sábado, 3 de novembro de 2012

  1. Decibelímetro digital...O nome do novo aparelho adquirido pela prefeitura de Cosmópolis. Mas o que é um decibelímetro digital? Um aparelho medidor de volume, para auxiliar nas multas e apreensões de carros com som alto, estabelecimentos com música ao vivo, e todos que infringirem as nomas de som na cidade. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dia de Finados, dia do eterno amor...

Sempre vivos em nossas lembranças e nos nossos corações.
Caminho para o cruzeiro no cemitério municipal de Cosmópolis
 Uma data exclusivamente Católica, comemorada a mais de 2 mil anos em homenagem aos fiéis falecidos,  data que celebra a vida eterna junto a Deus dos entes queridos  falecidos. Antigamente  o dia de finados também era conhecido em algumas regiões do Brasil, como o Dia do eterno amor , o significado ao nome seria que quando amamos uma pessoa ela nunca morre, permanecendo sempre  eterna em nossas vidas, viva em nossos corações. O verdadeiro significado do Dia de Finados  na Igreja Católica é este o amor pela vida, e celebrar neste dia que a vida é eterna e nunca termina quando se existe fé em Deus, sendo que o principal fundamento da vida Cristã é viver eternamente em comunhão com o criador, seja na vida ou na morte. Os Protestantes em geral  não guardam a data, e afirmam que a doutrina da Igreja Católica de guardar o dia e rezar aos falecidos, é desprovida de contexto bíblico, sendo que a  única citação a celebração está em  II Macabeus 12,43-46, porém este livro não é reconhecido pela Igreja Protestante, e por este motivo a data não tem valor nas Igrejas Evangélicas.

   Em Cosmópolis, a data somente foi celebrada no cemitério municipal no inicio do século passado. O motivo foi que o cemitério edificado em 1896, foi criado por colonos protestantes, imigrantes suíços e alemães, na maioria membros da Igreja Luterana, que desconhecia a data na sua liturgia cristã. O cemitério desde a idealização do Núcleo Colonial Campos Salles em 1895, já fazia parte do projeto do núcleo de imigrantes, e neste cemitério somente eram sepultados membros da comunidade Luterana, ou seja fiéis da doutrina protestante. Até o inicio do século passado eram raras as exceções de imigrantes de crença católica, ou Paulistas enterrados no cemitério local. Os primeiros católicos a serem sepultados no cemitério municipal, foram imigrantes italianos, isso em 1900, uma mulher da família Capraro e uma criança da família Tavano.  O então intendente de Campinas na época e ex presidente, Campos Salles, em visita aos núcleos coloniais de Cosmópolis em 1897, oficializou o cemitério Luterano como público, destinando 6 mil metros quadrados para o sepultamento dos mortos, fossem católicos ou protestantes. As mudanças se tornaram necessárias devido  as contantes epidemias de febre amarela  na região em 1889 e 1896, que dizimaram  Campinas e toda região, e várias cidades do Brasil. A epidemia de febre amarela, forçou os governantes da época a mudarem as normas de instalação de cemitérios em todo Brasil, tornando os locais públicos e não mais exclusivos de determinadas religiões. O ex presidente Campos Salles, nascido em Campinas, foi presidente da republica, governador de São Paulo, e prefeito de Campinas nos períodos mais graves do surto da doença,  junto com  as autoridades da época  foi um dos responsáveis pelas mudanças nos cemitérios da nossa região.
Os Paulistas e descendentes dos primeiros moradores da cidade de Cosmópolis, antes da imigração e da criação dos núcleos coloniais, eram sepultados em Limeira no cemitério municipal  da cidade. Porém muito antigamente, nos tempos das Bandeiras, da passagem dos Bandeirantes, tropeiros, mercadores de escravos, e  no início da desbravasão das terras cosmopolenses, existia um cemitério na região onde hoje está edificado o Cristo no morro da Santa Cruz, nesta região até a década de 40, estavam enterrados cerca de 15 pessoas, possivelmente caboclos e descendentes de Bandeirantes. Os sepulcros eram simples covas, demarcadas cada uma com uma cruz feita de madeira (possivelmente Jacarandá Paulista ou Peroba), coberta cada sepultura  com pedras (costume bandeirante)  Em 1950, o local foi utilizado para o plantio de cana de açúcar, transformando o antigo cemitério em canavial. O restos mortais foram encaminhados para o então cemitério municipal, onde foram sepultados em uma cova sem identificação. Mais dois cemitérios existiam nesse período, um na região do Bairro do Coqueiro (ainda existente), e um outro de escravos no antigo Morro do Carão (hoje bairro do Cidade Alta). Destes cemitérios desconhecidos por muitos cosmopolenses, iremos falar em outras postagens, feitas especialmente para este assunto.

Texto e fotos  Adriano da Rocha

97º Festa de Santa Gertrudes


PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA
1º Dia do Tríduo:
13/11 (terça-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite) 
2º Dia do Tríduo:
14/11 (quarta-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite)
3º Dia do Trídulo:
15/11 (quinta-feira): Santa Missa na Igreja Matriz às 19h30 (sete e meia da noite) 
DIA SOLENE E FESTIVO DE SANTA GERTRUDES,
PADROEIRA DE COSMÓPOLIS 16/11
16/11 (sexta-feira) – 19h30: Santa Missa Solene e Festiva, com a participação de todas as pastorais, movimentos, comunidades (São Paulo Apóstolo, São José e Santos Arcanjos) e todo o povo, seguido a procissão pelas ruas centrais da cidade, concluindo com a Oração à Santa Gertrudes na intenção de todos os paroquianos e colaboradores da festa.
Durante a Missa será inaugurado e apresentado para a comunidade o Coral Santa Gertrudes, que irá animar a celebração, formado por membros da comunidade sob a regência do Maestro Robson Cavalcante. Na ocasião também será apresentado ao povo o novo informativo paroquial, que substituirá a atual Agenda Mensal.
PROGRAMAÇÃO SOCIAL:
Toda a programação social acontecerá na Praça da Matriz Santa Gertrudes e no Salão Paroquial. Em todos os dias haverá variedade de barracas e sorteios de brindes e poupanças. As cartelas para os sorteios das poupanças podem ser adquiridas na Secretaria da Igreja durante o expediente.
10/11 (sábado): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
11/11 (domingo): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
16/11 (sexta-feira): Quermesse na Praça da Matriz e Show com a Banda Alpha – centro – às 20h30
17/11 (sábado): Quermesse na Praça da Matriz – centro – às 19h00
18/11 (domingo) – último dia da festa:
  • ·         10h30: XIII Romaria dos Cavaleiros, saindo da Comunidade Senhor Bom Jesus (Nova Campinas) até a Praça da Matriz Santa Gertrudes, onde haverá acolhida e bênção dos cavaleiros e animais que participarem da Romaria. Em seguida haverá almoço comunitárioLeilão de Gados e Sorteio de uma Poupança no valor de R$3.000,00 (Três Mil Reais).

VENHA PARTICIPAR E TRAGA TODA SUA FAMÍLIA PARA FESTEJAR  A PADROEIRA DE COSMÓPOLIS E DA AGRICULTURA

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Viva o calor...


Vontade de ser criança outra vez, e não ter tantas preocupações e receios de um adulto.
(Molecada na fonte da Igreja Matriz)
Foto Anastácio Filho

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DIA DO LIVRO

1962, primeira edição do Livro Cosmópolis, de autoria do príncipe dos poetas brasileiros Guilherme de Almeida.
   O livro Cosmópolis, de autoria  do renomado poeta e escritor  Guilherme de Almeida, trata-se de uma serie de 8 artigos publicados pelo autor no jornal O Estado de São Paulo em 1929, com o título Cosmópolis. Os artigos publicados semanalmente no jornal, descreviam alguns bairros da capital Paulista no inicio do século passado, inicialmente publicados em  10 de Março de 1929 à 12 de Maio de 1929, a cada edição de Domingo do Jornal. O livro foi lançado em 1962 pela editora Nacional, resgatando as reportagens originais de 1929 do autor, porém reeditadas para as normas linguísticas da década de 60. O titulo  Cosmópolis, não poderia ser outro, na tradução do nome Cosmópolis o significado: o universo em cidade; retratando fielmente o contexto de cada artigo de Guilherme de Almeida, um  novo mundo que surgia com as imigrações no estado de São Paulo, e nas misturas de povos, um novo povo brasileiro. Cada bairro descrito pelo autor, foi retrato nas páginas do livro pelo artista plástico A. Gomide, em desenhos de carvão, contrastando com os textos de Guilherme de Almeida,  que descrevem cada bairro Paulistano com suas peculiaridades, os diversos povos que moravam em cada bairro,  suas tradições. jeitos de viver a vida, seus trabalhos, e  especialmente  como cada povo construía sua história dentro da história da imensa metrópole paulista. Uma excelente leitura para o dia do livro, um livro que ainda pode ser encontrado na sua primeira edição em  bons Sebos da nossa região, e também nas demais edições que surgiram nestes mais de 50 anos. Vale a pena conferir, certeza de uma boa leitura.

Texto Adriano da Rocha
Livro biblioteca do  Acervo Cosmópolense

domingo, 28 de outubro de 2012

Dia do funcionário público

A todos os amigos desta estressante profissão, os desejos de muita saúde e principalmente paciência, pois lidar com o povão não é fácil. Que saúde e paciência nunca lhes faltem no seu dia a dia, saúde para o trabalho, e paciência com o povo e com o salário... Ancermo
28/10/ 1979...Funcionários públicos comemorando o "dia do funcionário" público na ASPM (Associação dos Servidores Públicos Municipais). Confraternização  realizada no local onde seria construído o  futuro clube da A.S.P.M.


Nesta foto as seguintes pessoas foram reconhecidas:  Nelson Malling (Piuh)Célio Rodrigues AlvesAntonio Bragagnollo (Toninho da ABC)Edemar Suzigan,Doutor TakataArgemiro Tognonini (Jegão)Antônio Rodrigues (Bigode)José Carlos Martins Garcia,???????José Carlos Brás (Goes)Ninão,e Pedro Tognoni
Você conhecendo alguém desta foto que não foi citado na descrição, deixe seu comentário e nos ajude a preservar a história de nossa cidade.

sábado, 27 de outubro de 2012

AINDA ONTEM...

  Um período pouco conhecido por muitos cosmopolenses, os tempos da "Maria fumaça" da Cia Funilense e Sorocabana, que até o final da década de 50 faziam parte da paisagem de Cosmópolis, cortando a cidade, a região rural, a Usina Ester, fazendo um percurso que seus trilhos terminavam na estação de Pádua Salles (Conchal). Cosmópolis na época distrito de Campinas, foi uma das primeiras cidades a possuir sua própria Cia de trens, a Funilense, fundada em 1895, e vendida para a Cia Sorocabana em 1904. A primeira foto de 1898, registra um dos trens da Cia, no Núcleo Campos Salles (Escola Alemã), com destino a Vila de Arthur Nogueira, na época pertencente ao território de Cosmópolis. O caminho que você vê na foto abaixo, é conhecido pelos mais antigos como Ponte Preta, ou Morro dos Schwarz. O trajeto existe a mais de 115 anos, e praticamente parou no tempo, uma estrada cheia de estórias e história, que tanto levou o progresso na região, hoje é esquecida e abandonada pelo tempo, e pelo poder público.

Texto e fotos  Adriano da Rocha 

PELOS OLHOS DE MEUS FILHOS...


Bairro do Quilombo, estrada de acesso ao Cristo (Fazenda Batistela).
Foto: Douglas Douglao Pólents

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CAMP completa 40 anos

E24 de Outubro de 1972, surgia em Cosmópolis, o Circulo de amigos do menino patrulheiro, o CAMP.


 Uma das entidades mas conhecidas de Cosmópolis, o CAMP, completa na data de hoje 40 anos de sua fundação. O CAMP também carinhosamente conhecido em Cosmópolis como "guardinhas", faz parte  da história de muitos comércios da cidade, e principalmente na história de vida de muitos jovens cosmopolenses que tiveram sua primeira oportunidade de emprego através deste grupo de amigos. A entidade que é totalmente apartidária, e não tem nenhum vinculo politico ou religioso, surgiu em Cosmópolis por iniciativa do cirurgião dentista Dr José Marques Barbosa, o doutor Barbosinha, que ao conhecer o CAMP de Campinas, trouxe o projeto à Cosmópolis através do Rotary Clube da cidade na gestão do presidente Armando Scorcione,  em parceria com o  Rotary de Campinas. O projeto desenvolvido pelo CAMP em Campinas, era o seguinte, dar oportunidade de emprego a adolescentes do sexo masculino das áreas carentes da cidade, na faixa etária dos 16 aos 18 anos, constituindo uma instituição de amparo aos meninos  na sede da entidade, que em período integral, cuidava da educação e saúde dos participantes. Sendo os princípios da entidade, educação, recreação e qualificação profissional.

 Em 24 de Outubro de 1972, acontecia a primeira reunião de assembléia para a fundação do CAMP na cidade, na reunião com a presença de cerca de 22 pessoas, foram aprovados os estatutos da entidade, e nomeada então a diretória do CAMP cosmopolense. Na semana seguinte a diretória participava de um seminário na cidade de Petrópolis-RJ, apresentado pelo criador do CAMP no Brasil, o juiz de menores Dr Marino da Costa Terra, que iniciou o projeto em São Carlos-SP, em 1962. Em Julho de 1973, na gestão do prefeito Orlando Kiosia, a prefeitura de Cosmópolis doou ao CAMP um terreno na Rua Santa Gertrudes para criação de sua sede, o Rotary na presidência de Sidney Alves Aranha, iniciava as construções da sede da entidade com ajuda de toda a sociedade da época.
Meninos e meninas do CAMP Cosmópolis, em frente a sede da entidade .
  O CAMP  hoje possui cerca de 180 patrulheiros, com faixa etária dos 15 aos 18 anos, de ambos os sexos.Na sede do CAMP Cosmópolis, os adolescentes recebem todo o suporte para seu desenvolvimento social, com laboratórios de informática, medicamentos, atendimento odontológico, alimentação, e áreas de esporte e lazer, na sede também são desenvolvidos trabalhos sociais de amparo aos familiares dos meninos e a comunidade em geral. Toda essa estrutura é administrada por profissionais de diversas áreas, em uma assembléia geral, fiscalizada por membros do poder público e civil, que contribuem em parceria para o funcionamento da entidade, que hoje recebe além do apoio de empresas da cidade, recebe desde 2010 o incentivo de programas da Petrobras, como o projeto  Jovem Aprendiz, que faz a execução e financiamento do projeto no CAMP Cosmópolis.


Texto Adriano da Rocha
Fotos Acervo CAMP Cosmópolis

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do professor

Aos mestres com carinho...
Texto Adriano da Rocha
Mão esquerda do professor Felício Marmo, homem de mãos pioneiras, e de uma história única na alfabetização no estado de São Paulo. O professor Felício Marmo, foi o fundador da primeira escola pública de Cosmópolis em 1905, aos 21 anos de idade. Abençoadas mãos que escreveram a história de muitos alunos no correr de suas vidas, e que até hoje ainda tem suas escritas vivas na história de muitos descendentes destes alunos

"Que saudades da professorinha que me ensinou o bê a bâ " ...

 Cantava Ataúlfo Alves na década de 1940, relembrando a primeira professora. Figura marcante na vida de uma pessoa alfabetizada, são das professorinhas e professores, as primeiras descobertas na vida de uma criança

 Um mundo novo sem fronteiras, um mundo apresentado  no dia a dia da sala de aula, e seus caminhos ensinados, através da  leitura aos alunos pelos professores.

Cosmópolis nos tempos dos caipiras e caboclos, antes da imigração de povos de diversos países do mundo, antes  até da Cia Funilense, Núcleo Colonial  Campos Salles, Nova Campinas, a alfabetização  era coisa rara  (em todo o Brasil na verdade).

  Na Cosmópolis  conhecida neste período por  Pinheirinho e Serra Velha, não era costume dos caipiras e caboclos, do Paulista interiorano na sua maioria, aprender a ler e escrever. Nascia-se para o trabalho, ou, como dizia um velho tio, caipira e pai de 15 filhos, nas suas palavras sobre a vida e o destino de cada vivente, ele simplificava a vida em 4 palavras :" Nascer, crescer, trabaiár e procriar".

Este tio, faleceu aos 95 anos, sem saber ler, porém, se considerava alfabetizado, por saber escrever seu nome completo. Na verdade, era mais um desenho que ele fazia no papel, e quando era questionado sobre sua alfabetização,  dizia no seu modo de capiá Paulista:

"Meu pai  sempre dézia, inscrivinhar o nome já basta. Inscrivinháno o nome pra assinar um documento tá bãoum demái, antis num percisava, hoje o homê tem que aprender. Tudo carece a tar da escrita, pra casar e comprar as coisa,tudo tem o nome  que inscrivinhá".

Isso ele dizia na década de 1980, se estivesse vivo nos dias de hoje, se surpreenderia como as coisas mudaram, e o saber é mais que uma necessidade, é uma questão de sobrevivência.

  Antes da imigração, e do surgimento da Vila de Cosmópolis, existiam diversas famílias de caboclos e caipiras, descendentes dos pioneiros Bandeirantes, famílias que já moravam a centenas de anos nesta região, nos atuais bairros ainda rurais, do Nova Campinas, Serra Velha, Itapavussú, e outros demais bairros da região destes bairros, que com o passar dos anos se tornaram um único bairro, como é o caso do Pinheiro e Terra queimada onde surgiu Cosmópolis, que hoje são basicamente conhecidos como Nova Campinas.

Em registros feitos por historiadores de Limeira, até o final do século 19, estes bairros rurais cosmopolenses por serem muito próximos de Limeira, eram atendidos pela vizinha cidade, ocorrências policiais, batizados, registros, sepultamentos,  tudo era realizado em Limeira pelas famílias.

Neste período de nossa história cosmopolense, a alfabetização das crianças era feita mensalmente por uma professora que vinha de Limeira, cortando as estradas de terra em  um velho trolinho, possivelmente essa professora era moradora do Bairro dos Pires ou Fazenda Quilombo, que faz divisa com as terras cosmopolenses, e na época eram basicamente um único território. 

   A professora a qual seu nome certo desconhecemos, sempre era lembrada em causos por moradores mais antigos destes bairros, e carinhosamente era chamada de Ínhana, (diminutivo Paulista de Ana), não era funcionária do governo, ou uma professora com formação acadêmica, possivelmente poderia ser uma filha de fazendeiros, sendo este um costume na época da sinhazinha ensinar os empregados da fazenda, por bom gosto e coração, ou para ajudar o pai a conseguir algum cargo de chefia pelo governo na região, como titulo de barão ou interventor do estado (titulo que representaria hoje os cargos de prefeito e governador).

Essa professora igual a muitas deste período, era uma jovem  que lecionava pelo amor de ensinar, e assim quem sabe melhorar a vida daquela gente que vivia tão distante da realidade, e ao mesmo tempo tão perto da cidade. Cidade essa Limeira, que crescia junto ao progresso dos novos tempos, através das plantações de laranja, o ouro laranja do estado, que disputava em valores com o famoso ouro verde, o café.

  As aulas eram realizadas em  uma capelinha que existia na região do Nova Campinas, na época o local era conhecido por "Bom Jesus da caninha verde" , poucos eram os alunos, como disse acima não era costume do Paulista o aprendizado de ler e escrever, já que o mesmo não servia de nada no serviço braçal na roça, e citando novamente um parente:

"Em mão calejada, pena não se usa". Dizendo assim, que em mão cheia de calos criados pelo trabalho com a enxada, essa mão  com a pena (caneta) não se escreve.

1895/ "Patria e dever" = Cartilha escolar do final do século 19, distribuída para os alunos dos bairros rurais de Cosmópolis, e também em outras diversas cidades  do estado de São Paulo pelo governo federal. O ano 1895, foi registrado pelo aluno Sebastião Manuel da Rocha em uma das páginas, mas o livro pode ser anterior a  data registrada.

 Com o surgimento da Cia Funilense em 1890, dos núcleos coloniais do Campos Salles e Nova Campinas, e assim nas margens da estação de trens a Vila de Cosmópolis, a primeira escola  de Cosmópolis, era criada pelos colonos Alemães e Suíços no núcleo colonial Campos Salles, a Deutsch Schule, em 18 de agostos de 1898 (oficialmente em 1898 era inaugurada a escola, mas desde 1896 os filhos dos colonos já eram alfabetizados em uma das casas do núcleo pelos próprios colonos). Surgia a escola, porém destinada somente para os colonos do núcleo, com aprendizado em alemão, sempre exaltando a pátria mãe dos imigrantes a Alemanha.


Tudo isso acontecia com o intuito de preservar a cultura e língua da terra dos imigrantes, os colonos na sua maioria não faziam questão de aprender sobre a nova terra, sua história e língua era a alemã, a vinda ao Brasil era vista como uma fase na vida de muitos deles, e que depois do enriquecimento em terras brasileiras eles voltariam novamente a Alemanha, e por isso não tinha a necessidade de se criar raízes no Brasil.


A escola somente mudou sua formação e conceitos depois da Revolução Constitucionalista de 1932, quando em 2 de Outubro de 1932 com a rendição das tropas Paulistas, o ditador Getúlio Vargas, mudou todas as normas de ensino no Brasil, o fim das bandeiras de estado e município, a obrigatoriedade de uma única bandeira, a bandeira do Brasil, e assim em todas as escolas coloniais e públicas, o Brasil era o assunto, língua e estudo.

1898/ Representantes da prefeitura de Campinas em visita a Deütsch Schule. A esquerda da foto recém chegado do estado de Santa Catarina, o professor Otto Herbest, que lecionou durante anos na escola, e foi um dos primeiros sub prefeitos de Cosmópolis
 O surgimento do núcleo colonial do Nova Campinas, na mesma época do Núcleo Campos Salles, o governo estadual construíu uma pequena escola para os colonos do bairro, edificada em madeira pelos próprios colonos, na divisa entre os antigos bairros do Pinheirinho e Santo Antônio, onde já existia uma pequena construção, uma capelinha dedicada ao Bom Jesus da caninha verde, como já foi mencionado no início da postagem, onde uma professorinha dava suas aulas mensalmente.

No núcleo Nova Campinas a maioria dos colonos eram oriundos de vários países, não exclusivamente da Suíça e Alemanha, como no Núcleo Colonial Campos Salles,  as aulas eram realizadas em português, e  ensinava-se o básico aos alunos, ler e escrever. Uma professora voluntária  mensalmente visitava a escolinha, como já era feito antes da imigração, aos caipiras e caboclos.

As crianças do Núcleo Nova Campinas, de origem Alemã, eram encaminhadas pelos pais a escola alemã do Campos Salles, embora alguns faziam questão que os filhos aprendessem o português na escolinha do Nova Campinas, e conhecessem melhor a língua da nova terra.

Eram poucos os alunos, tanto os imigrantes quanto os filhos dos antigos filhos da terra, não "compensava" ao governo pagar um professor oficial, que lecionasse semanalmente na região, por este motivo as aulas eram mensais e magistradas por professores voluntários, sem nenhuma remuneração ou obrigatoriedade, simplesmente ensinavam aos alunos pelo amor ao magistério, e difundir o saber ao próximo.
1903/ Professor Felício Marmo , primeiro professor oficial de Cosmópolis, e fundador da primeira escola pública da cidade. Foto tirada em Campinas pelo Studio Photografico Nickelsen & Ferreira, dois anos antes de  tomar posse na Vila de Cosmópolis como professor em 15 de março de 1905, aos 21 anos de idade.

   O crescimento da Vila de Cosmópolis, motivou o intendente (nome dado aos prefeitos eleitos diretamente pelo governador do estado, sem o voto popular) de Campinas Antônio Alvares Lobo, em  fevereiro 1904, a iniciar um concurso público para a contração de um professor para a Vila, neste concurso inscreveram-se apenas dois professores, sendo que somente um deles se apresentou no dia marcado pela banca examinadora, era o jovem recém formado Felício Marmo.

O jovem professor filho de imigrantes italianos da região de Salermo, a poucos anos se mudava para Campinas, vindo de Viamão-RS, cidade onde nascerá em 1 de Agosto de 1884.

A contração oficial do professor demorou quase um ano, somente no mandato como intendente de Campinas do famoso Doutor Mascarenhas (Francisco de Paula Mascarenhas, grande benfeitor da epidemia da febre Amarela que desolou toda região no final do século 19, e praticamente dizimou Campinas ), que o professor Felício Marmo se mudaria para Cosmópolis em 15 de Março de 1905, oficialmente Cosmópolis tinha um professor e uma escola pública.

Escola essa que inicialmente funcionou durante alguns meses em uma casa alugada no final da Avenida Ester, ao lado do antigo "Cine Teatro Avenida", de propriedade do comerciante Marcos Zanin, imigrante italiano que possuía um pequeno armazém naquela região.

1905/ Professor Felício Marmo entre sua turma de alunos, oficialmente a primeira escola pública de Cosmópolis. Abaixo o mesmo local da foto em 2012,  local onde funcionou a escola inicialmente em uma sala alugada pelo governo intendente de Campinas.
 A escola era totalmente improvisada naquele local, carteiras e quadro negro, não existiam, o governo somente enviou a vila o magistrado, o restante ficou por criatividade e iniciativa do jovem professor, na época com 21 anos. O professor Felício para a criação da sala de aula teve a ajuda dos comerciantes da vila, que do modo que podiam ajudavam. O professor recebeu  dos donos de armazéns de seco e molhados, caixas de madeira para a construção das mesas, caixas de banha da Cia Matarazzo e de bacalhau, grandes latas de 20 litros  de querosene eram usadas como cadeiras pelos jovens alunos.

O professor  residia em uma hospedagem próxima a estação da Cia Funilense, e dava aulas a tarde na sala de aula improvisada. Nas manhãs, o jovem professor era escriturário no armazém Grimaldi, naquele tempo as compras na sua maioria eram realizadas à prazo, ou como se fala popularmente no fiado, o serviço do professor era anotar as compras dos clientes, que pagavam mensalmente ou anualmente suas contas.

Nas noites, o professor lecionava aulas particulares para adultos, na própria residência do aluno,  a maioria   filhas de comerciantes que não tinham condições de estudar em Campinas, e o costume e ordem dos pais que aprendessem  apenas o básico para ler a bíblia e acompanhar o livro missal nas missas católicas.

  A escola somente se tornou realidade com a insistência do professor em melhorar as condições de aprendizado dos alunos, o governo lhe pagava o salário e o aluguel do salão, oferecia aos alunos apenas a cartilha de aprendizado Thomas Galhardo, os demais materiais usados no dia a dia escolar, eram comprados pelos alunos. Materiais comprados a duras penas pelos pais, na sua maioria pobres trabalhadores da vila, sitiantes, e funcionários da Funilense.

Não se usava muitos materiais escolares no dia a dia sa sala de aula naquele tempo, mas um simples lápis e um caderno eram materiais de um preço bem elevado para as condições financeiras das famílias dos alunos.

  
1907/ Cartilha de aprendizado Thomaz Galhardo

     Foi então que o professor percebeu uma disputa pessoal de duas figuras importantes da vila, o Major Artur Nogueira e o fazendeiro João de Barros Aranha, a disputa na verdade era de brios, daquele que tinha mais condições financeiras e poder.

O Major Artur Nogueira, era dono da Cia Agrícola Nogueira, que inciou o povoamento da região, fez o loteamento dos núcleos, companhia essa dona da Usina Ester e da Cia de trens Funilense, do outro lado o fazendeiro abastado João de Barros Aranha, dono da fazenda Itapuvusú uma das maiores produtoras de café da região, e dono de inúmeras outras propriedades pelo estado e principalmente na cidade de Campinas.

A pequena "risgá", paulistamente dizendo, era a seguinte, o maior sonho do Major Arthur Nogueira era ser intendente da progressista e rica Campinas, algo que nunca conseguiu, o cargo era um dos mais importantes no estado de São Paulo. Já seu adversário João Aranha este foi nomeado por diversas vezes intendente da prefeitura de Campinas, nomeado diretamente pelo governador, na época o ex presidente Campos Salles, parente próximo do Major, o que aumentava assim ainda mais as disputas entre os dois.

    Nesta disputada política entre os dois fazendeiros, o jovem professor aproveitou-se para beneficiar os alunos, quando o próprio intendente de Campinas lhe deu essa dica, e acabou dando certo. Em 1906 a escola se tornava um realidade, João Aranha doou o terreno e iniciou a construção, e o Major Nogueira ao ver a atitude do adversário político, fez a doação de todos os móveis da escola.

Estava feito, surgia então a primeira escola pública de Cosmópolis, uma pequena edificação, com uma janela e uma porta de entrada, e um grande terreno que servia de pátio aos alunos.

Neste pátio, que eram as laterais da construção, o professor Felício ensinava aos alunos um esporte ainda pouco conhecido no Brasil, o footbal, o qual havia aprendido quando estudou na capital Paulista, e que anos mais tarde se tornaria um dos orgulhos cosmopolenses, com o surgimento do clube esportivo Cosmopolitano Futebol Clube, entre os primeiros  clubes de futebol do Brasil, e pioneiro  a possuir um estádio próprio em 1915.

1910/ Professor Felício Marmo em seu quarto no Hotel Saturno, na cidade de Salto de Itu-SP
  O primeiro professor oficial de Cosmópolis, e fundador da primeira escola pública de nossa cidade, permaneceu lecionando em Cosmópolis, até 20 de Janeiro de 1908, quando foi transferido pelo governo estatual para a cidade de Salto de Itu, onde permaneceu até 1912 na cidade. Em Salto de Itu, como em Cosmópolis, o professor Felício foi um dos pioneiros do ensino na cidade, se destacando na história do município. Em sua trajetória profissional, lecionou em diversas escolas do estado de São Paulo, e sempre de maneira pioneira se destacou em todas as escolas que foi professor ou inspetor escolar.

 Em 1974, aos 90 anos de idade escreveu o livro "Memórias de um mestre escolar", no livro o velho professor conta sua passagem por Cosmópolis, detalhes do povo da pequena vila, as dificuldades do início de sua profissão na Vila de Cosmópolis, e também toda sua trajetória como professor em diversas cidades do estado de São Paulo. Um livro que foi reeditado em 2011, pela prefeitura municipal de Cosmópolis, e se encontra a disposição da população na biblioteca municipal, e vale a pena sua leitura, uma verdade viagem no tempo dentro da vida deste mestre, e na história do estado de São Paulo.

O livro retrata a vida do professor Felício Marmo, suas passagens por diversas cidades, as dificuldades dos professores do interior, sofrimentos e privações, o professor Felício relata não apenas sua vida, mas sim a vida de muitos  professores do interior no século passado, com seus momentos de sacrifícios, abnegações, e principalmente o amor em ensinar, e ter este amor como fonte de vida.
Professor Felício Marmo aos 90 anos, em 1974
Meu pai em um acaso do destino conheceu o professor Felício  na cidade de Campinas no início da década de 60, quando esperava uma consulta no instituto Penido Burnier, (famoso centro oftalmológico na Avenida Andrade Neves). Leia seu relato desta interessante passagem de sua vida.

 "Eu nasci com um sério problema de visão, atrofia no nervo óptico, uma doença rara no mundo que por infelicidade, ou, destino, sou portador. 

Passei minha adolescência nos consultórios do Penido Burnier em Campinas, indas e vindas semanais de Cosmópolis à Campinas, quando  a viagem não era feita de trem, eu era levado por um chofer de praça da cidade. 

Em uma dessas consultas com o Dr José Maria de Abreu, cheguei com meu pai na recepção e como sempre lotada de pacientes de todo o Brasil a espera das consultas, ficamos na espera. 

Depois de um tempo fomos chamados pela atendente para preencher a ficha de consulta. Naquele tempo não existia planos de saúde, a consulta era caríssima e paga na hora, no preenchimento da ficha de atendimento. 

Meu pai destes caboclos paulistas falava rápido, e quando ficava nervoso piorava, e meu estado estava um pouco complicado naquele dia, isso então fez com que o velho falasse bem arrastado. 

Ao pronunciar o endereço a moça não entendeu, pela segunda vez ele repetiu, e ela novamente não entendeu, acho que era também uma certa má vontade, e muita gente para atender ao mesmo tempo.

  Ela não compreendia ele dizer Vila Mariana, e Rua Monte Castelo, ao pedir que ele repetisse, ele respondeu bravo: "O dinheiro está aqui, que é o mais importante para a consulta, no restante basta a senhora escrever que eu sou de Cosmópolis, e pronto". 


Um senhor que estava sentado esperando a consulta, acompanhava tudo olhando de longe, e ao finalizar os procedimentos da atendente se aproximou de meu pai, e com um modo muito cordial veio conversar conosco, ele dizia: 

"Então o senhor é de Cosmópolis, que felicidade ouvir este nome, minha vida começou na sua terra". 

E foi nos contando sobre sua vida, que foi professor em Cosmópolis quando moço, e chegou na cidade quando ainda era uma vila,  falando em detalhes como a cidade era naquele tempo.

  Lembro ainda de muitos de seus relatos naquela prosa, que quando chegou em Cosmópolis não existia nem mesmo a igreja de Santa Gertrudes, e quando se mudou da cidade a igreja começava a ser construída. Como a espera pela consulta sempre era demorada, devido a grande quantia de pacientes, a prosa durou horas, e paulista quando começa a prosiar não termina.


 Meu pai  sempre que encontrava alguém mais velho, perguntava se por um acaso a pessoa conheceu seu pai. Meu avô morreu de febre amarela em 1916, quando meu pai tinha apenas 3 anos de idade, então meu pai não tinha lembranças de seu pai  e somente o conhecia por fotos.

 Ao falar o nome de seu pai e o sobrenome Rocha, a prosa já mudou totalmente de assunto, quando os dois começaram a relacionar os sobrenomes, Rocha e Marmo, com o santo do povo, o Antoninho da Rocha Marmo. Os dois começavam a puxar na memória se no final de tudo, em alguma ramagem da árvore da vida, os dois não poderiam ser parentes.

Seu nome  Felício Marmo, ficou em minha memória por este motivo, pelo sobrenome do famoso menino santo, e pelo mesmo nome de um conhecido de meu pai lá da Vila Mariana. Quando o assunto puxava outro assunto, e se alongava em uma gostosa prosa, a atendente nos chamou para a consulta, e o papo se encerrou de repente. Meu pai convidou aquele velho senhor a nos visitar, mas a visita nunca aconteceu, e nunca mais ouvi falar dele novamente.

 Na década de 1990, a história me voltou a mente, quando foi inaugurada em Cosmópolis, uma escola em sua homenagem. 


Em um jornal da cidade  a prefeitura anunciava  a inauguração da escola, e em poucas palavras, descrevia   quem era o homenageado. 

Somente em 1998 que tive  a ideia de sua real importância na história de Cosmópolis, quando então  começamos a pesquisar para o Acervo Cosmopolense, a história deste vulto pouco conhecido por muitos em Cosmópolis. Coisa da vida não é? Acasos do acaso, e felicidades de uma boa memória do passado e destes acasos". Juvenil da Rocha

  Assim como a prosa de meu avô com o velho professor rendeu horas, este assunto merece outras futuras postagens, que em breve serão publicadas neste blog.

Aos professores nossa homenagem neste dia tão especial, e em especial a memória do saudoso mestre Felício Marmo, patrono da educação de Cosmópolis.

Nossa singela homenagem, a este professor que ensinou o saber  da vida a tantos alunos, e este saber até hoje se perpetua em sua imagem e história que tanto orgulha  nossa cidade, por fazermos  parte desta brilhante história de vida deste mestre do ensino.

Em nome dos filhos desta terra, Cosmópolis e do Estado de São Paulo, muito obrigado professor Felício Marmo, por escrever sua história dentro de nossa história. Nossa homenagem ao mestre com carinho...


Texto: Adriano da Rocha

Fotos: Acervo Adriano da Rocha, Acervo Família Marmo e Prefeitura de Salto de Itu-SP



Uma reflexão sobre o dia de hoje...

Por Paulo Coelho (*).

Verdades da Profissão de Professor

  "Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados.

Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.


A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”.

Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tão pouco, a sociedade muda".

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

As eternas crianças nossa homenagem


 Que neste dia consagrado as crianças, possamos ter novamente a felicidade e esperanças dos tempos de criança. Feliz dia das crianças a todos.