quinta-feira, 13 de junho de 2019

#TBT AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS...



 22/ 01/ 2015 - Há quatro anos, muita emoção e festa com a volta da Arara Alice. O desaparecimento da "mascote de Cosmópolis" movimentava toda a cidade, sendo o assunto mais comentado e compartilhado nas redes sociais. As manifestações e notícias, como todo movimento de busca pela Alice, começaram nas páginas e blog do Acervo Cosmopolense.

Os milhares de compartilhamentos e comentários no Acervo, comoveram os sequestradores, que devolveram a mascote em Campinas. Uma das primeiras parceiras do Acervo Cosmopolense e Grupo Filhos da Terra com a EPTV Campinas.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

HÁ 67 ANOS, UM CASAL DE ETERNOS NAMORADOS

MEMÓRIA COSMOPOLENSE

 No dia dedicado ao amor, nossa mais tenra tradução cosmopolense da palavra namorados, o casal Elza Maria e Emilio Tetzner. Uma história que inspira a felicidade, motivando outros casais, a seguirem nesta mesma união de vidas e corações.

  São 64 anos de casados, e 67 anos como eternos namorados. União de duas vidas, que constituiu o surgimento de outras vidas, reunindo três filhos, oitos netos e quatro bisnetos. Elza Maria está com 81 anos de idade, entusiasmado, Emílio prepara-se para comemorar os 89 anos.

Sitiantes, o apaixonante casal divide o amor à numerosa família e a terra, uma propriedade rural que perdura há mais de cinco gerações dos Tetzner.

Para conhecer a história destes namorados, fomos até o Serra Velha, onde residem em uma das propriedades mais antigas do bairro rural. Região que marca a divisa municipal de Cosmópolis e Limeira, que, antes da emancipação política e administrativa de 1944, pertencia totalmente ao território cosmopolense.

Na entrada da casa, toda revestida de pequenos azulejos esmaltados e cerâmica paulista, fomos recebidos nos jardins por Dona Elza. Um encantador jardim, criado e cuidado por Elza, com uma infinidade de flores das mais diversas espécies, destacando as enormes roseiras e cristas de galo.

Todo garboso, arrumando seu lenço branco no pescoço, tradição dos tempos da mocidade boiadeira, surge Emilio.

Com muito carinho, Elza “apruma” o lenço junto ao anel passador, ajeita sua roupa, e coloca o aparelho auditivo em suas orelhas. “Vamos conversar bastante sobre nós, é bom você estar com os ouvidos atentos. Nossa história é sempre juntos, não tem como contar sozinha”, fala Elza, arrumando Emílio.

Os cuidados com esposo, a atenção de Emílio com Elza, são marcantes em seus olhares, refletindo um fulgente brilho. Eis a marca dos apaixonados, o constante encontro dos olhares, marcante por este brilho, resplandecendo a todos, o amor entre o casal.

Na varanda, sentados “de apar”, como diz o paulista, as histórias vão sendo narradas. Um encontro de narrativas, pessoais do casal, familiares, e de amigos, na junção destas passagens de vidas, a história popular de Cosmópolis. Com altivez, vivida por estes importantes personagens cosmopolenses.

A memória preserva com detalhes o surgimento do namoro, há 67 anos passados, o encontro de olhares em uma “reza ao Bom Jesus”, no bairro Nova Campinas.

Naquele tempo, semanalmente as famílias reuniam-se para rezar, fazer orações e celebrar a fé aos santos de devoção. Cada semana, a reunião era realizada na casa de um devoto, sendo o encontro mensal de todas as famílias, nas capelas dos bairros.

Elza e Emílio são primos, filhos de uma das primeiras famílias de alemães da região, responsáveis pelo surgimento e desbravamento do Bairro Serra Velha, nos idos de 1840.

O histórico bairro rural, nasceu através de uma serraria criada pela família, a qual fornecia madeira das matas do Funil, para as obras da Catedral de Campinas. A velha serra, enorme e forjada em ferro, está conservada na tuia do sítio.

A família de imigrantes alemães, era dividida em luteranos e católicos convertidos. Emílio seguia as tradições católicas, Elza, ainda conservava a fé luterana dos pais. O encontro dos olhares, a aproximação do casal, surgiu quando Elza começava a frequentar as rezas, seguindo os irmãos que convertiam-se ao catolicismo.

“Meus pais, tiveram 13 filhos, todos nascidos e criados neste sítio. Quando os filhos foram casando, a família foi aumentando ainda mais. O nosso entretenimento, eram os bailes e rezas, realizados por meus pais e irmãos.
Naquela época, o respeito era tanto, que mesmo sendo primo da Elza, ela frequentando nossa casa, nunca havíamos nos aproximado. As rezas eram sérias, os bailes mais alegres, mas sempre com muito respeito, e atenção dos pais”, relata Emílio.

A aproximação do casal, o encontro dos olhares começou em uma reza no Nova Campinas, as primeiras palavras, na tradicional festa de São Francisco realizada pela família Frade, em Limeira.

“Foi linda essa época!! Caminhando por horas, saiam centenas de famílias de Cosmópolis, percorrendo estradas de terras e caminhos abertos pelas matas. Na frente, seguiam alguns cavaleiros, levando as prendas e ofertas para São Francisco, atrás, as mulheres, mães, avós, filhas e netas, por último os homens.
Era divertido, juntavam alemães, italianos, caboclada, tudo misturado, conversando, cantando pelos caminhos. O pessoal tinha charretes, troles e até trator, mas o costume era ir caminhando.
Chegávamos cansados nos Frades, lavávamos os pés, e começavam as rezas de São Francisco, ao fim, a festa e baile”. Recorda Elza, lembrando que depois de machucar os pés por causa dos sapatos, começou a fazer o percurso descalça.

“As moças quando eram solteiras, iam de calçados, sapatilhas enfeitadas, botinhas, tudo para impressionar o futuro namorado. A maioria na verdade, só tinha aqueles calçados, eram os sapatos de ir na Villa. Depois que o namoro estava firme, as moças faziam os percursos descalças. Ficava fácil conhecer quem era solteira e comprometida”. Declara Emílio, que relembra até os detalhes da sapatinha que usava Elza, a futura namorada.

Para namorar Elza, era necessário o consentimento dos seus pais, autorização imposta na época aos relacionamentos. Quem fazia o pedido não era o pretendente, mas sim, os seus pais. Com a autorização dada pelos pais de Elza, aos pais de Emílio, o namoro começava em casa.

As saídas, sempre juntos dos pais e irmãos, somente aconteciam depois de meses de namoro em casa, sempre com a mãe sentada no meio, e os namorados nos lados da velha “marquesa”, sofá de madeira.
Emílio recorda das saídas com Elza, sempre acompanhados da família.
“Há cada dois meses, íamos assistir filmes na colônia Carandina. Muitas películas eram transmitidas nos fundos do campinho, reunia uma multidão de gente. Chegavam famílias de todos os bairros rurais, até dos Pires, centro rural, Frades, ansiosos para ver os filmes.
Outro divertimento dos tempos de namoro, eram os bailes feitos na casa dos meus pais. Família muito grande, era certeza de terreirão cheio até na beira da tuia. Primeiro eram feitas as rezas, na sequência os bailes. O sanfoneiro era o Emílio Bomba de Artur Nogueira, ele pousava aqui, o baile durava dois dias, sexta e sábado.
Terminava a reza, servia pinga aos homens, anisete coloridos para as mulheres e crianças, seguindo o baile até na madrugada de domingo. Até domingo somente, por causa da missa e pela santidade do dia.”, relembra sorridente Emílio.

Em 1955, acontecia o casamento somente no civil, realizado pelo Tharcilio Mattioli, oficial e tabelião do cartório, sendo padrinhos o “Michel da Loja” e o Jorge Baracat do depósito. Os dois eram Tetzner, devido ao parentesco, mas mesmo assim, ela fez questão de preservar o seu Tetzner, ficando Elza Maria Tetzner Tetzner.

Por questões religiosas, Elza ainda não era batizada no catolicismo, e principalmente pelas burocracias da igreja, então comandada pelo Padre Germano Prado, o casamento só aconteceria em 1966. A celebração foi realizada pelo Monsenhor João Batista Maria Rigotti, pároco que considerava muito o casal.

Qual o segredo do casal, para preservar no casamento, o amor e os sentimentos de namorados?
“Respeitar as diferenças, somente assim, existirá a união de duas vidas diferentes, em uma só. O amor nunca morre, quando é verdadeiro, só aumenta. Na verdade, transformar-se em um sentimento ainda mais nobre, a eterna gratidão”. Enfatiza Elza.”

“Acreditar que o amanhã, sempre será um novo dia para recomeçar, aprimorar os acertos e consertar os erros. Nada na vida é fácil, mas quando o casal se ama, tudo vai descomplicando com o apoio deste amor’’, declara Emílio.
Aos casais de eternos namorados, uma história para inspirar e preservar a união . Aos novos casais de namorados, uma história para seguir como motivação, na união de duas vidas, em uma só no futuro matrimonio. FELIZ '' DIA DOS NAMORADOS''

Foto Paola Marques 
Texto Adriano da Rocha


Agradecimentos especiais a Branca Tetzner, filha do casal Elza e Emílio. Não esquecendo do gostoso café da tarde, com legítimas iguarias da nossa culinária cosmopolense, feitas com muito carinho pela Dona Elza.

terça-feira, 11 de junho de 2019

FLORESCER DAS PIÚVAS

 PELOS OLHOS DOS MEUS FILHOS
Foto Ângela Maria


Quanto mais frio, mais intensa é sua florada. O mês de junho, lembrado pelo frio e as tradicionais festas, marca o florescer dos "Ipês bolinha", a " piúva rosa", na linguagem paulista.

Foto Bernadete Gasparotto

Em destaque, não somente na foto, mas em toda região, a florada do ipê da Secretaria de Cultura, antigo Grêmio Estudantil. Impossível não vislumbrar essa florada na passagem pela Avenida Centenário. Sua copada florida, pode ser vista deste a rotário da Usina Ester, encantando os olhares dos frequentadores do "Terminal Rodoviário Zé da Peggê".


Foto Ângela Maria 


A sabedoria popular cosmopolense diz: " piúva com florada muito intensa, prepara o cobertor, vai fazer muito frio!!".

Pela intensidade da florada, e principalmente pelos alertas da Defesa Civil Paulista, as próximas semanas são de muito frio. Então prepare o seu cobertor, e sendo possível, ajude quem não tem. Aquecerá quem precisa, e também, a sua alma!!
Foto Bernadete Gasparotto e Ângela Maria
Texto Adriano da Rocha

sábado, 8 de junho de 2019

“FESTA DE SANTO ANTÔNIO DO BAIRRO VILA NOVA"

É NESTE FIM DE SEMANA!!! 
Começa neste sábado (08), a tradicional quermesse da "Comunidade Santo Antônio", realizada há mais de 50 anos no bairro Vila Nova.

As festividades do Vila Nova, estão entre as mais esperadas de Cosmópolis, reunindo milhares de pessoas todos os anos.
Os principais atrativos do evento são as barracas típicas, com as famosas porções da comunidade. São várias as opções de salgados, caldos, doces, bebidas como quentão e vinho quente.

Um dos mais gostosos destaques é a porção mista de polenta com calabresa, seguindo a mesma receita das “nonas do Vila Nova”, percursoras da festividade nos anos 1960.
Outro prato que merece sua degustação, são os pasteis de Santo Antônio, fritos e recheados na hora.

Todas as noites são realizados os populares sorteios de prêmios, patrocinados pelos comerciantes e fiéis. Nesta edição de 2019, dia 14 (sexta-feira), show com o sanfoneiro Sérgio Augusto, da cidade de Brotas.

QUANDO?
Quermesse nos dias 08, 09, 14, 15 e 16 de junho, com início às 19h
ONDE?
Comunidade Santo Antônio
Rua Ataliba de Carvalho, 1.050, Vila Nova. Esquina com a rua Willian Neumann, um quarteirão acima do Supermercado São Vicente.

PARTE RELIGIOSA
A trezena de Santo Antônio teve início no dia 31 de maio, seguindo a cronologia da liturgia Católica. No dia 13 de junho, data consagrada à Santo Antônio, é realizado às 19 h, o fim da trezena.
Às 19h30, missa em louvor ao Padroeiro da comunidade, em seguida, procissão pelas ruas do Vila Nova, e benção dos pães de Santo Antônio.
As missas são realizadas na histórica Igreja de Santo Antônio, que contará com espaço coberto nas imediações para receber mais fiéis.

ORGANIZAÇÃO:
Comissão de eventos e Padre Antonio Romildo

SANTO ANTÔNIO EM COSMÓPOLIS
As festividades e louvores à Santo Antônio de Pádua, estão entre as mais antigas tradições religiosas de Cosmópolis. A fé pelo santo europeu, foi trazida pelos imigrantes italianos no fim do século 19, difundindo em toda comunidade Católica.

Os imigrantes italianos, representavam mais de 70% da recém criada Vila de Cosmópolis. Responsáveis pelo desbravamento das terras da Usina Ester, eram contratados diretamente na Itália, pelo próprio Major Arthur Nogueira.

As primeiras festividades de São Antônio são datadas em 1898, período de construção do complexo industrial da Usina Ester. A popularidade do Santo era tamanha, que foi enaltecido pela comunidade italiana como padroeiro popular de Cosmópolis.

As festividade em louvor ao santo, chegavam a ser até maiores que as de Santa Gertrudes de Helfta, Padroeira oficial de Cosmópolis. Em breve, em uma nova postagem no dia 13. Aguardem!!

Foto Acervo Grupo Filhos da Terra/ "Capela de Santo Antônio" em 1989
Texto Adriano da Rocha

sexta-feira, 7 de junho de 2019

POENTES DE JUNHO


  Junho não registra somente frio em Cosmópolis. É o mês dos mais lindos registros fotográficos do astro Rei. Na SP-332, Rodovia Professor Zeferino Vaz, a despedida do sol nos poentes da Represa do Rio Pirapitingui. Como dizia a colonada do "Quebra Canela" : "Ao fim da tarde, o sol vem se banhar na mansidão das águas".
Foto Alex Ribeiro 


quinta-feira, 6 de junho de 2019

#TBT – AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS


  
2001 – Um dia frio de junho, há exatos 18 anos. Em destaque, o reservatório municipal de águas, o popular “Castelo d’água”, localizado na confluência das ruas Monte Castelo e João Aranha. Na época, motivo de muitas discussões nos perfis e comunidades do Orkut, devido a nova cor da histórica edificação.

A mistura de tons amarelos e “laranjas avermelhados", seguia um padrão das construções públicas, criado pela administração do prefeito José Pivatto, e seu vice Antônio Fernandes Neto.

Enquete de jornais semanários como a Gazeta de Cosmópolis e Tribuna, assunto nas emissoras de rádio locais, e até de comunidade no Orkut, pedindo a volta da cor branca. Seguindo a mesma coloração, foram pintados o Largo da Matriz de Santa Gertrudes, Praça Major Arthur Nogueira Ferraz e Coreto, e canteiros centrais dos acessos ao município.

Antes da polêmica pintura, foram retirados os sistemas de iluminação do Castelo, a maioria destruída pelas intempéries climáticas e falta de manutenção. Quando inaugurados em 1996, gestão Joaquim Pedroso, a iluminação com lâmpadas especiais azuis, destacava o Castelo em toda cidade, sendo visto até em Artur Nogueira.

Desde 1951, o Castelo matinha suas estruturas pintadas de branco, acompanhando o mesmo projeto arquitetônico de outros reservatórios construídos na região, como Limeira, Campinas, Piracicaba e outras cidades.

Obra inaugurada pelo governador Lucas Nogueira Garcêz, na gestão municipal de João Guilherme da Paz Herrmann (Zé da América, alusão a sua esposa, a professora Dona América Herrmann), pai do celebre deputado e prefeito de Piracicaba, João Herrmann. 

Com a construção do novo reservatório de águas na Rua Monte Castelo, o Castelo foi totalmente desativado em 2009.

CURIOSIDADE
O Castelo foi um verdadeiro divisor de águas na história de Cosmópolis, sendo uma das primeiras cidades paulistas à receber os serviços de distribuição e tratamento de água.
Antes do Castelo, não existia serviços de distribuição de água, a maioria das casas cosmopolenses possuía poços nos fundos do quintal.

A água chegava nas cozinhas, banheiros e demais áreas da casa, através dos poços, obtida por baldes. Surgindo a palavra "bardeá", ainda muito usada entre os cosmopolenses, principalmente ao ir buscar e trazer alguma coisa.

"Vai bardeá as coisas do carro. Mas não bardeiá de uma veizada só, pode deixar que ajudo na bardeação".

Texto Adriano da Rocha
Foto Mauricio Pelissari

quarta-feira, 5 de junho de 2019

OLHA A NOITE, SENTE O FRIO !!!

Ao raiar o sol, vermelhou o firmamento, prepara o cobertor. Afirma o velho cosmopolense, conhecedor dos avisos da natureza.

Em destaque, as nuances da despedida do sol e a chegada da "vermelha fria noite", contrastando na Praça de Pedágio da Rota das Bandeiras. Felizmente ou infelizmente, a Praça é localizada em Cosmópolis, mesmo estando denominada como Praça de Paulínia. Burocracias, permanência de um erro de sistema, interligação com a Praça do Polo Petroquímico, até hoje, uma incerteza e incógnita.

OLHAR NA HISTÓRIA
Localizada na SP-332, Rodovia Professor Zeferino Vaz, Bairro da Cascata, a região foi uma das primeiras áreas rurais loteadas para imigrantes italianos. Neste sistema de lotes rurais, pequenos e grandes sítios, o bairro expandiu-se até Paulínia, até então como Cosmópolis, distritos de Campinas.

Não muito longe da Praça de Pedágio, existia uma propriedade pertencente ao lendário Comendador Aladino Selmi. Um dos maiores industriais paulistas do século 19 e 20.

O sítio, com grande produção de café, era onde o fundador do Pastifício Selmi, usava como um refúgio da agitada vida das fábricas. O Comendador Selmi, criador do famoso Macarrão Galo e farinha Renata, é considerado o percursor da fabricação de macarrões no Brasil.

Sua história comercial surgiu em Campinas no fim do século 19, expandindo-se industrialmente, por todos os estados e mundo.

Figura conhecida nos meios sociais cosmopolenses, gostava de passear com seus grandes carros pela Avenida Ester, especialmente nos domingos de "footing" dos "Jardins do Coreto".Em sua homenagem, uma rua foi designada com seu nome no bairro Parque Ester.

Foto Conceição Tetzner 
Texto Adriano da Rocha

terça-feira, 4 de junho de 2019

FESTA DO NOVA CAMPINAS

Neste fim de semana!!!



Tradicional "Festa do Nova Campinas", nos dias 08 e 09 de junho, na Capela do Senhor Bom Jesus
A maior e mais autêntica festa junina da cidade. Muitas comidas típicas, frango assado, cuscuz, polenta, espetinhos, e as famosas porções de pernil.

Capela do Senhor Bom Jesus, cercada pelas edificações da comunidade onde são realizados os festejos. Construção celebra 79 anos / Foto Conceição Tetzner - 2018
A festa em louvor ao Senhor Bom Jesus, é uma das festividades mais antigas de Cosmópolis. Antes da criação dos núcleos coloniais e o surgimento da Villa de Cosmópolis, o "Bom Jesus da Caninha Verde", era consagrado como padroeiro da Fazenda do Funil.
Em 2019, são celebrados os 79 anos da construção da nova capelinha, e os 42 anos da oficialização da comunidade do Senhor Bom Jesus .
P.a.r.t.i.c.i.p.e

sexta-feira, 31 de maio de 2019

NOSSO PRESENTE PARA VOCÊ


Olá amigos, um convite especial para vocês,apaixonados por redes sociais e as publicações do Acervo Cosmopolense. O GrupoFilhos da Terra, celebrando os 12 anos do Acervo Cosmopolense na internet, promove a palestra "Master Class, o segredo das mídias sociais".
VOCÊ, estará conosco nesta terça-feira, dia 04 de junho, às 19h00, na Câmara Municipal ?!
Evento exclusivo e gratuito, com a fotojornalista Bruna Grassi, mestre em comunicação e jornalismo pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
Destaque em palestras por todo o Brasil, sobre desempenho das mídias sociais e sua importância na vida profissional. Seus trabalhos são referência em exposições mundiais sobre fotojornalismo e fineart, sendo responsável por registros e direção de imagens, em consagrados espaços culturais de São Paulo.
Bruna Grassi é cosmopolense, com vários registros fotográficos premiados sobre Cosmópolis em renomados concursos internacionais.
A palestra faz parte de um conjunto de eventos organizados pelo Grupo Filhos da Terra, presidido por Rafael Pádua. O Grupo apartidário e cultural, foi fundado oficialmente em 2016, realizando deste então, projetos de resgate histórico, social e na preservação da memória cosmopolense.

INSCRIÇÕES GRATUITAS:

Local: Plenário da Câmara Municipal de Cosmópolis
Dia: 04/06 (Terça-feira)
Horário: 19h00
Endereço: Rua Getúlio Vargas, nº 500, Centro – Cosmópolis-SP
DOAÇÕES AO PROJETO ARCO ÍRIS
Contribuições voluntárias de produtos de limpeza, sabão em pó, amaciante e desinfetante

O evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais do Grupo Filhos da Terra

Apoio:
RAFAEL PÁDUA Empreendimentos Imobiliários e Construções
“Construindo uma nova Cosmópolis, junto com VOCÊ”

sexta-feira, 24 de maio de 2019

“Hey humanos, BOM DIA!!” 🐈🌞

Amanheceu!!!
 Nasce o sol nos fundões do Uirapuru e Quilombo, clareando do norte ao sul de Cosmópolis, até os horizontes do Serra Velha.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

TBT DO ACERVO, AINDA ONTEM EM COSMÓPOLIS...



 2009 / Há 10 anos de muitas saudades. Ainda ontem em Cosmópolis...
Tabajara e a muda, épica piada tabajarista de balcão.

Imagens Adriano da Rocha

AINDA ONTEM DO ZÉ...

MEMORIANDO 

#TBT do ZÉ/ 1993- Ainda ontem em Cosmópolis 
HÁ 26 anos na Avenida Ester...




  Quantas descrições, incontáveis histórias, podem ser feitas ao ver este registro fotográfico?! Em cada olhar, uma lembrança, cada geração definindo sua versão da palavra nostalgia.

A Avenida Ester, seguia o mesmo sentido viário da sua criação, lá pelos idos de 1900. Você descia à Avenida, assim falávamos, hoje, você sobe.

As árvores contrastam com suas sobras na foto, dispersas pelas calçadas. Lá no fundão da foto, as várias “figueiras bravas” da Praça do Coreto, que ainda tinha fonte, banheiros, higiene e tranquilidade.

Destacando na Avenida, o recém inaugurado, em 1992, "Calçadão da Avenida Ester", adorado e odiado na região.
Motoristas estacionando de “esgueio”, povão descansando nos bancos e falando da vida. Criando coragem para sair da Villa, subir os morros, e voltar para casa.

Não existia internet, celular, muito menos Whatsapp, telefone era fixo, só rico e comerciantes possuíam, tinha até, quem vivia de alugar linhas. Não existia televisão paga, Netflix, músicas só no disco de vinil e fita cassete.

E o mais importante, até existiam cadeados, mas ninguém preocupava-se em fecha-los, ou, encher os portões e janelas com trincos e tramelas. Ainda predominava o respeito, prevalecendo assim, a segurança por toda Cosmópolis.

Alarmes sonoros, destes para alertar polícia, só usava-se como sinal de escola e fabricas. E como tínhamos fabricas e indústrias em Cosmópolis.

Quando os sinais, sirenes das indústrias e tecelagens soavam, "gritavam" como dizia a colonada, as ruas cosmopolenses eram invadidas por trabalhadores. Horários de entrada e saída, e as pausas para almoço.

As ruas eram dominadas pelas mulheres, principalmente as funcionárias das tecelagens. Caracterizadas pelos jalecos rosas, e suas “Ceci” rosas, marcadas pela icônica cestinha na frente.

Homens, usavam barra forte, e a juventude de “guardinhas” suas monareta e caloizinhas.

Quem morava longe, levava a marmita embrulhada no pano, comendo lá mesmo, quem morava perto, saia com sua bicicleta para almoçar em casa.

O dinheiro era suado, trabalhava-se realmente e muito, mas com muita economia, a bicicleta era comprada. Na verdade, era um símbolo do trabalhador, sua marca por estar empregado.

Outras bicicletas também desciam e subiam a Avenida, algumas com camaras usadas de carro e até trator, outros com matulas, baldes velhos cheios de minhocas e cevas, e varas de pescar.

Eram os banhistas, aventureiros do calor, pirangueiros, pescadores, que faziam o trajeto de ida e volta, da Represa e Poção.

Na foto, o letreiro da “Sorveteria Nova”, referência deliciosa, com seus sorvetes sem iguais, misturas e aromas típicos do gosto cosmopolense. Iguarias que surgiram aqui, e transforam a sorveteria em uma rede.

Criações cosmopolenses, como sorvete de queijo, “guarapá”, anis trufado, suíço (limão com leite condensado), abóbora com coco, muitos sabores. Creme holandês e picolé napolitano, eram meus preferidos.

Iguarias cosmopolenses da Nova, vendidos em enormes taças de vidro, resquícios do “Toninho da Kibon”. Receitas elaboradas atendendo os pedidos da exigente clientela que “vinha para a Villa”.

No alto da parede a tabela de preços e opções, um enorme quadro daqueles pretos com letras e números amarelos removíveis.

Em destaque os americanizados “sundaes” e banana sprit, e os nossos típicos paulistas, ituzinho e ituzão no palito, sorvete na casquinha e cascão, sempre com muita calda.

Tinha as industriais da campineira Vanucci, sabores morango, leite moça, graviola, laranja, manga, groselha, mas, a minha preferida eram as de chocolate e caramelo, feita na hora.

A moleca cosmopolense tinha as suas predileções, a “vaca preta” (misturado com Coca Cola) e a “vaca amarela” (com Sprite, ou Pivatto limão).

Herança saborosa dos tiozões e tias dos anos 1960 e 1970, os sorvetes mais vendidos na Avenida Ester dos “Jardins do Coreto” e "Cine Theatro Avenida".

Só de lembrar dos Sorvetes da Nova, a boca saliva e assanha as “lombrigadas” . Melhor mudar o olhar na foto né!!

No lado direito, a "Screen Sete", popular e nostálgica "Esquina Sete".

Quantas lembranças de infância, desejos de brinquedos, badulaques, material escolar descolado, presentes para aquela namorada, ou, um agrado especial de dia das mães.

Do ladinho, Alemão Games, Flash Vídeo, Açougue Gaúcho, Libanori, Armarinhos Fernandes, Frezarin, Auto scola Medeiros, Sucão, e a histórica Banca do Alaor, marco na distribuição de revistas, jornais, gibis entre infindos produtos impressos.

Grande Alaor, principal responsável pela paixão na escrita de incontáveis gerações.

Quase na esquina, perto do Bar do Bunda Mole, antigo Bar Ideal, ainda resistia aos mais de 90 anos de história, as instalações da Padaria Santo Antônio. Nesta época, Padaria Estrela, comandada pelos irmão Marsoli, os mesmos da fantástica padaria da Monte Castelo.

Ainda tem no lado esquerdo, a loja de Ferragens do Cavagnini, Papelaria do Brandão, encostado com o lendário Bar e Lanchonete Ranchão, Vídeo Som, Sport Magossi, a gigantesca esquina da Roma Calçados... assunto para outras histórias.

Puxa, quantas lembranças minhas, outras muitas suas, com certeza. Tudo isso, em só um pedacinho da Avenida, imaginem nos outros quarteirões e ruas da região central.

Na viagem de memórias, através da foto, nesta Avenida Ester de 1993, parafraseio um trecho de um sucesso desta época.

Éramos felizes em Cosmópolis, sim, nós sabíamos. Hoje, só queremos ser felizes, nesta Cosmópolis que nascemos !!!


Texto Zé LINDO
Foto Bruno Petch

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