolar de Cosmópolis na Rua Campos Salles.  Compareceram às urnas 918 eleitores, 74 eleitores votaram em branco e 09 anularam seus votos. Com 835 o único candidato a prefeito Dr João Hermann ganhou as eleições em Cosmópolis, assumindo o cargo em 1 de Janeiro de 1948, acompanhado dos seguintes vereadores:

Arno Kovalesky
Caetano Achiles Avancini
Diamantino Ribeiro
Dr Moacir Costa Couto
Dr Moacir do Amaral
Emilio Mengue
Francisco Fontinha do Nascimento
Leonel Rodrigues de Oliveira
Narciso Dario Andretto
10º Nelson Alves Aranha
11º Orlando Strazzacappa
12º Orlando Zanetti
13º Santo Rizzo

1948..Prefeitura Municipal de Cosmópolis e também sede da Câmara Municipal na época.
 Em futura postagem estaremos contando um pouco mais sobre a primeira administração eleita pela povo, e curiosidades deste período de nossa história como: a greve dos barbeiros; a criação do DAE e construção da caixa d'água da Rua Monte Castelo; uma cidade sem vice prefeito ; prefeito e chefe da Usina ao mesmo tempo...Tem muita coisa para gente relembrar, e muitas estórias e história para você conhecer. Aguardem.


Texto: Adriano da Rocha

Fotos: Acervo Cosmopolenses
Fontes: Biblioteca do Acervo Cosmopolense e  Instituto histórico eleitoral Brasileiro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mundo moderno

Foto consagrada em diversos concursos no Brasil e no mundo, registro fotográfico feito pelas lentes do fotógrafo Marcio Salata na Usina Ester. Nos tempos modernos, a Usina Ester é a mais antiga Usina açucareira em funcionamento no Brasil, desde 1898.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Memórias e saudades...


O Bar do Bigode, e como me tornei  Cosmopolense de alma e coração
Texto Rogério Siqueira
Garoto de boné, Sérgio Siqueira, Nice Siqueira, sentadas: Janaína Corte (sobrinha do Bigode),  Raquel e Ciomara (amigas de Ana Cláudia) E Ana Cláudia (filha do Bigode)
  Meu pai, José Carlos Nunes de Siqueira, era conhecido em Cosmópolis pelo apelido de Bigode (infelizmente ele se foi em 2004), na cidade manteve alguns comércios entre os anos de 1975 e 1980. A  ida da minha família a Cosmópolis(além de mim e de minha mãe, dona Nice Siqueira, tenho dois irmãos, a Ana Cláudia, caçula, e o Sérgio, o mais velho) começou a ser traçada em 1973, quando meu pai, experiente dirigente de lojas de magazine em São Paulo-SP,  (cidade onde eu nasci e nós morávamos) recebeu uma proposta irrecusável para dirigir uma grande loja de móveis que seria inaugurada em Campinas-SP, atrás do Fórum, bem no Centro, chamada Manah Magazine, a loja foi muito bem  no início mas logo quebrou, os proprietários  de origem estrangeira, deram  um golpe na praça e se mandaram...Foi nessa época suponho que tenha se iniciado a ligação de nossa família com Cosmópolis. Ocorre que, em Campinas fomos morar em uma casa no bairro do Taquaral, na Rua Cônego Pedro Ponhome, em frente à linha férrea (que hoje não existe mais), á partir dessa época inclusive, me  tornei BUGRINO, com muito orgulho. O proprietário da casa alugada pelo meu pai, era o Sr Avelino Boaventura, morador de Cosmópolis (pela mídia, fiquei sabendo que um filho dele foi vereador por aí). Quando aManah Magazine foi pro buraco, meu pai juntou umas economias, vendeu uma casa que tínhamos no litoral paulista e montou, em sociedade com  um  tio meu (irmão de minha mãe) a "Fábrica e Loja de Calçados Mustang ", na Avenida Ester, ao lado da "Boutique Chamusca", aqui cabe um  parênteses: ( o dono dessa Boutique era um nordestino, do qual não me lembro o nome, mas muito exótico, dia desses, conversando com meus irmãos, eu disse que ele foi o primeiro "metrossexual", antes mesmo de este termo existir...O figura andava só de camiseta baby look, calça de couro colada ao corpo e botas de bico fino, sempre em tons chamativos, ele tinha um SP2 , o único da cidade naquela época, em cujo toca-fitas tocava, entre outros hits da época, “Severina Chique Chique", na voz do forrozeiro barrigudo, Genival Lacerda). E  vou te dizer: impressionava prá caramba aquela criança de dez anos que hoje lhe escreve essas memórias. No lado de cima do nosso estabelecimento comercial, ficava a Farmácia da Senhora Darcy, viúva,  com cujos filhos, Edna e seu irmão mais velho, que se não me engano se chamava Maurinho, eu e meus irmãos brincávamos, uma vez que os fundos da fábrica e da farmácia era um  único terreno onde haviam demolido algumas construções antigas.

  Da fábrica, me lembro de dois funcionários, o ''seu" Mariano, um senhor já idoso, muito calmo, que era o "gerente de produção", (ele viria a ser também o pizzaiolo do Bar do Bigode, que citarei mais á frente), além dele tinha um rapaz bem baixinho, órfão de pai e mãe, branquelo, e cheio de sardas, chamado Valdir, que chegou  inclusive a morar conosco por algum  tempo e passou a ser um "irmão" postiço. Por onde andará esse sujeito hein ? Lembro-me que ele era mais velho que eu  e meu irmão, devia ter uns 15 anos naquela época, mas era extremamente bondoso,  responsável e educado. O primeiro dos três endereços residenciais de nossa família em Cosmópolis foi  na Rua Max Herget, lá tínhamos como vizinhos e amigos, o Fábio, filho do diretor do "Grupo escolar Rodrigo Otávio Langard  Menezes", onde eu e meus irmãos estudávamos, não me lembro do nome dele (do diretor) mas me lembro da sua bondade, era um diretor a moda antiga, no melhor sentido da expressão, além disso, me recordo do carinho com que toda sua família tratava o irmão do Fábio, portador de paralisia cerebral e que vivia numa cadeira de rodas. Da Escola Rodrigo Otávio, destaco também o vice diretor, carinhosamente chamado de “Dantão”,  casado com a professora Maria Lúcia, sujeito sensacional, quando um aluno tinha algum  súbito problema de saúde em horário de aula, ele pessoalmente, com seu fusquinha,  levava  até em casa, vale lembrar que internet e telefonia celular nem se sonhavam em existir  na década de setenta. Além deles, destaco o professorFrancisco, que dava aula de português, sempre muito austero e usando uma boina, sua marca registrada.

   Outra figura importante, pelo menos para mim, era o Bedel Gentil, franzino, discreto, e amigo de todos os alunos. Lá no Colégio Rodrigo Otávio, iniciei minha “militância política” ao ser eleito vice-presidente do "Centro Cívico", o máximo que se podia exercer em termos de entidade estudantil nos anos duros da ditadura militar. Lembro-me dos colegas de escola dessa época, Adilson Stein, Edna , Clara Ester Rolfsen, Luiz Carlos Galinari e sua irmã, Idabel dos Reis Dinardi, José Luiz Bromel, Graziela Barbosa (filha do Barbosinha, histórico dentista de Cosmópolis) , Magnólia, Adolfo, cuja irmã trabalhava no Hospital Santa Gertrudes , Rachid, cujo pai tinha uma mercearia próxima ao cinema, entre outros. Ao lado da escola na “Praça do Rodrigo” havia um vagão de trem transformado em  lanchonete, na praça, usávamos os canteiros gramados da praça para antes e depois da aula, bater uma bolinha...
  Outro amigo daquela redondeza era o Julinho,  carioca e torcedor fanático do “Mengo”  ele vivia com sua irmã e sua  mãe que era viúva (o pai do Julinho havia falecido por conta da doença de chagas). Como bons cariocas, eles desfilavam na única escola de samba da cidade (comandada pelo Xande, um paulistano radicado em Cosmópolis, cuja filha era a melhor jogadora de basquete da cidade). Recordo-me de um desfile de carnaval em que Julinho, sua irmã e sua mãe, desfilaram aos prantos,  provavelmente com saudade do pai e marido que se fora precocemente. Outros amigos dali :Wladmir, um jovem  de origem grega que praticava levantamento de peso, um  figura conhecido como “Pink Floyd” , tipo maluco beleza, fã da banda homônima e que vivia com “tatuagens” do Pink Floyd  pelo corpo,  feitas com caneta Bic (rs), Diógenes, o pessoal do Bar e Mercearia do Ete, e a dona Mercedinha, uma senhora que morava na casa ao lado da  nossa .Casada com “seu Cezinha”, ela era bem  matuta, muito engraçada e generosa com  todos. Nessa época eu, meu  irmão, e a nossa turma costumávamos ir nadar no “Poção”, pegávamos “emprestadas” umas abóboras enormes plantadas nos fundos do Hospital , que davam origem a deliciosos doces de abóbora que as mães faziam...rs. Também  jogávamos bola num campinho atrás da nossa rua, (nessa época não havia casas  após a Max Herget, era só plantação de cana), havia um senhor já aposentado que ás vezes jogava bola conosco e de quem logo fiquei amigo, era o Sr Amaral, fiquei fã dele porque ele sempre ia para o campinho vestindo a gloriosa camisa verde e branca... Assim como eu, ele era bugrino !

  Quando a fábrica de calçados começou a ir mal das pernas, meu pai se desfez dela, e montou um bar lanchonete e pizzaria na Rua João Aranha, em frente ao posto de gasolina do Orlando Kiosia (que na época, era o prefeito de Cosmópolis) recentemente falecido, daí nos mudamos para uma casa, na rua dos fundos deste posto de gasolina, a casa  aliás, era de propriedade do próprio Kiosia.
Ali, os amigos da família eram o João Spana  (ele também era proprietário do local alugado pelo meu pai para montar o Bar do Bigode), me lembro do seu andar meio torto, por conta dos problemas no joelho causados na época em que erazagueiro da Ponte Preta, tendo inclusive figurado no esquadrão da macaca, campeão da divisão de acesso do futebol Paulista em 1969, timaço dirigido pelo mestre Cilinho. Além do Spana tínhamos muita amizade com os irmãos Selani,Álvaro, já falecido e Sérgio, que tinham  um açougue ao lado do bar. O Sérgio, se não me engano, ainda mantém um açougue na  Rua Monte Castelo. Eu e meu irmão costumávamos também ir  comprar doces no bar do seu Herculano e de seu filho João Leite, na Rua Campinas, em  frente ao posto do Kiosia e ao lado da lojinha de móveis do Salim.
Fachada do Bar e Pizzaria do Bigode, na Rua João Aranha. O garoto na Bicicleta é Sérgio Siqueira (filho do Bigode e atualmente Diretor da Federação Nacional dos Bancários), a menina de camiseta vermelha é Ana Cláudia Siqueira (filha caçuça do Bigode), e duas amigas Ciomara e Raquel. Na porta do Bar , ao centro Nice Siqueira, esposa do Bigode, e suas irmãs (cunhadas do Bigode) Maria Cecília e Vera Lúcia.
  Entre os fregueses que iam degustar as pizzas do Bar do Bigode, estava seu Eduardo Monte Oliva, dono do ferro velho  que ficava na rua ao lado (aqui uma passagem interessante sobre o ferro velho : um dos nossos colegas de escola morava naRua do Estádio Telmo de Almeida, o quintal de sua casa fazia fundos com o fundo do ferro velho...pois bem, a turma da escola ia na casa desse fulano, pegava umas garrafas que ficavam  armazenadas nos fundos do estabelecimento e iam vendê-las, ao próprio ferro velho...). Também andavam ali pelo bar, os irmãos Belo, Odair  e Zé Pivatto. Dos três, tínhamos mais amizade com o Odair, era mais falante e engraçado. Nessa época, o Zé Pivatto era ainda estudante universitário e oBelo passava pelo nosso estabelecimento toda manhã religiosamente, somente para ler os jornais que meu pai assinava. Sempre que encontro com o Zé Pivatto aqui em Brasília ou em São Paulo-SP, costumo relembrar com ele as histórias desse tempo. Meu pai também era muito amigo do seu Jair Kuhne, dono da padaria na Rua Campinas,  casado com Dona Isabel, que era muito gente boa e amiga de minha mãe. Outro grande amigo do “Bigode” era o Toninho Baiano, que até pouco tempo atrás mantinha um ferro velho por aí. Nessa época eu já era fanático por futebol, ia todo domingo ao campo doCosmopolitano, o estádio Telmo de Almeida que ficava duas ruas acima de casa, adorava assistir os grandes jogos desse esquadrão alviverde, que na época rivalizava com o "Botafoguinho",  com o time da Usina Ester(este, ainda não era oFunilense que viria a disputar a terceira divisão do futebol paulista), e com o Vila Nova. Assim me tornei torcedor doCosmopolitano, e de seus excretes (tradicionalmente os times se apresentavam com dois quadros , o primeiro time e o segundo, uma espécie de aspirante), me lembro bem do goleiro Válber, cuja família era proprietária do único cinema da cidade, do centro avante Ailton, goleador  nato, do lateral direito Pantera... Exemplos que poderiam  ter  trilhado carreira no futebol profissional sem fazer vergonha. No segundo quadro, havia o Claudinho,  meia esquerda habilidoso,  que trabalhava na farmácia do Átila, farmácia aliás, fundamental para minha recuperação quando tive hepatite...O Durvino, outro funcionário do seu Átila, ia em casa todo dia (durante um mês !) me tascar uma injeção.

   Ainda entre os clientes do Bar do Bigode, havia uma turma de caminhoneiros, pessoal que puxava cana para a Usina Ester, gente humilde,  com grande sabedoria popular. Me lembro do Jair Bertolo,  Anézio Guidolin, Alcindo Galinari, Cuíca, o  Marcílio, tratorista aposentado da Usina Ester,  Paletó, um negão gente boa e que vivia fazendo bicos para o meu pai, Capatinho, filho caçula do vereador João Carlos Capatto, com quem fiz minha primeira “entrevista jornalística” , aos 12 anos, como trabalho de escola. Entre a turma da Replan que frequentava o bar, muitos inclusive vindos do nordeste e fixando residência em Cosmópolis, tinha o Paraíba, o Salatiel, cuja filha, Edna (já citada)  era a melhor aluna da minha sala de aula no Rodrigo Otávio. Aos domingos as atrações do Bar do Bigode eram as memoráveis rifas de Curimbatá, Pintadoe outros peixes, que garantiam o almoço da freguesia sortuda.

 Agradeço ao meu pai, por ter me dado à oportunidade de já com 12 anos de idade, poder trabalhar, dar valor ao ganho do pão. Hoje, ao saber do encerramento das atividades do Bar do Tabajara, que eu e meu irmão frequentávamos todos os domingos á noite, após a sessão de cinema  no "Cine Teatro Avenida", lembro quando íamos fazer um lanche e assistir os gols da rodada, relembro o quanto se aprende de psicologia de vida, com os vários tipos que conhecemos no balcão de um  buteco.

  Seguindo o roteiro etílico da Cosmópolis daquela época, tínhamos o "Bar do Bambú", amaldiçoado pela “sociedade cosmopolense” cujos donos eram o casal Tião e Dita, ficava próximo a Rua Campos Sales, rua da delegacia e da prefeitura, e onde fixamos nosso terceiro e último endereço residencial. Nossa casa era bem em frente à delegacia e por conta da proximidade, tínhamos muita amizade com o Soldado  Joel, e um outro que se não me engano era apelidado de Alemão. Essa nossa casa também ficava perto da Igreja Matriz, me lembro que nesta época, mandaram para Cosmópolis um “aspirante a padre”, para substituir o Monsenhor Rigotte que já era octogenário...Pois, esse sujeito fez sucesso entre as "moçoilas igrejeiras" ... Sumiu da cidade, coincidentemente quando eclodiu um boato de que  uma de suas “ovelhas” havia engravidado.
Outra curiosidade desta minha Cosmópolis é a figura do Aldânio, que fazia o papel de rádio da cidade. Quem já passou dos quarenta anos sabe que não havia rádio em Cosmópolis nos idos de setenta e poucos, mas havia o Aldânio, locutor autodidata, que com sua Kombi caindo aos pedaços e munida de um equipamento de som  bem  humilde, ia para a praça central ás sextas, sábados e domingos, tocar os hits da época e ganhar um troco, fazendo propaganda das casas comerciais que o contratavam. Pois bem, eu e meu irmão éramos nomeados pelo velho Bigode, para em nosso passeio noturno pela praça, conferir quantas vezes o Aldânio havia executado a propaganda do Bar e pizzaria do Bigode, por ele contratada. Algumas figuras folclóricas habitavam o dia a dia da cidade, havia um andante (não gosto do termo mendigo, moradores de rua, na maioria das vezes carregam histórias de vida surpreendentes) chamado Argemiro. Nunca vou me esquecer de como ele agia... O Argemiro não pedia nada, ele só olhava para as pessoas, com  um olhar muito singelo, mas não  pedia , nunca! Olhava, e olhava, e conquistava a generosidade de quem queria ser generoso com ele, só com o olhar. Dizia a lenda, que ele se transformara num andante e alcoólatra porque teria incorporado uma entidade espírita que não deixou mais seu corpo. Lenda é lenda...

  O velho Bigode também era conhecido em Cosmópolis pelos seus Aero Willys. Enquanto moramos por aí, ele teve três, um cinza, um amarelo com  teto de vinil preto e um azul, este último, especialmente  lindo, e dele mais um episódio curioso. No dia em que ele vendeu o Aero Willys azul, o comprador do carro, cometeu um  homicídio, e se evadiu com o carro. Qual o boato na cidade?  Adivinhem,  quem  matou foi o dono do Aero Willys azul, e pouca gente sabia que o carro já não era do meu pai. 
Ana Cláudia (filha caçula do Bigode), eu,Rogério Siqueira (filho do meio), Sérgio Siqueira (filho mais velho) e Dona Nice Siqueira (esposa). 

  São aventuras e desventuras, dessa Cosmópolis que ajudou a me formar como pessoa, como cidadão, e para a qual só tenho agradecimentos. Enfim, são muitos causos eternizados em minha memória, desse tempo em que aprendi a ser caipira, e disso muito me orgulho!

Rogério Siqueira              
Brasília, 17 de março de 2012


 Rogério Siqueira é jornalista, hoje tem 46 anos e atualmente mora em Brasília-DF. Morou em Cosmópolis entre 1975 à 1980. Apesar da distância e dos contratempos  da vida que o impedem de voltar a cidade, Rogério tem Cosmópolis na sua história, e muitas de suas melhores lembranças da infância vividas aqui. Muito obrigado pela viajem no tempo através de suas memórias, que tenho certeza também fazem parte da memória de muitos que leram a sua história. Uma Cosmópolis hoje desconhecida por muitos, uma Cosmópolis que faz muitos terem orgulho de te-la como parte de sua história de vida.



Originalmente postada em nosso antigo blog Cidade de Cosmópolis em 2012.

sábado, 3 de novembro de 2012

  1. Decibelímetro digital...O nome do novo aparelho adquirido pela prefeitura de Cosmópolis. Mas o que é um decibelímetro digital? Um aparelho medidor de volume, para auxiliar nas multas e apreensões de carros com som alto, estabelecimentos com música ao vivo, e todos que infringirem as nomas de som na cidade. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dia de Finados, dia do eterno amor...

Sempre vivos em nossas lembranças e nos nossos corações.
Caminho para o cruzeiro no cemitério municipal de Cosmópolis
 Uma data exclusivamente Católica, comemorada a mais de 2 mil anos em homenagem aos fiéis falecidos,  data que celebra a vida eterna junto a Deus dos entes queridos  falecidos. Antigamente  o dia de finados também era conhecido em algumas regiões do Brasil, como o Dia do eterno amor , o significado ao nome seria que quando amamos uma pessoa ela nunca morre, permanecendo sempre  eterna em nossas vidas, viva em nossos corações. O verdadeiro significado do Dia de Finados  na Igreja Católica é este o amor pela vida, e celebrar neste dia que a vida é eterna e nunca termina quando se existe fé em Deus, sendo que o principal fundamento da vida Cristã é viver eternamente em comunhão com o criador, seja na vida ou na morte. Os Protestantes em geral  não guardam a data, e afirmam que a doutrina da Igreja Católica de guardar o dia e rezar aos falecidos, é desprovida de contexto bíblico, sendo que a  única citação a celebração está em  II Macabeus 12,43-46, porém este livro não é reconhecido pela Igreja Protestante, e por este motivo a data não tem valor nas Igrejas Evangélicas.

   Em Cosmópolis, a data somente foi celebrada no cemitério municipal no inicio do século passado. O motivo foi que o cemitério edificado em 1896, foi criado por colonos protestantes, imigrantes suíços e alemães, na maioria membros da Igreja Luterana, que desconhecia a data na sua liturgia cristã. O cemitério desde a idealização do Núcleo Colonial Campos Salles em 1895, já fazia parte do projeto do núcleo de imigrantes, e neste cemitério somente eram sepultados membros da comunidade Luterana, ou seja fiéis da doutrina protestante. Até o inicio do século passado eram raras as exceções de imigrantes de crença católica, ou Paulistas enterrados no cemitério local. Os primeiros católicos a serem sepultados no cemitério municipal, foram imigrantes italianos, isso em 1900, uma mulher da família Capraro e uma criança da família Tavano.  O então intendente de Campinas na época e ex presidente, Campos Salles, em visita aos núcleos coloniais de Cosmópolis em 1897, oficializou o cemitério Luterano como público, destinando 6 mil metros quadrados para o sepultamento dos mortos, fossem católicos ou protestantes. As mudanças se tornaram necessárias devido  as contantes epidemias de febre amarela  na região em 1889 e 1896, que dizimaram  Campinas e toda região, e várias cidades do Brasil. A epidemia de febre amarela, forçou os governantes da época a mudarem as normas de instalação de cemitérios em todo Brasil, tornando os locais públicos e não mais exclusivos de determinadas religiões. O ex presidente Campos Salles, nascido em Campinas, foi presidente da republica, governador de São Paulo, e prefeito de Campinas nos períodos mais graves do surto da doença,  junto com  as autoridades da época  foi um dos responsáveis pelas mudanças nos cemitérios da nossa região.
Os Paulistas e descendentes dos primeiros moradores da cidade de Cosmópolis, antes da imigração e da criação dos núcleos coloniais, eram sepultados em Limeira no cemitério municipal  da cidade. Porém muito antigamente, nos tempos das Bandeiras, da passagem dos Bandeirantes, tropeiros, mercadores de escravos, e  no início da desbravasão das terras cosmopolenses, existia um cemitério na região onde hoje está edificado o Cristo no morro da Santa Cruz, nesta região até a década de 40, estavam enterrados cerca de 15 pessoas, possivelmente caboclos e descendentes de Bandeirantes. Os sepulcros eram simples covas, demarcadas cada uma com uma cruz feita de madeira (possivelmente Jacarandá Paulista ou Peroba), coberta cada sepultura  com pedras (costume bandeirante)  Em 1950, o local foi utilizado para o plantio de cana de açúcar, transformando o antigo cemitério em canavial. O restos mortais foram encaminhados para o então cemitério municipal, onde foram sepultados em uma cova sem identificação. Mais dois cemitérios existiam nesse período, um na região do Bairro do Coqueiro (ainda existente), e um outro de escravos no antigo Morro do Carão (hoje bairro do Cidade Alta). Destes cemitérios desconhecidos por muitos cosmopolenses, iremos falar em outras postagens, feitas especialmente para este assunto.

Texto e fotos  Adriano da Rocha

97º Festa de Santa Gertrudes


PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA
1º Dia do Tríduo:
13/11 (terça-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite) 
2º Dia do Tríduo:
14/11 (quarta-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite)
3º Dia do Trídulo:
15/11 (quinta-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite) 
DIA SOLENE E FESTIVO DE SANTA GERTRUDES,
PADROEIRA DE COSMÓPOLIS 16/11
16/11 (sexta-feira) – 19h30: Santa Missa Solene e Festiva, com a participação de todas as pastorais, movimentos, comunidades (São Paulo Apóstolo, São José e Santos Arcanjos) e todo o povo, seguido a procissão pelas ruas centrais da cidade, concluindo com a Oração à Santa Gertrudes na intenção de todos os paroquianos e colaboradores da festa.
Durante a Missa será inaugurado e apresentado para a comunidade o Coral Santa Gertrudes, que irá animar a celebração, formado por membros da comunidade sob a regência do Maestro Robson Cavalcante. Na ocasião também será apresentado ao povo o novo informativo paroquial, que substituirá a atual Agenda Mensal.
PROGRAMAÇÃO SOCIAL:
Toda a programação social acontecerá na Praça da Matriz Santa Gertrudes e no Salão Paroquial. Em todos os dias haverá variedade de barracas e sorteios de brindes e poupanças. As cartelas para os sorteios das poupanças podem ser adquiridas na Secretaria da Igreja durante o expediente.
10/11 (sábado): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
11/11 (domingo): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
16/11 (sexta-feira): Quermesse na Praça da Matriz e Show com a Banda Alpha – centro – às 20h30
17/11 (sábado): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
18/11 (domingo) – último dia da festa:
  • ·         10h30: XIII Romaria dos Cavaleiros, saindo da Comunidade Senhor Bom Jesus (Nova Campinas) até a Praça da Matriz Santa Gertrudes, onde haverá acolhida e bênção dos cavaleiros e animais que participarem da Romaria. Em seguida haverá almoço comunitárioLeilão de Gados e Sorteio de uma Poupança no valor de R$3.000,00 (Três Mil Reais).

VENHA PARTICIPAR E TRAGA TODA SUA FAMÍLIA PARA FESTEJAR  A PADROEIRA DE COSMÓPOLIS E DA AGRICULTURA