quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MEMÓRIA ESPORTIVA ⚽️


Atenção respeitosa torcida dos pés de canas, é bota, é bota, é Botafogo no campo!!!


1938- Seleção do "Botafogo Futebol Clube" , nos primórdios do popular time usineiro , formado por moradores da extinta Colônia do Bota Fogo.


Quem serão estes coloninhos bons de bola?




 As paredes de tijolos à vista, assentados no barro, marcam o cenário da foto. Marcantes nos projetos das casas do complexo colonial da Fazenda Usina Ester. Será uma casa da Colônia Bota Fogo?

Repare nos uniformes, possivelmente, confeccionados usando sacos de algodão do açúcar Ester. Algodão grosso, traçado firme e puro, muito usado em vestimentas, roupas de cama, e até na confecção de colchões.


Não desmerecendo os colchões "ringidores"de palha, mas a preferência eram os enchidos de painas. Ficando ainda mais maciosos, sendo das inúmeras paineiras da Usina.


Para realçar os dribles no campo, "diferenciar" dos outros jogadores, meião preto até os joelhos.

Alguns jogadores mais caprichosos, para não estragar o penteado, com proteções de "redinhas" nos cabelos.


Um dia o "Foot ball" com os amigos, mas no domingo, "Footing" nos jardins, Avenida Esther e Largo da Matriz de Santa Gertrudes.


Preservar o penteado é essencial para impressionar as lindas cosmopolenses. E passa Brilhantina ou Trim, que fica até "alumiando"!!


Goleiro usa rendinhas nos cabelos, destacando-se pelo uniforme impecavelmente "clarado", até cândido de branco. Mostrando o capricho e zelo com suas roupas, sobretudo nos tempos das estradas e ruas de terra vermelha, ou "rossa", como dizia a italianada.


Com certeza, branqueado por horas de esfrega esfrega e clareada nas predarias do Jaguari.

Detalhe para o jovem mascote do Botafogo, orgulhoso segurando a pesada bola de couro. Quem será o menino?


Foto colorizada acervo Grupo Filhos da Terra
Texto Adriano da Rocha

#Acervo13anos #MemóriaEsportiva #Cosmópolis #UsinaEster #EsterAgroindustrial #AcervoCosmopolense

sábado, 1 de agosto de 2020

100 ANOS DE IDADE, EXALTADOS COM MUITA LUCIDEZ E MEMÓRIAS PARA CONTAR

CENTENÁRIO

 Memória viva, extremante lúcida e detalhista, testemunha e personagem de inúmeras histórias cosmopolenses, especialmente da velha Usina Ester. Neste dia 01 de agosto, completa exatos 100 anos de idade, Arfeu Tergulino, nosso altivo entrevistado.


Arfeu Tergulino, memória viva e lucida da nossa história 


Seguindo todas as normas de proteção, máscaras, distanciamento e muito álcool em gel, visitamos o estimado centenário. Residente desde 1967, em uma das primeiras casas do bairro Bela Vista, região loteada pela Usina Ester, beneficiando os antigos funcionários do grupo agrícola.


A casa, localizada na aprazível Rua Eurides de Godoy, conserva toda sua arquitetura original, típica nos lares paulistas do anos 1960. Uma das várias casas edificadas pelo construtor Arno Blecha, entre os mais conceituados da época, responsável por centenas de obras em Cosmópolis, Artur Nogueira e Paulínia.


Impressiona os cuidados com a cinquentenária casa, resguardando intactos os peculiares portões baixos de ferro, gradil de vidros na garagem e varanda, revestimentos de pedras na fachada, azulejos e “pisinhos” cerâmicos, assentados em diversos tons pelos chãos e paredes.


Como não notar os tradicionais caquinhos paulistas, um dos maiores símbolos arquitetônicos do Estado, destacando com seu marcante tom vermelho em mosaicos pelos chãos, extremamente conservados pelos jardins e acessos à casa.


Nos guardados de Arfeu, estão os contratos de construção da casa, como os recebidos de pagamento do terreno.


Um dos loteamentos idealizados pelo saudoso “Guilhermino” Nogueira, entre os mais queridos diretores da Usina Ester.
Antes da chegada na “Villa”, Arfeu residia com a esposa e filhos na extinta Colônia Pinheiro, onde iniciou sua família em 1944.


Com a saudosa Júlia Fabri Tergulino, notória “campeã dos cortes de cana”, formou uma família de três filhos, Maria Madalena, Terezinha e Orlando (Tiquinho), responsáveis pela geração de cinco netos e cinco bisnetos.


FILHO DE ITALIANOS

1945 - Arfeu aos 25 anos de idade - Photo Studio Hasse - Cosmópolis

Arfeu Tergulino é um dos 11 filhos dos imigrantes italianos Conrado e Maria Ângela Dresde Tergulino, vindos para a região em 1900. O casal se conheceu em um gigantesco navio a vapor, entre centenas de imigrantes europeus, surgindo o namoro nos meses de viagem para o Brasil.


Os imigrantes fixavam moradia na pequena Vila José Paulino, atual cidade de Paulínia, residindo nas proximidades da Igreja de São Bento. Anexo com a casa da família, localizada na Rua do Comércio (Avenida José Paulino), Conrado prestava serviços de marcenaria e carpintaria, com especialidades em entalhes e marchetaria. Nesta localidade nascia Arfeu e os irmãos, sendo três homens e oito mulheres.


“Meu pai faleceu cedo, vitimado de um câncer na garganta, sofreu muito. Éramos todos crianças, eu tinha sete anos de idade, e naquele tempo, Paulínia não oferecia nada de trabalho, sem condições de continuarmos lá. Vivíamos de fubá, a única comida era polenta, nada mais.


Na construção do antigo “Sobrado” dos Nogueiras, entre outras obras, meu pai foi um dos carpinteiros contratados. A maioria dos trabalhadores eram italianos e descendentes, surgindo muitos amigos na Usina Ester, facilitando nossa vinda.


Cosmópolis sobrava serviços, faltando até mão de obra, era um colosso o progresso aqui. Então, uns irmãos seguiram na frente, arrumando emprego na Usina, e fomos seguindo atrás depois. Todos crianças, todos muito trabalhadores” (...).


Em 1928, os Tergulinos vendiam tudo em Paulínia, mudando-se para a Colônia Jaguari, trabalhando todos na Fazenda Usina Ester. Arfeu tinha oito anos de idade, residindo há 92 anos em Cosmópolis.


“A Usina Ester era como uma mãe, acolhedora, fraterna aos colaboradores, recebendo trabalhadores vindos de todos os lugares. Você cortava cana ouvindo as “prosa embrulhada” em italiano, alemão, russo, e até inglês, tinha uns vindos da Inglaterra nas colônias.

Mesmo assim, todos entendiam-se quando o assunto era trabalhar. O mesmo acontecia na Vila, em cada comércio um imigrante diferente, fazendo nova vida aqui, construindo Cosmópolis.

Cosmópolis era como ouvíamos falar, uma “Nova Campinas”, pequena, mas com um progresso gigante. Ficávamos fascinados quando chegávamos na Villa, tinha de tudo mesmo, comércio forte, e o povo muito unido” (...).


MEMÓRIA USINEIRA

1949 -  Usina Ester e parte do complexo colonial - Foto acervo E.N.F.A

Unicamente na Usina Ester, Arfeu trabalhou mais de 50 anos, iniciando aos 12 anos de idade nos serviços braçais canavieiros, corte e limpeza de terrenos.


Ainda adolescente, começou a desempenhar sua mais conhecida profissão, o ofício de motorista. Exercida interruptamente, até os 93 anos de idade.


O motivo da aposentadoria, um violento assalto na região do Itapavussu, desanimando o habilidoso motorista com 7 3 anos de volante.


O início foi como tratorista do Grupo Agrícola Ester, um dos primeiros à dirigir os modernos tratores John Deere, ainda importados. Arfeu realiza serviços em todas as fazendas da família Nogueira, arando terras na São Quirino, Anhumas, Tabajara, e toda extensão da Usina Ester.


Arfeu relembra orgulhoso sobre as visitas dos proprietários nas terras, como Paulo de Almeida Nogueira, que gostava de admirar sua destreza nos serviços com tratores.


Com sua habilidade nos tratores e máquinas agrícolas, tornou-se requisitado profissional do inovador guindaste de cana (até então, o carregamento era totalmente manual), o qual, foi um dos responsáveis pelo transporte do porto de Santos à Cosmópolis.


CHOFER DE CONFIANÇA

1946 -  Arfeu transportando colonos para um baile em Cosmópolis

No fim dos anos 1940, era escolhido como chofer da família Nogueira, ficando reconhecido pela extrema confiança dos usineiros. Arfeu ficava à disposição da família, diretores e altos cargos do grupo, fazendo constante viagens buscando e levando passageiros.


Os destinos não eram somente à Usina Ester e São Quirino, muitas vezes as viagens para eventos sociais, reuniões políticas, empresarias, e grandes bailes no Jockey Clube de Campinas.


“Trabalhei como chofer para todos os Paulos da família Nogueira, percursores da Usina Ester. Paulo de Almeida Nogueira, esposo da dona Esther, os filhos, netos e bisnetos.

Em especial o Paulo Filho, famoso político paulista e empresário, e seus filhos José Bonifácio e Paulo Netto. Transportei até o governador Carvalho Pinto, entre outros políticos, nas visitas à Usina, e períodos eleitorais na região” (...).


TURMEIRO E CAMINHONEIRO
Quando não exercia os serviços de chofer aos Nogueiras, realizava os transportes das turmas canavieiras, marcando época neste setor. Com os caminhões da Usina, adaptados para o transporte de trabalhadores, percorria as colônias distantes, levando e entregando funcionários.


O mesmo caminhão, acostumado com as lidas nos canaviais, era lavado com muito esmero nos fins de semanas, transporte a “colonada” para os bailes na região.


Como poucos na empresa, conhecia as velhas estradas paulistas, ficando muitas vezes responsável pelas entregas do famoso “Açúcar Ester” na grande São Paulo. Arfeu realizada as entregas aos grandes distribuidores, como redes de restaurantes, padarias e mercados.


No fim dos anos 1960, aposentava-se dos trabalhos na Usina Ester, porém, continuava com a profissão de motorista, trabalhando como “chofer de praça” (taxista), no ponto da “Praça do Coreto”. No ponto dos jardins, como era conhecido, permaneceu por 25 anos.


GUERRA E REVOLUÇÃO

1944- Soldado Arfeu aos 24 anos de idade, representando Cosmópolis  na defesa nacional
1944- Soldado Arfeu aos 24 anos de idade, representando Cosmópolis  na defesa nacional

No período da Segunda Grande Guerra Mundial, fim dos anos 1930 até 1945, era escolhido para representar Cosmópolis na defesa nacional.


No período da guerra, o serviço militar era obrigatório aos homens com mais de 18 anos de idade, sendo de extrema importância naquele período. As seleções eram feitas pelo Exército brasileiro, que destinava os novos soldados para todas suas aéreas.


Arrimo de família, recém casado aos 24 anos de idade, prestou serviços militares no Estado, não embarcando para as lutas armadas na Europa.


Arfeu protegia as terras brasileiras de possíveis invasões nazistas, junto com milhares de jovens da região, permanecendo seis meses como soldado.


O fim do período, então indeterminado, era o fim da guerra com a rendição dos nazistas e fascista.

Sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, revolta paulista contra o Ditador Getúlio Vargas, exigindo um nova constituição, suas memórias relembram a intensa movimentação na região. O Sobrado dos Nogueiras foi um dos quartéis generais da revolução, entre os principais do Estado, reunindo altas patentes e soldados.


Arfeu tinha 12 anos de idade, ainda residindo na Vila José Paulino. Deste período, cerca de quatro intensos meses, recorda a passagem das tropas paulistas seguindo para Cosmópolis e região, passando por dentro de Paulínia.


“Não sabíamos ao certo de nada, era muito criança, o entendimento só aconteceu quando adulto. As mídias eram censuradas, o Getúlio inventava muita mentira, confundindo a população contra São Paulo.

Aqueles jovens soldados, entregando suas vidas por São Paulo, lutavam pela liberdade, autonomia e direitos do povo’ (...).


Arfeu nunca frequentou uma escola, sua motivação era somente os trabalhos para o sustento da numerosa família. Como disse, aprendeu o básico para enfrentar o mundo dignamente, escrever o nome, ler e fazer contas. Ensinamentos compartilhados pelos saudosos amigos Frederico Decreci e Davi Sala.


Mesmo sem estudos acadêmicos, diplomas e certificações, Arfeu é um mestre único, bacharel nas ciências da vida. Um professor com cem anos de escola da vida, sem dúvida, entre os mais importantes a lecionar em Cosmópolis.





Existe um segredo para longevidade, especialmente, com a mente lúcida? Perguntei ao prezado centenário, que respondeu com o toda sua serenidade.


“Não existe segredo, porém, é para poucos. É ser uma pessoa de caráter, honesta e direita com todos. Quem é assim, vive mais, por não ter a preocupação em carregar na sua consciência, os erros cometidos aos outros”.


Texto e fotos Adriano da Rocha


01/09/2010 - Arfeu rodeado dos netos e bisnetos celebrando os 100 anos de idade 


Matéria impressa no jornal “O Cromo”, edição deste sábado(01). Distribuição gratuita em Cosmópolis e Paulínia.


Matéria publicada na edição especial do "Dia dos Pais", sexta-feira (07)  no jornal impresso e site da "Gazeta de Cosmópolis".


quinta-feira, 30 de julho de 2020

MEMÓRIA ESPORTIVA ⚽️


"Pé de cana", com muito orgulho, e pés de bola !!!




 1952- Seleção da Usina Ester, "esquadrão dos canaviais", campeões da disputadíssima Zona Funilense.

ADM Usina Ester , em pé: Nelsi Salmistraro, Daniel Ignácio (Neco), Pierin Zanetti, Antônio Grassi, Robertinho Queiroz (goleiro) , Arlindão Ignácio, Mário Sperindioni e Luizão Furlanetto ( treinador).

Agachados: Zé Ferreira, Ermírio Pedro, Ezequiel Zerbinatti, Ari Peres e Fê-lo.


Foto Acervo Grupo Filhos da Terra

 Texto e colorização Adriano da Rocha


Agradecimentos Valber Kowalesky e Rui Moraes, responsáveis pela identificação dos craques cosmopolenses


#Acervo13anos #MemóriaEsportiva #UsinaEster #Funilense #Cosmópolis #AcervoCosmopolense

"CASA REDONDA"


2011 - #TBT – Ainda ontem em Cosmópolis...

 Demolição da icônica “Casa Redonda”, então localizada por mais de 100 anos na Rua João Aranha, em frente à ‘’ Praça dos Estudantes”, popular "Praça do Relógio do Sol". As imagens são de 18 outubro de 2011, há 8 anos passados.


Mesmo extinta, sobrando somente os portões de ferro forjado como resquícios, a “Casa Redonda” ainda é marcante nas memórias de incontáveis gerações.


HISTÓRIA

A edificação foi construída no início dos anos 1900, obras encomendadas por um conceituado químico suíço, então contratado pela Usina Ester. O projeto era único, extremamente inovador aos padrões da época, sobretudo para a pequena Villa de Cosmópolis, que surgia nas imediações da Estação Funilense.


As obras de construção foram feitas pelo construtor João Pulz e encarregados, seguindo o projeto encomendado pelo proprietário, autorizado pela prefeitura de Campinas. O imigrante germânico João Pulz, um dos primeiros moradores do Núcleo Colonial Campos Salles, possuía uma grande olaria nas imediações da Estação, localizada no atual “Bosquinho”.


Os enormes tijolos com as iniciais J.P (João Pulz), madeiramentos para os telhados, portas e assoalhos, vindos das matas cosmopolenses, foram os únicos materiais obtidos na região.


O restante dos materiais foram importados da Europa, como cimento da Inglaterra, enviado em enormes barricas, vidros bisotes e telhas da França, mármores italianos, azulejos e cerâmicas portuguesas.


A localização era privilegiada, em frente à Estação e principais vias de Cosmópolis, valorizando ainda mais a edificação. O casarão abrigaria o químico e sua esposa, recém casados, sendo a obra, o símbolo da nova vida no Brasil.


Desentendimentos entre o casal, supostamente ciúmes, mudavam a história da edificação, vendida anos depois da mudança.


Até sua demolição em 2011, a “Casa Redonda” passou por diversas modificações, como diminuição do terreno, adequações para construir prédios comerciais anexos, trocas das telhas importadas, pisos e vidros.


Entre seus principais proprietários estão as famílias Hergert, André Madsen, Virgílio Scorsoni e irmãos, e Barreto.


PEDAÇOS DO PASSADO

Com a demolição em 2011, realizada em etapas nos meses de setembro e outubro, os proprietários venderam partes dos materiais estruturais. Entre tijolos, telhas, madeiramentos e objetos estruturais, muitos materiais foram reaproveitados.


As icônicas janelas que marcavam a fachada, portas, balaústres, ferragens e madeiramentos, foram adquiridos pela empresária Vânia Sala, compondo partes do Espaço Guaiçara.


Neste mesmo espaço de festas e eventos, foram reaproveitados tijolos e madeiramentos das extintas colônias da Usina Ester, antigas lojas da Avenida Ester, e prédios históricos de Cosmópolis.


São pedaços do passado, sobretudo da história cosmopolense, ainda preservados no presente.


Texto e fotos Adriano da Rocha


#Acervo13anos #TBT #Cosmópolis #CasaRedonda #memória #AcervoCosmopolense

domingo, 26 de julho de 2020

Aos vovôs e imigrantes alemães

 Ontem, sábado (25), “dia do imigrante alemão”, neste domingo (26), “dia dos avôs”. Na construção da nossa história nacional e vidas, os imigrantes alemães e avôs, são imprescindíveis personagens.


Imigrantes responsáveis pelos desbravamentos de inúmeros setores da história brasileira, sobretudo cosmopolense. Avôs que são bases e exemplos, os edificadores de seres humanos para o mundo.


OLHAR NA FOTO
No registro fotográfico de 1932, com exatos 88 anos de história, nossas memórias e homenagens as duas datas.Em destaque, uma das primeiras famílias de imigrantes alemães do estado de São Paulo, com mais de 150 anos de histórias em Cosmópolis e região.


A foto, registra um encontro na casa dos avôs, uma propriedade rural dos primórdios coloniais germânicos, localizada entre os atuais municípios de Artur Nogueira e Cosmópolis.


Era o famoso sítio São João das Palmeiras, marco na história de gerações do velho “Henrich barbudo”, como carinhosamente era conhecido, reduto da prole de filhos, netos, bisnetos e tataranetos, umas das maiores famílias alemães da região.


É visível na foto, como não atrair os olhares, a felicidade em estar na casa do vovô.


Na foto estão, esquerda para direita, Henrique Steckelberg ( o avô de barbas longas), Mina Kowalesky (dona Mina parteira), Margarida Kowalesky, Betty Steckelberg (neta), e Arthur Steckelberg.


Pioneiro imigrante 🇩🇪
Henrique Steckelberg, com sua marcante barba, foi um importante personagem na estruturação das colônias alemães na região, sendo atuante, em todas as comunidades germânicas.


Participou da criação de todas as bases sociais do Núcleo Colonial Campos Salles, um dos fundadores e construtores da extinta escola alemã (Deutsche Eiche ), salão de bailes (patrimônio histórico cosmopolense), igreja luterana, entre outras importantes redutos da comunidade.


Figura ativa na comunidade germânica, foi mestre musical, professor de alemão, e chefe de ofícios.

Era muito querido entre as crianças, sendo lembrado como “Papai Noel alemão”. Os motivos, não era somente a longa barba branca e fisionomia, mas sim, por
vestir-se anualmente de “Papai Noel”.


Um meio de manter vivas as tradições natalinas alemães na comunidade, marcando época em Cosmópolis. Sempre visionário e empreendedor, produzia cervejas e cachaças, considerado um dos percursores deste setor em Cosmópolis.


📸 Foto colorizada, com base em original do acervo da família Steckelberg

Texto Adriano da Rocha


Confira a história da família Steckelberg no livro digital escrito por Jose Henrique Steckelberg Filho , um dos muitos descendentes do Henrich, o alemão de coração brasileiro.


https://drive.google.com/…/1mTwQC74isKUnpRu0cneaWoxKk…/view…

#Acervo13anos #diadosavôs #diadoimigrantealemão #memória #cosmópolis #Acervocosmopolense

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

MOCHILA BOA, A GENTE DOA!!


DOE sua mochila escolar e estojo em bom estado e dê uma aula de SOLIDARIEDADE


  Sua mochila escolar e estojo usados poderá fazer toda diferença para outro estudante em 2020.
Todos os materiais arrecadados serão higienizados e entregues durante o ano letivo de 2020 aos estudantes da rede pública de ensino de Cosmópolis.

DOE sua mochila e estojo usado e faça a diferença na vida escolar de outra pessoa. SUA DOAÇÃO ajudará inúmeros estudantes cosmopolenses.
Visite um de nossos pontos de arrecadação e contribua com este projeto.

Organização: Grupo de Voluntários S.A Solidariedade em Ação de Cosmópolis

Promoção: Acervo Cosmopolense

Apoio e pontos de arrecadação:

Meu Colégio Anglo Cosmópolis
● Colégio Objetivo Cosmópolis
●Montessori Cosmópolis
● ECIN Empresarial
● Mercado da Roça
●UniJá EAD
● Bruxinha Magrela
●CrossFit Cosmópolis
● Academia BioFitness
● Nadiggi Veículos
●Depósito Chama Gás e Água Mineral
● Rafael Pádua Empreendimentos Imobiliários

C.O.N.T.R.I.B.U.A / P.A.R.T.I.C.I.P.E

sábado, 30 de novembro de 2019

COSMÓPOLIS AOS SEUS FILHOS


  Caminhos bandeirantes, terras desbravadas aos batelões pelos rios, passagens abertas entre colossais florestas. Há mais de 200 anos, o pioneirismo paulista fazia surgir Campinas, junto, nascia a futura cidade de Cosmópolis.


Matas eram derrubadas, cafezais e canaviais surgiam pelas mãos de caboclos, negros e imigrantes europeus. As margens das plantações, trilhos de aço cortavam as terras, pontes de ferro buscavam caminhos sobre as águas.

As terras, estavam prontas para a chegada do progresso, anunciado distante, aos sons de estridentes apitos e cortinas de fumaça. O trem chegava, a estação o recebia, nas margens dos seus trilhos, a Villa nascia.

Gigantescas caldeiras forjavam o ouro verde dos mares de canaviais, chaminés buscavam os céus, aclamando o progresso ao Estado.

O ouro verde das plantações era intenso, reluzindo em outros continentes, atraindo povos de todo o mundo. Núcleos coloniais recriavam pequenos países na nova terra, o universo encontrava espaço para transforma-se em cidade.

Progressista, universal e acolhedora, a Nova Campinas havia de ser chamada Cosmópolis: o Universo em cidade.

A miscigenação, mistura constante de culturas, crenças, idiomas e tradições, criavam um povo único, o cosmopolense.

Em seu sangue pulsavam suas maiores virtudes, as traduções das palavras esperança e perseverança.
Campinas, a cidade mãe, só lembrava da filha Cosmópolis quando buscava a fartura de sua mesa.

O descaso, fazia o cosmopolense traduzir a palavra esperança, sonhando ser um cidadão de sua própria cidade.

O povo unia-se, traduzindo a palavra perseverança, lutando por uma esperança vista como um sono impossível.

O cosmopolense enfrentava Campinas, afrontando interesses públicos, políticos e empresariais, muitos eram contrários por medo e despeito.

Anos de batalhas, poucas ganhas e tantas perdidas, muitos obstáculos, inimigos conspirando contra a libertação da Villa.
Incrédulos e pessimistas bradavam seu grito contra o cosmopolense: “Desista, isso é impossível, nunca serás cidadão de sua cidade”.

A união da esperança e perseverança, faziam o cosmopolense seguir sem medo. Esperança e perseverança, sinônimos de fé e insistência, tornavam-se as maiores virtudes deste povo.

O cosmopolense proclamava a realização do sonho impossível. Foram vencidos os opressores da liberdade, utilizando a arma mais poderosa de um povo: a união!!.

Em 30 de Novembro de 1944, nascia oficialmente à cidade de Cosmópolis. A Villa, antes distrito da mais pungente cidade paulista, decretava sua liberdade. Seu povo enfim era cidadão da sua cidade.

O novo município paulista surgia em berço esplendido, abençoado por rios, um dos melhores solos do Estado, responsável por produções recordes de vários setores agrícolas, com uma localização viária sem igual no Brasil.

Quando no século 19, surgia anunciada como a Nova Campinas, renascia Cosmópolis em 1944, com potencial para ser a Nova São Paulo.

Sem eufemismo, ou engrandecimento exacerbado de um filho, apaixonado por sua terra. Tínhamos tudo, e ainda temos, para sermos o apogeu paulista do desenvolvimento e progresso.

Mas, o que aconteceu nestes 73 anos, qual foi o motivo do progresso mudar sua conjugação para retrocesso?!

Corrupção, políticos defendo o povo somente nas eleições, ao assumirem o poder, defendendo somente os seus interesses pessoais e partidários; O destino da cidade, há décadas nas mãos de um mesmo grupo, alternando seu poder em mandatos eletivos assegurados pelo povo.

O motivo então é a incapacidade política e administrativa, os políticos e seus comparsas são os responsáveis pelo retrocesso de Cosmópolis. São eles, os algozes da cidade que nasceu como o sonho bandeirante??!!

Não, o principal motivo, responsável por todos os males que afligem Cosmópolis, é a falta de união do seu povo.

Aquele cosmopolense do passado, o qual tinha como maiores virtudes a esperança e a perseverança, não consegue unir os nobres sentimentos.

Ficando impossível lutar pela cidade de Cosmópolis, sem a união popular destes sentimentos. Afinal sem esperança não existe perseverança.

Os sentimentos ainda estão no peito do cosmopolense, só falta desperta-los em seu coração.

Eu sei, tenho certeza, dentro do seu coração, existe a esperança de uma nova Cosmópolis. Acredito em seu despertar com perseverança para lutar por nossa terra.

Ao completar “75 anos de emancipação política e administrativa”, desejo aos cosmopolenses o despertar da esperança e perseverança em seus corações.

Assim, como nossos pioneiros, possamos lutar com perseverança na esperança de uma cidade melhor.

Dias melhores somente serão possíveis, quando lutarmos juntos, unidos com esperança e perseverança por nossa cidade.

O Brasil começa na minha cidade, a mudança somente acontecerá quando tiver início aqui.

Seu povo está despertando os sentimentos, renascendo da união da esperança e presença o amor por Cosmópolis.

Texto Adriano da Rocha

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Um presente de memórias e saudades!!!



 Celebrando os 75 anos de “Emancipação Política e Administrativa de Cosmópolis”, o Acervo Cosmopolense em parceria com o projeto “Memórias de Coretos”, presenteia você com este resgate da nossa história.
Uma verdadeira viajem ao passado, através de imagens e emocionantes depoimentos de cosmopolenses. “Conhecimento para quem não vivenciou a época e incitando boas memórias a quem viveu”.
Projeto desenvolvido por formandos do curso de comunicação social - Rádio e Tv da Faculdade Rio Branco, de São Paulo.

Conheça o projeto, os idealizadores, e as histórias de outros Coretos Paulistas- C.O.N.F.I.R.A
http://memoriasdecoretos.com.br/