Estivemos juntos todos os dias. Unidos por Cosmópolis, resgatando o passado, registrando o presente, preservando o futuro. Aqui estamos neste último dia, relembrando nossas passagens por este ano.
Um novo ano, com 365 novas oportunidades de recomeçar a cada dia. Que possamos estarmos juntos nesta jornada, para novamente, celebrarmos nossa amizade e o amor por Cosmópolis.
Seja bem-vindo 2019 Os cosmopolenses aguardam com perseverança, a esperança de uma “Cosmópolis melhor ao seu povo”. Feliz ano bom!!!
Uma das imagens mais compartilhadas do Facebook cosmopolense, repleta de sentimentos e reflexões da vida, e principalmente, sobre os verdadeiros significados do natal e ano novo.
Registro da Zarif Baracat, um dos anjos cuidadores da Rafaela, fotografias do acaso, no encontro inusitado desta “eterna criança”.
Em meio aos enfeites natalinos, símbolos da família, união e o nascimento das esperanças, ela encontrou no Presépio da Praça da Pátria, um alivio para descansar o corpo, e as dores da mente.
Na sacolinha, guardada junto ao peito com muito cuidado, o “companheiro do esquecimento”, um “corotinho de pinga”.
Entorpecida pela bebida extremante alcoólica, “curtida entre o plástico e a água ardente”, repousava no colo da Virgem Maria, dormindo aos pés do Menino Jesus, sobre os olhares de São José e os Reis Magos.
A foto surgiu como um registro do momento, depois de inúmeras tentativas de resgatá-la daquela triste noite de natal. Ofereçam-lhe guarita, banho, participar de ceias familiares, um lugar para descansar das ruas.
Mas, quem conhece a Rafaela, sabe bem como ela é. Não aceitou, preferiu aquele refúgio “santificado”.
Permaneceu em meio ao presépio, trazendo aos olhares da movimentada rua, infindas reflexões sobre o natal.
As festividades celebram a ostentação ao “material conquistado pelo dinheiro”, mesa farta e presentes; ou será, o “imaterial”, conquistado pela caridade, o “amor ao próximo”?!
Restava somente como esperança, naquele momento, realizar uma oração para sua proteção na noite de natal.
Assim, a Imagem era captada com profundo sentimento de compaixão e piedade. Os sentimentos transpuseram-se na foto, gerando a comoção da população e autoridades.
No ano novo, Rafaela era internada em uma clínica de reabilitação. Renascendo desde então, a cada dia destes 4 anos de internação, na desintoxicação e dependências químicas.
A foto impactante, com milhares de compartilhamentos, comentários de fé, solidariedade, mas também, de intolerância e desrespeito, merece ser relembrada.
A imagem, com infindos significados aos “fiéis da esperança e perseverança humana”, trouxe um presente único para essa cosmopolense, o seu renascimento.
Nesta última quinta-feira de 2018, celebrada nos meios virtuais como o “dia da recordação da vida”, um verdadeiro motivo para viver a vida.
Nossas esperanças do constante renascimento da Rafaela, assim como, da perseverança de todos os seres humanos, a cada dia do vindouro ano.
Natal dos caboclos, extremamente religioso e repleto de tradições típicas paulistas; natal dos imigrantes germânicos, o Weihnachtzeit. Semanas do advento (adventskalender), marcado pelas miscelâneas populares, entre o religioso, e as simbologias e crenças medievais europeias.
Natais realmente cosmopolitas, nesta fantástica miscigenação de povos, regiões, crenças e religiões, constituindo as celebrações natalinas em Cosmópolis.
Uma seleção de imagens dos “nossos natais”, registra a chegada do “Papai Noel” nas terras cosmopolenses, trazido pelos primeiros imigrantes germânicos na década de 1840.
Celebrado como Kris Kringle e Weinachtsman, pelos alemães, ou, Jultomten, pelos suíços, imigrantes percursores do Núcleo Colonial Campos Salles, em 1896.
Com o progresso colonial dos núcleos cosmopolenses, novos imigrantes “apiavam” e desembarcavam em nossas terras. Cada povo, celebravam tipicamente o natal, com suas tradições religiosas, costumes e crenças ao “bom velhinho”.
Os russos tinha seu Noel, o Grandfather Frost, ou, Baboushka; A italianada, extremante religiosa, venerava São Nicolau, popularmente “parlado” como Belfana e Babbo Natal. Cada povo, cada casa, acreditava em seu Santa Claus (americanos e ingleses), Père Noël (franceses), entre inúmeros povos que edificaram nossa história.
Na mistura destes povos, imigrantes e migrantes, os filhos desta terra por opção e coração, orgulhosos novos brasileiros, o povo cosmopolense.
VIAGEM NATALINA Em destaque nas imagens, personagens e locais dos nossos natais. As celebrações da “Deutsche Schule’, no histórico registro do início dos anos 1920, eternizado pelo mestre da fotografia, Guilherme Hasse.
Icônico e importante desbravador das terras do Funil, o saudoso Henrique Steckelberg, transformava-se em Papai Noel. Tradição que Henrique e Christian Pommer, tradicionais Weinachtsman do núcleo germânico, mantiveram até seus falecimentos nos anos 1940
Henrique, com quase 70 anos do seu falecimento, ainda é lembrado com carinho em inúmeras histórias natalinas, sempre marcadas pela descrição de sua barba e risada.
Nos anos 1960 e 1970, a figura do Papai Noel da prefeitura, que distribuía presentes as crianças, sendo o principal personagem das famosas ceias comunitárias da Igreja Matriz de Santa Gertrudes. Organizadas por pessoas como Helena Nallin, Rodolfo Rizzo, Monsenhor Rigotti, entre inúmeros personificadores da palavra caridade.
O Papai Noel da “Papelaria do Brandão”, famoso na região central nos anos 1970, 1980 e 1990, uma das principais referências natalinas neste período.
Uma mágica miscelânea natalina de imagens, com registros dos natais do passado e presente, contemporaneamente marcados, pelas festividades nas praças. Seleção de natais cosmopolenses, ao som das inconfundíveis vozes de Giane e Paulo Queiroz.
Em especial, Paulo Queiroz, o querido” Paulito dos Queiroz”, nosso mais saudoso orgulho cosmopolense.
“PAULO DOS SUCESSOS, PAULITO DE COSMO" Paulo Queiroz nasceu em Espírito Santo do Pinhal-SP, entretanto, sua infância e adolescência, foi marcada pelas férias em Cosmópolis.
Com inúmeras raízes familiares na cidade, é motivo de orgulho na história popular cosmopolense.
Sempre lembrado com muita saudade, pelos incontáveis fãs, amigos e familiares de Cosmópolis e região.
Cantor, compositor, letrista e tradutor musical, era consagrado internacionalmente, como o homem das versões e sucessos. Principal compositor e letrista, de consagradas vozes da época.
Considerado um dos nomes mais importantes da música brasileira nos anos 1960, encontrou em Giane, a principal voz de suas composições.
Na voz de Giane, o sucesso “Dominique”, com milhões de discos vendidos, tradução e versão de Paulo, de um sucesso francês.
O compacto “Nosso presente de Natal”, interpretado por Giane e Paulo Queiroz, está entre os mais vendidos da discografia nacional, com milhões de cópias vendidas, e inúmeras regravações.
Sua última visita em Cosmópolis, aconteceu no ano de 1965, início do mês de dezembro, quando visitava familiares e amigos, realizando a divulgação deste compacto e outros da Chantecler, ao lado do compositor Teddy Vieira.
Paulo Queiroz faleceu na madrugada do dia 16 de dezembro de 1965, em um trágico acidente automobilístico envolvendo várias vítimas fatais, inclusive, o compositor Teddy Vieira.
Texto Adriano da Rocha
FELIZ NATAL Em 2018, o Acervo Cosmopolense completou 12 anos de história na internet. Um trabalho de amor e respeito por Cosmópolis, iniciado no velho Orkut, em 2006. Hoje somos mais de 18 mil amigos, interligados em perfis, páginas, blog e instagran.
Você é nosso maior presente neste natal, sua amizade é a certeza da continuidade deste projeto.
Que o mesmo amor e união, representados no dia de Natal, venham novamente a renascer em seu coração, surgindo à esperança de que juntos podemos mudar o mundo, começando por nossa cidade.
Juntos e unidos podemos ser a força que fará a diferença, transformando nossos sonhos para Cosmópolis, em realidade.
Em domingo de intenso sol, caloroso como hoje, é dia de curtir o “circuito das águas cosmopolense”. Antes do mergulho, uma pausa, para contemplar a paisagem única, e eternizar o momento na foto.
Olhar fotográfico registrado na Casinha, em cima do seu telhado.
Ponto mais alto do famoso Paredão do Pirapitingui, a casinha foi construída nos anos 1920, na restruturação da represa.
Funcionou como central de controles das turbinas, observatório de salva vidas, e atualmente, como trampolim aos corajosos frequentadores.
Será qual, o destaque principal deste olhar fotográfico?! As nuances de infindas cores no céu, ou, o tucano observando tudo isso. Registro feito no bairro Cascata, onde o tucano, fez seu descaso nos refletores da Praça de Pedágio.
1972- Crianças reunidas em volta do Papai Noel, na entrada principal da Papelaria do Brandão
Dezembro de 1972- Chegada do “Papai Noel” na “Papelaria e Livraria Santa Terezinha”, popular Papelaria do Brandão. Atual Papelaria Santa Anna.
No mês de dezembro, durante mais de 30 anos, um dos principais destaques da Avenida Ester. Evento idealizado pelo empresário no fim dos anos 1960, marcando a história comercial da região central, assim como, a história de vida de inúmeras gerações.
Visitar o “velhinho”, era um momento mágico para a criançada cosmopolense, nas décadas de 1970 e 1980. Aos visitantes, o Papai Noel distribuía balas, pirulitos e brindes da papelaria, reunindo crianças das vilas, sítios e das colônias da Usina Ester.
A cada ano, o Noel cosmopolense era recriado na papelaria, ficando mais convidativo as crianças. As funcionárias usavam gorros natalinos, transformando-se nas ajudantes do “velhinho”, e com aumento das visitações, surgia a “Mamãe Noel”. O personagem atraia as crianças, e principalmente os pais, buscando nas seletas vitrines, as inúmeras opções de presentes.
No registro fotográfico, a máscara de carnaval foi adaptada ao Noel, assim como as roupas confeccionadas de brim vermelho e ornamentadas com algodão. Nos olhares das crianças, você pode observar a alegria do encontro com o velhinho, felicidade eternizada na imagem.
“NATAL DE PRÊMIOS DA ACICO” Anos depois apareciam outros “velhinhos” na região central, inspirados na criação pioneira do Brandão.
O evento natalino atingia grandes proporções com a criação da ACICO (Associação Comercial Industrial de Cosmópolis), onde na gestão de Mílvio Di Sacco (Utilar), surgia o famoso “Natal de Prêmios”.
Nos anos 1980 e 1990, um dos maiores eventos comerciais de Cosmópolis, reunindo milhares de pessoas na região central. Uma carreta repleta de prêmios, transforava-se no palco do evento, estacionada sempre em um cruzamento da Avenida Ester.
Na carreta, toda ornamentada com motivos natalinos e luzes, destacava-se o trono do Papai Noel, rodeado de enormes caixas de presentes, representando os prêmios sorteados.
Junto ao Papai Noel, os locutores oficiais do evento, animando a multidão e realizando os sorteios dos prêmios. Marcando presença e voz, os mestres dos microfones Carlos Augusto Salla e Renato Silva, entre outros “senhores da voz”.
Na véspera de natal, eram realizados os sorteios dos prêmios, aos participantes cadastrados na promoção, como fogões, geladeiras, modernas vitrolas 3X1, vales compras, e uma infinidade de valiosos produtos do comércio.
O evento tinha sua abertura oficializada por desfiles inspirados nas paradas da Disney, e chegada do Papai Noel até de helicóptero. Tudo organizado e financiado pelos comércios e industrias locais, sem custos da prefeitura.
Uma época de nostalgia e inocência, que deixou muitas saudades a todos que viveram esse período em Cosmópolis.
“SALVE” Cosmópolis!!! Dia 30 de novembro, marco do nascimento de Cosmópolis como cidade. Data consagrada por seu povo, nas batalhas por ser cidadão de sua própria cidade.
No passado, a data mais importante do calendário municipal, referência festiva na região.
Grandiosos eventos cívicos municipais, onde os artistas principais do “show de aniversário”, eram os próprios cosmopolenses. Exaltava-se o município, glorificando seu passado e presente, para honra e orgulho no futuro.
No dia 30 de novembro, a cidade amanhecia ao som da “Corporação Musical de Cosmópolis”. Era a alvorada da corporação, proclamando o “Dia do Município”.
A população despertava aos sons de marchas, dobrados e o “antigo hino municipal”. Marchando pelas ruas da região central, seguia o maestro Antônio Tavano e seus músicos.
Os sinos dos campanários da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, anunciavam o início das celebrações religiosas. Ao término da missa campal, começavam as concentrações do desfile no Largo da Matriz, recém reinaugurado.
DIA DO COSMOPOLENSE Em marcha pelos paralelepípedos da Avenida Ester, seguiam os grupos escolares municipais, funcionalismo público, comunidades religiosas, corporações musicais, fábricas, industriais, comerciantes, agricultores, e cidadãos disposto à homenagear Cosmópolis.
Cada grupo, reverenciava uma fase da história cosmopolense, como também, os atributos do seu seguimento social. Em alas específicas, como é feito nos grandes carnavais.
Os fornecedores de cana, transformavam seus caminhões em gigantescas alegorias, enfeitados minuciosamente pelos grupos escolares municipais.
Trabalho de meses de antecedência, criações realizadas como trabalho escolar, supervisionados pelos atentos professores.
Não esquecendo o cuidadoso trabalho das mães, com suas habilidosas mãos, criavam as fantasias e uniformes para o esperado dia.
Os tecidos para confecção das roupas, adornos dos carros alegóricos e fabricação de estandartes, era doado pelas várias tecelagens cosmopolenses.
Até mesmo as linhas, botões, fitilhos, lantejoulas e adereços, quando não chegada por doações, as lojas da “Villa”, vendiam por preços especiais.
O amor por Cosmópolis transformava a população, unidos, transmitiam este nobre sentimento em cada preparativo da festa. A data marcava anos de lutas, incessantes batalhas populares, pela emancipação política e administrativa.
A data, era comemorada, como o “dia do cosmopolense”. Símbolo das lutas populares, quando o povo cosmopolense, conseguiu o direito de ser cidadão da sua própria cidade.
Acompanhando os caminhões alegóricos, seguiam os cortejos dos agricultores e fornecedores de cana. Cada agricultor, trazia em seu trator, uma seleção de produtos das suas terras. Laranjas, algodão, milho, melancias, abacaxis, café, entre outros produtos que consagravam as produções cosmopolenses.
Seguiam em fila os tratores, acompanhados de charretes, troles, carroças e carros de bois, todos mostravam no desfile, seu orgulho por sua terra.
Os choferes de praça (taxistas), enfeitavam com fitas e faixas seus carros, seguindo o desfile levando as “majestades”. Eram as Rainhas e princesas, eleitas como as mais belas de Cosmópolis.
Tinha até os grupos de bicicletas, formado por crianças e adolescentes. Com enfeites nos raios, bancos, guidões e garupas, seguiam orgulhosos os “bicicleteiros” no desfile.
Ao som da fanfarra do GEPAN, Corporação Musical de Cosmópolis, Corporação da Usina Ester, bandas, charangas, corais, violeiros, o desfile seguia animado pelos seus percursos.
Parabenizando Cosmópolis, as cidades da região enviavam seus representantes políticos e os inesquecíveis presentes.
Em nome da população dos municípios, traziam gigantescos presentes simbólicos, transportados por caminhões e carros oficiais enfeitados.
As concentrações aconteciam no Largo da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, onde depois da “Missa Campal” e bênçãos do Monsenhor Rigotti, seguiam pela Campos Salles, rumo a Avenida Ester. Inicialmente, devido a quantia de componentes e participantes, o desfile iniciava-se próximo do Cine Theatro Avenida, seguindo pela Avenida Ester, até a Rua Campinas.
Na Rua Campinas, seguia-se para o grande final, concluindo as celebrações e atos oficiais, no “Estádio Thelmo de Almeida”. Havia entrega de honrarias, prêmios aos blocos e fantasias, e as apresentações musicais de artistas da cidade.
Evento sempre “irradiado” pelos serviços de alto falantes da “A voz de Cosmópolis”. Oficialmente narrado pelas inimitáveis vozes de locutores como Alibabá e Zé Magossi.
Os gastos da prefeitura eram mínimos, as festas era totalmente financiadas pela população. Não eram gastos, mas sim, exaltações de orgulho e amor por Cosmópolis.
Sentimentos raros na atualidade, mas que ainda habitam os corações da população, basta serem aflorados.
Aos cosmopolenses, de nascimento, opção e coração, não esqueça: Cosmópolis não é motivo de vergonha.
TENHO ORGULHO DE COSMÓPOLIS
Cosmópolis, nunca será motivo da sua vergonha, mas sim, alguns cosmopolenses. Estes, principalmente os “oportunistas políticos”, são as razões da sua vergonha, dos males da sua vida como cidadão. Nunca a cidade de Cosmópolis será motivo da sua vergonha, somente, alguns cosmopolenses.
Essa vergonha pode ter sim, basta você cidadão querer, usando seu poder do voto!!!
Glórias à cidade de Cosmópolis, e muita esperança e perseverança ao povo cosmopolense.
Hoje, 74 anos de emancipação política e administrativa de Cosmópolis, e 12 anos de criação do Acervo Cosmopolense. Obrigado Cosmópolis, obrigado cosmopolenses!!!
Grupo participante da terceira edição da caminhada
Realizada neste sábado (10). Foram 13,8 km de percurso, desbravando antigos acessos da Gruta, recolhendo lixo no percurso, despertando o amor pelo meio ambiente, nosso maior patrimônio, redescobrindo Cosmópolis.
Parabénsaos participantes. As próximas caminhadas, estão em estudo, para serem realizadas aos domingos.
Fotos Miler Adamo, Carlinhos Bandola e Grupo Gruta Carrapicho
Em tudo, pode existir beleza na vida. Assim como a natureza, tudo recria-se continuamente. A transformação, está no olhar, como na motivação destas mudanças. Até o imperceptível aos olhos, pode transforma-se em um novo ângulo, uma nova perspectiva, para enxergarmos a vida.
Olhares da amiga Lana Freitas, mostrando que o simples, pode tornar-se grandioso, em outra visão. Basta mudarmos o foco, olhando não somente à frente, mas sim, em todas nossas voltas.
Qual será o maior destaque da foto, a Igreja, o florescer dos jardins, ou, você somente perceberá a falta de manutenção da praça?!
Tudo é visto, só não podemos perder as esperanças, e desacreditar no futuro da nossa cidade.
O progresso e retrocesso, não é determinado somente por políticos, mas sim, pelos eleitores conscientes do potencial de Cosmópolis. Afinal, os políticos, são nomeados pelo voto, como representantes de todos os cidadãos. Até daqueles que não elegeram os vitoriosos.
Nossa cidade precisa ser revista por novos ângulos e olhares. Despertando assim, novamente, o amor dos cosmopolenses por Cosmópolis.
Somente ama sua terra, quem conhece. Somente terá esperanças, quem olhar sua cidade, com os olhos do coração. Não somente com os olhares do ódio e mágoas.
Em 06 de novembro de 1941, uma triste quinta-feira, há exatos 77 anos. Estridente o telefone de baquelite tocava no escritório, a telefonista transmitia uma mensagem de Campinas. Com triste pesar, a funcionária da “Companhia Sino Azul” noticiava à direção da Usina Ester: “Dona Esther Nogueira, acabou de falecer”
Era acionada a velha sirene da Usina, colonos e pessoas da Villa de Cosmópolis, ficavam alarmados com o incessante som. O povo cosmopolense, somente ouviu a sirene ecoar daquele jeito, nos tempos da Revolução de 1932.
A triste notícia espalhava-se, ainda mais que o som incessante da sirene, ecoando pelos canaviais. Ouvia-se em Arthur Nogueira, Limeira, Paulínia e Americana. Em pausados toques, dobrando o tom de luto, os sinos do campanário da Igreja Matriz de Santa Gertrudes, confirmavam a notícia.
Muitos cosmopolenses choravam, sem ao menos conhece-la pessoalmente. Eram as dores da gratidão, lágrimas em respeito à sua memória, sentimentos de um povo benevolente, assim como, a matriarca do progresso regional.
Em comovida homenagem, o jornal “O Estado de São Paulo”, noticiava com destaque o falecimento de Esther Nogueira.
O renomado professor Nicolau de Morais Barros, sobrinho do Presidente Prudente de Morais, expressava os sentimentos do povo paulista, pela triste perda. Abaixo, trechos da histórica publicação.
“Tinha uma personalidade marcante e de singular relevo. Oriunda de tradicional família paulista, nasceu em Campinas, e ali cresceu e se educou. Seu pai, José Paulino Nogueira, campineiro dos mais ilustres, ali vivera longos anos, amando e honrando sua terra natal, prestando-lhe assinalados serviços e cobrindo-se de benemerência, durante a epidemia de febre amarela, como presidente de sua municipalidade.
Proclamada a república, e nomeados ministros Francisco Glicério e Campos Salles, amigos diletos dos quais nunca se separou, Campinas se revestiu de galas para receber os filhos vitoriosos.
Coube a menina Esther, então com 12 anos de idade, trajada de república e ostentando o barrete frígio na cabeça, cingir a fronte de Glicério com a coroa de louros simbólica, dirigir-lhe uma saudação de glórias, pronunciada com ênfase e vibração patriótica.
Foi mãe extremosa e desvelada de seus oito irmãos, o mais novo dos quais contava com meses de vida.
Repartiu-se entre o pai, o marido, os irmãos e os dois filhos que lhe vieram. Desdobrou-se em carinhos e cuidados, com uns e com outros, fez-se o centro da família, e tornou-se o ídolo da casa. Um símbolo de caridade para toda sociedade.
Possuía Dona Esther, em alto grau e perfeito equilíbrio, as edificantes virtudes femininas. Mas o traço característico de sua personalidade, a essência de sua formação moral, era a bondade.
Bondade espantosa, irreprimível e transbordante. Bondade que fluía das palavras que lhe afloravam aos lábios, que irradiava do seu olhar mortiço e doce, que inspirava os menores atos e gestos de sua vida e que a fez tão benquista dos que lhe aproximaram.
Muito caridosa, ela praticava a filantropia e de acordo com o preceito evangélico, escondida e ignorada.
Sua bolsa nunca se fechou a um pedido. Bem poucos, dentro dos seus íntimos, conheciam a extensa lista dos seu protegidos, aos quais prodigalizava, além do auxílio pecuniário mensal, interesse solicito e assistência material e moral.
Dotada de inteligência aguda e clara, e notável memoria, ela se deleitava em rememorar fatos e episódios dos seus tempos de moça, em Campinas, e os sabia contar com surpreendente minucia nos detalhes.
Muito sensível aos agrados e carinhos que recebia, não era o menos aos que se lhe recusavam. Magoava-se, doía-se, mas...perdoava
Presa ao seu leito de dores e sofrimento, por longos e intermináveis meses, ela teve os males do corpo agravados pela saudade torturante de um filho ausente, que sonhava rever, antes de fechar os olhos. Quis o destino que esse sonho não se realizasse!!
A sua morte despertou, na sociedade paulista, um sentimento generalizado de pesar. O seu funeral, constitui-se de uma tocante consagração, já pela desusada influência de pessoas amigas, já pela profusão das flores que envolveram o seu esquife” (...).
DORES DAS SAUDADES A saudade marcante do filho Paulo Nogueira Filho, Paulito, foi um dos mais agravantes motivos da sua morte. Por ordem do ditado Getúlio Vargas, os combatentes paulista da Revolução Constitucionalista de 1932, foram expulsos do Brasil.
Paulito, estava entre os principais responsáveis pela revolução paulista, escolhia-se o exílio fora do país, a condenação de morte. Estava vivo, porém, enquanto o ditador Vargas continua-se no poder, nunca mais poderia voltar ao Brasil.
Os familiares não podiam revelo, podendo serem condenados por conspiração ao regime do ditador Vargas. A mãe chorava a ausência do filho vivo, sem saber o dia, que poderia revelo novamente.
Essa angustia, debilitava a forte Esther, o filho estava exilado na Europa, que enfrentava a Segunda Guerra Mundial. Qual amorosa mãe, não adoeceria nesta situação!!. Esther, faleceu aos 64 anos de idade.
Paulito e outros combatentes paulistas de 1932, somente voltavam ao Brasil no fim da ditadura Vargas, em 1945.
OLHAR FOTOGRÁFICO A foto em destaque, é o último registro de Dona Esther em vida, feito na varanda da Fazenda São Quirino. Na varanda, quando encontrava forças, ficava contemplando o horizonte da grandiosa fazenda. Olhando distante, na esperança de ver o filho regressando. O registro foi feito pelo neto, José Bonifácio Coutinho Nogueira.