sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Adquira JÁ seu exemplar. É GRATUITO!!


 Página Cosmópolis no jornal "O Cromo", edição de Setembro. Em destaque uma matéria exclusiva sobre a "Grutinha da Pedra Branca", redescoberta como nova rota turística de esportes.
Jornal disponível gratuitamente em 62 pontos de Cosmópolis. Em Paulínia e distritos a distribuição é gratuita em toda cidade.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Boa noite Cosmópolis


 O pôr do sol em um poente ainda não publicado no Acervo. Fim do dia na região rural da Vila Cosmo, registro feito na propriedade da família Balone. Região que ficou famosa pelas plantações de girassóis em 2018.

📸Foto Ivonei Sala


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

TESTEMUNHA DO PASSADO

NA LEMBRANÇA


 A figueira ainda resta como marca de um passado sem igual, orgulho aos cosmopolense, repleto de histórias, e muitas saudades. Derradeira figueira, resquício dos tempos da Cooperativa da Usina Ester, marcando a entrada comercial do extinto barracão. No passado um complexo comercial com vários setores, totalmente demolido em janeiro de 2012.
A figueira é a unica sobrevivente entre os canaviais, marcando infindas lembranças do local e das colônias que lhe rodeavam. Registro feito onde estava localizada a Colônia Quebra Canela. A última casa da Quebra Canela foi derrubada em 2016.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

É NESTE FIM DE SEMANA !!!


Chopp, chucrutes, wurst, eisbein, doces e muitas outras comidas típicas aguardam você!!

“IX Festa alemã entre amigos”, celebrando os 89 anos do salão de festas da “Gesang Verein Deutsche Eiche”, e os 124 anos da imigração germânica em Cosmópolis. Uma das festas mais esperadas da região, nesta edição, antecipada para o mês de agosto.

As festividades tem início neste sábado (10) às 19 horas, com a abertura do histórico salão para o baile, e as vendas de comidas e bebidas.

As “mütter”, as mães alemães da festa, comercializam nos dois dias do evento a salada de kartoffel (uma gostosa mistura de legumes, ovos e batatas amassadas com ervas), chucrute (salada de repolho) e o famoso wurst, o salsichão alemão.

A mesa de doces está entre as mais concorridas, com diversos doces típicos, em destaque o apfelstrudel, doce austríaco de maça com massa folheada. Na aérea externa (coberta) várias opções de espetinhos de churrasco e bebidas.

No domingo (11), a festa continua às 12 horas com o tradicional almoço alemão, onde é vendido o eisbein (joelho de porco), prato principal da festa.
O Eisbein é servido com a Wurst (salsicha vermelha e branca), sauerkraut (chucrutes), kartoffel (batatas), senf (mostarda), pepino e pão preto. A receita e preparo do eisbein, é a mesma dos primeiros colonos alemães que chegaram a Cosmópolis no fim do século 19.

A animação musical da festa é feita pela dupla Sandro Romig e Wilson Haffeman, vindos da cidade de Pomerode, Santa Catarina. No repertório músicas folclóricas alemães, cantadas no dialeto Plattdütsch e, sucessos caipiras e atuais, interpretados ao som da inconfundível concertina germânica. Todos os dias, apresentações de danças típicas alemães, interpretadas pelos membros da associação e comunidade.
O evento é organizado pelo A.A.E.A (Associação dos Amigos da Escola Alemã), grupo criado em 2008, para preservar uma das últimas edificações existentes do início da imigração germânica em Cosmópolis.

O salão desde o início dos anos 2000 pertencente ao patrimônio público municipal.
Não é apenas um resgate histórico, mas sim, um regaste de amigos, preservando nossas raízes e o maior patrimônio da nossa cidade: o povo cosmopolense. ENTRADA GRATUITA

P.A.R.T.I.C.I.P.E.
Mais informações e reservas de convites para o almoço : (19) 99330-6061 (Alcides Rolfsen) / (19) 99268-5228 (Cristiano Itner)


AINDA ONTEM...
 08 de agosto de 1930- Inauguração do centro de festas da Sociedade de Canto Deutsche Eiche , popular salão da “Escola Alemã”.
Segue o relato sobre a inauguração, conforme as atas da Escola Alemã, gentilmente traduzido por Ilze Shütz, transcrito por Jose Henrique Steckelberg Filho.

“Imigrantes alemães e suíços, com ajuda do Governo do Estado de São Paulo, fundaram uma escola, primeiro apenas em língua alemã, e pós-guerra, Escola Teuto Brasileira.
Assim, os imigrantes fundaram também uma Sociedade de Canto Deutsche Eiche (carvalho alemão), e sempre se reuniam para todos os eventos desta escola, que aos poucos ficou pequena para todas as atividades da Sociedade.

Assim, por volta de 1928, decidiram construir seu próprio prédio, maior e mais adequado para o canto, teatro e baile. E verificaram que no terreno da Escola não era possível, pois nos documentos constava uma cláusula dizendo “Este terreno é doação do Governo do Estado de São Paulo para fins escolares, e não poderá ser usado para outros fins.”
Decidiram então comprar um terreno.

Mas mesmo assim houve dúvidas de alguns membros, construir um salão tão grande, fazer muita dívida… Porque na época se cogitava uma crise política. Mas, com muita coragem, e com oferta de empréstimo de alguns membros cobrando poucos juros, em uma reunião no dia 3 de agosto de 1928, com a presença do Sr. Martin Rolfsen, que concordou em vender um pequeno terreno por 500$000 réis, compraram o terreno.

E foi eleita uma comissão responsável pela construção: Sr. Hugo Enke, Karl Kadow e Heinrich Steckelberg. Comissão esta que teve obrigação de procurar os melhores preços e de boa qualidade. Foi convidado o Sr. Willy Ebeling, da Usina Esther, pra ajudar no planejamento da construção. Foi aceita a proposta da Olaria do Sr. Caetano Avancini: 70 mil tijolos por 88$000 com reboque.

O Sr. W. Ebeling conseguiu algumas toras de madeira da mata da Usina Esther como presente para a Sociedade. O Sr. Karl Schultz disse que só aceitaria ajudantes (serventes) bons para o serviço, porque não era uma casa a ser construída, mas sim um salão grande e fora do comum. Um dos ajudantes foi o Sr. Carlos Capraro. O Sr. Heinrich Steckelberg se ofereceu para fazer o poço.

A diretoria da Sociedade desta época era:
Presidente: Gustav Engelhorn
Vice-Presidente: Wilhelm Kadow
Secretário: Gotthilf Jucker
Vice-Secretário: Friedrich Nimtz
Tesoureiro: Friedrich Hannel
Vice-Tesoureiro: Wilhelm Kowalesky
Vogal: Wilhelm Baer
Vogal: Hugo Walter
A despesa total do prédio foi de 28:440$400 mil reis.
A inauguração foi nos dias 7 e 8 de agosto de 1930, com duas salvas de fogos às 6 horas da manhã e duas salvas de fogos às 12 horas, com o cuidado de preservar as crianças e os cavalos que estavam na festa.

Para a cozinha, foi contratada como responsável a Sra. Hanel, para o caixa, durante o dia o Sr. Arthur Steckelberg. e, para a noite, o Sr. Wilhelm Kadow. A festa de inauguração foi extraordinariamente frequentada, o salão e a tenda lá fora super cheios de pessoas de todas as nações.

Tudo transcorreu em plena ordem e todas as pessoas foram bem servidas. A diretoria e voluntários tiveram muito trabalho, mesmo com esquecimentos e falhas, que acontecem em todas as festas. Todos foram para casa muito satisfeitos! A festa rendeu: 2:653$400 mil réis.”

Foto acervo Grupo Filhos da Terra- Festa de inauguração da “Sociedade de Canto Deutsche Eiche”

quarta-feira, 31 de julho de 2019

MARCO DE DIVISAS E VIDAS


 Rio Jaguari das águas, afluentes e divisas municipais. Um dos maiores rios do Brasil, responsável pelo abastecimento de inúmeras cidades da região, e marco territorial das mesmas.
Em destaque, as águas do Jaguari demarcam o começo e fim de municípios, nas margens esquerdas é Paulínia, nas margens direitas Cosmópolis.
📸 Foto Miler Haggen

quinta-feira, 25 de julho de 2019

"DIA DE SÃO CRISTOVÃO''

#Tbt AINDA ONTEM..
Dia 25 de julho de 1931 - Há exatos 88 anos em Cosmópolis!!!

  Cosmópolis amanhecia aos sons do campanário da Matriz, propagando as celebrações religiosas em louvor à São Cristovão, o “Padroeiro dos Motoristas”. Na tradição Católica Paulista, o Santo protetor daqueles que exercem seus trabalhos com o auxílio de conduções, sejam por trações mecânicas ou animais.

As celebrações ao Santo, consagrado por transportar doentes pelas águas, salvando o Menino Jesus, estavam entre as mais importantes do calendário Católico cosmopolense. As celebrações eram realizadas sempre nas manhãs do dia 25 de julho, reunindo centenas de fiéis e trabalhadores dos transportes.
Houve períodos, como nos anos 1920, construção da primeira Igreja Católica de Artur Nogueira, que reuniam-se fiéis das duas “villas”, com gigantescas procissões pelas estradas. Sendo o ponto principal de encontro e bênçãos de São Cristovão, o Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes.

OLHAR NA FOTO1931 - O Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, então conhecido como “Praça Isabelita Vieira”, ficava repleto de carros, carroças, carroções, charretes, troles, cavaleiros e até bicicleteiros.
Pelas atuais ruas Campinas e Campos Salles, chegavam mais conduções, carros de bois, enormes carritelas e carroções, vindos da Fazenda Usina Ester, Nova Campinas, Serra Velha e Pinheirinho, e demais bairros rurais e núcleos.
A frota inteira da Usina Ester participava das celebrações, eram dezenas das mais variadas conduções agrícolas, como a maioria dos veículos automotivos existentes em Cosmópolis.

Seus condutores aguardavam nas escadarias da Igreja, acompanhados de uma multidão de fiéis. Seguindo as tradições do dia em Cosmópolis, a missa era campal, realizada nas escadarias da velha Igreja Matriz, projetada por Ramos de Azevedo.


Na madrugada do dia 25 de julho, um grupo de fiéis saia em buscas por uma típica flor laranja, nascida nos locais mais surpreendentes, semeada pelos ventos.

Era a icônica flor de São Cristovão, florzinha de um intenso tom laranja, típica na maioria das terras brasileiras, encontrada em meio aos matos, beiras de calçadas e muros, a mais popular das flores dos campos e cidades.

As pequenas flores, muitas vezes menosprezadas por serem consideradas mato e erva daninha, ornamentavam os pés de São Cristovão. O Intenso laranja das florezinhas, destacava-se entre rosas, lírios e outras flores mais nobres e ornamentais.

Ao término das celebrações litúrgicas da missa, seguia a procissão dos condutores e seus veículos pelas ruas de Cosmópolis. Saindo da atual Rua Campos Salles, a procissão seguia pela Avenida Ester até a Rua João Aranha, para as bênçãos da Estação.

Na frente da procissão, um caminhão da Usina Ester, um “Fordinho 1929 bigode”, levava em um andor todo enfeito na carroceira, a imagem de São Cristovão. Acompanhava o Padre e autoridades religiosas, seguidos das corporações musicais.

Uniam-se as corporações musicais, como a tradicional “Corporação Musical de Cosmópolis” e a “Corporação Musical dos Sorocabanos”, regidas pelos mestres Antônio Tavano e Ataliba de Carvalho, interpretando marchas em louvor á São Cristovão.

As corporações cosmopolenses com suas origens militares, seguiam uma tradição dos tempos do império, nas honrarias musicais em louvor ao santo, consagrado como um dos protetores do exército.

Uma tradição dos tempos da “Carril Agrícola Funilense”, era preservada pelos maquinistas e funcionários da "Companhia Sorocabana". Várias torras e pedações de madeira, usadas pelos foguistas nas fornalhas que movimentavam os trens, eram abençoadas na missa. Uma parte simbólica do madeiramento era trazido por carroções, ficando expostos nas laterais da Igreja.


No roteiro da procissão de São Cristovão, um dos pontos principais era a estação de trens, localizada na atual "Praça dos Estudantes", popular "Praça do Relógio do Sol". O Pároco realizava a benção da estação e das madeiras a serem utilizadas pelos trens.

Nesta data, até mesmo os trens seguiam e chegavam em horários especiais em todo o Estado. Na maioria das cidades paulistas, as estações e suas locomotivas recebiam as bençãos de São Cristovão.

A procissão voltava para a Igreja Matriz de Santa Gertrudes, seguindo pela Campos Salles, ondem eram realizadas as bênçãos aos condutores e suas conduções. Quarteirões de conduções, ruas de terras marcadas pelas marcas das rodas.

Cada condutor recebia uma pequena flor de São Cristovão, as mesmas que ornamentavam o andor. A florzinha laranja, era guardada com carinho e devoção, como uma proteção divina. A interseção de São Cristovão junto ao Menino Jesus, nos caminhos da vida.

“São Cristóvão, protegei-me e ajudai-me nas minhas idas e vindas a saber viver com alegria, agora e sempre”.
Amém!
Texto e foto Adriano da Rocha

terça-feira, 16 de julho de 2019

ECLIPSE LUNAR

Um verdadeiro encontro celestial 🌞🌝🌒

Eclipse lunar nos céus cosmopolenses, encontro do sol com a lua. O encontro mais aguardado do dia, em todo o mundo. Registro captado às 19h20, pelas lentes do fotógrafo Anastácio Filho.

domingo, 14 de julho de 2019

245 DE HISTÓRIAS- NOSSA CAMPINAS COSMOPOLENSE

Marco do surgimento de cidades, símbolo maior do progresso Paulista, a “Princesinha do Oeste”, com poderes e valores de "Rainha'' no mundo. Berço de celebres nomes, terra de imortais da história nacional e internacional, cidade das andorinhas, amigos, e das nossas raízes cosmopolenses.
1929 - Mapa do Município de Campinas, destacando suas "Villas" e distritos, como Cosmópolis, Americana, Santa Barbara, Rocinha (atual Vinhedo), Rebouças (Sumaré ), Souzas, entre outras.


Neste domingo, dia 14 de julho, são celebrados os 245 anos de Campinas. Data que marca o aniversário da cidade, sua oficialização como "Villa", e também, os desbravamentos das terras que originariam Cosmópolis.

As atuais cidades de Campinas e Cosmópolis, estão interligadas desde o início de suas histórias. Cosmópolis, nasceu de Campinas, sendo distrito campineiro até sua emancipação política e administrativa, em 30 de novembro de 1944.

O progresso da “Vila Cosmópolis”, exaltavam o distrito como a “Nova Campinas”, sendo o berço de uma das suas mais pungentes industriais, a Usina Ester. A alusão de “Nova Campinas”, surgia antes do progresso industrial, em 1890, com a primeira epidemia de febre amarela.

A epidemia que dizimava vidas na cidade, projetada nas terras cosmopolenses uma “Nova Campinas”, livre da misteriosa doença. Até, surgir o primeiro caso de febre amarela nas novas terras, cancelando o projeto. Ainda não sabia-se que o mosquito, era o principal transmissor da doença.
1929 - Mapa do Município de Campinas, destacando suas "Villas" e distritos, como Cosmópolis, Arthur Nogueira, José Paulino (atual Paulínia )Americana, Santa Barbara, Rocinha (atual Sumaré), Souzas, entre outras.

Nossas histórias se cruzam incontáveis vezes, sendo impossível contar a história de Cosmópolis, sem mencionar, citando a importância de Campinas. Celebres políticos campineiros, prefeitos interinos de Campinas, possuíam terras em Cosmópolis, sendo responsáveis pela criação urbana e industrial cosmopolense.
Em destaque, os prefeitos João Batista de Barros Aranha, Orozimbo Maia, Antônio Campos Salles, Antônio Álvares Lobo, Heitor Teixeira Penteado, proprietários de terras cosmopolenses e responsáveis pela administração da Villa, e criação de projetos urbanos e rurais.
Na sequência, uma seleção de curiosidades e registros, que interligam as histórias de Cosmópolis e Campinas. Como dizia nas suas audições o campineiro Cesar Ladeira, famoso pioneiro do rádio, "Campinas, a cidade mãe de cidades".

NASCEMOS, SURGIMOS, JUNTOS COM CAMPINAS
Cosmópolis surgiu dos desbravamentos do “Pasto do Fundão”, região mais distante do território campineiro. Os primeiros desbravamentos, abertura de “picadas” nas matas, passagem de batelões (embarcação fluvial paulista indígena, um gigantesco barco criado usado apenas um grande tronco de árvore) pelos rios Jaguari, Pirapitingui e Três Barras (Baguá), são do fim do século 16. As passagens e aberturas nas matas, foram nomeadas de "Trilhas dos Goiases", caminhos de acesso aos atuais estados de Goiás e Minas Gerais.

Os desbravamentos aconteciam na busca pelo ouro e esmeraldas, na passagem dos Anhangueras, velho e novo, e das bandeiras de Fernão de Camargo e Barreto Leme, fundadores de Campinas. O nascimento de Cosmópolis, como povoação, surgia com a criação de Campinas, por volta do ano de 1772.

COLONIZADA POR CAMPINEIROS
01- Manuel Ferraz de Campos Salles/ 02- Orozimbo Maia / 03- Major Arthur Nogueira Ferraz/ 04- Gertrudes Eufrosina Nogueira Ferraz / 05 - José Paulino Nogueira Ferraz / 06 - Heitor Penteado

Cosmópolis não foi colonizada por imigrantes germânicos, suíços e alemães, como erroneamente é mencionado. A criação dos núcleos coloniais, aconteceriam somente no fim do século 18. Os germânicos foram os pioneiros nos núcleos, somente na primeira fase dos loteamentos. Em 1900, a maioria dos lotes coloniais e urbanos, eram de imigrantes italianos, representando mais de 70% da população cosmopolense.

A verdadeira colonização das terras cosmopolenses, criação das primeiras fazendas e povoações, foi feita por campineiros no fim do século 17. Eram bandeirantes do "Planalto de Piratininga" (atual cidade de São Paulo) e seus descendentes, na sua maioria caboclos, mistura dos índios com os europeus (portugueses e espanhóis).

Os primeiros colonizadores das terras cosmopolenses, responsáveis pelo desbravamento das matas e introdução da agricultura (cana de açúcar e café), foram as famílias campineiras Almeida Barboza e Ferraz. Os Almeida Barboza, destacando o Padre João Manuel de Almeida Barboza, fundou a Fazenda do Funil nos idos de 1800, terras que originariam Cosmópolis.

PIONEIROS DE CAMPINAS, OS COLONIZADORES DE COSMÓPOLIS
O Padre Almeida Barboza, foi uma das figuras religiosas mais importantes de Campinas, assim como, pessoa extremamente controverso na sua vida particular, marcado pela severidade e relacionamentos amorosos com criadas.
Sem herdeiros, doou as terras ao filho de uma funcionária, seu afilhado, o campineiro João Manuel de Almeida Barboza.
Conhecido como um dos maiores capitalistas do seu tempo, o jovem herdeiro do Padre, é considerado filho do religioso.

Os Ferraz, são responsáveis pela colonização e desbravamento não somente de Cosmópolis, mas de grande parte de todo o Oeste Paulista. Os Ferraz campineiros mais conhecidos, são os Nogueira Ferraz, destacando os irmãos José Paulino e Major Arthur, fundadores da Usina Esther, e o político e capitalista, Manuel Ferraz de Campos Salles.

FAMÍLIA DE CAMPOS SALLES É “COSMOPOLENSE”
Segundo Jolumá Brito, renomado historiador campineiro, os pais do famoso presidente e governador de São Paulo, Camposa Salles, nasceram nas atuais terras cosmopolenses. Em relatos de amigos dos Ferraz de Campos Salles, primos dos Almeida Nogueira, Campos Salles passou parte da infância nas terras cosmopolenses.

Nas pesquisas do historiador, realizadas nos anos de 1940, a família Ferraz de Campos Salles, possuía uma grande fazenda na região. O local exato da propriedade, seria nas terras que originariam o “Núcleo Colonial Campos Salles”, recebendo este nome em sua homenagem.

O Núcleo Campos Salles, é considerado o primeiro projeto republicado de colonização de terras, povoado por imigrantes suíços e alemães. As terras cosmopolenses da família Ferraz, milhares de alqueires, tinham início nas margens do Ribeirão Três Barras, cruzando Artur Nogueira, Holambra, Engenheiro Coelho e Conchal, terminando em Mogi Mirim.

Com os casamentos, falecimentos de membros, as terras foram repassadas aos novos herdeiros, sendo loteadas em empreendimentos particulares, e em parceria com o Estado, como aconteceu nos núcleos coloniais Camposa Salles, Santo Antonio e Nova Campinas.

Entre os novos herdeiros das terras, campineiros como Fernando Arens Júnior, Major Arthur Nogueira Ferraz e irmãos, e os Oliveiras Pinto, conhecida família Frade.

IGREJA MATRIZ DE SANTA GERTRUDES
01- Ramos de Azevedo / 02- Inauguração da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, Igreja Velha. Em destaque na foto, importantes figuras da sociedade campineira, como os políticos Orozimbo Maia, Heitor Penteado, João Aranha, Francisco Glicério, e ao centro, Major Arthur Nogueira e familiares.
03- Igreja Velha, primeira Igreja Matriz de Santa Gertrudes.
04- Igreja de São Benedito em Campinas 

A “igreja velha”, primeira Matriz de Santa Gertrudes, tem seu projeto inspirado nos templos campineiros da Basílica Nossa Senhora do Carmo, seguindo sua base arquitetônica, e a Igreja de São Benedito. O responsável pelo projeto cosmopolense, foi o celebre arquiteto Ramos de Azevedo, uma homenagem do campineiro Major Arthur, a matriarca da família, Gertrudes Eufrosina Bicudo Nogueira Ferraz.

Figura de destaque da sociedade paulista e campineira, carinhosamente conhecida como “Tudinha Nogueira”, uma das mulheres mais ricas do Oeste Paulista.

Para homenagear as raízes religiosas da família, a “Igreja Velha de Santa Gertrudes” era inspirada na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, onde surgiu a cidade de Campinas e nasceu a maioria dos Nogueira Ferraz, como a homenageada.

Porém, toda a estruturação, adornos e simbologia religiosa, da “Igreja velha de Santa Gertrudes”, seguia o mesmo padrão arquitetônico da Igreja de São Benedito, histórico templo religioso criado por escravos de Campinas.

A Igreja de São Benedito, construída em 1835 por escravos da Fazenda Saltinho e região, na sua restruturação no fim dos anos 1880, o projeto era feito por Ramos de Azevedo. A "Igreja velha de Santa Gertrudes", possuía os ornamentos, colunas, janelas e vitrais, semelhantes da Igreja de São Benedito. Confeccionados com as mesmas formas de moldes cimentícios, ferragens e portas, usados na Igreja São Beneditos, adaptados ao templo cosmopolense, em Campinas.

A inspiração na Basílica do Carmo, era realizada na área interna e externa, altar e revestimentos das paredes.

Intempéries climáticas, fortes tempestades e até um ciclone que devastou a região, impediram que as obras seguissem fielmente ao projeto original, diminuindo o tamanho da igreja. Neste ciclone, acontecido nos anos 1900, os ventos derrubaram paredes e a torre da Matriz.

No mesmo período da construção da “Igreja velha”, o escritório de Ramos de Azevedo era responsável pelos projetos e obras, do complexo industrial da Usina Ester, Palacete Irmão Nogueira (Sobrado), e o armazém de distribuição da Carril Agrícola Funilense, em Campinas.

Construção que anos depois seria incorporada ao patrimônio municipal, tornando o popular “Mercadão”, um dos maiores símbolos de Campinas. Todas as obras, eram supervisionadas em Campinas e Cosmópolis, por Dumont Villares, sobrinho do inventor Santos Dumont.

RUA CAMPINAS: “ESTRADA DOS TROPEIROS”
01- Inauguração do monumento em homenagem ao Major Arthur Nogueira. Na foto, ao lado do monumento, está o prefeito Orozimbo Maia, rodeado de políticos campineiros e família Nogueira / 02- Inauguração da Praça Major Arthur Nogueira, com a presença do prefeito de Campinas, Celso da Silveira Rezende, junto com sua comitiva.

03- 1908- Estação Sorocabana, antiga Funilense, destacando a curva de acesso à Usina Ester, demarcando o fim da Rua Campinas na Baronesa Geraldo de Rezende.

04- Inauguração da Usina Ester, com a presença de inúmeras autoridades políticas campineiras. Em destaque, Francisco Glicerio, Orozimbo Maia, Dumont Villares, Heito Penteado, João Aranha, Sidrack Nogueira Ferraz, Coronel Silava Telles, entre outros.

05- 1890- Cachoeira do Funil, região do Poção, estão na foto o Barão Geraldo de Rezende, José Paulino Nogueira Ferraz, Bento Quirino, Arthur Nogueira, Coronel João Manuel de Almeida Barbosa, proprietário da Fazenda Funil, entre outros.

A Rua Campinas, até o loteamento urbano de Cosmópolis em 1900, era uma estrada que ligava a Fazenda do Funil à Campinas. Com o surgimento da Villa Cosmópolis, o fim da Rua Campinas, atual rua Baronesa Geraldo de Rezende, era a divisa urbana com as terras da Fazenda Usina Ester.
Inicialmente, a Rua Campinas era uma junção com a atual João Aranha, uma abertura nas matas, criada pelos primeiros desbravadores no século 17.

Neste período, a Rua Campinas terminava nas proximidades da atual "Praça do Coreto", sendo a região usada como pouso de tropeiros e viajantes. Outro caminho neste mesmo ponto, chamado de “Barroquinha”, devido a situações de barrancos e morros dos terrenos, era o principal acesso para outras cidades.

O pouso, um local de descanso, antes de seguir para Limeira e Piracicaba, surgiria nos anos 1890, a "Estação da Carril Funilense", que delimitava o fim da Rua Campinas na Baronesa Geraldo de Rezende. A delimitação acontecia pelo cruzamento dos trilhos, que faziam a “curva”, paras as terras da Fazenda Usina Ester e "Vila de Arthur Nogueira".

Cosmópolis, sempre campineira de coração!!
Campinas na história da cidade de Cosmópolis. Campinas, sempre presente, com muito orgulho e satisfação, nas histórias pessoais e familiares, de milhares de cosmopolenses.
PARABÉNS Campinas, saudações e felicitações dos “campineiros de Cosmópolis”!!!


Texto Adriano da Rocha
Fotos Acervo Grupo Filhos da Terra