sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

HOMENAGEM PAULISTA AOS PAULISTANOS

MEMÓRIA PAULISTA
"AINDA ONTEM, HÁ EXATOS 65 ANOS EM COSMÓPOLIS"
“Parabéns São Paulo de Piratininga, salve os PAVLISTAS”

  Na garrafinha, produzida exclusivamente para a celebre data, os dizeres moldados no vidro: “Lembrança do IV Centenário de São Paulo da cidade de São Paulo- 1554 / 1954”.

Produção comemorativa da “Levy e Levy” de Limeira-SP, uma das indústrias do celebre Major José Levy Sobrinho e irmãos.

A base principal do icônico produto era obtida dos canaviais cosmopolenses, toneladas e toneladas de cana de açúcar, excepcionalmente cultivadas para a produção da memorativa “água ardente”.


Os antigos trenzinhos da Carril Funilense, quem sabe até, a máquina exposta na Praça dos Ferroviários, transportavam a preciosa safra para a vizinha Americana. Nos alambiques da histórica Usina Salto Grande, produzia-se a cachaça das canas cosmopolenses.

Processo de produção que iniciou-se em 1952, dois anos antes das comemorações do “IV Centenário de São Paulo”, celebrado em 25 de janeiro de 1954.

A “Levy e Levy”, iniciou as produções em parceria com o grupo agrícola Usina Ester, proprietária na época, do maior complexo açucareiro do mundo, reunidos em 5 usinas e milhões de alqueires de cana.


A água ardente dos canaviais cosmopolenses, produzida nas moendas e alambiques de Americana, ficaria dois anos armazenada em gigantescos toneis de carvalho. Curtindo nos toneis, apurando sabor, e a típica cor amarelada da madeira.

No fim do ano de 1953, era engarrafada e embalada em papel ilustrativo sobre a data, contando a história da cidade, enaltecendo a memória bandeirante, e a marca oficial das celebrações.
Escolhida em um concurso realizado pela prefeitura, o símbolo registrava todos os produtos comemorativos, os quais, tinham parte das suas rendas, destinadas às obras assistenciais da capital.

A garrafinha da Levy, tinha destino certo e compradores aguardando o produto, selecionadas casas comerciais da capital e interior, vendido nos dias das festividades do “IV Centenário”. Então celebrados durante todo o mês de janeiro, caracterizava-se por inúmeras festividades artísticas e culturais, e as inaugurações de importantes obras e monumentos, em memória da histórica data.

Considerada uma das maiores celebrações comemorativas da história nacional, a data ficou marcada por incontáveis produções comerciais.

Existiam álbuns de figurinhas, cadernos, selos, enciclopédias especiais, pratos de parede, jogos de jantares e mesa, utensílios domésticos, instrumentos musicais, brinquedos, e incontáveis músicas compostas em homenagem à capital.

CARAVANA COSMOPOLENSE 
Atendo ao convite do prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, o então prefeito de Cosmópolis, Francisco Fontinha do Nascimento e comitiva, estiveram presentes nas celebrações.

Fontinha Nascimento, exercia profissionalmente o cargo de diretor na Usina Ester, sendo o último prefeito da “Era da Cana”, alusão aos representantes eleitos pelos votos dos funcionários da empresa e fornecedores de cana.

Para representar o povo cosmopolense, o prefeito e diretor da Usina, escolheu um grupo de crianças das coloniais, simbolizando nos jovens, a perseverança no presente e as esperanças do futuro.

Rumo à capital Bandeirante, uma grande comitiva de prefeitos e representantes públicos de toda região, partiu em jardineiras e trens. A comitiva cosmopolense chegou na madrugada do dia 25 de janeiro de 1954, transportados pela moderna jardineira da “Auto Viação Cosmópolis”, conduzido pelo saudosos Zeca Klingohr.

Parabéns São Paulo pelos 465 anos de fundação!!!
Orgulho cosmopolense, em ser uma das 644 filhas desta capital

LEVY E COSMÓPOLIS 
Nome de bairros, estádio de futebol, museu, e importante avenida em Limeira. O Major Levy foi um dos mais celebres empresários paulistas, empreendendo em inúmeras áreas comerciais, como a agricultura, indústria e bancos.

Político, foi um dos primeiros secretários de agricultura do Estado de São Paulo, percursor da introdução da laranja no Estado, transformou sua terra natal, a cidade de Limeira, na capital mundial da laranja.

O novo “ouro verde paulista”, ouro laranja, mudava a paisagem de Limeira, assim como, de toda região, acostumada até então, pelos cafezais e canaviais.

Na gestão do Major Levy Sobrinho, foi implantado as beneficiadoras do bicho da seda, os famosos centros de Sericultura.

Em 1938, a região do atual terminal Rodoviário (popular bairro do Baguá), foi projetada como a primeira área industrial de Cosmópolis. Nesta região, seriam instaladas as indústrias têxteis, tecelagens e beneficiadoras de algodão.

Parte desta aérea industrial, seria destinada ao cultivo de amoreiras, principal alimento do bicho da seda. Os lagartos consomem as folhas das amoreiras, produzindo na confecção dos seus casulos, o precioso fio da seda.

Na atual Escola GEPAN, ficava localizado o Centro de Sericultura, responsável pela compra dos casulos de seda, fornecimento e cultivo de amoreiras, e instruções aos novos agricultores.

Parte dos casulos de seda, eram revendidas diretamente as tecelagens cosmopolenses, e outra parte, a Levy agrícola e Importações, empresa pertencente ao grupo industrial do Major.

Na época, o grupo presidido pelo Major Levy, foi um dos maiores produtores e exportadores de fios de seda do mundo. Principal responsável pela modernização das tecelagens, e pioneiro na produção da seda no Brasil.

A primeira indústria instalada na área cosmopolense, foi a Tecelagem Urca, atraindo a criação de outras inúmeras tecelagens no complexo público. A empresa com sede no Rio de Janeiro, foi instalada em Cosmópolis, por intermédio do Major.

Major Levy Sobrinho faleceu aos 72 anos de idade, em 22 de janeiro de 1957, na Fazenda Itapema, em Limeira.

Texto e fotos Adriano da Rocha

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

DEPOIS DA TEMPESTADE ⛈

ÁGUAS JANEIRAS

Texto Adriano da Rocha
Foto Fábio Suzigan Nobre
 Imagens do Paredão do Rio Pirapitingui, nesta tarde de sexta-feira (04). Chuvas e tempestades de verão, com suas “águas janeiras”, transformam a paisagem do mais famoso ponto cosmopolense. Mesmo com as constantes chuvas, a Represa continua em estado de atenção, devido ao longo período de estiagem.

Foto Fábio Suzigan Nobre

Foto Fábio Suzigan Nobre

 Em 2018, foram registrados até 60 dias sem chuvas significativas no município. Os meses de setembro e outubro, ficaram marcados pelas secas e queimadas na região da Represa. Criada em 1890, a Represa do Rio Pirapitingui é o principal reservatório de abastecimento e distribuição de água municipal.
Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Foto Adriano da Rocha

Entre o sol e as nuvens anunciando chuva, destaque aos intensos tons de verdes, e as populares “cachoeiras do Paredão” (vazantes da Represa), voltando a
destacarem-se pelo intenso fluxo das águas.

📸 Fotos Fábio Suzigan Nobre e Adriano da Rocha

"NÃO TEM ALTURA QUE ESCAPE"

MÊS DAS ÁGUAS

Fotos Conceição Tetzner

  Até no bairro mais alto de Cosmópolis, as águas das chuvas deixaram suas marcas. Imagens de quinta-feira (03), data marcada pela intensa tempestade, e os registros de inúmeras inundações nas áreas urbanas do município.

O bairro rural Serra Velha, é considerado o ponto mais alto do território cosmopolense, sendo um dos principais acessos aos históricos bairros do Carandina, Nova Campinas, Pinheirinho, Santo Antônio, e as aéreas rurais de Limeira e Artur Nogueira

As imagens são de um dos acessos principais do bairro, ponto que devido a altitude da região, é possível visualizar toda a extensão urbana de Cosmópolis, e regiões urbanas e industriais de cidades vizinhas.

Neste ponto, é visível Limeira, Artur Nogueira, Americana, o complexo petroquímico da Petrobras em Paulínia, com suas chamas de produção, e parcialmente, a região sul de Campinas.
Na estrada que “virou rio” com as águas das chuvas, um lado é Limeira, no outro Cosmópolis, marco territorial das divisas dos municípios.

Segundo Cepagri- Campinas (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), as "águas continuam", com previsões de intensas chuvas neste sábado e domingo. Prepare os guarda chuvas, baldes para as goteiras, e muita atenção ao dirigir.

Texto Adriano da Rocha
Fotos Conceição Tetzner

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

CHEGADA DA TEMPESTADE

CHUVAS JANEIRAS

Chegada da tempestade em Cosmópolis, registro feito na região do bairro Paineiras - Foto Ruy S. Pedroso

 O dia virou noite, nuvens escuras cercavam os horizontes, passarinhos voando baixo, estridentes trovões e muito vento. É a natureza anunciando a chuva, uma tempestade, em Cosmópolis. São águas janeiras, é chuva de verão.

A sabedoria cosmopolense ensina: “quando escurece em Americana, pode preparar as orações, é tempestade chegando em Cosmópolis”.

Em dias de tempestades, recordo de uma antiga simpatia, muito popular nos tempos da “Villa”.
“Corre busca o prato Maria. “Pincha” no terreiro “devirado”, vamo reza para acalmar as tormenta”.
“Santa Bárbara e São Lourenço, acalma a chuva e passa o vento. Amém”.

A chuva e o sol, disputando seu poder nos céus, e a percepção do exato momento do registro fotográfico. Qual será, o mais fantástico encontro deste singular registro ?! Parabéns Ruyzinho!!!

Registro feito na região do Jardim Paineiras, nesta quinta-feira (03), momentos antes da tempestade.


📸 Foto Ruy S. Pedroso 
Texto Adriano da Rocha

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

AINDA ONTEM

MEMÓRIA POLÍTICA

01/01/1989 – Há exatos 29 anos, José Pivatto oficialmente assumia seu primeiro mandato como prefeito de Cosmópolis. O Partido dos Trabalhadores (PT), vencia um dos pleitos mais concorridos da história eleitoral cosmopolense, elegendo José Pivatto com 4.997 votos.

  
Na época, a Câmara Municipal possuía 15 vereadores, o PT elegeu três candidatos. O PMDB, principal adversário político, elegeu seis vereadores.

Na eleição de 1988, seis partidos concorreram ao pleito municipal, candidatando-se pela primeira vez o jovem José Pivatto, com 29 anos de idade.

A candidatura do PT, aderia um movimento nacional de restruturação da política brasileira, seguindo a retomada das eleições diretas e o fim do Regime Militar.

O PT Cosmópolis, anunciava a renovação da política municipal, então comandada desde os anos 1950, pelo mesmo grupo político.

Pivatto vencia nas urnas experientes políticos, como Oswaldo Heitor Nallin, o ex-prefeito ficou em segundo lugar, com 3.634 votos. Com 16.517 eleitores inscritos, 2.337 votaram em branco e nulo, somando 731 abstenções.

Pivatto, ao lado da primeira dama, Maria Lucia Vieira da Silva, pisam com os pés esquerdos ao adentrarem a entrada principal do Paço Municipal. Usando terno branco, o vice, Mauro Pereira, seguido por secretários, vereadores e autoridades partidárias.

Texto Adriano da Rocha
Foto Bruno Petch

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

RETROSPECTIVA 2018


Eis que 2018 chega ao seu fim!!
Estivemos juntos todos os dias. Unidos por Cosmópolis, resgatando o passado, registrando o presente, preservando o futuro. Aqui estamos neste último dia, relembrando nossas passagens por este ano.

Um novo ano, com 365 novas oportunidades de recomeçar a cada dia. Que possamos estarmos juntos nesta jornada, para novamente, celebrarmos nossa amizade e o amor por Cosmópolis.

Seja bem-vindo 2019
Os cosmopolenses aguardam com perseverança, a esperança de uma “Cosmópolis melhor ao seu povo”.
Feliz ano bom!!!

Grupo Filhos da Terra – Cosmópolis-SP

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA 


#TBT 
"Natais para sempre serem relembrados"


  2013- Ainda ontem, há 5 natais passados.
Uma das imagens mais compartilhadas do Facebook cosmopolense, repleta de sentimentos e reflexões da vida, e principalmente, sobre os verdadeiros significados do natal e ano novo.

Registro da Zarif Baracat, um dos anjos cuidadores da Rafaela, fotografias do acaso, no encontro inusitado desta “eterna criança”.

Em meio aos enfeites natalinos, símbolos da família, união e o nascimento das esperanças, ela encontrou no Presépio da Praça da Pátria, um alivio para descansar o corpo, e as dores da mente.

Na sacolinha, guardada junto ao peito com muito cuidado, o “companheiro do esquecimento”, um “corotinho de pinga”.

Entorpecida pela bebida extremante alcoólica, “curtida entre o plástico e a água ardente”, repousava no colo da Virgem Maria, dormindo aos pés do Menino Jesus, sobre os olhares de São José e os Reis Magos.

A foto surgiu como um registro do momento, depois de inúmeras tentativas de resgatá-la daquela triste noite de natal.
Ofereçam-lhe guarita, banho, participar de ceias familiares, um lugar para descansar das ruas.

Mas, quem conhece a Rafaela, sabe bem como ela é. Não aceitou, preferiu aquele refúgio “santificado”.

Permaneceu em meio ao presépio, trazendo aos olhares da movimentada rua, infindas reflexões sobre o natal.

As festividades celebram a ostentação ao “material conquistado pelo dinheiro”, mesa farta e presentes; ou será, o “imaterial”, conquistado pela caridade, o “amor ao próximo”?!

Restava somente como esperança, naquele momento, realizar uma oração para sua proteção na noite de natal.

Assim, a Imagem era captada com profundo sentimento de compaixão e piedade. Os sentimentos transpuseram-se na foto, gerando a comoção da população e autoridades.

No ano novo, Rafaela era internada em uma clínica de reabilitação. Renascendo desde então, a cada dia destes 4 anos de internação, na desintoxicação e dependências químicas.

A foto impactante, com milhares de compartilhamentos, comentários de fé, solidariedade, mas também, de intolerância e desrespeito, merece ser relembrada.

A imagem, com infindos significados aos “fiéis da esperança e perseverança humana”, trouxe um presente único para essa cosmopolense, o seu renascimento.

Nesta última quinta-feira de 2018, celebrada nos meios virtuais como o “dia da recordação da vida”, um verdadeiro motivo para viver a vida.

Nossas esperanças do constante renascimento da Rafaela, assim como, da perseverança de todos os seres humanos, a cada dia do vindouro ano.

Foto Zarif Baracat
Texto Adriano da Rocha


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

NATAIS COSMOPOLENSES

A VOCÊ, “nosso presente de natal”



  Natal dos caboclos, extremamente religioso e repleto de tradições típicas paulistas; natal dos imigrantes germânicos, o Weihnachtzeit. Semanas do advento (adventskalender), marcado pelas miscelâneas populares, entre o religioso, e as simbologias e crenças medievais europeias.

Natais realmente cosmopolitas, nesta fantástica miscigenação de povos, regiões, crenças e religiões, constituindo as celebrações natalinas em Cosmópolis.

Uma seleção de imagens dos “nossos natais”, registra a chegada do “Papai Noel” nas terras cosmopolenses, trazido pelos primeiros imigrantes germânicos na década de 1840.

Celebrado como Kris Kringle e Weinachtsman, pelos alemães, ou, Jultomten, pelos suíços, imigrantes percursores do Núcleo Colonial Campos Salles, em 1896.

Com o progresso colonial dos núcleos cosmopolenses, novos imigrantes “apiavam” e desembarcavam em nossas terras. Cada povo, celebravam tipicamente o natal, com suas tradições religiosas, costumes e crenças ao “bom velhinho”.

Os russos tinha seu Noel, o Grandfather Frost, ou, Baboushka; A italianada, extremante religiosa, venerava São Nicolau, popularmente “parlado” como Belfana e Babbo Natal. Cada povo, cada casa, acreditava em seu Santa Claus (americanos e ingleses), Père Noël (franceses), entre inúmeros povos que edificaram nossa história.

Na mistura destes povos, imigrantes e migrantes, os filhos desta terra por opção e coração, orgulhosos novos brasileiros, o povo cosmopolense.

VIAGEM NATALINA
Em destaque nas imagens, personagens e locais dos nossos natais. As celebrações da “Deutsche Schule’, no histórico registro do início dos anos 1920, eternizado pelo mestre da fotografia, Guilherme Hasse.

Icônico e importante desbravador das terras do Funil, o saudoso Henrique Steckelberg, transformava-se em Papai Noel. Tradição que Henrique e Christian Pommer, tradicionais Weinachtsman do núcleo germânico, mantiveram até seus falecimentos nos anos 1940

Henrique, com quase 70 anos do seu falecimento, ainda é lembrado com carinho em inúmeras histórias natalinas, sempre marcadas pela descrição de sua barba e risada.

Nos anos 1960 e 1970, a figura do Papai Noel da prefeitura, que distribuía presentes as crianças, sendo o principal personagem das famosas ceias comunitárias da Igreja Matriz de Santa Gertrudes. 

Organizadas por pessoas como Helena Nallin, Rodolfo Rizzo, Monsenhor Rigotti, entre inúmeros personificadores da palavra caridade.

O Papai Noel da “Papelaria do Brandão”, famoso na região central nos anos 1970, 1980 e 1990, uma das principais referências natalinas neste período.

Uma mágica miscelânea natalina de imagens, com registros dos natais do passado e presente, contemporaneamente marcados, pelas festividades nas praças. Seleção de natais cosmopolenses, ao som das inconfundíveis vozes de Giane e Paulo Queiroz.

Em especial, Paulo Queiroz, o querido” Paulito dos Queiroz”, nosso mais saudoso orgulho cosmopolense.

“PAULO DOS SUCESSOS, PAULITO DE COSMO"
Paulo Queiroz nasceu em Espírito Santo do Pinhal-SP, entretanto, sua infância e adolescência, foi marcada pelas férias em Cosmópolis.

Com inúmeras raízes familiares na cidade, é motivo de orgulho na história popular cosmopolense.
Sempre lembrado com muita saudade, pelos incontáveis fãs, amigos e familiares de Cosmópolis e região.

Cantor, compositor, letrista e tradutor musical, era consagrado internacionalmente, como o homem das versões e sucessos. Principal compositor e letrista, de consagradas vozes da época.

Considerado um dos nomes mais importantes da música brasileira nos anos 1960, encontrou em Giane, a principal voz de suas composições.

Na voz de Giane, o sucesso “Dominique”, com milhões de discos vendidos, tradução e versão de Paulo, de um sucesso francês.

O compacto “Nosso presente de Natal”, interpretado por Giane e Paulo Queiroz, está entre os mais vendidos da discografia nacional, com milhões de cópias vendidas, e inúmeras regravações.

Sua última visita em Cosmópolis, aconteceu no ano de 1965, início do mês de dezembro, quando visitava familiares e amigos, realizando a divulgação deste compacto e outros da Chantecler, ao lado do compositor Teddy Vieira.

Paulo Queiroz faleceu na madrugada do dia 16 de dezembro de 1965, em um trágico acidente automobilístico envolvendo várias vítimas fatais, inclusive, o compositor Teddy Vieira.

Texto Adriano da Rocha

FELIZ NATAL
Em 2018, o Acervo Cosmopolense completou 12 anos de história na internet. Um trabalho de amor e respeito por Cosmópolis, iniciado no velho Orkut, em 2006. Hoje somos mais de 18 mil amigos, interligados em perfis, páginas, blog e instagran.

Você é nosso maior presente neste natal, sua amizade é a certeza da continuidade deste projeto.

Que o mesmo amor e união, representados no dia de Natal, venham novamente a renascer em seu coração, surgindo à esperança de que juntos podemos mudar o mundo, começando por nossa cidade.

Juntos e unidos podemos ser a força que fará a diferença, transformando nossos sonhos para Cosmópolis, em realidade.


Feliz Natal e próspero ano bom

Grupo Filhos da Terra

domingo, 16 de dezembro de 2018

UM MIRANTE NA CASINHA, "OLHANDO LÁ DO CÉU"

PELOS OLHOS DOS MEUS FILHOS



 Em domingo de intenso sol, caloroso como hoje, é dia de curtir o “circuito das águas cosmopolense”. Antes do mergulho, uma pausa, para contemplar a paisagem única, e eternizar o momento na foto.
Olhar fotográfico registrado na Casinha, em cima do seu telhado.
Ponto mais alto do famoso Paredão do Pirapitingui, a casinha foi construída nos anos 1920, na restruturação da represa.

Funcionou como central de controles das turbinas, observatório de salva vidas, e atualmente, como trampolim aos corajosos frequentadores.

📸 Foto Daniel Santiago

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

OLHARES AO FIM DO DIA


  Será qual, o destaque principal deste olhar fotográfico?! As nuances de infindas cores no céu, ou, o tucano observando tudo isso. Registro feito no bairro Cascata, onde o tucano, fez seu descaso nos refletores da Praça de Pedágio.

Foto Anastácio Filho

domingo, 2 de dezembro de 2018

NATAIS COSMOPOLENSES

MEMÓRIA COMERCIAL

Papai Noel da Papelaria do Brandão
1972- Crianças reunidas em volta do Papai Noel, na entrada principal da Papelaria do Brandão

   Dezembro de 1972- Chegada do “Papai Noel” na “Papelaria e Livraria Santa Terezinha”, popular Papelaria do Brandão. Atual Papelaria Santa Anna.
No mês de dezembro, durante mais de 30 anos, um dos principais destaques da Avenida Ester. Evento idealizado pelo empresário no fim dos anos 1960, marcando a história comercial da região central, assim como, a história de vida de inúmeras gerações.

Visitar o “velhinho”, era um momento mágico para a criançada cosmopolense, nas décadas de 1970 e 1980. Aos visitantes, o Papai Noel distribuía balas, pirulitos e brindes da papelaria, reunindo crianças das vilas, sítios e das colônias da Usina Ester.

A cada ano, o Noel cosmopolense era recriado na papelaria, ficando mais convidativo as crianças. As funcionárias usavam gorros natalinos, transformando-se nas ajudantes do “velhinho”, e com aumento das visitações, surgia a “Mamãe Noel”. O personagem atraia as crianças, e principalmente os pais, buscando nas seletas vitrines, as inúmeras opções de presentes.

No registro fotográfico, a máscara de carnaval foi adaptada ao Noel, assim como as roupas confeccionadas de brim vermelho e ornamentadas com algodão. Nos olhares das crianças, você pode observar a alegria do encontro com o velhinho, felicidade eternizada na imagem.

“NATAL DE PRÊMIOS DA ACICO”
Anos depois apareciam outros “velhinhos” na região central, inspirados na criação pioneira do Brandão.
O evento natalino atingia grandes proporções com a criação da ACICO (Associação Comercial Industrial de Cosmópolis), onde na gestão de Mílvio Di Sacco (Utilar), surgia o famoso “Natal de Prêmios”.

Nos anos 1980 e 1990, um dos maiores eventos comerciais de Cosmópolis, reunindo milhares de pessoas na região central. Uma carreta repleta de prêmios, transforava-se no palco do evento, estacionada sempre em um cruzamento da Avenida Ester.

Na carreta, toda ornamentada com motivos natalinos e luzes, destacava-se o trono do Papai Noel, rodeado de enormes caixas de presentes, representando os prêmios sorteados.

Junto ao Papai Noel, os locutores oficiais do evento, animando a multidão e realizando os sorteios dos prêmios. Marcando presença e voz, os mestres dos microfones Carlos Augusto Salla e Renato Silva, entre outros “senhores da voz”.

Na véspera de natal, eram realizados os sorteios dos prêmios, aos participantes cadastrados na promoção, como fogões, geladeiras, modernas vitrolas 3X1, vales compras, e uma infinidade de valiosos produtos do comércio.

O evento tinha sua abertura oficializada por desfiles inspirados nas paradas da Disney, e chegada do Papai Noel até de helicóptero. Tudo organizado e financiado pelos comércios e industrias locais, sem custos da prefeitura.

Uma época de nostalgia e inocência, que deixou muitas saudades a todos que viveram esse período em Cosmópolis.
Texto e foto Adriano da Rocha