sábado, 31 de maio de 2014

PEDAÇOS DE SAUDADE...

  Para alguns apenas um tijolo, um entulho, os destroços de uma casa velha que o “progresso” destruiu. No olhar de um colono o tijolo é um pequeno pedaço de saudade. No olhar do colono nas inicias U.E cravadas no velho tijolo, a eterna lembrança de uma vida, um destino, um trabalho, o amargo sentimento de nada poder ter feito para mudar o triste fim desta história.
 
 Texto e foto Adriano da Rocha

Abaixo foto enviada pela filha da terra  Mari Mahling. Um  lindo trabalho de paisagismo feito no jardim de sua casa, utilizando como base  tijolos de uma casa de colono demolida pela  Usina Ester. 


terça-feira, 13 de maio de 2014

REPORTER DA HISTÓRIA EM 13 DE MAIO

  Hoje dia 13 de Maio, dia de São Benedito e dia da abolição da escravatura. Aos amigos apaixonados por história vale muito a pena ouvir este vídeo. Um fantástico projeto da década de 70 criado pelo famoso apresentador e jornalista "Flávio Cavalcanti", sucesso no rádio que virou um long play "O repórter da História". Nesta faixa do Lp, Flavio Cavalcanti entrevista a Princesa Izabel.

domingo, 11 de maio de 2014

MAMÃE MAMÃE

texto e foto Compadre Ancermo

"O "M" que eu trago guardado
Na palma da minha mão.
É o nome de mãe gravado.
No fundo do coração.
Mamãe, mamãe, mamãe. Como eu gosto de você.

Minha mãe como faz falta tua vida em meu viver".



 Uma das músicas mais lembradas no dia das mães, sucesso de 1964 do último LP da dupla Tonico e Tinoco na antiga gravadora Continental. “Toada aritimada” como dizia o Tonico, é uma composição do Tonico e Eduardo Llorente. Grande sucesso na Continental que se tornou sucesso novamente no selo” Chantecler” em 1965, com uma nova gravação no LP “Data feliz” e no compacto da foto que trazia o titulo “Mamãe mamãe”, sendo este compacto um dos mais vendidos no ano pela gravadora. No mesmo famoso compacto (foto) outra modinha dedicada as mamães, a toada “Mãezinha querida” (Tinoco e Zacarias Mourão), em “pareia” com a celebre toada “Brasil Caboclo”( Tonico e Walter Amaral) e a regravação de um grande sucesso da dupla Chiquinho e Zé Tapera ( Chiquinho irmão da dupla Tonico e Tinoco) e de autoria dos mesmos o cateretê “Velho pai “.

  A música “mamãe mamãe” foi um sucesso tão grande na carreira da dupla que outras vezes foi regravada, tantos eram os pedidos dos fãs que na volta da dupla em 1968 ao selo Continental a modinha voltou junto em um compacto especial; foi tema no cinema no filme estrelado pela dupla “A marca da ferradura” e uma das faixas do LP especial do longa metragem gravado na Continental em 1977, no mesmo ano faixa do LP especial “Tonico e Tinoco em Festa”.

  No ano seguinte, 1978, a música novamente fez parte de outro LP especial, o álbum duplo “36 anos de vida e glória de Tonico e Tinoco”.•.
 
  Na história da música caipira a dupla Tonico e Tinoco foi quem mais homenageou as mães, com modinhas feitas especialmente as mamães ou com temas inspirados nas queridas mães sertanejas.

Veja a relação em homenagem às mamães mamães, quinze grandes sucessos gravados nos mais de 60 anos de história da “Dupla coração do Brasil”:•.

Camisa preta (Tonico, Tinoco e Sebastião de Oliveira)* 1949- a primeira gravação com o tema "mãe" gravado pela dupla.

Mão criminosa (Tonico e Ado Benatti )* 1950
História da Minha Vida (Paiozinho e Salvador Mário Biscardi)* 1953
Recado (Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Júnior) *1954
Meu Recado (Tinoco e Paiozinho)*1954
As Duas Mães ( Tonico e Tinoco) * 1956
Mãe, Sempre Mãe (Tonico e Cotoco) * 1959

Cabelo de trança (Tonico, Tinoco e Zé Paioça)* 1960
Mãezinha Querida (Tinoco e Zacarias Mourão)*1961
Mamãe, Mamãe, Mamãe (Tonico e Eduardo Llorente)* 1965
Mãezinha Querida ( Tinoco, Zacarias Mourão e Nhô Mário) * 1963
Bom Filho (Tonico, Tinoco e Ariston de Oliveira)* 1972
Mãe Sertaneja (Tonico, Tinoco e Capitão Furtado) * 1973
Mãe Preta Maria ( J. dos Santos, Tonico e Zé Paióça) * 1976
Bom Jesus de Pirapora (Serrinha e Adop Benatti) *1977

  Maria do Carmo Peres, mãe da dupla Tonico e Tinoco. Mãe sertaneja, mãe cabocla de verdade, assim era a dona Maria do Carmo mãe da famoso dupla e de mais quatro filhos, o cantor e comediante Chiquinho, e as “meninas” Antonia, Rosalina e Aparecida. Legitima Cabocla Paulista nascida na região rural de Botucatu, Dona Maria do Carmo encontrou em um espanhol o imigrante Salvador Peres o amor verdadeiro, ao seu lado foram mais de 60 anos de uma feliz união que teve inicio em 1916 e somente chegou ao seu fim na década de 70 com a morte de Salvador. Mãe carinhosa e fã número um dos filhos, sempre incentivadora do dom divino da dupla, acompanhou os filhos até seus últimos dias de vida, foi um exemplo de mãe sertaneja, o principal esteio na vida e carreira da consagrada dupla coração do Brasil.

 

LUTO COSMOPOLENSE

 Dois mortos em tragédia na rodovia SP 332 na noite de Sábado (10/05). 

  Faleceu tragicamente na rodovia SP 332 o professor e preparador físico Ricardo Alves de 51 anos e o ajudante geral Francisco de Assis da Costa Soares, 36 anos. O professor Ricardo Alves voltava de moto da cidade de Paulínia por volta das 20h00, quando próximo à região do Capela (pátio do DER) tentou desviar do pedestre Francisco Soares que atravessava a rodovia sentido a pista contraria, sendo então atropelado por Ricardo que não conseguiu desviar. A forte colisão arremessou os dois na pista, onde foram fatalmente atropelados por uma carreta, ambos tiveram morte instantânea.

  Ricardo Alves era psicólogo e professor de educação física, lecionou em várias escolas de Cosmópolis, dando aulas de educação física no “GEPAN” e instrução e preparo físico no “Cosmopolitano Futebol Clube”, e membro do “Panatlhon Clube de Cosmópolis”. Apaixonado pela profissão a qual era formado desde a década de 90, sempre foi profundo incentivador do esporte cosmopolense em várias modalidades. Em destaque na sua carreira esportiva o biciclos, onde foi técnico do “Paulínia Racing Bicicross”, e um dos responsáveis pela conquista de vários prêmios nacionais e internacionais da equipe. Nos últimos meses Ricardo estava trabalhando na cidade de Paulínia, lecionando na área de “paratletismo”.

   O corpo de Ricardo Alves se encontrada para última despedida dos amigos na Câmara  Municipal de Cosmópolis. Seu sepultamento acontece hoje às 16h30min no Cemitério municipal da Saudade, saindo em cortejo por volta das 16h00 da Câmara.


  Até o presente momento a família da outra vitima, o ajudante Francisco de Assis Soares da Costa, ainda não esteve no necrotério municipal para liberação e sepultamento do corpo. 

As famílias e amigos enlutados nossos sinceros sentimentos no triste momento da despedida. Pedidos a Deus que conforte a todos e traga a misericórdia em seus corações pelo trágico acidente.
 

 Foto e fonte arquivo " Gazeta de Cosmópolis"

FELIZ DIA DAS MÃES


  "Ser mãe é sentir todo o poder do universo dentro do ventre e como um grande arquiteto ela molda, constrói e edifica o bem mais precioso, a vida!" (Luis Alves)

  HOMENAGEM DO GRUPO FILHOS DA TERRA AS MÃES DE COSMÓPOLIS E ARTUR NOGUEIRA.
  Nesta foto as primeiras parteiras de Cosmópolis e Artur Nogueira. Pioneiras que durante décadas exerceram o sagrado ofício de parteiras, atendendo toda região da antiga Funilense e por suas mãos trouxeram à vida milhares de Cosmopolenses e Nogueirenses.  
 Nossa homenagem neste dia e nossa eterna gratidão.

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quinta-feira, 8 de maio de 2014

LUTO MUSICAL

 Morre hoje (08/05) aos 75 anos de idade o cantor Jair Rodrigues (Igarapava-SP), precursor de ritmos e modas, interprete de grandes sucessos como a revolucionária “Disparada” de Geraldo Vandré, o samba de breque “Deixa isso pra lá” (deixa que digam que pensem que falem, eu não estou fazendo nada você também)”, e até de um dos maiores sucessos sertanejos “A majestade o sábia” moda com a participação especial da dupla Chitãozinho e Xororó, sucesso de autoria da cantora Roberta Miranda (música que trouxe Jair novamente as mídias, “sertanejando” o sambista na década de 80 que estava esquecido pelas emissoras).

  Desta face de sertanejo  do sambista outros grandes sucessos marcaram sua carreira como “vaqueiro de profissão” tema da novela ‘Rei do Gado”, e” O Cravo e a Rosa” sucesso “caipirado” e tema do personagem Julião Pretúquio (Dú Moscovis) e Catarina (Adriana Esteves) da novela recém-reprisada “O Cravo e a Rosa”. Não se esquecendo de participações em seus discos nesta nova fase de duplas como Tonico e Tinoco e Inezita Barroso. Uma pessoa simples nos palcos, sempre dando risada e cantando também dando risadas, um jeitão malandro e brincalhão era sua marca registrada como artista. 




  No começo da carreira, um tanto que deslumbrado por seu programa na TV ao lado da cantora Elis Regina (O fino da Bossa) e o pelo enorme sucesso da música “Disparada” vencedora do festival de música da TV Record em 1966, o cantor ficou marcado na história de Cosmópolis em sua primeira apresentação na cidade no final da década de 70. Contratado pela Prefeitura Municipal de Cosmópolis para um show em uma feira agrícola e industrial que era tradicionalmente realizada anualmente na cidade, foi contratado por um cachê altíssimo, uma verdadeira fortuna na época dos cruzeiros.

  O pagamento seria feito no dia do evento momentos antes da sua apresentação, ao chegar à cidade com um enorme "Dodge Charger" o artista chegou chegando ,como se diz popularmente, chamando atenção de todos que esperavam ansiosos por seu show no “Estádio Telmo de Almeida. Antes de entrar no camarim, improvisado no vestiário dos jogadores, o cantor perguntou:” E meu cachê o dinheiro já está tudo certo!”.

  O então prefeito da época e demais autoridades foram chamados ao camarim para acertar financeiramente o show e conhecer o cantor, e assim dar inicio ao grande espetáculo esperado por uma multidão de fãs de toda a região que lotavam os gramados do pequeno estádio do Cosmopolitano. O prefeito cumprimentou o artista, fez um pequeno discurso elogiando e dizendo ser fã de suas músicas, em seguida entregou um cheque da prefeitura para o pagamento do artista e sua banda.

  O cantor olhou, olhou o cheque e embravecido disse: “Eu não aceito cheques de forma alguma, somente faço shows em dinheiro”. O prefeito ficou espantado, pensou ser uma brincadeira do cantor por sua fama de farrista, já que pelo valor do cachê era praticamente impossível o pagamento em dinheiro (nos tempos do cruzeiro então a quantia de notas seria imensa). O cantor então insistiu e perguntou sério:” onde está o dinheiro, já te disse não aceito cheques! ”.

  O prefeito ficou sem ação, e tentou de todas as formas explicar a situação ao cantor, dando sua palavra e dos demais políticos presentes, ele poderia aceitar o cheque sossegado sendo da prefeitura, que o mesmo tinha fundos, e pelo alto valor não teria como o pagamento ser feito em dinheiro. O cantor muito bravo não aceitou as explicações, começou a chamar sua banda que se preparava no palco, falando alto não vai mais ter show, e saindo do camarim disse ao prefeito:” sem dinheiro, sem apresentação, já tomei muito calote e por isso não aceito cheques seja de quem for”.

  O prefeito e demais autoridades não sabiam o que fazer, uma multidão esperava o show, e mesmo insistindo com o cantor, ele começava a guardar suas coisas no carro para ir embora. Não teve outro meio, ou se conseguia o valor do cheque em dinheiro, ou não ia ter show, e possivelmente uma grande confusão com povão poderia acontecer pelo possível cancelamento da festa. Os contratantes seguraram o cantor, enquanto o prefeito tentava com empresários e fazendeiros conseguir trocar o cheque, mas a quantia era tamanha que nem mesmo o então diretor da Usina possuía disponível o valor em dinheiro nos cofres da empresa.

  Em um ato de desespero o prefeito foi pedir ajuda ao gerente do antigo “Banco federal de crédito”, que espantado ficou surpreso com a atitude do cantor, e prontamente resolveu ajudar o prefeito. O banco foi aberto em pleno domingo, e neste momento o gerente teve uma ideia já que o cantor somente se apresentaria com o pagamento em dinheiro. A alta quantia foi contabilizada no banco toda em notas de pequeno valor, praticamente em notas de CR$ 1 cruzeiro, uma quantia tão grande ao ponto de encher o pequeno fusca do gerente, quase o impossibilitando de entrar no veiculo.

  Chegando ao local do show, impaciente o cantor esperava o pagamento, o prefeito sorrindo e com um ar de missão comprida disse: Aqui está o seu dinheiro diretamente do banco, contado nota a nota pelo próprio gerente. O cantor ao ver a enorme quantia dentro do fusca ficou atônito, sem reação, e até insinuou em não aceitar as notas “miúdas” por não ter como levar tanto dinheiro no carro. O prefeito e contratantes nesta hora falaram grosso:” Este não era seu gosto, o pagamento em dinheiro. Agora o senhor canta ou a junta militar de Paulínia que é sua fã vai leva-lo preso”. *os militares não eram lá muito fãs do cantor, o motivo era a música “Disparada”, entre subliminares versos era um grito de revolta contra o regime militar*.

  O cantor se apresentou finalmente a multidão que há horas lhe esperava, foi muito aplaudido e seu show também muito comentado pelo seu talento e desenvoltura no palco, contando piadas e brincando com o povo. Na “coxia” o prefeito e demais organizadores então combinaram, tipo uma jura entre eles, enquanto estivessem vivos, nunca mais o cantor seria contratado para uma apresentação em Cosmópolis.

  O que de fato não aconteceu, ou infelizmente na verdade a maioria dos contratantes da época faleceu, uma parte na década de 90 e outra anos antes da última apresentação do Jair Rodrigues em Cosmópolis em 2010 (sim ele voltou aqui, mesmo contrariando alguns remanescentes do causo). Sua última apresentação foi no Cosmo Folia, porém desta vez o cantor não foi pago com uma enorme quantia de notas de um real. Foi feito o uso da modernidade eletrônica, a transferência bancaria diretamente na conta do cantor.

  O “show” chamou atenção na época da oposição política, o alto valor pago e pelo cantor ter cantado poucas músicas, nesta apresentação ele mais contou piadas que cantou. Estive no show e perguntei sobre sua primeira passagem em Cosmópolis, e relembrei o causo, ele sorriu, sorriu e com seu típico jeitão brincalhão disse: Faz parte não é das nossas histórias. No começo da carreira é assim mesmo, ainda mais um menino pobre de São Carlos que somente descobriu as coisas boas da vida depois de véio. Para evitar tantos calotes que tomei, era costume na época isso, só no dinheiro. Todos os cantores faziam isso”. Sorrindo encerou a prosa entrando no carro.

  Uma lembrança desta passagem do Jair Rodrigues em Cosmópolis, um causo até engraçado sempre contado pelos mais antigos. Descanse em paz Jairzão, vai com Deus crioulo doido. Uma triste perda em um Brasil musical hoje com raros verdadeiros talentos.


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domingo, 4 de maio de 2014

DIA DE FERIAR NA FEIRA


  Domingo dia da tradicional feira livre de Domingo na “Rua Primeiro de Janeiro”, ou como é popularmente conhecida “Feira da Aparecida”. O motivo do apelido??

   A feira é montada a cerca de 25 anos ao lado da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, até o final da década de 80 a feira de Domingo era realizada na Rua Raul Silva com inicio no cruzamento com a Rua Monte Castelo (onde hoje funciona a Igreja Universal do Reino de Deus) terminando as barracas próximo ao Campo do "Vila Nova Futebol Clube". Sabores, aromas, produtos diversos do caseiro, artesanal, da roça ao industrial, tudo isso e muito hoje na feira de Domingo. Boa feira, boa garapa com pastel, bom domingo Cosmópolis...

Foto Haroldo Henrique
CURTA https://www.facebook.com/cosmopolis1


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sábado, 3 de maio de 2014

HOMENAGEM AOS TRABALHADORES COSMOPOLENSES!!!

  O dia do Trabalho e dos trabalhadores foi na Quinta-feira, a “comemoração” em Cosmópolis acontece neste Sábado. Daqui a pouco um “maravilhoso” show em “homenagem” aos trabalhadores na Praça do Coreto, sorteio de prêmios e a “esperada” apresentação do cantor Juliano Cesar (aquele dos sucessos “Rumo a Goiânia”, e “Não aprendi dizer Adeus”, sucessos que a dupla Leandro e Leonardo “zapeou” do cantor). A “festança” começa ás 19h00 (sete da noite) porém com certeza o cantor só vai começar o show depois da meia noite. Aí tu me diz por quê?? Tem tanto político reunido, mas tanto, que tem mais político que povo no evento. A fila para falar no microfone já é maior que a fila para receber o bolsa família na Caixa Econômica.

   Tem deputado federal, deputado estadual, candidatos às vagas de Deputados federal e estadual, vereadores, prefeito e vice, secretários municipais e um monte de “autoridades” políticas. Todos alegres e prestativos, acenando aos eleitores, ops quer dizer povo, com seus famosos tchauzinhos aos risos largos e amarelos felizes esperam a palavra ao microfone, enquanto dão tapinhas nas costas, beijinhos e abraços em todos cruzam seus caminhos. O "animador" já está com a lista de bordões na “ponta da língua”:” excelentíssimo e nobre deputado, o amigo do povo, o fiel representante das classes trabalhadoras, o sinônimo da palavra trabalho, o futuro deputado da nossa cidade, o porta voz dos sofredores “... e por aí se vai os elogios.

   O povo com prêmios e “boa música” esquece todos os seus probremas e problemas, acabam-se os males, acabam-se as queixas e os tantos desaforos publicados no face contra a classe política, felizes o povo e a dona pova vão a praça comemorar a “festa do trabalho” a “homenagem” aos trabalhadores cosmopolenses. Que linda festa para o povo cosmopolense, que desde a década de 70 (isso mesmo desde 1974 no governo do interventor estadual Paulo Maluff) não recebe uma grande indústria, uma grande fabrica em seu território (a última foi a Coca-Cola que encerrou suas atividades de produção no inicio dos anos 2000).

   

 Coloca-se a culpa na Usina, maldita Usina que barra, interrompe, bloqueia, corrompe, boicota, o crescimento de Cosmópolis. Será a Usina culpada mesmo, será Usina a algoz do progresso cosmopolense!! Creio , acho e tenho certeza que não.A prefeitura adquiriu a mais de 20 anos cerca de 80 mil metros quadrados para serem cedidos livremente a indústrias, firmas, fabricas, empresas de grande e pequeno porte que venham a instalar-se em nossa cidade, “parque industrial” a mais de 20 anos é um parque de desova de carros roubados, uso de drogas, e reserva ambiental de branqueara e tiririca.

    

  O povo cosmopolense será que tem realmente motivos para comemorar essa data em Cosmópolis?? Uma cidade sem as mínimas condições para empregar os seus trabalhadores, sem as mínimas condições de garantir um futuro profissional digno aos seus trabalhadores, e até pior sem nenhuma infraestrutura de faculdades ou cursos para garantir a formação de seus futuros trabalhadores.

 

  O Cosmopolense comemora a data, a bênção de ter um trabalho, agradecendo todos os dias, orando, rezando e pedindo a Deus para estar sempre firme e forte, com saúde e coragem para buscar em outras cidades o seu pão, o seu sustento e dos seus. Coragem e saúde para buscar o seu sagrado trabalho em outras cidades. Saúde e paciência cosmopolenses para aguentar tudo isso, “pão e circo”, “circo e pão” para todos aqueles que preferem esquecer-se de tudo “festando” felizes em meio aos algozes de todos esses males e dificuldades que há décadas afligem o trabalhador cosmopolense. Boa festa aproveite o “pão e o circo” financiado pelos “senhores do poder” à custa do seu dinheiro, pago com seu trabalho para realização da “festa do Circo e pão” ou como eles intitulam a “festa dos trabalhadores”.




Texto Adriano da Rocha

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DIA DO SERTANEJO

Texto Compadre Ancermo
Foto Família Meireles



 Hoje dia 03 de Maio, o “Dia do Sertanejo”. Uma data criada oficialmente em todo o Brasil no final da década de 60 pelo governo federal em homenagem aos artistas sertanejos. Um projeto apresentado ao congresso pelo então deputado paulista José Rosa (famoso locutor sertanejo das décadas de 60 e 70), idealizado no rádio pelo saudoso Geraldo Meireles (radialista, compositor, e primeiro apresentador de um programa sertanejo na televisão) na época presidente da UASP (União dos artistas sertanejos Paulistas).

Mas por que 03 de Maio??
Na cultura caipira Paulista o mês de Maio é consagrado a Maria Santíssima, uma tradição dos tempos dos Jesuítas e das Bandeiras Paulistas, antigamente em algumas regiões do estado de São Paulo o mês era tão consagrado que os caboclos não trabalhavam , guardando todos os dias em orações a Maria, que segundo a crença católica morreu em Maio.

   O mês ficou marcado aos violeiros por que no final da década de 50, Tonico da dupla Tonico e Tinoco, adoeceu gravemente ficando em risco de vida devido à tuberculose. A doença foi tão cruel que Tonico perdeu um dos pulmões, ficando mais de um ano em recuperação. Sua milagrosa recuperação foi atribuída a Nossa Senhora Aparecida, que segundo Tonico, quando ele estava desenganado pelos médicos de um famoso hospital de tratamento de tuberculosos em Campos do Jordão, a Virgem Maria surgiu em seu leito envolta de uma grande luz acalmando suas dores e livrando um dos pulmões que já estava sendo tomado pela doença.

   Em promessa pela recuperação do Tonico, fãs e violeiros faziam romarias para Aparecida do Norte no mês de Maio, dando graças a Nossa Senhora Aparecida pelo milagre. A quantia de fiéis era tanta que a arquidiocese de Aparecida estipulou uma data, o dia 03 de Maio. Na data eram celebradas diversas missas especialmente assistidas pelos violeiros e fãs que enchiam a velha igreja matriz. Com o apoio da Rádio Aparecida e projeção do consagrado Geraldo Meireles -o qual idealizou a data e as comemorações- o dia se tornou uma nova tradição para os sertanejos de todo o Brasil. Em 1964 já recuperado da doença, Tonico ao lado do irmão Tinoco consagraram definitivamente a data com um dos maiores shows já realizados na cidade, onde se apresentaram famosas duplas da época como Tião Carreiro e Pardinho, Belmonte e Amaraí, Zico e Zeca, entre tantos outros.

   Na foto de 03 de Maio de 1967, em um registro feito próximo a torre da Rádio Aparecida, entre tantas duplas destacamos na foto: Geraldo Meireles e família ao lado de Teddy Vieira (no centro da foto sentado com as crianças), Nelsinho e Diamante, Tião Carreiro e Pardinho, Zico e Zeca, Canário e Passarinho, Nízio e Nestor, Peão Carreiro e Mulatinho, Belmonte e Amarai, Duo Brasil Moreno, Irmãs Galvão, Pirapó e Cambará, Abel e Caim, entre outros não identificados. 

 
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quinta-feira, 1 de maio de 2014

DIA DO TRABALHO E DOS TRABALHADORES

  
 Aos trabalhadores o descanso merecido, aos desempregados mais um dia de esperança... Trabalho que traz vida aos sonhos, trabalho que enobrece a alma e edifica o homem na sociedade...
Feliz dia do Trabalho são os votos do Grupo Filhos da Terra a todos os Cosmopolenses.

Foto Estereoscópica registrando colonos da antiga Fazenda Funil no trabalho do corte da cana de açúcar, sobre mapa ao fundo de 1886 do loteamento das terras do Funil. 


Acervo Adriano da Rocha

domingo, 27 de abril de 2014

AQUI RESTOS DE SAUDADES... PEQUENOS PEDAÇOS DE VIDAS AQUI VIVIDAS !!!

Texto Adriano da Rocha
Foto Cristiane Marsola


  Triste fim de uma história, restos e rastros do passado...(Colônias da Usina Ester). Mais de 100 anos de história sendo derrubados pelo "progresso" em nome da incapacidade política, ou será em nome da falta de respeito a história de um povo!!! Um triste fim de sonhos e vidas vividas nestas colônias.


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terça-feira, 22 de abril de 2014

REDESCOBRIMENTO DO BRASIL PELOS BRASILEIROS...



  Sem anúncios, sem comentários, sem postagens, sem matérias, sem bolo, velinhas e festa a data de hoje passa despercebida na internet, televisão, e jornais. Os maiores portais da internet como o UOL e Terra esqueceram-se da “importante” data. Esqueceram ou simplesmente a data não dá noticia, e a noticia não dá curtir e “ups” pelas redes sociais!! Os maiores e mais conceituados jornais brasileiros como o pomposo “Estado de São Paulo” (uma curiosidade que poucos sabem entre os fundadores do jornal um Cosmopolense.. mas essa é outra prosa), o consagrado “O Globo”, o moderno “A folha de São Paulo”, ou até a voz escrita da capital brasileira “O Correio Brasiliense”, a única publicação sobre a data foi o registro da data no cabeçalho dos jornais impressos ou via net, somente: 22 de Abril de 20014. 

  Sem lembrança, sem registro, sem história, sem nenhum “marcador” como diz na net. Qui coisa né, será que todos se esqueceram do nosso primeiro ensinamento escolar sobre o Brasil!! A matéria obrigatória de estudo, capitulo principal das antigas cartilhas escolares, a pergunta das perguntas, a primeira pergunta feita pela professorinha aos alunos valendo ponto: Quando o Brasil foi descoberto?? A primeira das perguntas mais importantes feitas pela professorinha aos jovens brasileirinhos da primeira série do ensino fundamental, em seguida a celebre pergunta: Quem descobriu o Brasil?? Na sequência desta aula de história e de Brasil, surgia à pergunta mais temida pelos alunos em sala de aula: Qual o nome das três caravelas de Cabral?? O mais sabichão da sala de aula, estudioso dos livros nos tempos que não existia nem internet que dirá Google, dizia: Santa Maria, Pinta e Nina. 

   Não sei em outras escolas, não sei em outras cidades, mas moro em frente a maior escola da minha cidade, onde estudam em dois períodos mais de 1800 alunos, creio que pelos meus olhares e ouvidos a “importante” data passou despercebida, ou sem a lembrança merecida. O dia não amanheceu ao som do hino nacional, cantado em coro e respeito no pátio escola pelos alunos em grande exaltação ao consagrado pavilhão nacional: a nossa bandeira brasileira. A bandeira na verdade nem tremulou, os mastros estes há tempos foram destruídos por algum vândalo, ou tristemente por um brasileiro sem história, sem memória, e assim sem amor a sua pátria.

  Pode até ser coisa de um velho de 29 anos, mas nos meus tempos escolares a data hoje esquecida, era uma das datas mais importantes do calendário cívico escolar, era lembrada desde o inicio do mês de Abril. Sim, os cadernos em suas folhas antes de ser escrito o cabeçalho três listas eram feitas nas cores verde e amarela, exaltando no começo mês as importantes datas seriam lembradas: “O dia de Tiradentes e o Descobrimento do Brasil”.

   É as coisas mudam, e mesmo que tantos historiadores digam que a antiga data “consagrada” e “exaltada” não seja a real, e que até o descobridor não seja realmente o Cabral; a data 22 de Abril de 1500, por respeito e brasilidade deve ser lembrada e respeitada. A data é o símbolo do surgimento de um povo, do nascimento de crenças, modos, costumes, do nascimento do jovem Brasil. Jovem Brasil que hoje completa seus 514 anos, como disse acima do longo desabafo, sem festa, sem vela, sem a lembrança dos seus filhos.

   Filhos ingratos que se esquecem da mãe, e só lembram-se da “Pátria Amada Mãe Gentil” para reclamar e gritar o “brado” e “retumbante” GOLLL nos dias de copa. Dias estes que logo vem chegando, onde todos com orgulho se vestiram como “raios fulgidos” as cores do Brasil para exaltar sua terra e o “sagrado” futebol como diz tal Rei deste esporte. Em lábaros o verde-louro desta flâmula nos carros, casas, comércios, na pele, no cabelos, no sangue do Brasileiro. 

  Tudo será Brasil, e o Brasil será orgulho aos brasileiros somente se, se, se ganhar a Copa do Mundo. Ganhando o Brasil será com orgulho brasileiro, seus verdes campos terão mais flores e nossos bosques terão mais vida, e nossa vida em seus seios mais amores. Ganhando Brasil, será uma pátria de amor eterno e como símbolo deste amor na camisa da seleção ostentarás estrelado a marca desta vitória... 

  Se ganhar, se ganhar.. No contrário, sem taça, com dividas e dificuldades criadas pela “odisseia” em busca do “Eldorado da salvação brasileira” o Hexa, tudo volta a ser o Brasil dos brasileiros, e não o Brasil criado pelos políticos brasileiros para o mundo na Copa. Será este Brasil dos brasileiros que por ignorância, esquecimento ou vergonha (quem sabe), mal sabem o dia de seu descobrimento, o dia do aniversário da “Pátria Mãe Gentil” e também do povo brasileiro. 

 Perdoai o seus filhos oh Pátria Amada Mãe Gentil, assim como “não sabem votar” e todos os anos eleitorais repetem os mesmos erros nas urnas , em mais este ano esqueceram de ti no dia do teu aniversário. Os políticos estes não vão esquecer o teu aniversário, felizes estão agora comendo seu bolo e os salgadinhos, com a barriga cheia, em suaves arrotos cantam os parabéns ao Brasil, sem o Brasil ser convidado para sua festa de aniversário. 

 Mesmo com tudo isso e mais um pouco, que às vezes sempre “inervam”, “desmotivam”, e tanto entristecem quem ama a ti Brasil, ainda tenho muito orgulho de ser brasileiro. Tenho orgulho destas terras, destas palmeiras onde cantam os sábias, de tuas belezas infindas, deste folclore único e inimitável, dos seus versos e prosas, de tanta coisa boa que nos traz a coragem para enfrentar as coiseiras ruins. Tudo isso traz o pulsar do coração e o orgulho em assim disser: "BRASIL FELIZ ANIVERSÁRIO".



Texto Adriano da Rocha

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sábado, 19 de abril de 2014

DIA DO ÍNDIO

Texto e foto Adriano da Rocha
  Hoje dia 19 de Abril Dia do Índio. Uma lembrança de 1980 da primeira apresentação em Cosmópolis da tradicional dupla “Cacique e Pajé” (na publicação com G) anuncio publicado no antigo semanário local “A Folha da Semana”, recortado na época e colado em uma folha como recordação. A dupla caipira Paulista era formada por dois índios nascidos em tribos indígenas das etnias Caiapós e Bororós, aldeias que existiam nas margens do Rio Vermelho entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No final da década de 70 foram descobertos pela saudosa dupla "Tonico e Tinoco" quando se apresentavam em uma emissora na capital Paulista com o nome artístico de "Rei do Gado e Boiadeiro" , anunciados com o slogan de “Os índios Caiapós”.

  Tonico ao ouvi-los ficou impressionado com o dueto e a qualidade instrumental da dupla, que se apresentava seguindo as antigas tradições Paulistas com duas violas (algo extremamente raro na época). A dupla tinha um estilo único e novo, se destacavam pela autenticidade caipira de seu repertório com músicas na sua maioria de autoria da própria dupla. A marca registrada dos “Índios Caiapós” eram os ritmos “Corta Jaca” e “chibata”, que intitulavam a dupla como os reis e criadores deste novo estilo musical * ritmo criado na década de 60 por Cacique ao lado de antigos parceiros de viola*.

   A dupla Tonico e Tinoco resolveu ajuda-los para a gravação de um LP pela famosa gravadora “Chantecler” e renomeou a dupla com um novo nome, surgia então à dupla "Cacique e Pajé" (nome artístico criado por Tonico), um nome que representava a verdadeira origem e a história dos índios violeiros. 

Duas gerações de violeiros Cacique e Pajé e Tonico e Tinoco, os padrinhos e os afilhados. Compacto da gravadora "Chantecler" de 1981que trazia os sucessos:
Chico Mineiro e Vingança do Chico Mineiro, toadas interpretadas por Tonico e Tinoco. E as "Chibatas" Rabicho e Realidade (Trocadilho sertanejo) com Cacique e Pajé

 A dupla Cacique e Pajé gravou cerca de oito long plays pela gravadora “Chantecler”, criadores de sucessos como “Pescador e catireiro” e “Caçando e pescando”, ou as modas de viola “A mulher do cachaceiro” e “Pensando eu vejo”, entre tantos outros sucessos que se tornaram clássicos da autentica música caipira. A dupla somente foi desfeita sua primeira formação com o falecimento do Pajé em Março de 1994 devido a graves problemas de circulação sanguínea ocasionados pela diabetes. Cacique continuou com a dupla, na qual outros Pajés fizeram parte (sempre com origem indígena), a cerca de 15 anos canta com Geraldo Aparecido (o terceiro Pajé) e juntos já gravaram sete CDs até o presente ano de 2014.

OBS. Em Cosmópolis pela última vez em 2001 no antigo “Bar do Jabá” (atual Bar do Laerte) na Rua José Kaliu Aun.


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