segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A NOITE DAS ÁGUAS

GRANDE ENCHENTE DE 1970
Texto e Fotos Adriano da Rocha
Casa das máquinas da Usina Esrer na manhã do dia 25 de Fevereiro.
  A noite de 24 de Fevereiro de 1970 ficou marcada na história de Cosmópolis, como a noite da maior enchente de nossa história, foi à noite que mais choveu desde a grande enchente de 1929 (14/01/1929). A cidade amanheceu em pânico e grande parte da Usina Ester ilhada com a derrubada de três grandes pontes sobre os rios Jaguari e Pirapitingui, colonos da Granja e demais colônias ficaram sem acesso a Usina e a cidade com o desmoronamento das pontes levadas pelas águas dos rios. No bairro do Baguá, atual Bela Vista, muitas casas da Rua Coronel Silva Teles tiveram seus quintais e até mesmo as casas em alguns pontos invadidos pelas águas do Ribeirão Três Barras. Nos bairros do Nova Campinas e Núcleo Campos Salles os prejuízos foram vários, desabamentos de casas a perda de lavouras inteiras. A manhã do dia 25 de Janeiro foi de prejuízos materiais em toda cidade e principalmente na Usina Ester onde maquinários foram queimados. Uma data que ficou marcada na memória de muitos cosmopolenses, como a noite das águas.


Ponte sobre o Rio Jaguari uma semana antes da grande enchente, que na madrugada do dia 24/02 destruiu totalmente a ponte.




  Os últimos meses do ano de 1969 ficaram marcados em todo o estado de São Paulo como meses de uma grande estiagem que teve inicio em grande parte do estado no final do mês de Setembro. Em Cosmópolis o clima seco era insuportável e a falta de chuva já alarmava a cidade, agricultores contabilizavam os prejuízos nas lavouras de várias culturas, principalmente na cana de açúcar que na cidade de Cosmópolis era o carro chefe do setor agrícola, setor que movimentava a cidade financeiramente na época. O ano de 1969 terminava, e o mês de Janeiro começava trazendo esperanças aos agricultores com uma pequena chuva no dia 11, a chuva cessou no dia 12 e continuou forte até o dia 17, quando em 18 de Janeiro às águas dos rios Jaguari e Pirapitingui já mostravam suas forças e o inicio da grande enchente, técnicos da Usina Ester já alertavam a prefeitura. O nível do Rio Jaguari chegava a 4 metros acima do normal do mesmo período no ano de 1969. Na manhã do dia 19 de Janeiro as chuvas eram fortes, um homem caiu com sua charrete da ponte do Rio Pirapitingui , o cavalo morreu na hora, e o homem foi levado em estado grave ao hospital das clinicas em Campinas no distrito de Barão Geraldo.

Ponte sobre o Rio Jaguari em Setembro de 1969 na época de estiagem.
 Abaixo fotos da mesma ponte em registros feitos entre os dias 17 e 18 de Fevereiro de 1970




 A força das águas do Rio Pirapitingui foi tamanha que destruiu uma parte do famoso Paredão, e trouxe pânico aos moradores de colônias próximas à represa do rio. Algumas casas das colônias do Jaguari foram invadidas pelas águas, e  casas da colônia do Ranchão tiveram seus telhados desabados pela força das chuvas que eram incessantes e diárias. A Usina estava em alerta, os rios subindo metros em poucas horas pela intensidade das chuvas, no céu imensas nuvens de chuva se formavam entre os pequenos intervalos de calmaria, que logo eram interrompidos por fortes chuvas. A cana que nos meses da estiagem não crescia, nas semanas da enchente cresceram mais de dois palmos, cana adora água, e para os canaviais o período das águas foi de fartura, ao contrario para os moradores e funcionário da Usina Ester que narram as semanas da enchente como um período que ficou marcado pelo pânico e lembrado por muitos colonos como o “fim do mundo”. Abaixo alguns trechos do diário da Usina Ester sobre a enchente de 1970, recolhidos do livro de 100 anos de história da empresa.


13h00 horas – “Chuva, chuva, chuva, não quer mais parar. Parece que iremos voltar a 1929, nunca choveu tanto assim, a cana cresceu nas últimas horas um palmo, vamos ter safra de oito meses. Às 13 horas do dia 22, o Sr Ebeling dá ordens para preparar todas as talhas existentes na Usina Ester, e prepara-las para o pior. Em caso de perigo vamos usá-las para levantar as maquinas da casa de força”.
 
“A pinguela sobre o rio não resistiu mais, o rio subiu 70 cm em menos de 4 horas, e outra forte pancada de água a cair. Vai mesmo voltar 1929, precisamos prever o impossível. Às 14h30min o senhor Maia chega a Usina pedindo apressadamente cordas e câmaras de ar para salvar um homem que caiu da ponte do Pirapitingui”.
 “As noticias na região são alarmantes. O Dr. Paulo Neto colocou um jipe à disposição do prefeito de Cosmópolis para que ele possa verificar situação geral do município. ”

“ Às 15h30min horas. O senhor José Toledo vem correndo da repressa dizendo para providenciar imediatamente pessoas com ferramentas e sacos vazio para fazer uma barragem lá. O paredão corria o risco de desmoronar. Gente trabalhando a todo lado, quando chega noticias da casa de força, faltava menos de 1.60 metros para a água invadir o salão das maquinas. A situação está perigosa. ”

“ Às 19h00. Está escuro mais os serviços na ponte continuam. Na casa de forças faltam 1.40 para a água entrar. O senhor Ebeling dá a seguinte ordem: no momento em que faltar 1 metro vamos parar os geradores e iniciar os trabalhos para levantar as maquinas. Chamou o senhor Carlos Capraro e informou a respeito, ele deve comparecer com todos os carpinteiros. O Dr. Paulo Neto foi até a represa e ficou impressionado com, faltavam menos de 1,26 metros para às águas invadirem a casa de força.”.


Represa do Rio Pirapitingui (Paredão) em registro feito na primeira grande enchente de 1929


 A enchente de 1970 ficou marcada na história de Cosmópolis e principalmente na história da Usina Ester, a força das águas trouxe inúmeros estragos e prejuízos para empresa, o rompimento de barragens, a destruição de pontes, e a perca de maquinários danificados pela invasão das águas nos barracões da Usina, algo nunca imaginado que poderia acontecer devido à altura das instalações. A força das águas foi algo monstruoso e sempre narrado pelos antigos moradores que vivenciaram o poder de força das águas com palavras de medo e aflição, como escrito no inicio da postagem o “fim do mundo”. No paredão nos dias de hoje ainda pode ser encontrado alguns pedaços do rompimento das barragens, que destruiu uma parte do local. Também em alguns trechos do Rio Jaguari que cortam as terras da Usina Ester, ainda existem destroços das pontes destruídas pela força da enchente, e no local conhecido como “Poção” às vigas de tijolos e pedras que serviam como alicerce para ponte levada pelas águas, uma construção do final do século 19, que ligava as terras da Usina a atual cidade de Americana.

Registro fotográfico feito no dia 25 de Fevereiro depois da destruição da ponte pelas águas do Rio Jaguari.
2013..Destroços da antiga barragem do Paredão no Rio Pirapitingui, a força das águas foi tamanha que destruiu a casa de força e uma grande parte da estrutura do paredão.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

DOMINGO DIA DA MACARRONADA...

Texto Adriano da Rocha 
Foto Acervo  Pastifício Selmi
 Domingo dia do tradicional almoço com a família, ao qual não pode faltar na mesa de grande parte dos brasileiros a famosa macarronada e o franguinho "arrichiado". Você sabia que a primeira fábrica de massas do Brasil surgiu em Campinas em 1887, o Pastifício Selmi, que hoje fabrica os famosos macarrões Galo e farinhas de trigo Renata, entre outros produtos consagrados no Brasil e no mundo. Os fundadores Adolfo Selmi, Aladino Selmi e Hugo Gallo, eram figuras muito conhecidas em Cosmópolis, cidade a qual os "macarroneiros" tinham como segundo berço e morada, e muitas das receitas dos famosos macarrões eram de mamas cosmopolenses, em especial da família Scorcione e outras mamas da fazenda Jacutinga. Em Cosmópolis tem muitos causos a ser contados sobre o Comendador Aladino Selmi, uma figura que fez parte de nossa história popular, e que foi homenageado na década de 80 com uma rua na região do Parque Ester.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AINDA ONTEM...

Texto Adriano da Rocha
Foto Família Rose Andreoni

   Amizades sinceras e verdadeiras são poucas em nossas vidas, a sabedoria Paulista bem diz que os verdadeiros amigos são contados com os dedos de uma mão e ainda nos sobram dedos na conta. O poeta inglês William Shakespeare a mais de 500 anos escreveu:” Longas amizades continuam a crescer, mesmo a longas distancias”. Está foto representa bem a palavra amizade, uma amizade que dura a mais de 60 anos, entre os amigos Antonio Rosa e Azael de Quintal. Registro fotográfico de 1955 na Rua da Biquinha, hoje Rua Baronesa Geraldo de Rezende, os dois amigos Nico Rosa e Azael Quintal  montados em seus cavalos em posse para o registro feito pelo fotografo (retratista e photographo como se dizia na época) Guilherme Hasse. Na foto você pode ver ao fundo a rua da estação de trens da Sorocabana, a qual se vê um pequeno pedaço na foto do cruzamento das ruas João Aranha e Baronesa. A segunda foto de 2013, os mesmos amigos em uma tarde na casa do Nico Rosa, a amizade ainda existe e mesmo com as distancias do dia a dia, continua ainda sincera e fiel como quando surgiu a mais de 60 anos atrás. 


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PROGRESSO??

 Progresso em outras terras à noite é a chegada de alunos nas faculdades, ônibus e vans chegando às indústrias e fábricas trazendo felizes empregados, qualificados nos cursos técnicos oferecidos em parceria pela prefeitura... "Progresso" na minha terra em uma noite quente de quarta-feira dia 20, é ir ao caixa eletrônico do Itaú às 21 horas e encontrar uma fila que dobra a esquina com mais de 90 funcionários de "empreiteiras" depositando seus vales em contas de outros estados. Inconformado com este "movimento" financeiro, você vai ao Bradesco e vê a mesma situação, e no banco ao lado o Santander menos cheio pelo motivo de não existir mais envelopes para deposito. Este é o "progresso" da minha terra, que pela manhã quando o sol está a nascer, você encontra filas de ônibus e vans as dezenas que saem da cidade levando milhares de "cidadãos" para trabalhar em cidades vizinhas. "Progresso" na minha terra é "morar" em uma velha casa popular 50 pessoas ou mais, que chegam nessa casa apenas para dormir ou "zuar" no final de semana... Progresso, progresso, progresso da minha terra que a maioria dos novos CNPJ ou CIA são para Igrejas, bares e "empreiteiras", a outra grande parte nem dá contas ao fisco. Progresso, oww progresso da minha terra, que por mais que às vezes seu filho não entende, mesmo assim não deixa de te amar e sonhar com um progresso de verdade nesta minha terra, quem sabe, quem sabe, espero não morrer esperando...

Ancermo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

FIM DE HISTÓRIA?

Demolição das colonias da Usina Ester, mais de 100 anos de história indo à baixo com o "consentimento" do poder público cosmopolense... 
 Foto Bruna Grassi

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

BONDE DA ALEGRIA...

Texto e foto Adriano da Rocha
  Carnaval de 1954... Bloco "Bonde da alegria", formado por amigos da Vila ( Avenida Esther), destaque para as três "moças" da foto Rage Baracat, Agostinho Bueno e Jair Kuhne. Criatividade era a marca dos carnavais cosmopolenses, criado e organizado pelos próprios foliões cosmopolenses. O bonde criado com caixas velhas de bacalhau, lençois e algumas bicicletas, o bonde era "patrocínado" pelos comercios: Bar São Pedro, Loja do Povo José Bichara, Oficina mecânica do Everaldo Sass, e Abel Pedreiro. O patrocínio na verdade era para comprar o combustivél do bonde, cachaça e cerveja.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

CARNAVAIS COSMOPOLENSES...

 CARNAVAIS DA SAUDADE...
Texto Adriano da Rocha


  Todo  ano é sempre a mesma prosa, reclamações e reclamações do carnaval cosmopolense, este ano não poderia ser diferente, com a "contenção de gastos" da prefeitura, não haverá shows de bandas, arquibancadas, e nem mesmo a presença do tradicional bloco da terceira idade na avenida, 2013 será novamente um carnaval ao som de "marchinhas" made in Bahia e Rio funk, em um local inapropriado para tal evento. O carnaval cosmopolense diz o filho da terra, há tempos morreu pela incapacidade política de se manter vivas as tradições dos velhos carnavais Paulistas, o carnaval de blocos, corsos, o carnaval da alegria familiar na Avenida. O carnaval em Cosmópolis que em outrora foi um dos orgulhos da cidade, morreu quando saiu da Avenida Ester, morreu quando Zé Pereira e sua vaca morreram com seus criadores, morreu quando as bandinhas e corporações musicais foram extintas por falta de incentivo. A verdade é ainda mais triste sobre essa "morte", o carnaval cosmopolense morreu quando o povo cosmopolense perdeu o amor por Cosmópolis e suas tradições, o poder público é sim o grande algoz deste triste fim, mas o povo viu tudo, sorriu, balançou e nada fez. Nossos grandes carnavais não eram financiados pela prefeitura, fosse ela a de Campinas nossa antiga cidade mãe, ou os governos que surgiram depois da emancipação, nosso carnaval era financiado pela alegria do povo, pelos sorrisos dos boêmios a procura de um amor, dos casais felizes a comemorar seu amor na avenida, à festa era do povo e o povo era quem organizava e fazia essa festa. Reclamar do carnaval, e dizer que o carnaval das cidades vizinhas é melhor que o nosso, é ser omisso a uma realidade que o carnaval cosmopolense morreu quando o povo perdeu sua união e o amor pela cidade...

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CINE COSMÓPOLIS PLAZA


2006...Cine Cosmópolis Plaza.
  Inaugurado em 16 de Janeiro de 2001, o Cine Cosmópolis Plaza possuía 3 salas de cinema no Shopping Cosmópolis Plaza. Eram três salas de altíssima qualidade, com ar-condicionado, equipamentos totalmente digitais, e bilheteria informatizada. O cinema do Shopping funcionou até 13 de Setembro de 2007, quando por falta de público fechou sua última sala.

Obs: Cosmópolis teve seu primeiro cinema em 1912, inaugurado no Salão do Mútuo Socorro, e no inicio da década de 20, inaugurado na Avenida Ester, onde funcionou com o nome de Cine Teatro Avenida até 23 de fevereiro de 1995, sendo o "O Rei Leão" o último filme apresentado.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

CARNAVAL 2013 COSMÓPOLIS

Carnaval na Avenida
Mesmo com contenção de gastos segundo a administração, o carnaval 2013 organizado pela prefeitura de Cosmópolis promete ser animado. Serão quatro dias de folia com baile popular de carnaval na Avenida Centenário (Avenida da Rodoviária), concentração na Secretária de Cultura (Antigo Grêmio estudantil). A festa de carnaval tem inicio no Sábado dia 09/02, e vai até o dia 12 de Fevereiro, folia animada com som mecânico até às 22h00 e logo após show ao vivo com a banda cosmopolense Bang-Bang. Praça de alimentação no local, entrada livre e gratuita todos os dias.

Carnaval no Cosmopolitano
 Tradicionais matinês são destaque no Cosmopolitano a mais de 40 anos. Uma folia para todas as idades, com músicas ao vivo relembrando os antigos carnavais familiares do clube. A folia no  Cosmopolitano tem inicio no Domingo dia 10/02 às 15h00 às 21h00, e na Terça-feira (12/02). Ambiente com total segurança e ampla praça de alimentação, o valor da entrada para não sócios do clube será R$ 10,00, e crianças acima de 7 anos de idade o valor R$ 5,00. Para maiores informações  e reservas você pode ligar na secretária do clube (19) 3872 -1917.


Carnaval na Usina Ester
Neste ano de 2013 pode ser o último carnaval organizado no clube da Usina Ester, segundo a nova administração da empresa. A folia organizada por funcionários e ex-funcionários no clube da usina, é reservado com venda de ingressos antecipados. Os tradicionais bailes tem inicio nesta sexta-feira (08/02) e segunda-feira (11/02) com inicio às 21:30 hrs no clube da Usina Ester. Animação musical com a Banda do Funil, interpretando sucessos musicas dos antigos carnavais, marchinhas, sambas enredo e raiz. Reservas e maiores informações ligue: 9758-1795 falar com o Bomba.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MEMÓRIA MUSICAL

Sucesso em todo o Brasil e proibição em Cosmópolis.
Texto e fotos Adriano da Rocha
Aurora Miranda e Raul Torres
 Há 78 anos atrás a embolada Paulista "Seu João Nogueira", era sucesso em todo Brasil nas vozes de Aurora Miranda e Raul Torres, um estilo musical novo criado por Raul Torres misturando o ritmo nordestino com o improviso do cururú Paulista, estilo musical que se tornou sua marca registrada na década de 30, e slogan no disco e emissoras da capital federal Rio de Janeiro, de o "Rei da Embolada". Em um modo caipira e bem humorado , Raul Torres  fazia as rimas sobre assuntos diversos, e em algumas emboladas entre as estrofes algumas tiradas sobre a politica da época ou situações vividas pelo povo no seu Brasil caipira. Em Cosmópolis a embolada foi proibida por uma famosa usina açucareira da época, que segundo os proprietários a música era imoral e maliciosa, porém a verdade era bem outra...

Gravação Odeon de 1935, com Raul Torres sua embaixada e participação de Aurora Miranda. Embolada Paulista, estilo criado por Raul Torres na década de 20, seguindo a embolada nordestina, porém totalmente diferente na adaptação do Torres, que se tornou rei neste estilo musical sem nunca ter viajado para o Norte e Nordeste, antes de criar o estilo, simplesmente ouviu alguns emigrantes nordestinos cantando em uma praça no Rio de Janeiro quando se apresentava em uma emissora da capital, e recriou o estilo dos nordestinos, que basicamente era uma embolada desafio feita com dois pandeiros. Raul adaptou o estilo nordestino misturando o ritmo com o cururú Paulista, que é feito com uma base em um refrão e os outros versos no improviso. O novo estilo foi um grande sucesso em todo Brasil, e se tornou uma das marcas registradas do cantadô. A embolada do vídeo é uma composição de Raul Torres com seu grande parceiro de sucessos João Pacifico. O prestigio de Raul Torres no meio artístico da época era fantastico, gravou com os maiores cantores e cantoras da época, como Francisco Alves, Irmãs Batista, Moreira da Silva, Pixinguinha, entre tantos outros. Nesta embolada Paulista Raul Torres tem a participação da consagrada Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda. Gravação que foi um grande sucesso na época e destaque na carreira da cantora Aurora Miranda.

1941...Desfile das rainhas do carnaval da Usina Esther.


 A história da música em Cosmópolis:
 
 No lançamento da música e o sucesso nas emissoras de rádio da Capital e interior, a embolada se tornou um sucesso popular em todos os meios sociais da época. Em Cosmópolis a direção da Usina Esther, recebeu uma ordem dos proprietários para a proibição da música nas festas dos funcionários, e até mesmo nas cantorolas de serviço. O motivo segundo os proprietário da Usina, a família Nogueira, era que a embolada era uma música indecente e impropria, merecia ser taxada assim pela censura.Mas a verdade é que a embolada era uma critica feita pelo consagrado cantor Raul Torres e João Pacifico (nascido em Cordeirópolis-SP) a um João Nogueira que era parente próximo dos famosos Usineiros Paulistas, que na época eram donos de muitas terras no interior Paulista, a também figuras de destaque na politica Paulista e brasileira no século passado.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

GEPAN 56 ANOS

Texto e foto Adriano da Rocha

Janeiro de 1957- Construção da Escola Estadual Dr. Paulo de Almeida Nogueira, mais conhecida por alunos e ex-alunos como GEPAN. Inaugurada em dois de Fevereiro de 1958, completa neste de 2013, 56 anos de história na educação cosmopolense. Criada como escola modelo na gestão do prefeito Zé da Peje (José Garcia Rodrigues), foi a primeira grande escola de Cosmópolis, e nos dias de hoje tem capacidade educacional para 1200 alunos. Antes da construção da escola, no local funcionava o Posto de Sericultura do Estado de São Paulo, criado na década de 20 pelo então secretário de agricultura Paulista Major Levy Sobrinho, para o beneficiamento do bicho da seda que nas primeiras décadas do século passado foi uma das culturas predominantes na região onde hoje existem os bairros da Bela Vista e Itapavusu.