terça-feira, 25 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES EM COSMÓPOLIS

Dois vídeos que destacam a grande participação  dos jovens ontem nas manifestações  em Cosmópolis. O primeiro vídeo mostra a câmara municipal lotada, onde participaram não apenas jovens, mas pessoas de todas as idades  e classes sociais, unidos  em uma  mobilização que agitou a cidade nesta Segunda-feira dia 24 de Junho..

 O segundo vídeo mostra o desabafo da jovem Monica Campos sobre a realidade vivida diariamente por grande parte da população cosmopolense. Um desabafo que repercutiu por todas as redes sociais nesta terça-feira.

Vídeos gentilmente cedidos pelo perfil Cosmópolis nas trevas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

MANIFESTAÇÃO EM COSMÓPOLIS



 Agradecemos a todos que hoje fizeram a diferença com sua participação na manifestação popular que aconteceu em Cosmópolis. Fizemos a nossa parte e mostramos que Cosmópolis aos poucos está acordando junto com o Brasil. Parabéns a todos que saíram para as ruas para mostrar sua indignação de maneira pacifica e para expor suas ideias para uma Cosmópolis melhor para todos. Parabéns, juntos e unidos somos a diferença que pode mudar a nossa cidade e o Brasil.


Fotos: Alex Coimbra / Anastácio Filho / Nelson T. Matsunaga / Camila Davinha/ Juninho Abranches


Fotos: Alex Coimbra / Anastácio Filho / Nelson T. Matsunaga / Camila Davinha / Arthur Toledo/ Juninho Abranches

DIA MUNDIAL DO FUSCA.

 1962... Fuscas no largo da Matriz de Santa Gertrudes, momentos antes das famosas gincanas escolares que aconteciam na Avenida Ester. Repare que a  nova Igreja Matriz ainda estava em construção.
                                                                                          
Foto Denisi Aranha


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SÃO JOÃO BATISTA, BATISTA JOÃO..VIVA SÃO JOÃO.



Uma das minhas primeiras matérias que escrevi em um jornal o tema era: "São João do Carneirinho". Na época nem se pensava que existiria a internet que temos hoje, com consultas de imagens e de pesquisas sobre qualquer assunto, modernidade só em 1994 com um Aptiva com Paint e MS-DOS. A história do santo dos caboclos eu sábia "decór" e datilografei "catando milho" (apelido de quem datilografa com um dedo) na minha Underwood 1988, mas e a imagem do santo? Como diz o caipira, campiei, campiei e nada de encontrar a imagem de "São João do Carneirinho". Na época recorri a minha avó, que nos seus guardados tinha este Almanak do Xarope São João, que ela ganhou em uma "Pharmacia" que existia entre a Rua Antonio Carlos Nogueira e a Avenida "Esther" em 1936. Hoje o pequeno "almanak" completa comigo 19 anos, e 77 anos que foi publicado. Minha homenagem a este santo tão querido, que pela correria das manifestações de hoje acabei sem fazer uma justa homenagem ao São João do Carneirinho. Nunca é tarde e o que vale é a fé, não é!!! E viva São João...

Texto e foto Adriano da Rocha 

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ACORDAI POVO COSMOPOLENSE NA VOZ DE SEUS FILHOS...


  Eis que chega o esperado dia para Cosmópolis. Na terça-feira abri os olhos do grupo sobre os oportunistas que surgiriam aos montes neste momento do despertar da sociedade, um momento único para o povo brasileiro de não apenas despertar e abrir os olhos, e sim acordar da cama, e sentir que está vivo, preparar os pulmões e a boca para guspir naqueles que há anos fizeram coisas piores quando o povo estava deitado “eternamente” em berço “esplendido”. Nossa região inteira já despertou do seu sono de omissão, Americana, Limeira, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Conchal, Holambra, Paulínia... E quando é chegada a hora e a vez tardia do povo de Cosmópolis mostrar que está atento e que já passou da hora de levantar-se  da cama, surgem eles , os oportunistas e os idolatras partidários, com suas frases prontas e desmotivadoras, com seus argumentos sem fundamentos e com um algo obscuro e sujo escondido por trás de suas palavras e atos. São eles que surgem chamando os jovens de rebeldes sem causa, que os grupos de manifestantes de Cosmópolis deveriam se manifestar sobre o aumento do hot dog, ou da legalização da maconha, que somente sobre estes assuntos é que os jovens da “cidade universo” entendem. Nos seus discursos de paladinos da verdade dão ênfase e letras de caps lock que os jovens cosmopolenses não têm causa, e não sabem o que se passa na sua própria cidade e como querem mudar o Brasil. Seus textos nas discussões dos grupos de mobilização popular surgem somente com criticas, ou se auto enaltecendo: ”Eu sou a verdade, e vocês são o erro insignificantes rebeldes revolucionários de Facebook”.

 Quem são realmente esses senhores e senhoras que se dizem ex-guerrilheiros, ex-combatentes da ditadura, ex-revolucionários, que escrevem discursos inflamados desmotivando a tudo em nossa cidade! Quem são esses oportunistas que surgem com ideais partidárias que o melhor neste momento é seguir os exemplos da sigla vermelha ou da laranja, da verde, da azul bananinha, e insistem que sem o apoio da bandeira de um partido não existe causa ou fundamento em nada para estes jovens cosmopolenses...

 Onde estavam estes senhores no passado de nossa cidade? E não precisa ser um passado tãooo distante, voltemos à década de 80, por exemplo, quando a cidade foi dividida em duas com uma rodovia, barrando o município até onde ele poderia crescer, demarcando aqui é cana e sempre será cana; onde estavam quando surgiram as primeiras favelas e que hoje já possuem uma população de mais de 14 mil habitantes segundo a polícia civil. Onde estavam estes senhores quando um Padre falava em seus sermões da vinda do pedágio e os males ao povo que essa praça causaria! A sim foram eles que enviaram um oficio a arquidiocese de Limeira pedindo a saída do padre, e que ele se calasse sobre o assunto. Onde estavam estes senhores quando nestes últimos 5 anos perdemos mais de 18 grandes indústrias multi nacionais para cidades vizinhas (4 só para Artur), sendo que nossa cidade possuí uma enorme área industrial abandonada a mais de 20 anos! Acho quem sei onde estavam esses senhores, estavam recebendo seus salários nos seus acomodados cargos públicos, conscientes de tudo de errado que acontecia, porém acomodados com seu gordo salário e demais regalias, hora pois que o mundo acabe em barraco, eu já vivo encostado... Os jovens tem pensamento sim, e sabem quem são os oportunistas que aos montes surgem neste momento, oferecendo chácara para concentração, cerveja e churrasco, os jovens sabem que levantar uma bandeira e idolatrar um partido neste momento é se unir aos responsáveis pela situação a qual se encontra nosso país e principalmente nossa cidade. Os jovens sabem que o maior mal e mau da nossa cidade é a idolatria, sim a idolatria, um mal que gera todos os outros males que destroem o nosso Brasil. A idolatria religiosa, a idolatria partidária, a idolatria ao futebol, a uma emissora e suas novelas, a idolatria a um artista, a idolatria a falar mal da vida alheia... Idolatria, idolatria, esse sim é o maior mal de todo o mundo, é o mal que gera a corrupção, a submissão dos submissos, a verdadeira idolatria que a bíblia diz é essa, e os textos sagrados bem dizem que um homem não será nada no mundo seguindo como base em sua vida a idolatria.  

  Entenda por exemplo Cosmópolis que durante mais de 100 anos  idolatra uma menina que sorri em um saco de açúcar, que durante mais de 68 anos idolatrou bandeiras políticas e seus representantes. E neste idolatrar cosmopolense passamos de a Nova Campinas, a Rainha da Funilense e Sorocabana, a terra da seda e das tecelagens, entre tantos outros nomes que nos glorificavam  dentro do estado, para a Cosmópolis dormitório, a terra dos aluguéis, a cidade dos puxadinhos onde pagando bem dorme até mais cem. Senhores oportunistas e “pseudos” moralistas, ex isso e ex aquilo (até hoje sem comprovação), os jovens cosmopolenses não precisam de seus apoios, os jovens NÂO PRECISAM de suas ideias, argumentos, comentários, e digo até de sua existência insignificante, está não é bem vinda à vida dos jovens e na vida de nossa cidade. Estamos fazendo a nossa parte e não apenas reclamando, estamos mostrando do nosso modo, que seja imaturo (ainda não temos a vivencia dos anos), que seja exaltado e sonhador, ou até sem noção às vezes, que este é o nosso modo de mostrar que estamos vivos e atentos. Está é nossa parte, enquanto vocês reclamam insistindo que Cosmópolis não tem solução, discordamos, aqui crescemos, aqui vivemos, e mudar essa história de retrocesso que Cosmópolis vive depende neste momento destes jovens em fazer a história hoje, e fazer a história agora. Por favor, senhores e senhoras que tem o imenso prazer em questionar e criticar nossa cidade, fiquem sentados como fazem sempre, e vejam os jovens cosmopolenses mudar a nossa cidade e como um clarim bem barulhento, estes jovens vão ecoar suas vozes por toda Cosmópolis para que ela acorde de gente como os senhores, e assim a cidade possa novamente crescer e ser uma cidade que novamente orgulhe seu povo. O Brasil acordou, e Cosmópolis hoje acorda, força jovens Cosmópolis precisa hoje, Cosmópolis precisa e implora agora por vocês. Faça sua parte, seja visto, seja ouvido, e assim seja lembrado e orgulhe a sua cidade, e assim ao nosso Brasil. Estamos fazendo a nossa parte e não critique por você não ter coragem de fazer a sua.... Força Cosmópolis, confio que seu futuro e despertar nasce hoje pelas mãos de seus jovens filhos...


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

SÓ RECLAMAR NÃO ADIANTA



 Grande mobilização em Cosmópolis nesta SEGUNDA-FEIRA dia 24 de Junho. Concentração no Ginásio de esportes às 17:00 hrs e saída às 18:00hrs pelas ruas da cidade com destino à Câmara Municipal de Cosmópolis.

Os manifestos são por causas nacionais e municipais e principalmente pela conscientização do povo.

Destacando em Cosmópolis a insatisfação popular na SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA e os abusivos preços da praça de pedágio Cosmópolis/Paulínia (que terá reajuste nas tarifas em Julho) .

Apoio as causas da mobilização nacional
1- Não a PEC 37;
2- Saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional;
3- Imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa, pela Polícia federal e pelo Ministério Público Federal;
4- Queremos uma lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo;
5- Fim do foro privilegiado pois ele é um ultraje ao artigo 5º da nossa Constituição.

Não espere acontecer faça acontecer, o Brasil acordou e agora chegou a hora de Cosmópolis .

segunda-feira, 17 de junho de 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

FESTA DE SANTO ANTÔNIO

Texto e fotos Adriano da Rocha


O santo foi um dos primeiros padroeiros populares de Cosmópolis, escolhido pelo povo antes da oficialização de Santa Gertrudes em 1915 como padroeira. Nos tempos das fazendas, de Cosmópolis do Funil, Pinheirinho e Nova Campinas, o primeiro santo padroeiro foi o Bom Jesus da cana verde e o Santo Antonio . No passado a festa de Santo Antônio nos dias 12 e 13 de Junho, foi uma das maiores celebrações católicas de Cosmópolis, festa que reunia fiéis de toda a região no largo da Igreja de Santa Gertrudes para  a celebração religiosa e principalmente pelo pãezinhos de Santo Antônio que eram distribuídos em grande quantia neste dia aos solteiros na busca pelo amor. Nesta postagem um pouco da história desta celebração cosmopolense, “retalhos” de relatos que recolhi no início deste acervo  que nos fazem viajar na história junina de Santo Antônio em Cosmópolis até o final da década de 40.



13/06/1930...Tradicional celebração em louvor a Santo Antônio, onde a missa era sempre realizada ao ar livre pela grande quantia de devotos, celebração e bênção dos pães pelo Padre Victor Ronduá no largo da igreja de Santa Gertrudes.
 As comemorações ao Santo tão querido pelos católicos Paulistas começavam com a trezena de Santo Antônio que iniciava 13 dias antes do dia do Santo (13/06), com rezas e orações realizadas cada dia na casa de um devoto, os Antônios e Antônias como se dizia na época, no final das orações era servido os famosos anisetes, uma bebida típica nas celebrações Paulistas que era feita da mistura de água ardente a famosa pinga, água, açúcar e um colorante com essência, o calorífico. O anisete servido era colorido ao gosto de cada fiel com os caloríficos compradas nos boticários e pharmacias da vila, e cada cor tinha o seu sabor, vermelho (cereja), verde (menta), amarelo (abacaxi), e o mais apreciado o azul no sabor marcante de anis. Era uma espécie de kisuqui se lembra dele!! Coloria a bebida e dava um suave aroma, a bebida era servida somente em celebrações religiosas, e por esse motivo seu sabor era especial. Na véspera do dia de Santo Antônio dia 12 (dia dos namorados) ao terminar as orações e rezas, começava a festa em louvor ao santo que cortava a madrugada, e só terminava no dia seguinte. A fogueira era acessa, e a madrugada do dia 13 era movimentada, era a noite das simpatias e demais supertições, “sorteironas” e “sorteirões” rogavam ao popular “Santo casamenteiro” de todos os meios na busca de um amor. Bacias cheias de água na virada do dia 12 para o dia 13, buscavam a lua e refletir a imagem do amor perfeito, cada “sorteiro” tinha a sua simpatia preferida que ia de amarrar o santo de ponta cabeça durante treze dias e desamarrar na madrugada, a colocar o santo dentro das táias d’água ou dos antigos filtros da marca Fiel, e beber aquela água durante os treze dias. Mas triste mesmo nessa noite era para as coitadas das bananeiras, essas sim sofriam nesta época, amanheciam cheias de facas encravadas em seu tronco, a supertição dizia que no dia seguinte o caldo que escoria no corte formava a inicial do nome do amado ou amada. Quem não gostava muito eram os donos de bananeiras que amanheciam na espera dos "sorteirões" que vinham logo cedo para ver a inicial do nome do amor, e eram pegos com a faca na bananeira pelos donos do bananal.


 Também era a noite dos balões, nos céus de toda região nesta noite subiam milhares de balões, da Igreja de Santa Gertrudes se via ao longe os balões das colônias da Usina Ester, Nova Campinas, e das vizinhas Arthur Nogueira, Limeira e demais cidades. O céu recebia novas estrelas, coloridas e enfeitadas, eram os balões por todas as partes subindo iluminados ao céu com os pedidos feitos ao santo escritos em cartinhas amarradas ao balão. Nesta noite, se erguia o mastro com a imagem dos três santos (Santo Antônio, São João e São Pedro), e nas cidades Paulistas a tradição era o mastro com quatro santos, já que São Paulo o seu dia é dia 29 de Junho, o mesmo dia de São Pedro, sendo assim nas terras Paulista no dia 29/06 eram feitas duas festas, que enceravam as celebrações juninas. Era costume na nossa região de enfeitar o mastro dos santos com frutos da terra, e ao logo do mastro sobressaiam espetos feitos com galhos dos pés de café onde eram fincadas laranjas, sendo os galhos entrelaçados com algodão. Frutos da terra que representavam a economia agrícola da cidade e o agradecimento ao santo pela fartura nas colheitas. Na nossa região especialmente Cosmópolis, Artur Nogueira e Limeira, a quem diga que foi aonde surgiu essa tradição, já que no Brasil foi nesta região que a laranja era considerada o ouro Paulista no mundo.



 As danças típicas Paulistas como a cana verde, arrasta-pé, cateretê e demais ritmos dos tempos dos bandeirantes que antigamente eram executados por dois caboclos com suas violinhas de 12 cordas de caritê, já se misturavam com o som das harmônicas dos imigrantes italianos e espanhóis transformando e recriando nossa música e cultura. As comidas tradicionais Paulistas desta época como a pamonha, bolo de fubá, e os doces de cidra, laranja e abóbora, leitoas assadas e o franguinho “arichiado”, eram vendidos em leilões e arrematados por quem dava o maior lance e a renda era revertida para igreja. Na memória destaco nas quermesses cosmopolenses o leiloeiro Zuza Nallin, que marcou época fora da sua alfaiataria sendo um dos principais leiloeiros das festas da Igreja de Santa Gertrudes. Um simples bolo de fubá com erva doce ou uma grande leitoa, se tornavam itens disputados pelo povo, e a propagando do Zuza leiloeiro era no grito, seu palco uma caixa velha de bacalhau ou um engradado de madeira das cervejas da  Cia Antártica, e aos gritos e sempre bem humorado o povo reunia a sua volta e ele soltava o grito segurando as prendas que eram doadas ao leilão: "Quem dá mais pela broa da Geni, oiá que a broa da Geni é boa. Quem dá mais pelo porco do Mané? E oiá, oiá a galinha da Ditinha”..” O produto que muitas vezes em um dos armazéns da cidade era comprado por poucas moedas de réis, na disputada do leilão era arrematado com notas de barão, e o feliz comprador seguia contente com seu prêmio arrematado.

13/06 de 1933... Registro feito pelo photografo Guilherme Hasse da distribuição do pãozinho de Santo Antônio no largo da antiga Igreja de Santa Gertrudes.



 A manhã do dia 13 de Junho em Cosmópolis surgia com uma grande alvorada de fogos anunciando aos fiéis as celebrações em homenagem a Santo Antônio. A missa era sempre campal, feita ao ar livre no largo da Igreja de Santa Gertrudes. Na primeira foto da postagem você pode ver o Padre Victor Ronduá rodeado por fiéis na saída da procissão de Santo Antônio, acompanhando a frente da procissão os “anjinhos”, meninas que vestiam o traje de anjo feito com todo o carinho pelas mães, com auréolas e asinhas de arame revestidas de pano e flores, ou centenas de penas de galinhas imitando as assas dos guardiões angelicais.  O largo da igreja era todo enfeitado de bandeirinhas confeccionadas pelos alunos do “Grupo Escolar de Cosmópolis”, e com todo capricho a comunidade construía pequenas taperinhas para a serem usadas na noite da quermesse. Da escadaria da igreja o padre celebra pontualmente às 8h00 a missa em louvor a Santo Antônio, e seguia a celebração pelas ruas de Cosmópolis em uma grande procissão que descia a Rua Santa Gertrudes e seguia a Avenida Esther até a região da Biquinha, onde se contornava a região da Rua Otto Herbest e voltam os féis para igreja pela Rua Ramos de Azevedo, onde era feita a distribuição dos pães de Santo Antonio. Na supertição popular o pão de Santo Antonio dava uma ajudinha aos solteiros para encontrar o bem amado, e na linguagem popular desencalhar de vez. Mas não eram apenas as sorteironas e sorteirões que buscavam o pãozinho, segundo as crenças o pão trazia também a união do casal e a prosperidade da família, e também era costume se distribuir pequenos sacos do pão torrado e moído, que quando acrescentado o pó no preparo dos alimentos em casa a comida trazia fartura e saúde a toda família durante todo o ano. Inicialmente o pão de Santo Antonio em Cosmópolis era produzido pela comunidade nas casas dos féis, o formato tradicional dos pães é do tamanho de uma bisnaga e cada dona de casa fazia o seu cesto de pães para serem consagrados e distribuídos no dia 13, e segundo o costume somente as mulheres casadas podiam fazer os pães. Com o crescimento da Vila que aos poucos sonhava com sua emancipação de Campinas, surgiam várias padarias na Avenida Esther e no dia da celebração ao santo, cada padaria doava uma quantia de pães em promessa a Santo Antonio. Desta época destaco a “Padaria Santo Antonio” do famoso Otacílio padeiro, que doava milhares de pãezinhos para celebração. E mais tarde no final da década de 50 a padaria da família Toledo, e demais padarias da região central continuarão a tradição. Na época do registro fotográfico acima de 1933, o primeiro de terno preto segurando um pãozinho é  Otto Herbest  então subprefeito do distrito de Cosmópolis, alemão e luterano, a celebração de Santo Antônio  conseguia fazer essa união de religiões. E se tornava não apenas uma celebração católica  ao santo, mas na época a união de toda uma cidade, festando como se dizia,  unida em grande alegria feliz por viver aqui...

Continuação nas próximas semanas no dia de São João...


Acima o sucesso de 1958 "Trezena de Santo Antônio" grande sucesso da época interpretado por "Os Caciques' e as irmãs Dora e Antonieta do Duo Brasil Moreno, famoso Duo que esteve em Cosmópolis em diversas apresentações nas décadas de 40 e 50, se apresentando no Cine Teatro Avenida e em diversas companhias de circos.


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