sábado, 1 de junho de 2013
ORGULHO COSMOPOLENSE
Em 01/06/1925 surgia oficialmente um templo do saber que hoje completa 88 anos de sua fundação, a Escola Rodrigo Octávio Langaard de Menezes, a Escola do Rodrigo. São 88 anos de história que hoje representam o passado, o presente e o futuro de Cosmópolis. Parabéns a todos que fizeram parte desta história de orgulho para nossa cidade no passado, parabéns a todos que hoje a cada dia constroem essa história no presente desta escola, para orgulho de Cosmópolis no futuro. Parabéns Escola do Rodrigo.
...
FELÔ FUTEBOL E FOGÕES...
Nesta
semana faleceu uma figura bem popular de Cosmópolis e sua morte passou
despercebida até nos “jornais” semanários locais. Infelizmente fiquei
sabendo de seu falecimento somente hoje pela manhã, amigo de todos e uma
figura marcante na história de Cosmópolis. Aos 79 anos de idade, nos
deixou o conhecido Felô Preto, ou Felô consertador de fogão como também
era carinhosamente apelidado por todos.
Nas décadas de 40 e 50 foi um dos reis da bola do futebol cosmopolense,
defendendo os times da Usina Ester, bairro onde ele nasceu. Era “temido”
com a bola no pé pelos craques do Cosmopolitano Futebol Clube, mas por
ser um mestre com a bola no pé era muito respeitado pelos seus
adversários, conseguindo o respeito na “guerra do futebol” até dos
jogadores do Clube Floresta de Artur Nogueira e dos “Guaíquicas” de
Engenheiro Coelho, maiores adversários dos times cosmopolenses.
Personagem de um causo interessante da história de Cosmópolis, no auge
de seu Futebol o jovem Felô no final da década de 40, foi convidado a
jogar no São Paulo Futebol Clube, ao lado do consagrado “Diamante Negro”
o jogador Leônidas da Silva, que foi um dos maiores jogadores da
história do futebol brasileiro que segundo historiadores o único que se
igualou ao Rei Pelé. Na ocasião os diretores do São Paulo estiveram em
Cosmópolis para conversar sobre a vantajosa contratação do menino,
garantindo um bom salário e demais mordomias que o time oferecia ao
jovem craque. O pai do Fêlo pessoa muito simples, carpinteiro da Usina
Esther, respondeu aos diretores que não aceitava que o filho deixava-se a
Usina, que o menino tinha que cortar muita cana ainda por tudo que a
família Nogueira um dia fez a sua família, e seria uma falta de respeito
e gratidão a Usina a sua saída para jogar bola, e na época “jogador de
bola ” era considerado coisa de vagabundo. Ele não gostava de falar
sobre este assunto, mas quando “esquentava a garganta” ele dizia: “Quem
sabe as coisas poderiam ser diferentes hoje, quem sabe”. Grande figura
que deixou sua marca na nossa história, descanse em paz Nego veio, vai
com Deus Felô.
Texto Adriano da Rocha
quinta-feira, 30 de maio de 2013
CORPUS CHRISTI
Texto Adriano da Rocha
Fotos Marcela Stockler Xavier Suzan
Inicio dos anos 80, tapete de Corpus Christi na Rua Eurídes de Godoy, entre as Ruas Antonio Carlos Nogueira e Santa Gertrudes, caminhos da procissão. Uma linda tradição Católica que hoje infelizmente está praticamente extinta no estado de São Paulo, mas que em décadas passadas reunia todos os anos centena de fieis para confecção do tapete. Em Cosmópolis os últimos tapetes de Corpus Christi foram confeccionados no final da década de 80, e nas décadas seguintes foram trocados por doações de alimentos, os féis faziam as doações na passagem da procissão que no final da celebração eram doados a entidades e comunidades carentes da cidade. A confecção do tapete na comunidade Católica da Matriz de Santa Gertrudes reunia fieis de toda a cidade e era a alegria da criançada que acordava de madrugada para ajudar na criação do tapete pelas ruas do percurso da procissão nas Ruas Campos Salles, Eurídes de Godoy, Antonio Carlos Nogueira e Ramos de Azevedo.
Cada região fazia seus desenhos no asfalto com giz, e logo depois eram coloridos com as coberturas. As mães guardavam durante meses o pó do café usado, que servia para o contorno dos desenhos, o sal destacava as partes brancas e era a preferência das mães no lugar do pó de vidro um tanto perigoso na mão da molecada, e muita serragem colorida com anilina e pó xadrez. Uma época que deixou saudades de uma tradição extinta em Cosmópolis pelo "tar progresso", o grande movimento de carros na região central, e principalmente pela falta de segurança, já que acordar de madrugada em Cosmópolis para enfeitar ruas se tornou um pouco inviável nos dias de hoje por causa da criminalidade que assusta a todos. Ou será a falta de fé e amor ao próximo a principal falta de motivação do fim desta tradição!!
...
terça-feira, 28 de maio de 2013
LUTO COSMOPOLENSE
Faleceu ontem (27/05) em Cosmópolis aos 86 anos de idade o comerciante Arthur Suzan, seu corpo aguarda os amigos para última despedida no velório do cemitério municipal, o enterro acontece nesta tarde às 16h00. Arthur Suzan começou sua vida comercial como alfaiate, oficio que aprendeu com o famoso alfaiate cosmopolense Zuza Nallin, profissão que Arthur exerceu durante mais de 70 anos de sua vida, sendo um dos alfaiates mais renomados da cidade com clientes em toda região. Em 1953 fundou a “Alfaiataria Suzan” na Avenida Ester, a qual se tornaria a tradicional “Loja Suzan”, quando em 1954 Arthur se casou com Durvalina Avancini (falecida em 2011). O casal dona Dorva e seu Arthur como eram carinhosamente conhecidos, trabalhavam sempre juntos no comércio da família o qual hoje é a mais antiga loja em funcionamento na Avenida Ester. Arthur Suzan sempre inovador no final da década de 70 criou a primeira galeria comercial de Cosmópolis, a Galeria Pedro Suzan (em homenagem ao pai de Arthur), galeria pioneira na cidade onde surgiram diversos comércios como a primeira locadora de games, lojas Arapuã, consultório do Dr. Euclides, e o tradicional consultório odontológico do Dr. Albert Suzan e Dr.Marcela Stockler Xavier Suzan (filho e nora de Arthur). Nossa pequena homenagem a este grande personagem de nossa história, os sinceros sentimentos do Grupo Filhos da Terra a toda família Suzan enlutada neste momento. Que Deus em sua eterna glória abençoe toda família e receba de braços abertos o filho Arthur Suzan, e que este ao lado do Pai rogue por todos nós e pela cidade que tanto amou quando em vida sua querida Cosmópolis. Vai com Deus Arthur descanse em paz velho guerreiro.
...
sábado, 25 de maio de 2013
ESCRITA COSMOPOLENSE
Neste Sábado (25/05) recebemos a visita do escritor
cosmopolense Jacyro Bertozzo, que nos trouxe além da alegria de sua presença o
seu mais recente trabalho o livro “O dia que o boi falô pras bandas de Barão”.
Lançado no final de 2012, o livro escrito no estilo de cordel Paulista ou cururú
escrito, conta em 28 páginas a história do escravo Toninho no dia que o boi
falô na fazenda Santa Genebra do Barão Geraldo de Rezende (atual distrito de Barão
Geraldo). Uma história que aconteceu a mais de 150 anos em uma Sexta-feira
santa nas proximidades do atual Supermercado Dalben onde existia a mangueira da
fazenda e ficavam os bois de carro no descanso do trabalho, segundo o escravo que
era muito católico o boi havia falado que em sexta-feira Santa não era dia de
trabalhar, contrariando as ordens do patrão que insistia em colocar os bois no
carro para o trabalho naquele dia santo. Uma história que marcou tanto o imaginário
popular da nossa região, que o distrito campineiro de Barão Geraldo até hoje é
conhecido como a terra que o boi falou. O livro conta essa história e traz
fotos da sepultura do escravo Toninho que é considerado um santo popular no cemitério
da Saudade em Campinas, onde está enterrado ao lado da sepultura dos seus
antigos “donos” o Barão Geraldo de Rezende e a Baronesa Maria Amélia Barbosa de
Oliveira Rezende. O livro ainda não está à venda em Cosmópolis, sendo vendido
apenas em Barão Geraldo na barraca de jornais e revistas do Ademir em frente aos
Bancos Bradesco e Banco do Brasil, próximo ao terminal rodoviário de Barão Geraldo.
O autor Jacyro Bertozzo nasceu em Cosmópolis na região do Itapavussú em 1937, e
foi criado na cidade de Campinas onde reside no distrito de Barão Geraldo.
Militar aposentado, Jacyro nas décadas de 40 e 50, trabalhou como vendedor do “Pastifício
Guanabara” de propriedade de seu avô Victorio Fabris, fazendo vendas em toda
região e especialmente em Cosmópolis e Artur Nogueira, onde tinha uma grande
clientela entre os velhos armazéns da Avenida Ester que revendiam os produtos
do pastifício. Jacyro Bertozzo Filho da terra com muito orgulho, e para nosso orgulho
um grande amigo e incentivador do nosso trabalho. Em breve o livro estará à
venda em Cosmópolis, e publicaremos aqui os locais de venda. O exemplar se
encontra disponível para leitura assim como também o primeiro livro do autor “Cordel
Paulista 51 poemas” na biblioteca municipal de Cosmópolis. Para quem gosta de
histórias da nossa terra vale a pena à leitura.
...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
TARDES DE DOMINGO NA PRAÇA...
Texto Adriano da Rocha
Inicio da década de 60, Hugo Baccarin e Augusto Baccarin em uma tarde de domingo na Praça Major Arthur Nogueira (Coreto), destacando na foto a fonte da praça com seu chafariz Tulipa. Nesta semana me perguntaram qual o maior crime cometido contra a história de Cosmópolis? Em 100 anos aconteceram muitas barbaridades, mas destacando os últimos 30 anos de nossa história um dos maiores absurdos com certeza foi à demolição da fonte Tulipa da Praça do Coreto, um “crime” realizado pela própria prefeitura que na época dizia ser necessária a demolição para ampliar o espaço do local para realização de grandes eventos. A fonte foi demolida em 2005, um bate, bate, quebra, quebra que demorou semanas devido à complexidade das armações da construção da fonte. O chafariz Tulipa este sumiu ninguém sabe, ninguém viu onde foi parar, e este chafariz Tulipa era na verdade três espalhados pela cidade, dois na Praça da Matriz de Santa Gertrudes e outro idêntico na Praça do Coreto. Neste ano de 2013 se “estivessem entre nós” completariam 57 anos de “existência”, existência que pela ignorância e a falta de respeito com nossa história e tradições foram destruídos pelo simples motivo de se criar um nada em um local que um dia foi o tudo na vida de muitos cosmopolenses... triste isso.
...
terça-feira, 14 de maio de 2013
POR DO SOL EM NOSSA TERRA
Lindas imagens de um final de tarde em Cosmópolis, o astro rei se despedindo dando seu lugar no céu a rainha da noite a Lua.
Video Mauro Grecco
segunda-feira, 13 de maio de 2013
125 ANOS DO FIM DA ESCRAVIDÃO
Hoje dia 13 de Maio, 125 anos da "abolição" da
escravatura no Brasil. Você sábia que em terras cosmopolenses existiu um grande
quilombo de escravos? O local é o bairro
do Quilombo, a origem do nome deste
bairro rural e sua história é um mistério para muitos cosmopolenses, uma região
com mais de 200 anos de história, que foi caminho de bandeirantes, esconderijo de
escravos, Sesmarias, a palco de famosas grilagens de terras que se tornaram parte de nossa história popular, causos
cosmopolenses comentados até hoje por velhos filhos da terra. O nome de
Quilombo surgiu quando escravos fugidos das fazendas de Campinas sendo na maioria
escravos das fazendas do Barão Geraldo de Rezende e Joaquim Egidio de Souza Aranha (Marquês de
Três Rios), (na época os maiores “proprietários “de escravos do mundo”“.) chegaram
naquela região que era formada por imensas matas virgens e de difícil acesso
aos mais experientes capitães do mato, se tornando o melhor esconderijo para os
escravos começarem uma nova vida longe das senzalas. O Quilombo não durou muito
tempo, com a criação de novas Sesmarias naquela região. O esconderijo dos
escravos foi descoberto, as tropas do governo imperial com ajuda dos capitães
do mato invadiram o quilombo, escravos foram recapturados e os “cria ruim” (nome
dado aos chefes do Quilombo) foram mortos no local, e segundo as histórias
populares cosmopolenses os corpos foram queimados junto com as taperas
construídas na pequena vila quilombola. O local exato é difícil de ser falado
com exatidão, já passaram mais de 150 anos, mas segundo antigos moradores o
lugar era mal assombrado, e tinha como demarcação vários coqueiros (costume
entre os escravos para marcar a terra onde estava enterrado um irmão africano).
Outra curiosidade cosmopolense sobre a abolição da escravidão, os escravos alforriados
em Campinas pela Lei Áurea em 1888, se espalharam pela região na busca pela nova
vida longe das senzalas, em Cosmópolis a região escolhida foi a da Rua Coronel
Silva Telles (famoso bairro do Baguá). Com a chegada da Cia Funilense em 1895,
a rua se tornou um grande bairro negro,
formado por ex-escravos e descendentes, que trabalhavam na construção das
estradas de ferro e do engenho central futura Usina Esther. Pioneiros anônimos que
são pouco lembrados na história de nossa
cidade, contada infelizmente na sua maioria por “pseudos historiadores”cosmopolenses,
que apenas conhecem a história que querem contar, e não a verdadeira que
realmente aconteceu. Aqui fazemos nossa parte de manter viva a nossa história,
e descobri-la aos olhares daqueles que ainda não a conhecem, e assim despertar
o mesmo amor que sentimos por essa história e assim por nossa Cosmópolis.
...
domingo, 12 de maio de 2013
FELIZ DIA DAS MÃES
"Ser mãe é sentir todo o poder do universo dentro do ventre e como um grande arquiteto ela molda, constroi e edifica o bem mais precioso, a vida!" (Luis Alves)
HOMENAGEM DO GRUPO FILHOS DA TERRAS AS MÃES DE COSMÓPOLIS E ARTUR NOGUEIRA.
Nesta foto as primeiras parteiras de Cosmópolis e Artur Nogueira. Pioneiras que durante décadas exerceram o sagrado ofício de parteiras , atendendo toda região da antiga Funilense e por suas mãos trouxeram à vida milhares de cosmopolenses e nogueirenses. Nossa homenagem neste dia e nossa eterna gratidão.
...
sábado, 11 de maio de 2013
LUTO COSMOPOLENSE
Faleceu
nesta manhã de Sábado às 10h30 no HBSG aos 58 anos de idade, uma das
figuras populares mais queridas de Cosmópolis a Tuca da Melica, ou
simplesmente a Tuca. Com seu balaio de produtos, canetas, pulseiras,
chaveiros, canetas, saía todos os dias pelas ruas de Cosmópolis vendendo
seus "negocinhos" e fazendo amizades com seus clientes que
carinhosamente ela os chamava de colegas e amigos. Seu corpo se encontra
para última despedida no velório municipal do cemitério da Saudade.
Descanse em paz Tuca, vai com menina e rogue por essa cidade que você
amou tanto.
...
quinta-feira, 9 de maio de 2013
UTILIDADE PÚBLICA
Nota
da VLC sobre a explosão que aconteceu nesta Quarta-feira (08/05) e
vitímou os jovens Luiz Fernando de Freitas, de 23 anos de idade (
morador da cidade de Artur Nogueira-SP) e Marcelo Mendonça Cassiavilani,
de 26 anos de idade (morador de Limeira-SP), e feriu também 5 funcionários da empresa. Abaixo a nota divulgada na
manhã de hoje (09/05) pela empresa.
É com grande pesar que a VLC Sistemas de Filtração e Sedimentação vem por meio desta informar que nesta última quarta-feira, 08 de maio, aproximadamente às 10h15, ocorreu um acidente dentro da nossa fábrica localizada no município de Cosmópolis. Pelas primeiras informações, houve uma explosão próximo a um equipamento de nossa produção.
Logo após a explosão, a VLC de imediato comunicou o ocorrido ao Corpo de Bombeiros, Polícia
Civil e Defesa Civil do município, sendo que a sua brigada providenciou pronto atendimento às vítimas.
O acidente lamentavelmente provocou duas vítimas fatais, além de três feridos leves, os quais foram atendidos no Hospital Beneficente Santa Gertrudes e liberados.
A empresa está oferecendo e dará total apoio e amparo às famílias dos nossos colaboradores vitimados.
Informamos à coletividade, que todas as providências necessárias e inevitáveis ao sinistro, estarão sendo tomadas pela nossa empresa, inclusive total apoio e ajuda às investigações que já estão sendo realizadas pela Polícia Civil e Polícia Científica, para a elaboração da perícia e conclusão das causas do acidente.
A VLC é uma empresa de mais de 20 anos no mercado de equipamentos, comprometida com o bem estar e segurança de todos os seus colaboradores.
Cosmópolis, 09 de maio de 2013.
VLC INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
É com grande pesar que a VLC Sistemas de Filtração e Sedimentação vem por meio desta informar que nesta última quarta-feira, 08 de maio, aproximadamente às 10h15, ocorreu um acidente dentro da nossa fábrica localizada no município de Cosmópolis. Pelas primeiras informações, houve uma explosão próximo a um equipamento de nossa produção.
Logo após a explosão, a VLC de imediato comunicou o ocorrido ao Corpo de Bombeiros, Polícia
Civil e Defesa Civil do município, sendo que a sua brigada providenciou pronto atendimento às vítimas.
O acidente lamentavelmente provocou duas vítimas fatais, além de três feridos leves, os quais foram atendidos no Hospital Beneficente Santa Gertrudes e liberados.
A empresa está oferecendo e dará total apoio e amparo às famílias dos nossos colaboradores vitimados.
Informamos à coletividade, que todas as providências necessárias e inevitáveis ao sinistro, estarão sendo tomadas pela nossa empresa, inclusive total apoio e ajuda às investigações que já estão sendo realizadas pela Polícia Civil e Polícia Científica, para a elaboração da perícia e conclusão das causas do acidente.
A VLC é uma empresa de mais de 20 anos no mercado de equipamentos, comprometida com o bem estar e segurança de todos os seus colaboradores.
Cosmópolis, 09 de maio de 2013.
VLC INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

