terça-feira, 21 de maio de 2019

CÉUS DA MINHA TERRA

PELOS OLHOS DOS MEUS FILHOS


 Há quem duvide, insistindo em outros pontos pelo mundo. Isso, por não conhecer o romper da aurora, o“deitar”, “adormecer”, “the sunset”, as despedidas do sol, em Cosmópolis.

Paulistamente afirmando, “repare bem, não é gaborsia de capiau”.

Quem conhece, quem já viu este “show diário no firmamento”, pode garantir: 
“Não existe pôr do sol mais fantástico, singular há cada dia, igual aos dos céus cosmopolenses”.

↪️ Registro feito nesta terça-feira (21), na SP-332, Rodovia professor Zeferino Vaz, na região da Fitesa.

Ah, o anoitecer e amanhecer , são surpreendentes também!!!
📸 Foto Conceição Tetzner
Texto Adriano da Rocha

segunda-feira, 20 de maio de 2019

NOITES FRIAS COSMOPOLENSES


 Fim da noite, despertar do frio nos últimos dias de maio. No relógio 5h30, sensação térmica de 12 graus. Registros desta segunda-feira (20), início da semana, já marcada pela chegada do frio em Cosmópolis.
Imagens da Praça do Rodrigo (Presidente Kennedy), entre as ruas Moacir do Amaral e Ataliba de Carvalho. Olhares em preto e branco, série de registros captados por Afonso Garcia.

OBRAS DE RESTAURAÇÃO DO TRENZINHO COMEÇARAM

PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA

Em destaque, marcas do incêndio criminoso que destruiu parte das ferragens e cabine do maquinista. O crime foi cometido em 2015 / Fotos Prefeitura de Cosmópolis 

 Depois de anos de total abandono, marcado por pichações, roubos de peças, incêndio criminoso, e até invasão por moradores de rua, o trenzinho será restaurado.

As obras de restauração e recuperação do patrimônio público, serão realizadas por iniciativa do grupo Ester Agroindustrial. Todo custo das obras de restauração, assim como a revitalização do espaço, serão totalmente custeados pela empresa, resultado de uma parceria com a Prefeitura.

Foto Prefeitura de Cosmópolis

Foto Prefeitura de Cosmópolis

A limpeza do trenzinho, recolhimento de lixo das engrenagens e higienização da máquina, tiveram início nesta segunda-feira (20). Foram recolhidos das engrenagens e cabine do maquinista, roupas velhas, restos de alimentos, e objetos utilizados para o uso de drogas.

A higienização e limpeza foi necessária devido aos resquícios de fezes humanas. O local estava sendo utilizado como banheiro e ponto para uso de drogas.

Para garantir a segurança das obras, evitando vandalismo e invasões, principalmente a preservação das etapas de restauro, o trenzinho será totalmente isolado. Uma parede feita com tapumes de madeira está sendo construída nos entornos da obra.

Os serviços de restauro, totalmente custeados pela Usina Ester, serão realizados por uma empresa cosmopolense, a Zanelato Engenharia. Nos cronogramas da restauração, realizada por etapas, a primeira será a recuperação de toda a parte metálica, parcialmente destruída por um incêndio criminoso.

Na sequência do projeto, está a restruturação do madeiramento das dormentes e trilhos, iluminação, pintura e adesivagem da locomotiva, seguindo o padrão de 1997, data da criação do espaço público.

1997 / Obras de construção da Praça dos Ferroviários. Em destaque instalação do trenzinho, recentemente doado pela Usina Ester ao patrimônio público cosmopolense / Foto Adriano da Rocha


Doado pela Usina Ester ao patrimônio público cosmopolense, a locomotiva foi fabricada na Inglaterra em 1890, sendo parte de um conjunto de oito máquinas iguais, construídas exclusivamente para a Carril Agrícola Funilense. A doação realizada em 1997, celebra os 100 anos da inauguração da estação de trens em Cosmópolis, recebendo o espaço, o nome de Praça dos Ferroviários.

Novembro de 2008./ Ainda preservado, com ferragens e engrenagens intactas / Foto Adriano da Rocha

A Praça, assim como os terrenos da Câmara Municipal, Companhia da Polícia Militar, Terminal Rodoviário e as praças Edmée Garcia e Paineira, foram doados pelo Estado ao município. Antigas terras pertencentes ao patrimônio da extinta Cia Sorocabana, então incorporada pela FEPASA (Ferrovias Paulistas S/A). Nesta região existiam as chaves e ramais de vias da Funilense, trilhos de acesso à Usina Ester e cidades da região, e as oficinais da Sorocabana, atual Rodoviária.

2001- última reforma realizada no Trenzinho canavieiro, projeto na época, pintou na cor padrão da Sorocabana, e revitalizou a Praça do Ferroviários / |Foto Adriano da Rocha

Símbolo turístico e cartão postal nos anos de 1990, a última reforma realizada no trenzinho aconteceu em 2001. A situação de abandono ao patrimônio histórico municipal e paulista, foram destaque em inúmeras matérias da imprensa regional. Destacando, as matérias especiais do jornal Correio Popular e EPTV Campinas, em parceria com o Acervo Cosmopolense.

CURIOSIDADE E HISTÓRIA 
1900 / Trenzinho canavieiro nos primeiros anos da sua chegada ao Brasil. No registro fotográfico, o trenzinho adentrando no complexo da Usina Ester, recém inaugurado em 1898./ Foto Adriano da Rocha

O nosso popular “trenzinho canavieiro” não é o único exposto em local público. As outras sete locomotivas, parte do conjunto de oito máquinas da Usina Ester, estão preservadas em vários espaços destinados à memorabilidade ferroviária.

A família Nogueira preservou trenzinhos canavieiros e outras locomotivas de maior porte, em propriedades da família como a Fazenda São Quirino, em Campinas, e casa Paulo Netto, em São Paulo. Outros trenzinhos canavieiros cosmopolenses, foram doados para o patrimônio do Estado de São Paulo, destacando a locomotiva exposta no Museu do Catavento, antigo Palácio das Indústrias, na capital.

Durante mais de 80 anos, os trenzinhos realizaram os serviços de carga e descarga de cana de açúcar nas terras da Fazenda Usina Ester e fornecedores. Desativados no fim dos anos 1970, as maquinas estão entre os maiores símbolos do progresso industrial paulista.

Marcos industriais e do surgimento de várias cidades, como Cosmópolis, Artur Nogueira, Holambra, Engenheiro Coelho, Conchal, Americana e Santa Barbara do Oeste. Cidades que “nasceram” nas margens da Carril Agrícola Funilense.

Construído seguindo um projeto idealizado pelos irmãos Major Arthur Nogueira Ferraz e José Paulino (um dos fundadores e presidentes da Cia Paulista), Barão Geraldo de Rezende, João Manuel de Almeida Barboza (dono da Fazenda Funil), fundadores da Funilense, outras máquinas foram adquiridas por distantes usinas pelo mundo.

Trenzinhos idênticos aos cosmopolenses, ainda proporcionam serviços à usinas em Cuba, Haiti, entre outros países e estados americanos como Havaí.


LOCALIZAÇÃO
O "trenzinho canavieiro" da  Carril Funilense  está  na Praça dos Ferroviários, localizada nas confluências da rua Getúlio Vargas, bairro da Sericultura. A referência é  a Câmara Municipal dos Vereadores, o trenzinho está em fronte ao acesso principal do plenário João Capatto,  próximo ao Terminal Rodoviário Prefeito José Garcia Rodrigues (Zé da Peggê). 

Texto Adriano da Rocha
Fotos Prefeitura de Cosmópolis e Acervo Adriano da Rocha

domingo, 12 de maio de 2019

AS SENHORAS DA VIDA E DESTINOS DE GERAÇÕES

“ As mãe das mães”
No passado, as responsáveis pelo surgimento de vidas e gerações cosmopolenses

Angélica Barbosa, a Nhá Gerca, parteira das regiões rurais do PInheirinho, Nova Campinas, Frades e regiões próximas. Iniciou seus atendimentos no fim dos anos 1930, realizando partos até o fim dos anos 1950
  Hoje, nomes de ruas e avenidas, no passado, referências de histórias familiares e vidas. Guilhermina Kowalesky (Mina), Angélica Barboza (Gerca), Maria Wölfes, Laura Miranda, Dora Tetzner, Clementina de Faveri, responsáveis pelo nascimento de incontáveis pessoas.

Nas suas mãos, os destinos de cosmopolenses, nogueirenses e paulinenses, interligados à estas mulheres, antes até, dos seus nascimentos. Gerações da região, tem a sua existência, graças as mãos voluntárias destas benditas parteiras.

Hospitais, maternidades e postos de saúde, apenas existiam em Campinas e Limeira. Os médicos, somente particulares, eram insuficientes para atender a gigantesca região dos distritos e vilas campineiras.

Eram as tradicionais parteiras as únicas opções de muitas famílias, realizando o acompanhando da gestação ao nascimento. Conselheiras, benzedeiras, caridosas com aqueles que nada tinham, realizando até sem custos, os trabalhos de partos.

Os esposos e filhos já estavam acostumados. Acordar nos mais improváveis horários, com porteiras batendo, barulhos de conduções e pessoas apeando, seguidos de impacientes chamados:
“Ajudai-me Dona Mina, socorrei-me Dona Laura!!!”. Gritava um aflito pai, acordando a casa inteira, desesperado clamando por ajuda.

Guilhermina Kowalesky, Dona Mina. Registro fotográfico do seu casamento, com Guilherme Kowalesky. Uma das mais famosas parteiras de Cosmópolis, responsável pelo nascimento de gerações. Iniciou seus trabalhos como parteira nos anos 1920, dedicando-se ao sagrado ofício até o fim da vida


Voluntárias da vida, intercediam como ferramentas divinas, trazendo ao mundo mais um vivente. Sempre dispostas, tinham tudo no jeito, para exercer o seu nobre e sagrado ofício.
Cada parteira tinha seus apetrechos próprios, heranças maternas de gerações, herdadas de quem lhes ensinou o ofício.

Em uma maleta, ou simplesmente um picuá (bolsa de pano), traziam tesouras afiadas, panos de algodão limpos, vidros de álcool para esterilização, linhas e agulhas, e até ervas e medicamentos produzidos por elas mesmas.

Eram balsamos, pomadas, chás calmantes, ervas para cicatrização, tudo cultivado em seus quintais, ou, recolhidos em locais específicos dos arredores das “villas”.

Quando a criança “custava” à nascer, não “descendo” nem com orações e preces, tinham as ervas e compressas, e os temidos “ferros”. Um utensílio dos primórdios da medicina, confeccionado forjado em ferro. Como uma grande espátula, utilizada para puxar o “rebento”, a criança do ventre da mãe.

Utilizado somente em casos de risco de morte, devido as inevitáveis sequelas que geravam em mãe e filho, principalmente no útero, tamanha a rudimentariedade do temido “ferro de parteira”.

Nas charretes, trolinhos, “carros de praça” (taxis da época, custeados pela família), saiam apressadas as caridosas parteiras pelas estradas. Uma corrida contra o tempo, uma corrida pela vida.

Laura Lange Miranda, Dona Laura. Personagem marcante na história regional, principalmente em Artur Nogueira onde residia. Seus atendimentos aconteciam em toda região, realizando partos em Cosmópolis, Limeira, e em Artur Nogueira nos seus inúmeros bairros rurais, hoje cidades como Engenheiro Coelho e Holambra. Parteira e benzedeira, uma verdadeira "doutora popular", extremamente procurada por todas as classes sociais. Aprendeu o oficio com mãe, conceitos e ensinamentos repassados de gerações de parteiras. No Cemitério Municipal de Artur Nogueira, no "Dia das Mães", sua sepultura está entre as mais visitadas da data. Personagem muito querida por gerações da região, foi até tema de Escola de Samba, no famoso carnaval Nogueirense

As mães parteiras, deixavam seus filhos em casa, para interceder às outras mães por seus filhos. Muitas parteiras, treinavam as filhas e netas, acompanhando como ajudantes nos trabalhos de partos.

Habilidosas, sabiam o exato momento da criança surgir ao mundo, descer o correto nome, como popularmente diziam.

Cada parteira, tinha nas suas mãos, os meios para acalmar as incessantes dores do parto, sabiam a posição certa para o nascimento, somente observando as contrações.

Das dores do parto, ao nascer da criança para o mundo, eram as parteiras, a mãe das mães, responsáveis por mostrar aos recém nascidos e progenitoras, a luz do mundo.

O preciso incisar do cordão umbilical, cortava somente a ligação alimentar, a união entre mãe e filho serão sempre eternas, assim como nossa eterna gratidão as nossas primeiras parteiras.

Maria Wölfes Stein, a Maria Parteira. Uma das primeiras parteiras dos núcleos germânicos de Cosmópolis, como Núcleo Campos Salles e Santo Antonio. Seus atendimentos começaram no início dos anos 1900


FELIZ DIA DAS MÃES 
"Ser mãe é sentir todo o poder do universo dentro do ventre e como um grande arquiteto ela molda, constrói e edifica o bem mais precioso, a vida!" (Luís Alves)

Nas fotos, as primeiras parteiras de Cosmópolis, Artur Nogueira e Paulínia. Pioneiras que durante décadas exerceram o sagrado ofício de parteiras, atendendo toda região da antiga Carril Funilense. Nossa homenagem, nossa eterna gratidão!!

Texto Adriano da Rocha
Fotos acervo familiares Lange Miranda, Barboza, Kowalesky e Stein

Matéria disponível impressa no jornal O Cromo, edição deste mês de maio. Distribuída gratuitamente em Cosmópolis e Paulínia

sábado, 11 de maio de 2019

''ATÉ LOGO DO ASTRO REI''

PELOS OLHOS DOS MEUS FILHOS



 Quando a tarde declina, entre as matas do Serra Velha, o onipotente sol despede-se nos horizontes. Neste “desencontro” do sol com a lua, a natureza contrasta neste esplendido “até logo” do astro Rei.




   Eis o fim do dia no histórico bairro Serra Velha, ponto mais de Cosmópolis, e marco territorial com Limeira. A natureza contrasta em terras cosmopolenses, entres as nuances do céu, na despedida do sol nos horizontes do Morro Azul, em Limeira.

Até logo do Rei Sol, entrega do reino celestial a rainha da noite, a Majestade Lua.

Foto Conceição Tetzner 
Texto Adriano da Rocha

#Acervo12Anos #Cosmópolis #PôrdoSol #SerraVelha #Limeira #MorroAzul#AcervoCosmopolense

sexta-feira, 10 de maio de 2019

ACERVO COSMOPOLENSE NO JORNAL


Agora, você poderá ler o Acervo Cosmopolense no jornal " O Cromo", na página especial de Cosmópolis. Matérias inéditas, resgate histórico e cultural, destaques cosmopolenses, sempre muito mais sobre Cosmópolis, em edições mensais e gratuitas.


Disponível gratuitamente em mais de 60 pontos de Cosmópolis

Na edição de maio, uma homenagem as nossas parteiras. As mães das mães, percursoras da vida em Cosmópolis, Artur Nogueira, Paulínia e demais cidades da antiga Funilense.
Relembrando os trabalhos de Dona Mina, Maria parteira, Nhá Gérca, Dona Laura Miranda, Dora Tetzner, entre outras, responsáveis pelo surgimento de vidas e gerações cosmopolenses.

Adquira sua edição, É GRATUITA!!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

MEU ACERVO NO ACERVO

ACERVO NO ACERVO

 Acervo do leitor e entusiasta cosmopolense, Miler Adamo. Registro fotográfico feito pela sogra, Maria de Jesus Alves Ferreira. Em destaque, o trenzinho ainda conservado, e ao fundo, os jardins do terminal rodoviário.





1999 - Registro feito anos depois da doação e instalação do Trenzinho Canavieiro, pela Usina Ester. Instalado na Praça dos Ferroviários, a obra e remodelamento do espaço é datada de 1996.

Pertencente ao patrimônio público cosmopolense, o trenzinho contemplava um conjunto de máquinas férreas fabricados na Inglaterra, construídas para a Carril Agrícola Funilense.
Durante mais de 70 anos, os trenzinhos realizaram os trabalhos de transporte de cana de açúcar dos canaviais da Usina e fornecedores da região.

Outras maquinas estão conservadas e expostas em locais públicos paulistas, em destaque o Museu do Catavento (antiga Secretária de Industrias e Comércios do Estado), em São Paulo. Por iniciativa da Usina Ester, sem custos públicos, o trenzinho será totalmente restaurado nos próximos meses.

Texto Adriano da Rocha
Foto Acervo Miler Adamo

terça-feira, 7 de maio de 2019

ENQUANTO ISSO EM COSMÓPOLIS...

NOTICIOSOS DO ZÉ LINDO

🎶 A coisa tá feia, a coisa tá preta...quem não for filho de Deus, tá na unha do “capeta “ 👹😳🎶 TC&P

 Boi Capeta ( creio em Deus Pai 🙏🏻), vulgo Algodão, é o novo “responsável” pelas praças e jardins de Cosmópolis. Será o fim dos famigerados matagais públicos ? Como ficará as selfies políticas sem mato alto, e as reclamações de Facebook!!!

Boi Capeta garante mato baixo e sua barriga cheia. Segundo prefeitura, economia com corte de mato e adubação dos jardins, será de 100%.

Na frente os dentes cortam o mato, atrás, embaixo do rabo, o mato sai triturado e adubado.

“O meio ambiente em primeiro lugar em Cosmópolis!!”, já está sendo usado como “slogan” municipal.

O início dos trabalhos do Capeta 😳, “movimentou” , ou será que “paralisou”, a cidade nesta manhã de terça-feira (07). Principalmente os acessos para Campinas e Paulínia, “a coisa ficou preta” !!

O boi preto surgindo em meio aos matagais cosmopolenses (a culpa é da chuva tá!! Quando for estiagem, o motivo ainda será estudado), assustou motoristas e pedestres muito loucos da SP-332.

“Credo, quando vi aquela coisa preta com chifres, pensei que fosse alma doutro mundo. Assombração do meu finado marido” declarou Maria do Bota Fogo.

O “Sindicato dos carpidores de praças e políticos pré campanha”, não gostaram da contratação. Afinal, o Boi Capeta está comendo todo o trabalho e matalgais , quer dizer materiais de campanha adversária.

Boatos de partidos adversários, circulam nas rédeas , quer dizer, redes sociais, sobre nepotismo. Boi Capeta seria familiar de um político.

A possível Fake News, diz que Boi Capeta será usado nas eleições 2020 🍖, por tanto, sua contratação é ilegal.

Grupos de Ambientalistas e ONGs ligadas à proteção animal, temem pela saúde do Boi Capeta. É tanto mato na cidade, que o boi poderá ter uma congestão por excesso de comida.



Os grupos afirmam que outros familiares do boi, foram usados nas eleições passadas , garantindo votos para vários políticos.

Os familiares do boi não foram encontrados para confirmar a história . Segundo informações sigilosas , os primos e primas do boi morreram carbonizados 🍖🦴, em eventos ligados à reuniões de partidos. Seria uma queima de arquivo ? Açougues investigam o caso.

Boi Capeta afirma e garante “múúúúhh mú múh múah, muh múúúú má uh mú“ (só quem é boi entende).



Texto e fotos ZÉ Lindo

quinta-feira, 2 de maio de 2019

#TBT do ZÉ - COCA COLA COSMÓPOLIS

Noticiosos do Zé Lindo
 Há quem não acredite, desconhecendo, que existiu uma fábrica aqui. Cosmópolis, foi até, uma das maiores produtoras de Coca Cola do mundo.

Sim, com orgulho fomos, em um passado não tão distante.

As novas gerações de cosmopolenses, sonham em "fichar na Petrobras". Na minha "geração 80", nosso sonho era trabalhar na Coca Cola.

As escolas nos faziam sonhar e acreditar neste sonho, realizando excursões no complexo industrial da Coca Cola Cosmópolis. Unidade que recebia estudantes e visitantes de toda região.

As escolas técnicas, sim Cosmópolis possuía, inúmeros alunos realizavam cursos e aperfeiçoamentos para trabalhar na Coca Cola.

O jovem iniciava os trabalhos na adolescência, como aprendiz , graduando-se na empresa.

A Coca Cola tinha uma importância tão grande no município, que na entrada principal de Cosmópolis, um totem, luminoso gigante, anunciava as boas vindas e viagens. Não esquecendo dos eventos natalinos e festividades municipais, patrocinados pela Coca Cola.

NOS CINEMAS 
Lembra do filme "Lua de Cristal", com os trabalhões, Xuxa e Sérgio Malandro?!
A Coca Cola saboreada pelos atores e divulgada no filme, foi produzida em Cosmópolis. Até o fim dos anos 1980, a Unidade Cosmópolis, era a única produtora de Coca Cola em latinha na região sudeste.

FOTO EM DESTAQUE 
2012 - Portaria da Coca Cola em Cosmópolis. Fase final da unidade, neste período, utilizada somente como depósito de produtos, fabricados em Jundiaí, e estacionamento de caminhões terceirizados para entregas.

HISTÓRIA 
A unidade Cosmópolis, foi durante anos uma das maiores fabricantes de produtos Coca Cola no Brasil.

Nos anos 1980, era responsável pelo fornecimento dos produtos Coca Cola nas regiões sul e grande parte do interior paulista.

Inaugurada no início dos anos 1970, com a presença do governador Paulo Maluf e alto escalão do Regime Militar, a multinacional estreava a nova área industrial de Cosmópolis.

A gigantesca aérea industrial, mais de 300 mil metros, era projetada para ser o maior complexo industrial paulista. Uma sequência do recém criado Polo Petroquímico de Paulínia - Replan - (1967), símbolo do Governo Militar, instalada à poucos quilômetros da Coca Cosmópolis, em Paulínia .

A unidade de Cosmópolis, no auge de sua produção, anos 1990, chegou a empregar mais de 1 mil funcionários (direta e indiretamente- dados da ACICO).

Depois de quase 30 anos da sua fundação, a Coca Cola Cosmópolis foi encerrando suas atividades gradativamente por fases.

As produções eram transferidas para Jundiaí, enquanto em Sumaré, iniciavam-se as obras da nova unidade regional.

A última produção de Coca Cola cosmopolense, fabricada e engarrafada em Cosmópolis, aconteceu em 31/10/2003.

O encerramento total das atividades acontecia em 2010, terceirizando serviços e alugando o espaço de produções para estoques de entregas.

Os possíveis motivos do encerramento das atividades, e mudança da fábrica, seriam pelas novas tarifações dos produtos, devido o fim dos incetivos fiscais do município. Resumindo: birras e incapacidade política e administrativa.

Foto Fábio Freitas
Texto Zé Lindo